O presente artigo estuda uma parcela de documentos no acervo de Mário de Andrade do IEB/USP, com o aporte da crítica genética, visando aproximar o estudioso cultural do manuscrito “Preto”, o diretor do Departamento de Cultura da cidade de São Paulo - idealizador das comemorações do Cinquentenário da Abolição - e o ensaísta de “Estudos sobre o negro”, segunda parte da obra póstuma Aspectos do folclore brasileiro (2019). O diálogo entre as produções confirma que Mário de Andrade identifica a existência de um preconceito de cor à brasileira e, ao vivenciar consequências da violência racial, alcança a compreensão de uma complexidade do racismo no Brasil, semelhante ao atualmente denominado racismo institucional (VINUTO, 2023).
PALAVRAS-CHAVE
Preconceito de cor; Mário de Andrade; racismo no Brasil