Introdução: As instituições de educação médica, historicamente, possuem falhas no incentivo ao desenvolvimento de competências em comunicação dos seus discentes, sobretudo dentro da comunicação de más notícias. O projeto “Dying: a human thing’’, realizado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), complementa o ensino das habilidades de comunicação de notícias difíceis com metodologias ativas de ensino e avaliação por meio de simulações virtuais.
Objetivo: Este estudo teve como objetivos avaliar o desempenho dos discentes participantes do projeto “Dying: a human thing’’ no OSCE remoto e caracterizar a percepção dos estudantes sobre o próprio desempenho nas simulações virtuais.
Método: Trata-se de um estudo com metodologia mista, quantiqualitativa, de caráter descritivo e exploratório. Foram incluídos na etapa quantitativa os estudantes participantes do projeto “Dying: a human thing” na edição 2021.2, que tiveram seu desempenho em comunicação de más notícias avaliado por um mesmo checklist, em dois OSCE online diferentes, separados por uma capacitação acerca do protocolo SPIKES, a fim de estabelecer uma análise comparativa entre as simulações. O checklist foi preenchido por professores capacitados sobre esse tema. Incluíram-se na etapa qualitativa, por conveniência, aqueles alunos que responderam a um roteiro semiestruturado para a análise de sua experiência nas simulações. A análise quantitativa ocorreu de forma não paramétrica, e, para o conteúdo qualitativo, as descrições dos discentes foram organizadas por categorias temáticas de acordo com o método de Minayo.
Resultado: Observou-se melhora nas pontuações dos discentes após a capacitação virtual em comunicação de más notícias, sendo o OSCE remoto uma ferramenta adequada para mensurar o desempenho dos participantes desse projeto de extensão. Os principais sentimentos despertados nesse contexto foram medo e angústia diante desse contexto comunicativo.
Conclusão: A comunicação de más notícias ainda é um desafio na prática médica e precisou ser realizada por meios virtuais durante a pandemia causada pelo Sars-CoV-2. Desse modo, aliar o desenvolvimento de habilidades comunicativas à familiarização com o modelo remoto é fundamental para a educação dos futuros médicos.
Palavras-chave:
Educação Médica; Acolhimento; Humanização da Assistência; Telemedicina; Competência Clínica
Thumbnail
Thumbnail
Thumbnail
Fonte: Elaborada pelas autoras.

