Objetivo: analisar possíveis impactos à saúde geral, mental e auditiva de trabalhadores da enfermagem acometidos pelo vírus da COVID-19.
Métodos: estudo exploratório, transversal, realizado com profissionais da enfermagem de um hospital público da região Sul do Brasil, que responderam a um questionário sobre sintomas gerais e auditivos após a infecção pela COVID-19 e o Oldenburg Burnout Inventory (OLBI). A análise estatística foi realizada com a aplicação do teste do Qui-quadrado de independência, do teste ANOVA com pós-teste de Tukey e da Correlação Linear de Pearson, com p-valor em 5%.
Resultados: participaram 52 trabalhadores (17 enfermeiros, 30 técnicos, cinco auxiliares). Os sintomas de cefaleia, perda do olfato e do paladar, cansaço e dores musculares foram referidos por mais de 75% dos trabalhadores; 80,8% ou já estão classificados com burnout (40,4%) ou já apresentam escores altos para exaustão ou para distanciamento do trabalho (40,4%), havendo correlação com os sintomas tosse (p = 0,0327) e febre (p=0,0235); 44,23% apresentaram sintomas auditivos, sendo a tontura/vertigem referida por 34,6% e zumbido por 13,5%, embora sem correlação com os níveis de burnout (p=0.4250).
Conclusão: houve impactos na saúde geral, mental e auditiva dos trabalhadores da enfermagem que foram diagnosticados com COVID-19, principalmente tosse e febre, burnout, zumbido e tontura.
Descritores:
COVID-19; Saúde Ocupacional; Sinais e Sintomas; Audição; Zumbido; Tontura