Objetivo: verificar a ocorrência das dificuldades alimentares em crianças com mielomeningocele e a importância da atuação fonoaudiológica junto às mesmas.
Métodos: foram avaliadas 49 crianças portadoras de mielomeningocele, sendo 21 do gênero masculino e 28 do gênero feminino, com idades entre 8 meses e 3 anos. Realizou-se avaliação fonoaudiológica da alimentação e, na análise dos dados, privilegiou-se aqueles referentes à sensibilidade intra-oral, presença de recusa alimentar e de náusea e/ou desconforto, e consistência alimentar mais espessa ingerida.
Resultados: foi observado na maioria das crianças: hipersensibilidade de língua (65,3%) e palato (57,8%), presença de náusea e/ou desconforto (73,5%), e recusa alimentar (79,6%). Verifica-se que as alterações apresentadas pelas crianças com mielomeningocele tornam o momento da alimentação desprazeroso e geram conflitos entre o cuidador e a criança.
Conclusão: a ocorrência da hipersensibilidade intra-oral e da recusa alimentar prejudicam a alimentação, sendo de fundamental importância a intervenção fonoaudiológica precoce em crianças com mielomeningocele.
DESCRITORES:
Meningomielocele; Alimentação; Fonoaudiologia; Prevalência; Transtornos da Alimentação