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Open-access Revista Brasileira de Ortopedia

Publicação de: Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia
Área: Ciências Da Saúde
Versão impressa ISSN: 0102-3616
Versão on-line ISSN: 1982-4378
Título anterior: Revista Brasileira de Orthopedia e Traumatologia
Creative Common - by 4.0

Sumário

Revista Brasileira de Ortopedia, Volume: 60, Número: 5, Publicado: 2025

Revista Brasileira de Ortopedia, Volume: 60, Número: 5, Publicado: 2025

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Artigo de Atualização
Prevenção e tratamento da instabilidade na artroplastia total do quadril Rudelli, Bruno Alves Yamaguchi, Fabio Seiji Mazzi Rudelli, Marco Oliveira, Lucas Torres Miyahara, Helder de Souza Gurgel, Henrique Melo de Campos

Resumo em Português:

Resumo A instabilidade é uma complicação desafiadora e uma das principais causas de revisão na cirurgia de prótese de quadril. A incidência da luxação varia de 0,5 a 10% nas próteses primárias e pode chegar a 30% nas cirurgias de revisão. Existem diversos fatores de risco descritos na literatura, sendo que podemos dividi-los em dependentes do cirurgião, dependentes do paciente e dependentes do implante. O conhecimento pleno desses fatores é fundamental para a prevenção e manejo da instabilidade. O tratamento preventivo envolve planejamento pré-operatório, posicionamento adequado dos componentes, restabelecimento da biomecânica normal do quadril, identificação de fatores de risco e escolha adequada do implante. Aproximadamente dois terços dos episódios de luxação podem ser tratados não cirurgicamente com redução fechada, orientações e fortalecimento muscular. Um terço evoluiu para luxações recorrentes e necessita de intervenção cirúrgica. A cirurgia de revisão deve ser direcionada diretamente para a causa da instabilidade. Quando necessário, considerar a utilização de implantes especiais como acetábulos de dupla mobilidade, insertos de polietileno com rebordo elevado, acetábulos constritos ou cabeças de grande diâmetro. Avanços tecnológicos na área da cirurgia robótica e na compreensão da biomecânica da luxação relacionada ao balanço espinopélvico são temas atuais promissores que devem impactar em melhorias na prevenção e no tratamento da instabilidade.

Resumo em Inglês:

Abstract Instability is a challenging complication and a significant revision cause in hip replacement surgery. The incidence of dislocation ranges from 0.5 to 10% in primary prostheses and can reach up to 30% in revision surgeries. The literature describes several risk factors, including surgeon-, patient-, and implant-related factors. Knowledge of these factors is essential to preventing and managing instability cases. Preventive treatment involves preoperative planning, adequate component positioning, normal hip biomechanics reestablishment, risk factor identification, and proper implant selection. Approximately two thirds of dislocation episodes are treatable with non-surgical treatment with closed reduction, education, and muscle strengthening. One third of the cases develop recurrent dislocations and require surgical intervention. Revision surgery should target the cause of instability. When necessary, consider special implants, such as dual-mobility acetabular components, polyethylene-based lipped acetabular liners, constrained acetabular inserts, or large-diameter prosthetic heads. Technological advances in robotic surgery and the understanding of the biomechanics of spinopelvic swing-related dislocation are promising current topics that may improve the prevention and treatment of instability.
Artigo Original
Retalho reverso de artéria interóssea posterior: Indicações, técnica e complicações em 18 casos consecutivos Cho, Alvaro Baik Sousa Neto, Antonio Isidoro de Franco, Kríssia Caroline Soares Rezende, Marcelo Rosa de Wei, Teng Hsiang Mattar Junior, Rames

Resumo em Português:

Resumo Objetivo Avaliar a taxa de sucesso do retalho reverso da artéria interóssea posterior e inferir sua previsibilidade, confiabilidade e segurança. Métodos Conduzimos um estudo retrospectivo observacional de 18 pacientes com lesões de partes moles no terço distal do membro superior submetidos a retalho da artéria interóssea posterior. Foram analisados o tamanho do retalho, a área receptora, a necessidade de enxertia complementar, o resultado clínico e as complicações. Resultados Houve uma perda total e uma parcial, o que resultou em taxa de sucesso de 94,45%. A maioria dos casos apresentou boa cicatrização e ausência de complicações importantes. Foi necessária enxertia em 55,5% dos casos. Em quatro casos, o retalho mostrou-se insuficiente para a cobertura da falha, sendo necessário enxerto cutâneo em áreas de granulação. Em quatro casos, foi realizada cobertura de polegar, que é fundamental para a funcionalidade da mão. A média do tamanho foi de 9,6 cm de comprimento por 4,4 cm de largura, com variação de comprimento de 5,5 a 13 cm e de largura, de 3 a 7 cm. O retalho demonstrou utilidade em áreas funcionais como o polegar e a primeira comissura. Conclusão O retalho da artéria interóssea posterior é uma opção segura e eficaz para a cobertura de falhas no terço distal do membro superior, especialmente no dorso da mão e no polegar, com baixa morbidade e bons resultados funcionais e estéticos. Nível de Evidência IV, série de casos.

Resumo em Inglês:

Abstract Objective To evaluate the success rate of the reverse posterior interosseous artery flap, inferring its predictability, reliability, and safety. Methods We conducted a retrospective observational study including 18 patients with soft-tissue lesions in the distal third of the upper limb who underwent posterior interosseous artery flap surgery. The study analyzed the flap size, the recipient area, the need for additional grafting, the clinical outcome, and the complications. Results There was one total and one partial loss of the flap, resulting in a success rate of 94.45%. Most cases healed well, and we did not observe major complications. More than half (55.5%) of the cases required grafting. In four cases, the flap was insufficient to cover the defect, requiring skin grafting in areas of granulation. In four cases, we performed thumb coverage, which is essential for hand function. The average flap size was of 9.6 cm in length by 4.4 cm in width, with the length ranging from 5.5 to 13 cm, and the width, from 3 to 7 cm. The flap was beneficial in functional areas such as the thumb and first commissure. Conclusion The posterior interosseous artery flap is a safe and effective option to cover defects in the distal third of the upper limb, especially on the dorsum of the hand and thumb, with low morbidity and good functional and esthetic outcomes. Level of Evidence IV, case series.
Artigo Original
Artroplastia na osteoartrite do polegar (articulação carpometacarpal): Evitando a trapezectomia Aita, Marcio Aurelio Aita, Giulia Cordeiro Rocha, Cleyton Savaris, Sullivan Leite, Mauricio Cabanilla, Samuel Pajares

Resumo em Português:

Resumo Objetivo Mostrar os resultados clínicos pós-operatórios, incluindo o tempo de retorno às atividades da vida diária (AVDs) relatado pelo paciente, os aspectos radiográficos e a força de preensão, da artroplastia total em pacientes com rizartrose em estágio III. Métodos Neste estudo prospectivo e unicêntrico, analisou-se a artroplastia total com prótese não cimentada de metal-polietileno (Maia, Groupe Lepine). Os critérios de inclusão foram pacientes com osteoartrite da articulação carpometacarpal (CMC) em estágio III, idade acima de 60 anos, tratados inicialmente com procedimentos não cirúrgicos. Os critérios de exclusão foram pacientes com doenças mentais, abuso de álcool e artrite reumatológica. Resultados Durante o estudo (de janeiro de 2018 a outubro de 2023), 34 pacientes atenderam aos critérios de seleção. Três pacientes elegíveis receberam outro implante, e dois foram simultaneamente submetidos a cirurgia em outra articulação (metacarpofalangiana com deformidade em Z); estes indivíduos não foram incluídos no estudo. Após 25,1 meses da cirurgia, a força de preensão era de 87,75% em relação ao lado oposto, as pontuações na Escala Visual Analógica (EVA) e na versão curta do questionário de Incapacidade do Braço, Ombro e Mão (Quick Disabilities of the Arm, Shoulder and Hand, QuickDASH) eram de 1, e a amplitude de movimento era de 81% em comparação ao lado não acometido. No exame radiográfico, observou-se subsidência inicial do metacarpo em 100% dos pacientes. Dois pacientes (6,9%) apresentaram complicações. Conclusão A escolha da artroplastia total para o tratamento de pacientes ativos com mais de 60 anos e artrite da articulação CMC em estágio III preserva a independência para a realização de AVDs e melhora a qualidade de vida nos primeiros 12 meses após o procedimento.

Resumo em Inglês:

Abstract Objective To show the postoperative clinical results, including the patient-reported time to return to the activities of daily living (ADLs), the radiographic aspects, and the grip strength of total joint arthroplasty in patients with stage-III rizarthrosis. Methods In the present single-center and prospective study, we analyzed total joint arthroplasty with an uncemented, metal-on-polyethylene prosthesis (Maia, Groupe Lepine). The inclusion criteria were patients with stage-III carpometacarpal (CMC) joint osteoarthritis, aged > 60 years, initially treated through non-surgical procedures. The exclusion criteria were patients presenting mental illness, alcohol abuse, rheumatological arthritis. Results During the study period (from January 2018–October 2023), 34 patients met the patient selection criteria. Three eligible patients received a different implant, and two were simultaneously submitted to surgery in another joint (metacarpophalangeal joint with Z-deformity); these subjects were not included in the study. After 25.1 months of the surgery, grip strength was of 87.75% regarding the opposite side, the scores on the Visual Analogue Scale (VAS) and on the short form of the Disabilities of the Arm, Shoulder, and Hand (QuickDASH) questionnaire were of 1, and the range of motion was of 81% compared to the unaffected side. On the X-ray examination, initial metacarpal subsidence was observed in 100% of the patients. Complications were observed in 2 (6.9%) patients Conclusion The choice of total joint arthroplasty to treat active patients aged > 60 years with stage-III CMC joint arthritis preserves independence to perform ADLs and improves quality of life in the first 12 months of the procedure.
Artigo Original
Sarcopenia em idosos com fratura do quadril: Estudo da prevalência, correlação com obesidade e ultrassonografia do reto femoral Miyasaki, Maurício Rodrigues Casonatto, Juliano Miyasaki, Carolina Morgato de Mello Baruki, Bruno Leguizamón Sá, Yano Altomar de Andraus, Rodrigo Antonio Carvalho

Resumo em Português:

Resumo Objetivo Determinar a prevalência de provável sarcopenia em pacientes idosos com fraturas de quadril e avaliar a correlação entre as medidas ultrassonográficas do reto femoral, obesidade e diagnóstico de sarcopenia. Métodos Sessenta e cinco participantes com idade ≥ 60 anos hospitalizados com fraturas de quadril foram incluídos. O questionário SARC-F foi aplicado e a circunferência da panturrilha e a força de preensão manual foram medidas. A espessura bilateral do reto femoral e a área de secção transversal foram avaliadas por ultrassonografia. Resultados Provável sarcopenia foi identificada em 13 participantes (20,6%). A espessura média do reto femoral foi de 1,03 cm (desvio padrão [DP] = 0,22) para a coxa direita e 1,03 cm (DP = 0,23) para a coxa esquerda. A área de secção transversal média foi de 2,61 cm2 (DP = 0,71) na coxa direita e 2,97 cm2 (DP = 0,69) na coxa esquerda. A circunferência média da panturrilha foi de 31 cm (DP = 4,29) para a perna direita e 31 cm (DP = 4,31) para a esquerda. Não foram encontradas correlações entre as medidas ultrassonográficas do reto femoral e a sarcopenia provável. Indivíduos com sobrepeso e fratura de quadril apresentaram quatro vezes mais chances de apresentar o diagnóstico de sarcopenia provável. Conclusão A prevalência de sarcopenia provável foi de 20,6%. Não foi observada correlação entre as medidas ultrassonográficas do reto femoral e sarcopenia. O sobrepeso esteve significativamente associado a um aumento de quatro vezes na probabilidade de sarcopenia provável nessa população.

Resumo em Inglês:

Abstract Objective To determine the prevalence of probable sarcopenia in senior patients with hip fractures and to evaluate the correlation between ultrasound measurements of the rectus femoris (RF) muscle, obesity, and the diagnosis of sarcopenia. Methods The present study included 65 participants aged ≥ 60 years old admitted due to hip fractures. We administered the Strength, Assistance with Walking, Rising from a Chair, Climbing Stairs, and Falls (SARC-F) questionnaire, and measured the calf circumference and handgrip strength. We also assessed the thickness and cross-sectional area of the bilateral RF muscle using ultrasound. Results We identified probable sarcopenia in 13 participants (20.6%). The mean RF thickness was 1.03 cm (standard deviation [SD] = 0.22) for the right thigh and 1.03 cm (SD = 0.23) for the left thigh. The mean cross-sectional area was 2.61 cm2 (SD = 0.71) in the right thigh and 2.97 cm2 (SD = 0.69) in the left thigh. The average calf circumference was 31 cm (SD = 4.29) for the right leg and 31 cm (SD = 4.31) for the left leg. We did not find correlations between ultrasound measurements of the RF muscle and potential sarcopenia. The diagnosis of probable sarcopenia was four times more likely in subjects who were overweight and had hip fractures. Conclusion The prevalence of probable sarcopenia was 20.6%. There was no correlation between ultrasound measurements of the RF and the presence of sarcopenia. Overweight significantly increased fourfold the likelihood of probable sarcopenia in this population.
Artigo Original
Carga sobre os metatarsos menores após cirurgia minimamente invasiva para correção de hallux valgus: Um modelo de elementos finitos Mansur, Henrique Abdo, Bruno Ferreira, Gabriel Ferraz Pereira Filho, Miguel Viana Zambelli, Roberto Nunes, Gustavo Araújo

Resumo em Português:

Resumo Objetivo Analisar as consequências biomecânicas nos metatarsos menores do uso de diferentes configurações de parafusos para fixação da osteotomia minimamente invasiva em Chevron e Akin (MICA, do inglês minimally-invasive Chevron-Akin ) por meio do método dos elementos finitos (MEF). Métodos Um modelo de MEF foi desenvolvido a partir de uma tomografia computadorizada de uma deformidade hallux valgus (HV) moderada. Cinco configurações diferentes de parafusos foram testadas. A tensão máxima nos metatarsos menores de cada configuração de parafuso, em cargas fisiológicas e suprafisiológicas, foi medida. Resultados Os metatarsos menores receberam as menores cargas quando a osteotomia do primeiro metatarso foi fixada com um parafuso intramedular e um bicortical, com carga de tração entre 30 e 70 MPa em cargas fisiológicas e 50 a 350 MPa em cargas suprafisiológicas. Em todas as técnicas de fixação, o 2° e o 4° metatarsos receberam as maiores cargas, especialmente nos grupos 3 (2 parafusos bicorticais) e 5 (apenas 1 parafuso bicortical), com valores de até 230 e 600 MPa em cargas fisiológicas e suprafisiológicas, respectivamente. Independentemente da técnica de fixação, a região dos metatarsos menores submetida à maior carga foi a diáfise. Conclusão Após a cirurgia MICA para correção de HV, houve aumento das forças de tensão nos metatarsos menores, especialmente no segundo e quarto. A técnica de fixação do primeiro metatarso com um parafuso bicortical e um intramedular apresentou os menores valores de carga nos metatarsos menores. Além disso, em cargas fisiológicas e suprafisiológicas, independentemente da técnica, as forças concentraram-se principalmente na diáfise metatársica.

Resumo em Inglês:

Abstract Objective To analyze the biomechanical consequences on the lesser metatarsals using different screw configurations for fixation of the minimally-invasive Chevron-Akin (MICA) osteotomy, through the finite element method (FEM). Methods A FEM model was developed from a computed tomography scan of a moderate hallux valgus (HV) deformity. Five different screw configurations were tested. We measured the maximal tension in the lesser metatarsals for each screw configurations, in physiological and supraphysiological loads. Results The lesser metatarsals received the lowest loads when the first metatarsal osteotomy was fixed with one intramedullary and one bicortical screw, with tensile load values varying between 30 and 70 MPa in physiological loads, and 50 to 350 MPa in supraphysiological loads. In all fixing techniques, the 2nd and 4th metatarsals received the highest loads, especially in groups 3 (two bicortical screws) and 5 (only one bicortical screw), with values reaching up to 230 and 600 MPa in physiological and supraphysiological loads, respectively. Regardless of the fixation technique, the region of the lesser metatarsals that received the most load was the diaphysis. Conclusion After MICA surgery to correct HV, there is an increase in tension forces on the lesser metatarsals, especially the second and fourth. The technique of fixing the first metatarsal with one bicortical and one intramedullary screw showed the lowest values on the lesser metatarsals load. Furthermore, for physiological and supraphysiological loads, independently of the technique, the forces were concentrated mainly on the metatarsal shaft.
Artigo Original
Coleta de gordura para injeções de tecido adiposo microfragmentado: Estudo piloto de comparação da segurança de procedimentos realizados por cirurgiões ortopédicos ou plásticos Varone, Bruno Butturi Conde, Rodrigo Bernstein Leite, Chilan B. G. Giglio, Pedro Nogueira Gobbi, Riccardo Gomes Demange, Marco Kawamura

Resumo em Português:

Resumo Objetivo Este estudo teve como objetivo comparar as taxas de complicações em curto prazo da coleta de tecido adiposo em pequeno volume para injeções de tecido adiposo microfragmentado (mFAT) no joelho realizada por um cirurgião ortopédico ou um cirurgião plástico, além de avaliar a curva de aprendizado de cirurgiões ortopédicos. Métodos Este estudo de caso-controle incluiu pacientes com osteoartrite de joelho. Todos os pacientes foram submetidos a um procedimento em estágio único composto por coleta de tecido adiposo abdominal, processamento do material extraído com o dispositivo Lipogems (Lipogems International SpA) para obtenção de mFAT, que foi injetada via intra-articular no joelho. Os pacientes foram divididos em grupo teste, no qual a coleta foi realizada por um cirurgião ortopédico recém-treinado, e grupo controle, no qual o procedimento foi feito por um cirurgião plástico com experiência. Efeitos adversos em curto prazo e complicações mais e menos sérias relacionadas à coleta foram avaliados no período intraoperatório e à consulta de acompanhamento 7 dias após a cirurgia. Resultados Nenhum paciente apresentou complicações mais sérias (embolia gordurosa, eventos tromboembólicos, perfuração abdominal, infecção da ferida, deiscência ou alterações estéticas). A taxa de desconforto abdominal durante a coleta, classificado como complicação menor, não apresentou diferença estatisticamente significativa entre os grupos ( p = 0,362). Os efeitos adversos pós-operatórios, como equimoses ( p = 0,362) e desconforto ( p = 0,342) abdominais, foram equivalentes em ambos os grupos e se resolveram em 7 dias. Conclusão Este estudo piloto sugere que, com treinamento adequado, cirurgiões ortopédicos podem realizar a coleta de tecido adiposo em pequeno volume com baixas taxas de complicações, comparáveis às observadas em procedimentos realizados por cirurgiões plásticos experientes em lipoaspiração.

Resumo em Inglês:

Abstract Objective To compare short-term complication rates of small-volume adipose tissue harvesting for micro-fragmented adipose tissue (mFAT) knee injections performed by orthopedic surgeons with those performed by plastic surgeons. Additionally, to evaluate the orthopedic surgeon's learning curve. Methods The present case-control study enrolled patients with knee osteoarthritis. All patients underwent a single-stage procedure consisting of abdominal adipose tissue harvesting, processing of the extracted material using the Lipogems (Lipogems International SpA) device to obtain mFAT, which was then injected intra-articularly into the knee. The patients were divided into a test group, with harvesting being performed by a recently trained orthopedic surgeon, and a control group, in which the procedure was performed by an experienced plastic surgeon. Short-term adverse effects, minor and major complications related to harvesting, were assessed intraoperatively and at 7-day follow-up. Results No major complications (fat embolism, thromboembolic events, abdominal perforation, wound infection, dehiscence, or cosmetic changes) were observed in either group. Abdominal discomfort during harvesting, classified as a minor complication, showed no statistically significant difference between groups ( p = 0.362). Postoperative adverse effects, such as abdominal ecchymosis ( p = 0.362) and discomfort ( p = 0.342), were equivalent in both groups and resolved within 7 days. Conclusion The present pilot study suggests that, with adequate training, orthopedic surgeons can perform small-volume adipose tissue harvesting with low complication rates, comparable to those achieved by plastic surgeons experienced in liposuction.
Artigo Original
Valor dos exames clínicos para o diagnóstico de rupturas do ligamento cruzado anterior: O que há de novo? Nguyen, Long Thanh Truong, Son Van Nguyen, Uyen Thi Phuong

Resumo em Português:

Resumo Objetivo Investigar o valor dos exames clínicos para diagnóstico de rupturas do ligamento cruzado anterior (LCA) com os testes da gaveta anterior, Lachman, pivot-shift , sinal de alavanca e sinal de flambagem ativa forçada (FAB, do inglês forced active buckling ). Métodos Este estudo transversal foi conduzido com 165 pacientes com lesão no joelho e indicação para artroscopia, entre janeiro e dezembro de 2022. Os resultados dos exames clínicos foram comparados ao padrão-ouro do procedimento para determinar o valor dos testes diagnósticos. Resultados Os valores de sensibilidade e especificidade foram, respectivamente: teste da gaveta anterior: 77,5% e 86,1%; Lachman: 87,6% e 88,9%; pivot-shift: 65,9% e 94,4%; sinal de alavanca: 93,8% e 94,4%; e sinal de FAB: 81,4% e 97,2%. Conclusão Há diversos exames clínicos para rupturas do LCA. O sinal da alavanca é um teste clínico útil para exame e diagnóstico dessa condição.

Resumo em Inglês:

Abstract Objective To investigate the value of clinical diagnostic tests for diagnosing anterior cruciate ligament (ACL) tears with the anterior drawer, Lachman, Pivot-shift, lever sign, and Forced Active Buckling (FAB)-sign tests. Methods A cross-sectional study was conducted on 165 knee injury patients who were indicated for knee arthroscopy from January to December 2022. The clinical examination results were compared with the procedure's gold standard to determine the value of clinical diagnostic tests. Results The sensitivity and specificity values, respectively, were anterior drawer test: 77.5% and 86.1%; Lachman: 87.6% and 88.9%; Pivot-shift: 65.9% and 94.4%; Lever sign: 93.8% and 94.4%; and FAB sign: 81.4% and 97.2%. Conclusion There are various clinical diagnostic tests for ACL tears. The Lever sign is a useful clinical test for physicians to examine and diagnose this condition.
Nota Técnica
Técnica do fulcro com lápis: Um método simples para redução fechada de fraturas da falange proximal por mecanismo de hiperabdução, o "mecanismo do pianista", em crianças Sodhai, Vivek M. Munot, Darshan Jaiswal, Rahul Patwardhan, Sandeep

Resumo em Português:

Resumo As fraturas extra-oitavas da quinta falange proximal são lesões fisárias do tipo II de Salter-Harris e provocam desvio ulnar e angulação dorsal. A redução inadequada dessas fraturas pode causar deformidade estética, perda de alinhamento e comprometimento funcional. Métodos tradicionais de redução, como a manobra de Jahss, podem ser tecnicamente complexas, agressiva e frequentemente exigem sedação ou cirurgia, o que limita seu uso em crianças pequenas e ambientes com recursos limitados. Relatamos nossa experiência com a "técnica do lápis" assistida por fulcro para redução fechada em quatro crianças, com idades entre 4 e 11 anos, sob bloqueio nervoso digital sem sedação ou tração. O método emprega um lápis simples, que atua como fulcro, posicionado na base do quarto espaço interdigital próximo à articulação metacarpofalangiana. Uma leve pressão de adução e flexão é aplicada à falange proximal, o que corrige o desvio ulnar e a angulação dorsal por alavancagem biomecânica. A redução foi confirmada clínica e radiograficamente, realizando-se imobilização solidária com a técnica de "buddy strapping" ou tala de estanho, mantida por 3 semanas. Na consulta de acompanhamento, realizada 6 a 12 semanas após o procedimento, todos os pacientes apresentaram redução estável, cicatrização sem intercorrências, amplitude de movimento completa e indolor, e retorno às atividades básicas. Os resultados funcionais avaliados pelo escore Quick Disabilities of the Arm, Shoulder and Hand (QuickDASH) foram excelentes: dois pacientes com pontuação 0, um com 2,27 e o último com 4,55. Não foram observadas complicações ou novas luxações. A técnica do fulcro com lápis é simples, segura, reprodutível e econômica. Representa uma valiosa adição ao arsenal de médicos para tratamento de fraturas extra-oitavas pediátricas, particularmente em ambulatórios, emergências e instituições com poucos recursos.

Resumo em Inglês:

Abstract Extra-octave fractures of the fifth proximal phalanx are Salter-Harris type II physeal injuries resulting in ulnar deviation and dorsal angulation. If inadequately reduced, these fractures may result in cosmetic deformity, malalignment, and functional impairment. Traditional reduction methods, such as the Jahss maneuver, can be technically demanding, forceful, and often require sedation or surgical assistance, which limits their use in younger children and in resource-constrained environments. We report our experience with the fulcrum-assisted "pencil technique" for closed reduction in four children, aged 4 to 11 years, under digital nerve block without sedation or traction. The method employs a simple pencil placed at the base of the fourth web space near the metacarpophalangeal joint, serving as a fulcrum. Gentle adduction and flexion pressure is applied to the proximal phalanx, correcting both ulnar deviation and dorsal angulation by biomechanical leverage. Reduction was confirmed clinically and radiographically, and immobilization was achieved with buddy strapping or tin splinting for 3 weeks. All patients achieved stable reduction and demonstrated uneventful healing, pain-free full range of motion, and return to baseline activities at follow-up ranging from 6 to 12 weeks. Functional outcomes assessed by the quick disabilities of the arm, shoulder, and hand (QuickDASH) scores were excellent: two patients scored 0, one 2.27, and another 4.55. No complications or redisplacements were observed. The pencil fulcrum technique is simple, safe, reproducible, and cost-effective. It represents a valuable addition to the armamentarium of physicians managing pediatric extra-octave fractures, particularly in outpatient, emergency, and low-resource settings.
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