Canídeos silvestres no Brasil vêm sendo cada vez mais impactados pela fragmentação de hábitat e por doenças infecciosas emergentes, algumas de importância zoonótica. Este estudo teve como objetivo investigar os achados anatomopatológicos e as causas de morte de canídeos silvestres admitidos na Associação Mata Ciliar (Jundiaí/SP) de 2021 a 2023, incluindo 28 cachorros-do-mato (Cerdocyon thous), seis lobos-guará (Chrysocyon brachyurus) e uma raposinha-do-campo (Lycalopex vetulus). Amostras de tecidos coletadas durante as necropsias foram submetidas a exames histopatológicos e moleculares. As causas de morte foram atropelamentos (11/35; 31,4%), eutanásia (8/35; 22,9%), distúrbios respiratórios (7/35; 20,0%), caquexia/desnutrição (4/35; 11,4%), sepse (2/35; 5,7%), doenças gastrointestinais (2/35; 5,7%) e choque hipovolêmico associado à severa infestação por pulgas (1/35; 2,8%). Entre os achados anatomopatológicos mais relevantes destacam-se pneumonia granulomatosa associada a Angiostrongylus spp. (5/28; 17,85%) em cachorros-do-mato, infecção pelo vírus da cinomose canina (5/35; 14,3%), sarna sarcóptica (2/35; 5,7%), parasitismo renal por Dioctophyme renale em lobos-guará (3/6; 50%), e carcinoma de células escamosas oral na raposinha-do-campo. Esses resultados reforçam a importância dos exames post mortem para a vigilância de doenças na fauna silvestre e destacam o papel do monitoramento da saúde animal na conservação da biodiversidade e na prevenção de riscos zoonóticos.
TERMOS DE INDEXAÇÃO:
Patologia; doenças infecciosas; vigilância de doenças da vida selvagem; medicina da conservação
Thumbnail
Thumbnail
Thumbnail
Thumbnail
Thumbnail
Thumbnail
Thumbnail
Thumbnail
Thumbnail








