Objetivo: Avaliar o desempenho diagnóstico de medidas antropométricas de adiposidade para detecção de diabetes e pré-diabetes em adultos brasileiros.
Métodos: Estudo transversal com dados de inquéritos nacionais, como exames laboratoriais de hemoglobina glicada. Considerou-se diabetes com hemoglobina glicada ≥6,5% ou quando havia uso de hipoglicemiantes; pré-diabetes com hemoglobina glicada ≥5,7% e <6,5%. As prevalências de diabetes e pré-diabetes foram estimadas com os intervalos de confiança de 95% (IC95%). O desempenho diagnóstico dos índices antropométricos - índice de massa corporal (IMC), circunferência da cintura (CC), razão circunferência/altura (RCE) e índice de forma corporal - foram avaliados por meio da área sob a curva ROC (AUC), a sensibilidade, a especificidade, o valor preditivo positivo e negativo e o índice de Youden, estratificados por sexo e faixa etária.
Resultados: 8.435 indivíduos participaram do estudo. A prevalência de diabetes foi 8,6% (IC95% 7,8; 9,3), e a de pré-diabetes 16,2% (IC95% 15,1; 17,3). Em homens <40 anos, a AUC dos índices antropométricos foi próxima de 0,5; entre 40 e 59 anos, variou de 0,66 a 0,71; em idosos, a CC apresentou AUC de 0,72. Em mulheres <40 anos, a AUC da RCE foi 0,77; entre 40 e 59 anos, variou de 0,64 a 0,69; e em idosas, a AUC da CC foi 0,66. Para pré-diabetes, as AUCs foram menores: em homens, variaram de 0,58 a 0,63; em mulheres, de 0,60 a 0,65.
Conclusão: A CC foi o índice de melhor desempenho para discriminar indivíduos com diabetes, enquanto a RCE mostrou maior acurácia entre adultos <60 anos.
Palavras-chave:
Estado Pré-Diabético; Diabetes Mellitus; Curva ROC; Estudos Transversais; Antropometria.
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