Objetivo: comparar a autoeficácia na amamentação, o comportamento parental e o papel materno de mães com gravidez planejada e não planejada no início do período pós-parto.
Método: estudo transversal realizado com 414 mães por amostra de conveniência, em uma clínica pós-parto de um hospital universitário. Para a coleta de dados utilizou-se um formulário contendo as variáveis sociodemograficas e obstétricas, a Escala de Comportamento Parental Pós-parto, a Escala Eu como Mãe e a Escala de Autoeficácia na Amamentação - Forma Resumida.
Resultados: das 414 mães, 163 (39,4%) tiveram gestações não planejadas. As mães com gravidez não planejada obtiveram pontuações significativamente mais baixas em autoeficácia na amamentação, comportamento parental e papel materno do que aquelas com gravidez planejada (p < 0,001). De acordo com a análise de regressão, a gravidez não planejada é um fator de risco que afeta negativamente a autoeficácia na amamentação, o comportamento parental e o papel materno das mães (p < 0,001).
Conclusão: a autoeficácia na amamentação de mães com gestações não planejadas foi baixa, e os comportamentos parentais e papéis maternos foram inadequados. Enfermeiras e parteiras devem apoiar as mães com gestações não planejadas em termos de amamentação de seus bebês, tanto durante a gravidez quanto no período pós-parto, e na adaptação ao papel de maternidade e criação dos filhos.
Descritores:
Amamentação; Comportamento; Mães; Parentalidade; Autoeficácia; Gravidez Não Planejada
(1) Mães com gravidez não planejada têm baixa autoeficácia na amamentação. (2) Mães com gravidez não planejada têm comportamentos parentais inadequados. (3) Mães com gravidez não planejada têm papéis maternos muito inadequados.