Objetivo: Analisar os indicadores de acesso aos serviços de saúde e cuidado entre adultos com diabetes mellitus no Brasil, segundo a cobertura da atenção básica.
Métodos: Estudo transversal, com dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2019. Foram selecionados apenas os indivíduos que autorreferiram diagnóstico de diabetes mellitus. As variáveis explicativas representaram indicadores de cuidado e acesso entre adultos com diagnóstico de diabetes mellitus. Foram calculados as prevalências e o Intervalo de Confiança de 95% (IC95%) dos indicadores. A associação com o cadastro em Unidade de Saúde da Família (USF) foi verificada por análise bivariada. Indicadores com p≤0,05 foram incluídos em modelo de regressão logística e, posteriormente, em modelo ajustado por sexo e idade.
Resultados: Entre a população adulta brasileira, 8,2% (IC95% 7,9-8,6) autorrelataram diagnóstico de diabetes mellitus. Após ajuste, os indivíduos com diabetes e domicílio cadastrado em USF apresentaram maior chance de terem realizado a última consulta em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) (OR=2,13; IC95% 1,71-2,64), de terem sido atendidos por médico especialista após encaminhamento (OR=1,97; IC95% 1,49-2,60) e de referir limitação intensa nas atividades habituais devido à condição (OR=1,65; IC95% 1,05-2,62). Por outro lado, observou-se menores chances de terem sido atendidos pelo mesmo médico das consultas anteriores (OR=0,65; IC95% 0,53-0,81) e de realizarem exame de vista no último ano (OR=0,73; IC95% 0,58-0,90).
Conclusão: Existem disparidades no cuidado e no acesso aos serviços de atenção básica entre adultos brasileiros com diabetes.
Palavras-chave:
Diabetes mellitus; Indicadores básicos de saúde; Atenção primária à saúde; Inquéritos epidemiológicos; Brasil