Objetivo: analisar a consulta de enfermagem em pessoas com Hipertensão Arterial Sistêmica na Atenção Primária à Saúde de acordo com as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial, as etapas do Processo de Enfermagem e a comunicação clínica.
Método: estudo transversal analítico que avaliou 29 consultas de enfermagem realizadas por 13 enfermeiros aos usuários com hipertensão arterial em quatro estados brasileiros. A avaliação das consultas foi feita por meio de um checklist estruturado. Os dados foram submetidos à análise descritiva e bivariada, utilizando tabelas e gráficos para caracterizar a amostra e explorar possíveis associações entre as variáveis.
Resultados: houve baixa adesão ao Processo de Enfermagem e às recomendações das Diretrizes Brasileiras de Hipertensão. Apenas 20% das etapas do Processo de Enfermagem foram integralmente cumpridas. Especificamente em relação às Diretrizes, observou-se a insuficiência de ações fundamentais, como a aferição da pressão arterial, a avaliação de fatores de risco e a comunicação clínica do diagnóstico.
Conclusão: houve fragilidade na aplicação do Processo de Enfermagem nas consultas às pessoas com hipertensão. Fatores como a complexidade dos casos, interrupções, alta demanda de trabalho, lacunas na formação e ausência de protocolos estruturados contribuíram para esses achados.
Descritores:
Hipertensão Arterial Sistêmica; Atenção Primária à Saúde; Enfermagem de Consultório; Processo de Enfermagem; Protocolos Clínicos; Cuidados de Enfermagem.
(1) Aspectos sociais, culturais e regionais precisam compor o Processo de Enfermagem. (2) Todas as etapas do Processo de Enfermagem e comunicação efetiva foram contempladas. (3) As Diretrizes de Hipertensão podem nortear o Processo de Enfermagem na Atenção Primária à Saúde. (4) O Processo de Enfermagem à pessoa com hipertensão precisa ser aprimorado na Atenção Primária à Saúde.
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