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Revista Brasileira de Oftalmologia, Volume: 84 Supplement 3, Published: 2025Revista Brasileira de Oftalmologia, Volume: 84 Supplement 3, Published: 2025
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Editorial Perspectives in vitreoretinal surgery: profound and continuous transformation Ribeiro, Lucas Zago Maia, Mauricio |
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Artigo De Revisão Gene therapy for retinal diseases da Palma, Mariana Matioli Salles, Mariana Vallim Sallum, Juliana Maria Ferraz Abstract in Portuguese: RESUMO Este artigo de atualização tem como objetivo discutir as principais terapias genéticas em estudo para uso nas doenças da retina, principalmente entre as diferentes distrofias hereditárias da retina. As distrofias hereditárias da retina são consideradas doenças raras e algumas ultrarraras. O uso do Luxturna, que foi aprovado pela Food and Drug Administration, em 2017, e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, em 2020, mudou a história natural da doença da retinopatia associada a variantes bialélicas no gene RPE65 e foi uma grande conquista para a oftalmologia. Há ainda muitos desafios para essa nova modalidade terapêutica que abrange diferentes estratégias que vem sendo estudadas nas diferentes áreas da medicina.Abstract in English: ABSTRACT This update article aims to discuss gene therapies under study for retinal diseases, mainly among the different inherited retinal dystrophies. Inherited retinal dystrophies are considered rare diseases, some are ultra-rare. The use of Luxturna, which was approved by the FDA in 2017 and by Anvisa in 2020, changed the natural history of the retinopathy associated with biallelic variants in RPE65 gene and was a major milestone in ophthalmology. There are still many challenges for this new therapeutic modality, which encompasses different strategies being studied in different areas of medicine. |
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Review Article Current evidence-based treatments for diabetic retinopathy: a comprehensive review for ophthalmologists Tavares, Clara Elisa Castro Ribeiro, Lucas Zago Malerbi, Fernando Korn Nakayama, Luis Filipe Regatieri, Caio Vinicius Saito Abstract in Portuguese: RESUMO A retinopatia diabética e o edema macular diabético constituem importantes causas de perda visual potencialmente evitável, com impacto global crescente em decorrência da elevação da prevalência do diabetes mellitus. Este capítulo revisa criticamente as evidências atuais relacionadas ao manejo da retinopatia diabética, abordando os mecanismos fisiopatológicos envolvidos e as principais recomendações terapêuticas baseadas em estudos clínicos de grande porte. São discutidos tópicos fundamentais como estratégias de rastreamento, atualizações nos sistemas de classificação, controle sistêmico rigoroso e terapias oculares, incluindo agentes antifator de crescimento endotelial vascular (anti-VEGF), corticosteroides, fotocoagulação a laser e vitrectomia. Abordam-se ainda abordagens terapêuticas emergentes, sistemas de liberação prolongada de fármacos, terapia gênica, inteligência artificial e telemedicina. Considerações específicas são destacadas para subgrupos populacionais como gestantes e indivíduos jovens com diabetes tipo 1. Reforça-se, ao final, a relevância de uma abordagem individualizada, multidisciplinar e fundamentada em evidências para otimização dos desfechos visuais e da qualidade de vida de pacientes com retinopatia diabética.Abstract in English: ABSTRACT Diabetic retinopathy and diabetic macular edema are leading causes of preventable vision loss, with a rising global impact due to the increasing prevalence of diabetes mellitus. This review article synthesizes current evidence regarding the management of diabetic retinopathy, addressing pathophysiological mechanisms and evidence-based therapeutic recommendations from major clinical trials. Key topics include screening strategies, updated classification systems, systemic control, and ocular therapies such as anti-vascular endothelial growth factor (anti-VEGF) agents, corticosteroids, laser photocoagulation, and vitrectomy. Emerging medication approaches, sustained-release drug delivery systems, gene therapy, Artificial Intelligence (AI) and telemedicine are also discussed. Special considerations are highlighted for specific populations, including pregnant women and young individuals with type 1 diabetes. The review highlights the importance of individualized, multidisciplinary and evidence-based management to optimize visual outcomes and the quality of life for patients with diabetic retinopathy. |
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Review Article Updated review of the pachychoroid spectrum and central serous chorioretinopathy Nogueira, Heitor Santos Arruda, Mateus Pimenta Braga, João Pedro Romero Cardillo, José Augusto Lima, Luiz H. Abstract in Portuguese: RESUMO O espectro das doenças paquicoroides (PDS) abrange um conjunto de distúrbios coriorretinianos caracterizados por aumento da espessura coroidal, dilatação dos vasos da camada de Haller (paquivasos) e hiperpermeabilidade coroideana, frequentemente associados a alterações do epitélio pigmentar da retina (EPR). Esta revisão sintetiza as evidências atuais sobre a paquicoroidopatia epitelial pigmentar (PPE), a coriorretinopatia serosa central (CSC), a neovasculopatia paquicoroide (PNV) e a vasculopatia coroideana polipoidal (PCV), destacando seus mecanismos fisiopatológicos comuns, achados de imagem multimodal e implicações clínicas. A tomografia de coerência óptica com profundidade aumentada (EDI-OCT) e a angiografia com indocianina verde de campo amplo (ICGA) têm sido fundamentais para identificar a congestão das veias vorticosas e as anomalias segmentares de drenagem coroideana como principais fatores patogênicos. Do ponto de vista clínico, este modelo apoia uma abordagem baseada no fenótipo, em que a terapia anti-VEGF é priorizada para fenótipos neovasculares (PNV, PCV) e a terapia fotodinâmica (PDT) é eficaz para CSC crônica não neovascular com hiperpermeabilidade coroideana. Apesar dos avanços, persistem desafios quanto à padronização de critérios diagnósticos, à detecção precoce de fenótipos iniciais e à compreensão da influência de fatores sistêmicos. A integração de conceitos hemodinâmicos, anatomia vascular e imagem avançada é fundamental para o desenvolvimento de estratégias de manejo personalizadas em todo o espectro paquicoroide.Abstract in English: ABSTRACT The pachychoroid disease spectrum (PDS) encompasses a range of chorioretinal disorders characterized by increased choroidal thickness, dilated Haller's layer vessels (pachyvessels), and choroidal hyperpermeability, often associated with retinal pigment epithelium (RPE) alterations. This review synthesizes current evidence on pachychoroid pigment epitheliopathy (PPE), central serous chorioretinopathy (CSC), pachychoroid neovasculopathy (PNV), and polypoidal choroidal vasculopathy (PCV), emphasizing their shared pathophysiological mechanisms, multimodal imaging features, and clinical implications. Enhanced depth imaging optical coherence tomography (EDI-OCT) and widefield indocyanine green angiography (ICGA) have been crucial in identifying vortex vein congestion and segmental choroidal drainage anomalies as central pathogenic drivers. Clinically, this framework supports a phenotype-based approach, where anti-VEGF therapy is prioritized for neovascular phenotypes (PNV, PCV) and photodynamic therapy (PDT) is effective for chronic, hyperpermeable non-neovascular CSC. Despite advances, challenges remain regarding standardized diagnostic thresholds, early phenotype detection, and the influence of systemic factors. The integration of hemodynamic concepts, vascular anatomy, and advanced imaging is key to developing personalized management strategies across the pachychoroid spectrum. |
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Artigo De Revisão Optical coherence tomography biomarkers in age-related macular degeneration Sampaio, Inaê Novais, Eduardo Amorim Roisman, Luiz Abstract in Portuguese: RESUMO A tomografia de coerência óptica é uma técnica de imagem amplamente utilizada no diagnóstico e acompanhamento de pacientes com degeneração macular relacionada à idade, sendo crucial para a diferenciação entre as formas seca e exsudativa da doença. O reconhecimento e a interpretação dos diversos biomarcadores de degeneração macular relacionada à idade na tomografia de coerência óptica desempenham papéis fundamentais na identificação de sinais de atividade, cronicidade, evolução da doença e, principalmente, no monitoramento da resposta ao tratamento e ao prognóstico. Conhecer os biomarcadores permite que o oftalmologista otimize sua conduta, oferecendo a melhor orientação e o tratamento mais apropriado ao seu paciente. Dessa forma, este artigo tem como objetivo apresentar e destacar a relevância dos mais importantes biomarcadores presentes nas formas seca e exsudativa da degeneração macular relacionada à idade.Abstract in English: ABSTRACT Optical coherence tomography is an imaging technique widely used in the diagnosis and monitoring of patients with age-related macular degeneration, being crucial for differentiating between the dry and exudative forms of the disease. The recognition and interpretation of various age-related macular degeneration biomarkers in optical coherence tomography play a key role in identifying signs of activity, chronicity, disease progression, and, most importantly, in monitoring the response to treatment and prognosis. Understanding the biomarkers enables the ophthalmologist to optimize their approach, providing the best guidance and treatment to the patient. Therefore, this article aims to present and highlight the relevance of the most important biomarkers present in both the dry and exudative forms of age-related macular degeneration. |
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Review Article Proliferative vitreoretinopathy: update in prevention and treatment Fernandes, Rodrigo Antônio Brant Magalhães, Octaviano Louzada, Daniel Lani de Oliveira Júnior, Elder Ohara Ribeiro, Lucas Zago Abstract in Portuguese: RESUMO A vitreorretinopatia proliferativa (PVR) continua sendo a principal causa de insucesso anatômico após a cirurgia para descolamento de retina regmatogênico, afetando de 5 a 12% dos casos primários e até 75% das recidivas. Apesar dos avanços na cirurgia vitreorretiniana — como a vitrectomia de gauge reduzido, uso de corantes (cromovitrectomia), sistemas de visualização intraoperatória em alta definição e exames de imagem pré-operatórios sofisticados, a incidência de PVR não diminuiu significativamente nas últimas duas décadas. A condição representa uma resposta de cicatrização desadaptativa, em que vias inflamatórias e fibrogênicas promovem a formação de membranas contráteis preretinianas, intrarretinianas e subrretinianas. Esse processo geralmente ocorre entre 6 a 8 semanas após a cirurgia, tornando a profilaxia precoce essencial. O tratamento cirúrgico da PVR estabelecida exige remoção cuidadosa a hialoide posterior, do vítreo residual e das membranas tracionais epirretinianas e subrretinianas. O uso de perfluorcarbono e dissecção bimanual com auxílio de endoiluminação tipo "chandelier" melhora a visualização e o controle das proliferações. O corante azul brilhante facilita a identificação da membrana limitante interna (MLI), especialmente quando aplicado sob ar, permitindo visualização por coloração negativa. Sistemas de vitrectomia de pequeno calibre (23 a 27G) proporcionam acesso menos invasivo, melhor dinâmica de fluidos e menor inflamação pós-operatória. Em casos complexos, técnicas adjuvantes como introflexão escleral, retinotomia e tamponamento com óleo de silicone são frequentemente necessárias para o sucesso anatômico da cirurgia e prevenção de recidivas. Terapias profiláticas que visam os mediadores moleculares da PVR — como corticosteroides, agentes anti-inflamatórios, drogas antiproliferativas e biológicos contra citocinas, incluindo o fator de necrose tumoral alfa (TNF-α) — estão em investigação. A combinação de técnicas cirúrgicas aprimoradas, uso adequado de adjuvantes intraoperatórios e profilaxia farmacológica emergente tem o potencial de melhorar significativamente os desfechos anatômicos e funcionais em pacientes com PVR ou de alto risco.Abstract in English: ABSTRACT Proliferative vitreoretinopathy remains the leading cause of anatomical failure after rhegmatogenous retinal detachment repair, affecting 5 to 12% of primary detachment and up to 75% of redetachments. Although small-gauge vitrectomy, chromovitrectomy, high-definition intraoperative viewing systems and advanced preoperative imaging have revolutionized retinal surgery, the incidence of proliferative vitreoretinopathy has not decreased significantly over the past two decades. It represents a maladaptive wound-healing response in which inflammatory and fibrogenic pathways drive the formation of contractile preretinal, intraretinal, and subretinal membranes. This process typically occurs within 6 to 8 weeks after surgery, making timely prophylaxis critical. Surgical management of established proliferative vitreoretinopathy involves meticulous removal of the posterior hyaloid, residual vitreous and tractional epiretinal and subretinal membranes. The use of perfluorocarbon liquids (PFCL) and chandelier-assisted bimanual dissection improves visualization and membrane control. Brilliant blue dye enhances internal limiting membrane (ILM) identification, particularly when used under air to achieve negative staining. Small-gauge vitrectomy systems (23 to 27G) offer less invasive access, improved fluids and reduced postoperative inflammation. In complex cases, adjuvant techniques such as scleral buckling, retinectomy, and silicone oil tamponade are often required to achieve anatomical reattachment and prevent recurrence. Prophylactic therapies targeting the molecular drivers of proliferative vitreoretinopathy – such as corticosteroids, anti-inflammatory agents, anti-proliferative drugs, and biologics against cytokines, including tumor necrosis factor-alpha – are under investigation. Together, the integration of refined surgical technique, appropriate use of intraoperative adjuvants and emerging pharmacologic prophylaxis holds the potential to significantly improve anatomical and functional outcomes in patients with or at risk of proliferative vitreoretinopathy. |
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