Objetivo: avaliar a ocorrência e a classificação de disfagia nos pacientes pediátricos vítimas de TCE, descrever as alterações fonoaudiológicas.
Métodos: participaram deste estudo 55 crianças na faixa etária de 1 a 13 anos, internados na UTI e enfermaria do Hospital João XXIII em Belo Horizonte - MG. Os dados foram coletados por meio da aplicação de um protocolo de avaliação fonoaudiológica.
Resultados: as alterações fonoaudiológicas mais freqüentes foram: alteração do vedamento labial, aumento do tempo de trânsito oral e faríngeo, escape oral anterior do alimento, mastigação lenta e incoordenada, ejeção oral fraca, diminuição na elevação da laringe, deglutições múltiplas, penetração e aspiração laríngea. Dos 55 pacientes, 20 foram classificados como disfágicos, 29,1% (n=16) disfagia leve, 5,3% (n=3) disfagia moderada, 3,6% (n=2) disfagia grave.
Conclusão: a disfagia mais comum foi a de grau leve, e a maioria da amostra não necessitava de vias alternativas de alimentação. Os achados fonoaudiológicos se enquadram com a classificação das disfagias.
DESCRITORES:
Transtornos de Deglutição; Traumatismos Cerebrais; Criança; Fonoterapia