A partir do confronto entre a primeira edição do poema A Confederação dos Tamoios, de 1856, e a versão revista de 1864, este artigo propõe que o fracasso do poema, estabelecido pela crítica contemporânea e mantido como julgamento posterior pela história literária, era, na verdade, fruto de uma concepção de épica mais maleável e de uma visão de formação do Brasil menos heroica e mais violenta do que as dominantes na época.
PALAVRAS-CHAVE
Gonçalves de Magalhães; épica romântica brasileira; literatura e formação do Brasil