Introdução: A Cannabis sativa L. possui histórico milenar de uso terapêutico e evidências científicas de aplicabilidade clínica em condições como dor crônica, náuseas e vômitos associados à quimioterapia, epilepsia e esclerose múltipla, além de crescentes evidências de potencial efeito positivo em diversas outras morbidades. Esse grande potencial terapêutico, justificado pela existência de um sistema endocanabinoide amplamente distribuído e com funções pró-homeostáticas, ainda é pouco presente nos currículos da graduação médica.
Relato de experiência: Diante disso, o presente relato descreve a disciplina eletiva “Introdução ao sistema endocanabinoide e ao uso terapêutico da Cannabis spp. e derivados”, oferecida no terceiro ano de Medicina da Faculdade de Medicina de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (FMB-Unesp). Com carga horária de 30 horas e formato híbrido, a disciplina reuniu 32 estudantes e abordou o sistema endocanabinoide, a formulação de produtos, as vias legais de acesso e a prática clínica.
Discussão: A iniciativa buscou suprir lacunas na formação médica, considerando o aumento da demanda pelos efeitos terapêuticos da Cannabis no Brasil.
Conclusão: A inclusão do tema na graduação médica mostra-se essencial para capacitar futuros profissionais perante as mudanças regulatórias e as necessidades clínicas emergentes.
Palavras-chave:
Maconha Medicinal; Educação Médica; Endocanabinoides