| Rocha et al., 2025 Brasil Estudo transversal |
Analisar indicadores relacionados ao pré-natal utilizando as informações das edições da Pesquisa Nacional de Saúde de 2013 e 2019. |
Entre 2013 e 2019, a cobertura de pré-natal manteve-se alta e estável (>95,0%), a testagem para HIV ampliou em cerca de 20,0% atingindo praticamente a totalidade (99,3%), o início precoce do pré-natal, o número mínimo de consultas e a referência para o parto tiveram poucos avanços, apesar da alta cobertura desses indicadores (>80,0%). |
| Lima et al., 2025 Brasil Coorte retrospectivo |
Avaliar o uso de antirretrovirais em gestantes vivendo com HIV no Brasil: uma coorte retrospectiva, 2014-2019. |
Entre as gestantes, 46,7% tinham cor de pele não branca, 27,7% possuíam entre 8 e 11 anos de escolaridade, e a idade mediana observada foi de 27 anos. A maioria se concentrou nas regiões Sudeste (34,6%) e Sul (30,6%). Norte (9,7%) e Centro-Oeste (6,8%) apresentaram menores proporções. |
| Ferreira et al., 2025 Brasil Inquérito nacional |
Investigar a prevalência e os fatores associados à adesão às medidas de prevenção da transmissão perinatal do HIV. |
Apenas 21,0% das maternidades avaliadas seguiram todas as recomendações para prevenir a transmissão vertical do HIV. Locais com maior vulnerabilidade social e menos partos mensais apresentaram menor adesão às medidas preventivas (ORa 1,2; IC95%b 0,7; 2,0). |
| Domingues et al., 2025 Rio de Janeiro Estudo descritivo |
Analisar desfechos gestacionais e maternos das mulheres com HIV e avaliar indicadores para prevenção da transmissão vertical do HIV no Rio de Janeiro. |
Entre 2021 e 2023, a cobertura de pré-natal foi de 93,7%, mas menos de 80,0% tiveram início precoce do acompanhamento ou seis consultas. O teste de HIV alcançou 79,7%, sendo 97,2% no serviço público e 20,6% no privado. O uso da terapia antirretroviral foi registrado em 40,0% das cadernetas e da carga viral em 26,6%. |
| De Lannoy et al., 2024 Faixa de fronteira Estudo ecológico |
Analisar o perfil e a tendência da transmissão vertical do HIV na faixa de fronteira brasileira. |
A cobertura pré-natal foi de 92,8%, e 69,6% fizeram uso de terapia antirretroviral. Em 38,0% dos registros, faltavam dados sobre o parto, a profilaxia da puérpera e o desfecho gestacional. Entre os recém-nascidos, 51,3% não tinham anotações sobre profilaxia ao nascimento ou uso da fórmula infantil. |
| Miranda et al., 2023 Brasil Estudo descritivo |
Avaliar as tendências da transmissão vertical no Brasil na última década (2011-2021). |
Entre 2011 e 2021, houve 85.470 gestantes e 3.781 crianças diagnosticadas com HIV. A taxa de incidência entre as gestantes foi de 2,5 para cada 1 mil nascidos vivos. A taxa de incidência entre as crianças caiu de 0,18 para 0,04. A cobertura da terapia antirretroviral permaneceu alta, entre 92,3% e 94,3%. |
| Miranda et al., 2023 Brasil Relato de experiência |
Descrever o processo de certificação subnacional da eliminação da transmissão vertical de HIV e/ou sífilis, identificando desafios, barreiras e oportunidades. |
Até 2022, 43 municípios com mais de 100 mil habitantes foram certificados subnacionalmente para o HIV, sífilis e/ou hepatite B, totalizando 24,6 milhões de pessoas, especialmente nas regiões Sudeste e Sul. Apesar da integração entre vigilância e assistência, revelaram-se falhas na implementação do prontuário eletrônico e no registro de testagens no pré-natal. |
| Aguiar et al., 2023 Rio Branco, Acre Coorte retrospectiva |
Avaliar o efeito da qualidade dos cuidados pré-natais e nascimento em uma coorte de puérperas atendidas na cidade de Rio Branco. |
Entre as gestantes, 63,2% tinham 20-34 anos, 85,1% eram pardas, 49,2% tinham ensino médio e 80,3% pertenciam às classes C, D e E. Embora a cobertura pré-natal tenha sido elevada (90,9%), a inadequação do acompanhamento aumentou em mais de três vezes o risco de transmissão vertical de HIV, sífilis e hepatite B (OR 3,49; IC95% 1,06; 11,52). |
| Figueredo et al., 2023 São Luis, Maranhão Coorte prospectiva |
Estimar a taxa de transmissão vertical do HIV em um hospital universitário de referência em São Luís e avaliar os fatores relacionados à transmissão vertical do HIV no período 2013-2017. |
Entre as gestantes, 86,9% tinham mais de 20 anos, 92,7% eram negras e 46,9% estavam empregadas. O pré-natal foi realizado por 86,3% e o uso de terapia antirretroviral por 74,6%. Durante o parto, 81,8% das parturientes e 92,8% dos recém-nascidos receberam profilaxia para HIV. Ainda assim, a taxa de transmissão vertical do HIV ficou em 7,3%, superando em quatro vezes a meta nacional de 2,0%. |
| Perotta et al., 2023 Curitiba, Paraná Estudo transversal |
Descrever o perfil sociodemográfico e gestacional de mulheres HIV positivas da cidade de Curitiba-PR, de 2018 a 2020. |
Entre as gestantes, 58,3% tinham entre 13 e 30 anos, 74,6% eram brancas e 24,4% possuíam ensino fundamental incompleto. O pré-natal foi realizado por 93,8% e 82,4% fizeram uso de terapia antirretroviral. Durante o parto, 65,1% das gestantes e 71,0% dos recém-nascidos receberam profilaxia para o HIV. Os dados provenientes do Sistema de Informação de Agravos de Notificação mostraram limitações para avaliar a qualidade do pré-natal. |
| Pompeu et al., 2022 Pará Estudo analítico, retrospectivo |
Analisar a prevalência do HIV e fatores associados em gestantes no Pará. |
De 2010 a 2019, a prevalência média de HIV em gestantes foi de 2,4%, predominando em mulheres de 21-30 anos (58,1%), pardas (94,3%) e donas do lar (71,1%). Apesar da cobertura pré-natal de 85,8%, houve baixo número adequado de seis ou mais consultas (53,9%), uso da terapia antirretroviral durante a gestação (74,1%) e do conhecimento do status sorológico (15,7%) no momento do parto. |
| Feitoza et al., 2021 Rio Branco, Acre Estudo transversal |
Verificar a transmissão vertical do HIV em Rio Branco, Acre, Brasil, e avaliar a possibilidade de eliminação. |
A infecção pelo HIV esteve relacionada à idade ≥20 anos e à baixa escolaridade. A cobertura pré-natal foi de 85,7%, mas apenas 36,4% começaram no primeiro trimestre. O uso de terapia antirretroviral ficou abaixo de 90,0%, e a profilaxia neonatal atingiu 85,7%. Encontrou-se subnotificação dos casos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação. |
| Trindade et al., 2021 Pará Estudo transversal |
Analisar o perfil epidemiológico da infecção pelo HIV em gestantes. |
Entre as gestantes, 59,8% tinham entre 20 e 29 anos, 89,8% eram pardas, 50,1% tinham ensino fundamental e 46,8% eram donas de casa. O pré-natal atingiu cobertura de 90,5%, porém só 34,5% iniciaram no primeiro trimestre. O uso da terapia antirretroviral na gestação foi inferior a 70,0%. Houve desigualdades sociodemográficas e de acesso relacionadas à escolaridade (p-valor<0,001). |
| Gouvêa et al., 2020 Rio de Janeiro Coorte retrospectivo |
Avaliar a prevalência transmissão vertical do HIV e fatores associados no Hospital Universitário da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Brasil, de 2007 a 2018. |
A média de idade foi 27,4 anos, 61,0% eram negras, 50,5% tinham menos de 10 anos de estudo e 53,6% não tinham remuneração. A realização do pré-natal (90,5%), o início precoce no primeiro trimestre e o uso da terapia antirretroviral (93,8%) ficaram abaixo de 95,0%. Apesar da alta profilaxia intraparto (90,4%) e neonatal (98,9%), a taxa de transmissão vertical do HIV atingiu 2,7%. |
| Holzmann et al., 2020 Montes Claros, Minas Gerais Coorte retrospectivo |
Avaliar a implementação das ações de prevenção da transmissão vertical do HIV em duas maternidades de Montes Claros, Minas Gerais. |
A média de idade das gestantes foi 30,2 anos, 97,7% não brancas e 54,8% baixa escolaridade (<8 anos de estudo). A cobertura pré-natal atingiu 95,7% e 58,1% realizaram seis ou mais consultas. O uso de terapia antirretroviral durante a gestação ocorreu em 87,2%, mas 62,5% tinham carga viral detectável no parto. Entre os recém-nascidos, 84,1% receberam profilaxia nas primeiras 24 horas de vida, embora 30,4% tenham tido manejo inadequado. |
| Leal et al., 2020 Brasil Estudo de base hospitalar nacional |
Verificar desigualdades regionais no acesso e na qualidade da atenção ao pré-natal e ao parto nos serviços públicos de saúde no Brasil e a sua associação com a saúde perinatal. |
Os partos concentraram-se entre adolescentes, com baixa escolaridade e menor nível econômico, sobretudo no Norte e no Nordeste (p-valor<0,001). A cobertura pré-natal foi de 98,5%, mas apenas 56,5% das gestantes iniciaram no primeiro trimestre no Norte (46,0%) e no Nordeste (52,2%). Seis ou mais consultas foram realizadas por 72,1% das mulheres. A testagem para HIV ocorreu em 52,1% das consultas. |
| Freitas et al., 2019 Brasil Estudo descritivo |
Avaliar os determinantes sociais do acesso aos testes de HIV e VDRL durante a gestação no Brasil – Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica. |
Menos de seis consultas de pré-natal foi associado ao baixo índice de desenvolvimento humano – IDH (≤0,694), à baixa escolaridade (<8 anos) e à participação em programas de transferência de renda. A ausência de testagem para HIV/sífilis relacionou-se ao baixo IDH e à maior desigualdade social (Gini≥0,521). |
| Freitas et al., 2019 Brasil Estudo descritivo |
Avaliar os fatores associados à não realização de testagem para HIV e sífilis durante a gestação na atenção primária à saúde no Brasil. |
A ausência de testagem foi mais frequente entre mulheres brancas de 15-19 anos, com baixa escolaridade e beneficiárias de programas sociais (RPc 1,43; IC95% 1,19; 1,72). Menos de seis consultas de pré-natal associou-se à baixa escolaridade (<8 anos) (RP 1,31; IC95% 1,19; 1,45; p-valor<0,001) e ao recebimento de benefícios sociais (RP 0,80; IC95% 0,72; 0,88; p-valor<0,001). |
| Hofer et al., 2019 Rio de Janeiro Coorte retrospectivo |
Avaliar a associação entre distância geográfica, cobertura de pré-natal e transmissão vertical do HIV no Rio de Janeiro. |
Morar a mais de 9,5 km do local do parto reduziu significativamente a chance de realizar o pré-natal (OR 0,35; IC95% 0,18; 0,68). A ausência de pré-natal foi mais prevalente entre bebês infectados (38,1%) em comparação aos não infectados (27,3%). |