Este artigo questiona a narrativa hegemônica que situa a Semana de Arte Moderna de 1922 como o evento fundador exclusivo da modernidade cultural brasileira. Com base em pesquisa arquivística (jornais, correspondências e obras raras do período), propõe recuperar e analisar o papel do Grupo de Desterro (também chamado de “Guerrilha Literária Catarinense”), ativo em Desterro (atual Florianópolis) entre 1883 e o início da década de 1890, como um laboratório precursor e fundamental para a compreensão da modernidade cultural brasileira como um processo de longa duração, descentralizado e conflituoso.
Palavras-chave:
Relações centro-periferia; Grupo de Desterro; Cruz e Sousa; Modernismo; Simbolismo