Este artigo explora o papel das políticas educacionais em influenciar a profissão docente e o ensino, por meio da análise de duas políticas para a formação de professores e a profissão docente: o Padrão para Registro Pleno escocês e a Base Nacional Comum para a formação inicial de professores no Brasil. Uma preocupação central é refletir sobre formas de superar a cultura da performatividade na educação. A questão discutida é: “por quais propósitos os professores no Brasil e na Escócia devem ensinar?” Concentramos a análise no que está escrito sobre o ensino nessas políticas, levantando questões e comentários nas partes em que há uma ênfase na aprendizagem, mas nas quais entendemos que o ensino deveria ser incluído. Ambas as políticas priorizam a aprendizagem, mal mencionando o ensino e quase ignorando o estudo. De fato, o ensino parece estar submetido a um processo de learnification, tendo como principal meta alcançar os resultados de aprendizagem mensuráveis previstos nos currículos. Logo, essas políticas não mostram concepções de ensino que possam superar a cultura da performatividade na educação.
Palavras-chave:
Ensino; Educação; Performatividade