Este estudo avaliou quantitativamente as alterações morfológicas de superfície de linfócitos em cães naturalmente infectados porEhrlichia canisutilizando microscopia eletrônica de varredura (MEV), análise de dimensão fractal e determinação da razão núcleo-citoplasma (NC). Trinta cães (grupo infectado, n=15; grupo controle, n=15) foram submetidos a hemograma, esfregaço sanguíneo, teste rápido e confirmação por PCR. Células mononucleares do sangue periférico foram isoladas por centrifugação em gradiente de densidade e processadas para MEV. Imagens foram analisadas para medidas morfométricas e pseudocoloração. O grupo infectado exibiu maiores proporções de linfócitos com razões NC média (44,4%) e baixa (13,3%) comparado aos controles (22,2% e 8,9%), indicando ativação celular (p = 0,01). A MEV revelou redução marcante nas projeções de superfície. A análise morfométrica não mostrou diferenças em comprimento, largura, diâmetro ou área; entretanto, linfócitos infectados exibiram maior raio e comprimento de circunferência (p < 0,05). A dimensão fractal não diferiu entre os grupos (p > 0,05). A abordagem integrada combinando MEV, morfometria e análise fractal quantificou as alterações morfológicas de linfócitos associadas à infecção por E. canis, refletindo ativação e maturação celular. Estes achados avançam a compreensão dos mecanismos imunopatológicos da erliquiose canina e destacam o potencial das técnicas morfométricas avançadas na veterinária.
Palavras-chave:
Erliquiose canina; morfologia de linfócitos; membrana celular; microscopia eletrônica de varredura; análise fractal; ativação imunológica
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