Este artigo apresenta o interesse crescente sobre as condições das pessoas com deficiência na Itália, desde os anos 1960 até o período pós-pandemia da covid-19, indicando as mudanças sociopolíticas e sociais nas quais se realizam os percursos de integração em uma perspectiva inclusiva na escola pública/comum italiana. Trata-se de um processo complexo e articulado, que envolve, em graus variados, os interessados diretos, as comunidades de referência e a política, em uma fusão de percursos emancipatórios institucionais e sociais. A abordagem da pesquisa é qualitativa e baseia-se na análise documental. Analisa-se o modo como as crises econômicas mundiais e o desenvolvimento do pensamento neoliberal repercutem nas políticas públicas, na redução do investimento estatal a partir dos anos 2000, inserindo reformas que afetam as escolas, o mundo do trabalho e a sociedade italiana de modo geral. No que consiste à escolarização de pessoas com deficiência, as mudanças recentes da legislação educacional italiana comprometem os princípios da inclusão escolar, haja vista que favorecem dinâmicas institucionais meritocráticas entre os profissionais da educação. Desse modo, as atuais medidas da gestão pública italiana não têm trazido mudanças efetivas aos problemas estruturais enfrentados pela educação pública/comum no país.
PALAVRAS-CHAVE:
Deficiência; Ação social; Direitos e solidariedade; Integração em perspectiva inclusiva; legislação