Open-access Prova híbrida individual e colaborativa de graduandos em Medicina: relato de experiência

Introdução:   A avaliação é necessária para o aprendizado do aluno. O aprendizado deve ser proativo e contínuo, e abranger técnicas comunicacionais e de trabalho em equipe, porém é fundamental que reflita também tudo o que o aluno aprendeu. Apresentamos a experiência de uma avaliação híbrida que foi aplicada, de forma individual e em grupo, em turmas do primeiro ano de Medicina. Pretendia-se avaliar a exequibilidade dessa técnica, o impacto no aprendizado e a aceitação dos alunos.

Relato de experiência:   Durante os anos de 2018, 2019, 2022, 540 alunos do primeiro ano da disciplina Discussão Integrada de Casos I da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), campus São Paulo, foram submetidos à aprendizagem proativa e a uma avaliação híbrida - de forma individual e em grupo - em cinco módulos/ano. Realizada presencialmente na faculdade, a avaliação, com base em casos clínicos, continha 25 perguntas fechadas de múltipla escolha. Para tanto, utilizaram-se os computadores institucionais com acesso apenas à prova. Primeiramente realizou-se a avaliação de cada aluno (2,2 minutos por questão) e, após, em grupo (sete alunos/grupo, um minuto por questão). Na prova em grupo, os poderiam conservar entre si, mas sem consulta a qualquer outro material. Em seguida, fez-se a devolutiva da prova. As notas e um instrumento de devolutiva dos alunos sobre o módulo e as provas foram analisados pelo software SPSS23. Constatamos adesão à prova em grupo pelos alunos, com trabalho colaborativo e capacidade de deliberação em grupo no tempo estipulado para a prova. Houve aumento das notas em grupo quando comparadas às individuais nos três anos analisados. As notas de grupos evidenciaram maior homogeneidade. Os alunos se mostraram satisfeitos com as provas individuais e em grupo.

Discussão:   O método aplicado mostrou ser exequível, com altos níveis de satisfação e vantagens quanto ao aprendizado dos alunos com desenvolvimento de habilidades de gestão e deliberação sobre problemas em equipe. Dessa forma, mostrou-se uma alternativa plausível e eficaz para mediar o aprendizado colaborativo e um treinamento para adquirir habilidades de trabalho em equipe e liderança, respeito ao colega, empatia e resolutividade de problemas em curto espaço de tempo.

Conclusão:   Trata-se, portanto, de um método que contempla o currículo de graduação que desenvolve o potencial do indivíduo para a sociedade e satisfaz as Diretrizes Curriculares Nacionais.

Palavras-chave:
Avaliação; Educação Médica; Aprendizado Proativo; TBL

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