Open-access Sistema de Infusão Contínua de Insulina e autocuidado no Diabetes Mellitus Tipo 1: revisão de escopo

Objetivo:   mapear as evidências disponíveis na literatura sobre o autocuidado de pessoas com Diabetes Mellitus Tipo 1 em uso do Sistema de Infusão Contínua de Insulina.

Método:   trata-se de uma revisão de escopo baseada nos princípios preconizados pelo JBI e nas diretrizes do PRISMA para a extração dos dados, realizada em dez bases de dados e da literatura cinzenta. Utilizou-se a estratégia PCC para a coleta de dados. A seleção dos estudos foi realizada após a remoção de duplicatas, avaliação individual e em pares. Para apresentação dos resultados, utilizou-se análise descritiva e diagrama.

Resultados:   uma análise dos 18 artigos selecionados mostrou que existem três comportamentos de autocuidado: manejo glicêmico, bolus de insulina e contagem de carboidratos. Os fatores que influenciam esses comportamentos foram o Conhecimento, Liberdade/flexibilidade, Uso do sensor, Contexto e Responsabilidade.

Conclusão:  os estudos evidenciam que um conhecimento aprofundado sobre o autocuidado permite aos profissionais tomar melhores decisões quanto ao plano terapêutico individualizado; e as pessoas em uso do Sistema de Infusão Contínua de Insulina, buscar ações e informações em relação aos cuidados diários, para o adequado manejo do diabetes. Destaca-se a necessidade de estudos futuros de intervenção que otimizem o autocuidado nessa população.

Descritores:
Insulina; Sistemas de Infusão de Insulina; Autocuidado; Autogestão; Conhecimento; Diabetes Mellitus


Destaques:

(1) Identifica os comportamentos de autocuidado de pessoas com DM1. (2) Analisa os fatores que influenciam os comportamentos de autocuidado. (3) Ajuda os profissionais a tomar decisões quanto ao plano terapêutico individualizado. (4) Auxilia profissionais a buscar ações e informações em relação aos cuidados diários.

Objective:   to map the evidence available in the literature on self-care among people with type 1 diabetes mellitus using continuous insulin infusion systems.

Method:  this is a scoping review based on the principles recommended by the JBI and the PRISMA guidelines for data extraction, conducted using ten databases and gray literature. The PCC strategy was used for data collection. Studies were selected after duplicates were removed and individual and paired assessments were conducted. Descriptive analysis and diagrams were used to present the results.

Results:   an analysis of the 18 selected articles showed three self-care behaviors: glycemic management, insulin bolus, and carbohydrate counting. The factors influencing these behaviors were Knowledge, Freedom/flexibility, Sensor use, Context, and Responsibility.

Conclusion:  the studies indicate that in-depth knowledge of self-care enables professionals to make better decisions about individualized treatment plans and enables people using the Continuous Insulin Infusion System to seek actions and information related to daily care for proper diabetes management. There is a need for future intervention studies to optimize self-care in this population.

Descriptors:
Insulin; Insulin Infusion Systems; Self Care; Self-Management; Knowledge; Diabetes Mellitus


Highlights:

(1) Identifies the self-care behaviors of people with DM1. (2) Analyzes the factors that influence self-care behaviors. (3) Helps professionals make decisions regarding individualized treatment plans. (4) Assists professionals in seeking actions and information related to daily care.

Objetivo:   mapear las evidencias disponibles en la literatura sobre el autocuidado de personas con Diabetes Mellitus Tipo 1 que utilizan el Sistema de Infusión Continua de Insulina.

Método:   se trata de una revisión de alcance basada en los principios recomendados por el JBI y en las directrices PRISMA para la extracción de datos, realizada a partir de diez bases de datos y da literatura gris. Se utilizó la estrategia PCC para la recopilación de datos. La selección de los estudios se realizó tras la eliminación de duplicados, la evaluación individual y por pares. Se utilizaron análisis descriptivos y diagramas para presentar los resultados.

Resultados:   un análisis de los 18 artículos seleccionados mostró que existen tres comportamientos de autocuidado: manejo glucémico, bolo de insulina y recuento de carbohidratos. Los factores que influyen en estos comportamientos fueron el conocimiento, la libertad/flexibilidad, el uso del sensor, el contexto y la responsabilidad.

Conclusión:  los estudios demuestran que un conocimiento profundo sobre el autocuidado permite a los profesionales tomar mejores decisiones respecto al plan terapéutico individualizado; y las personas que utilizan el Sistema de Infusión Continua de Insulina buscan acciones e información en relación con el cuidado diario, para un manejo adecuado de la diabetes. Se destaca la necesidad de futuros estudios de intervención que optimicen el autocuidado en esta población.

Descriptores:
Insulina; Sistemas de Infusión de Insulina; Autocuidado; Autogestión; Conocimiento; Diabetes Mellitus


Destacados:

(1) Identifica los comportamientos de autocuidado de las personas con DM1. (2) Analiza los factores que influyen en los comportamientos de autocuidado. (3) Ayuda a los profesionales a tomar decisiones sobre el plan terapéutico individualizado. (4) Ayuda a los profesionales a buscar acciones e información con relación a los cuidados diarios.

Introdução

O Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1) é uma condição autoimune caracterizada pela destruição das células beta do pâncreas, geralmente levando à deficiência absoluta de insulina1. Embora seja o tipo mais comum de diabetes mellitus em crianças e adolescentes, estudiosos indicam que há mais casos novos de DM1 diagnosticados na vida adulta do que na infância e adolescência2.

Em 2022, estimava-se que havia 8,75 milhões de indivíduos com DM1 em todo o mundo. O Brasil encontrava-se entre os dez países com o maior número de casos prevalentes de DM1 em todas as idades3. Esse cenário epidemiológico exige estratégias que estimulem as práticas de autocuidado para alcançar resultados terapêuticos satisfatórios e prevenir complicações. As práticas de autocuidado incluem planejamento alimentar, atividade física, uso regular de medicamentos, em especial a insulina, verificação da glicemia capilar de rotina4.

Para um manejo glicêmico satisfatório do DM1, enfatiza-se um tratamento intensivo de insulinoterapia que deve mimetizar a secreção fisiológica de insulina5. Dentre esses tratamentos, o Sistema de Infusão Contínua de Insulina (SICI) é um dispositivo eletrônico que infunde insulina através do tecido subcutâneo de forma ininterrupta, similar ao que ocorre no organismo da pessoa sem a doença, para tentar obter euglicemia entre as refeições e libera insulina nos horários de alimentação. O uso do SICI pode proporcionar maior segurança e autonomia em relação ao tratamento do DM16.

Para uso da SICI, a pessoa com a doença precisa adquirir e desenvolver conhecimentos e habilidades de cuidados apropriados com o tratamento. Para tanto, faz-se necessária uma abordagem interprofissional com foco na educação em diabetes para o cuidado do paciente. Dispositivos para diabetes, como o SICI, são máquinas complexas que dependem muito da proficiência individual, vigilância e comportamentos de autogestão para atingir benefícios clínicos7. Por isso, é importante sua avaliação e monitoramento constantes para garantir bons resultados glicêmicos e de saúde.

Existe uma extensa literatura científica8-10 sobre Diabetes Mellitus (DM) e muitos estudos relacionando-o ao autocuidado. No entanto, até o presente momento, nenhuma tentativa anterior de estabelecer uma análise do autocuidado de pessoas com DM1 em uso do SICI.

Ao considerar a relevância e as especificidades do cuidado às pessoas com doenças crônicas, em especial aquelas com DM1 em uso de SICI, a importância de investigações sobre práticas de autocuidados e seus fatores intervenientes, bem como formas de estimular essas práticas e oferecer um cuidado qualificado e efetivo. Assim, este estudo objetiva mapear as evidências disponíveis na literatura sobre o autocuidado de pessoas com DM1 em uso do SICI.

Método

Protocolo e registro

Revisão de escopo conduzida a partir do Manual for Evidence Synthesis, proposto pela Joanna Briggs Institute (JBI)11, conforme as etapas: (1) questão de pesquisa, (2) critérios de elegibilidade, (3) estratégia de busca, (4) extração dos dados, (5) síntese e apresentação dos principais achados. Os autores seguiram as recomendações do checklist Preferred Reporting Items for Systematic and Meta-Analyses - Extension for Scoping Reviews (PRISMA-ScR)12.

Essa é uma recomendação de revisão de literatura utilizada para mapear os principais conceitos, resumir evidências, possibilitar maior amplitude da literatura e informar pesquisas futuras que perpassam a realização de um esboço da revisão, a elaboração de critérios de inclusão, estratégia de busca, extração, apresentação e resumo dos resultados e suas implicações para a pesquisa e para a prática11.

Adotou-se esse tipo de revisão para explorar as evidências disponíveis sobre autocuidado de pessoas com DM1 em uso de SICI, permitindo uma apreciação desse atributo. O protocolo de revisão foi registrado no Open Science Framework (OSF) sob o DOI: 10.17605/OSF.IO/A3U9E.

A estratégia PCC (População, Conceito e Contexto) foi utilizada para a construção da pergunta de pesquisa, sendo população (P) pessoas com DM1, o conceito (C) autocuidado e o contexto (C) uso do SICI, resultando na seguinte questão norteadora principal: Quais as evidências científicas sobre o autocuidado de pessoas com DM1 em uso do Sistema de Infusão Contínua de Insulina?

Critérios de elegibilidade

Os critérios de elegibilidade foram definidos conforme a estratégia PCC: (1) População (P), pessoas com diagnóstico de DM1, de qualquer idade, de ambos os sexos, com ou sem comorbidades; (2) Conceito (C), estudos com abordagem sobre atividades de autocuidado para pessoas com DM1 em uso do SICI; estudos que descrevessem o processo de avaliação dessas atividades; e estudos que avaliassem duas ou mais atividades de autocuidado; e (3) Contexto (C), estudos sobre o uso de qualquer marca/modelo de SICI.

Quanto ao tipo de estudo, elegeram-se estudos primários e secundários, podendo ser quantitativos, qualitativos ou mistos, de qualquer desenho ou metodologia, que considerassem o autocuidado realizado por pessoas com DM1 em uso do SICI. Além disso, consideraram-se estudos publicados na íntegra, em formato completo, nacionais ou internacionais, em qualquer idioma, sem recorte temporal.

Estudos que envolvessem, além das pessoas com DM1 em uso do SICI, outros participantes, como profissionais da saúde ou familiares, foram considerados apenas os dados referentes às pessoas com DM1 em uso do SICI.

Foram excluídos estudos com pessoas com Diabetes Mellitus Tipo 2 ou Diabetes gestacional em uso do SICI, protocolos de pesquisa, artigos de opinião, editoriais, cartas ao editor e resumos em anais de eventos, ao passo que não dispõem de resultados concisos sobre as atividades de autocuidado de pessoas com DM1 em uso do SICI.

Fontes de informação

A busca ocorreu no dia 02 de outubro de 2024, utilizando-se do acesso institucional do portal de periódicos da CAPES/Acesso CAFe (Comunidade Acadêmica), quando não disponível o acesso de forma livre e gratuita. Assim, foi realizada a busca nas seguintes bases de dados/portal: Scientific Electronic Library Online (SciELO), PubMed, Scopus (Elsevier), Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE) via BVS, Web of Science, ScienceDirect, Cumulative Index to Nursing and Allied Health Literature (CINAHL), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) via BVS, Cochrane Library e Embase.

A literatura cinza foi recuperada em quatro fontes: Google Scholar, Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDBTD), Catálogo de Teses e Dissertações (CTD) da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Open Access Theses and Dissertations (OATD). A recuperação dos documentos no Google Scholar foi realizada nas dez primeiras páginas, sem filtro de período.

Busca

A estratégia de busca foi construída com base nos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), Medical Subject Headings (MeSH), EMTREE e linguagem natural em conjunto com os operadores booleanos AND e OR. Foi direcionada pela estratégia ECUS13 (Extração, Conversão, Combinação, Construção e Uso), que apresenta o passo a passo para a formulação de uma estratégia de busca sensível cujas etapas são: extração, conversão, combinação, construção e uso (Figura 1).

Figura 1
Estratégia ECUS* para a formulação da estratégia de busca. Fortaleza, CE, Brasil, 2025

Com a definição realizada e testada, os termos e palavras-chave foram adaptados a cada base de dados, utilizando como modelo a estratégia de busca elaborada para a PubMed/Medline: “Diabetes Mellitus type 1” OR “Diabetes Mellitus, Type 1” OR “Diabetes, Type 1” OR “IDDM” OR “Type 1 Diabetes” OR “Type 1 Diabetes Mellitus” AND “Self Care” OR “Self-care” OR “Self-management” AND “Insulin Infusion Systems” OR “Insulin Pump”.

Seleção de fontes de evidências

Os estudos obtidos nas bases foram importados para o gerenciador de referências Rayyan® versão Web gratuita, possibilitando a análise automática e manual de duplicatas. Com o auxílio dessa ferramenta, dois pesquisadores puderam, de forma cega e independente, realizar a avaliação em duas etapas: (1) leitura do título e resumo e (2) leitura do texto completo. A seleção e a triagem dos estudos foram realizadas por dois pesquisadores, RRCB e CCS, de forma independente. Eventuais discordâncias seriam resolvidas por meio de um terceiro revisor (SKPO), o qual não foi necessário acionar. Segundo a literatura, as discordâncias podem ser resolvidas por consenso ou por meio de um terceiro revisor14.

Após remoção das duplicadas, procedeu-se à seleção dos artigos por meio da leitura dos títulos e resumos, com base nos critérios preestabelecidos no estudo. Assim, os estudos foram lidos na íntegra para verificação da permanência.

Os dados dos artigos incluídos foram extraídos usando uma planilha própria do software Microsoft Excel®, contendo informações específicas sobre título, autores, ano, país de origem, abordagem metodológica, objetivo do estudo, população estudada, número de participantes, intervenções, principais resultados e referência.

Síntese dos resultados

Após os dados serem extraídos, foi utilizada a análise de conteúdo, do tipo temático-categorial, quando se descobrem os núcleos de sentido daquela comunicação cuja frequência ou presença signifique algo para o objetivo do estudo15.

Aspectos éticos

Por se tratar de um estudo de revisão de escopo, é dispensada sua aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa.

Resultados

Seleção de fontes de evidências

A pesquisa resultou inicialmente em 1125 publicações nas bases de dados e 107 na literatura cinzenta, totalizando 1232. Foram excluídas 572 por serem duplicadas, restando 660 para a leitura de título e resumo. Após a primeira análise, com a leitura de títulos e resumos triados, foram excluídos 638 e selecionados 22 para a leitura na íntegra. Desses, três foram excluídos, pois não respondiam à pergunta de pesquisa, e um estava duplicado. A amostra final foi composta por 18 artigos (Figura 2).

Figura 2
Fluxograma do processo de seleção dos estudos adaptado do Preferred Reporting Items for Systematic Review and Meta-Analyses extension for Scoping Reviews (PRISMA-ScR*)12

Características das fontes de evidências

Na Figura 3 é apresentada a caracterização dos artigos que foram incluídos como amostra final desta revisão de escopo. As publicações encontram-se entre 2006 e 2023, sendo observado aumento significativo das publicações nos últimos 10 anos, já que 14 estudos (73,6%) foram divulgados nesse período.

Em relação ao idioma, os artigos foram publicados em inglês e português (n=18)16-33. O país com mais publicações sobre o tema foi os Estados Unidos (n=10)18,20,22,24,26-28,31-33 seguido de Suécia21-29 e Inglaterra23-30 com dois artigos cada, e depois Arábia Saudita16, Brasil17, Dinamarca19 e Espanha25 com uma publicação cada (Figura 3).

Sobre o tipo de estudo, grande parte deles definiram-se como quantitativos (n=3)16,27-28, seguidos de qualitativos (n=9)17,21-23,26,29,31-33 e mistos (n=6)18-20,24-25,30. Onze estudos foram realizados com adultos em uso do SICI16-17,19-21,25-28,30,32; três estudos com adolescentes e pais22,24,31, um estudo com adolescentes em uso do SICI, pais e enfermeira pediátrica de diabetes29, um com pais de crianças e adolescentes em uso do SICI e médicos de diabetes33 e um estudo com adultos em uso do SICI e 20 profissionais de saúde especialistas23. Vale ressaltar que somente os dados referentes às pessoas com DM1 em uso de SICI foram utilizados.

Os resultados relacionados ao autocuidado de pessoas com DM1 em uso de SICI foram identificados nos artigos selecionados; diante disso, para descrever de forma sistematizada, foi realizada uma análise do conteúdo abordado, identificando no texto as características mais citadas por meio da categorização.

Figura 3
Caracterização dos estudos incluídos na revisão de escopo, segundo autor/referência, ano, título, abordagem metodológica/desenho do estudo e população estudada. Fortaleza, CE, Brasil, 2025

Síntese dos resultados

Os resultados foram divididos em duas categorias, quais sejam: 1) Comportamentos de autocuidado e 2) Fatores que influenciam o autocuidado. Foram elencados três comportamentos de autocuidados: Manejo glicêmico, Administração de bolus e Contagem de carboidratos; e cinco fatores que influenciam o autocuidado: Conhecimento; Liberdade e flexibilidade; Uso do sensor de monitoramento de glicose; Contexto e Responsabilidade (Figura 4).

Figura 4
Classificação do autocuidado das pessoas com DM1* em uso do SICI. Fortaleza, CE, Brasil, 2025

Comportamentos de autocuidado

Monitoramento glicêmico

O aumento da frequência do automonitoramento da glicose capilar (AMGC) foi associado à diminuição da hemoglobina glicada (HbA1c) em pessoas com DM1 em uso do SICI22,25,33. Além da frequência do AMGC, adolescentes que registraram uma leitura de glicose antes de cada refeição apresentaram HbA1c significativamente menor do que os adolescentes que não o fizeram22.

Administração de bolus

O aumento da frequência de bolus de insulina do SICI foi associado à diminuição da HbA1c em pessoas com DM122,25,33. Aumentar o número de bolus diários de insulina teve o maior impacto no aumento do número de leituras de glicose capilar na meta para o dia (r = 0,93)27.

Estudos examinaram o momento da administração do bolus de insulina, além da frequência da administração do bolus22,24-25,27. Identificou-se que o bolus noturno teve o maior efeito na HbA1c com a administração de todos os bolus noturnos associada à redução da HbA1c de 43,2 (21,6-64,7) mmol/mol [5,59% (IC 95%: 2,79%, 8,37%)] em comparação com crianças que não realizaram bolus nas refeições noturnas22.

Nesse sentido, alguns autores25-33 relataram que a calculadora de bolus tem sido utilizada com frequência entre as pessoas em uso do SICI. Estudo33 demonstrou que 79% dos pacientes em uso do SICI usavam a calculadora todos os dias. Ao considerar o número total de bolus/dia, outro estudo identificou que a maior parte das pessoas em uso do SICI utilizou a calculadora de bolus em comparação ao cálculo do bolus pelo sistema manual (20,9%)25.

O uso da calculadora de bolus de insulina tem sido associado a melhores níveis de HbA1c. Estudo22 realizado nos EUA identificou que os adolescentes que sempre usaram a calculadora de bolus da bomba de insulina tiveram HbA1c significativamente menor e eram mais propensos a atingir uma meta de HbA1c≤7,5%, quando comparados a adolescentes que usaram a calculadora de bolus menos de 50% do tempo (respectivamente, 7,8 ± 0,2% vs. 8,5%, p = 0,015; 67,9 ± 19,4% vs. 30,8 ± 7,1%, p = 0,0731).

Contagem de carboidratos

Observou-se que a contagem de carboidratos estava presente quando avaliados os comportamentos de autocuidado de pessoas com DM1 em uso do SICI19,24-27.

Aponta-se que pacientes em uso do SICI tinham uma alta frequência em inserir os carboidratos na dieta, três ou mais vezes/dia, com média de 76,6%. Isso mostra que o uso do SICI possibilita à pessoa um controle diário de aporte de carboidratos, favorecendo uma maior efetividade nesse comportamento. Talvez, porque deve-se inserir a quantidade de carboidratos ingeridos na calculadora de bolus27.

Os níveis de adesão à contagem de carboidratos foram semelhantes entre aqueles no monitoramento contínuo da glicose (29,7%) e no monitoramento da glicemia capilar (33,3%). Cinco participantes tiveram adesão a esse comportamento 100% do tempo, enquanto apenas um participante mostrou um máximo de duas entradas de carboidratos por dia. Os carboidratos foram documentados em média 3,9 vezes por dia27.

O número total de carboidratos por dia foi maior (141±58 vs. 121±64g/dia; p < 0,05) entre os participantes em uso do SICI, os quais apresentavam HbA1c ≤7,5%25. Esse dado mostra que, quanto mais frequentes são os registros de carboidratos no dispositivo, melhor tende a ser o controle glicêmico do paciente.

Fatores que influenciam o autocuidado

Conhecimento

Pacientes e profissionais de saúde necessitam adquirir conhecimento da terapia com SICI para usá-lo efetivamente e administrar insulina segundo a necessidade. Os estudos analisados abordaram o conhecimento e o autocuidado em duas dimensões, quais sejam: conhecimento da pessoa em uso do SICI ou do profissional de saúde20-22 e necessidade de suporte sobre conhecimento23-30.

Adolescentes que utilizam o SICI e com maior conhecimento sobre o DM1 tendem a relatar maior independência na autogestão da doença em comparação com aqueles com conhecimento mais limitado22. Um entendimento aprofundado sobre a sua condição e de seu tratamento facilita uma autogestão mais eficaz e segura.

Nesse contexto, um estudo20 realizado com usuários do SICI, utilizando simulação realística, identificou erros de autogestão durante a simulação. Dentre eles, destacaram-se a escolha de alimentos sem carboidratos para tratar ou prevenir a hipoglicemia, a falta de verificação de cetonas, a omissão na troca do local de infusão da bomba e a falha em prevenir a hipoglicemia por meio do consumo de carboidratos ou da redução temporária da basal antes do exercício.

A carência de informações sobre o tratamento com SICI e a falta de suporte no tratamento ficaram evidentes nos estudos analisados23-30. Usuários de SICI entrevistados em um dos estudos revelaram que não receberam apoio dos profissionais de saúde para o autogerenciamento intensivo do diabetes, nem para o uso do SICI30.

No mesmo estudo30, os usuários de SICI perceberam que seu tratamento não era centrado no atendimento de suas necessidades, sendo que 88,1% dos participantes relataram que receberam explicações inadequadas dos profissionais de saúde. Além disso, grande parte (91,0%) disse que suas necessidades de cuidados e suporte para o controle da doença não foram atendidas devido à falta de treinamento profissional de saúde no uso da terapia com SICI.

A educação em diabetes centrada na pessoa contribui para melhorar os níveis de HbA1C, e a educação personalizada pode atender às expectativas de pessoas com DM1 que necessitam de suporte individualizado21.

Liberdade e flexibilidade

Os participantes apreciaram a liberdade e a flexibilidade fornecidas pelo tratamento com SICI21-32. Após ultrapassar as dificuldades para iniciar o tratamento, eles sentiram que tinham a liberdade de viver suas vidas como desejavam e frequentemente ajustavam seu tratamento à sua situação atual21.

As pessoas elegiam uma programação básica para a vida diária, mas mudavam com frequência para outros programas, dependendo das atividades do dia, como: doses de bolus eram frequentemente usadas, conforme alimentação e uso de sensores para melhores ajustes no tratamento. Além do mais, expressaram que o uso do dispositivo levou a uma melhora da HbA1C de níveis anteriores21.

Ao analisar o autocuidado de pessoas em uso do SICI, estudo realizado com grupos de pacientes com níveis de HbA1c baixa, média e alta, identificou-se que todos os grupos consideraram que o uso da bomba de insulina é uma das ferramentas que permite o autocuidado mais “conveniente”, expresso em termos de ter maior “flexibilidade” e “liberdade”32.

Os membros do grupo com níveis de HbA1c baixa, média e alta se descreveram como ativamente envolvidos em seu autocuidado com o diabetes. Declararam que, além da “conveniência”, o verdadeiro benefício da bomba era o manejo glicêmico aprimorado. Por outro lado, participantes do grupo A1C alto focaram principalmente na “conveniência” do SICI e expressaram relutância em realizar comportamentos de autocuidado esperados, como não valorizar registros alimentares ou diários de glicemia, e admitiram às vezes esquecer de usar insulina em bolus32.

Responsabilidade

Os estudos29-33 que abordaram a temática responsabilidade e autogestão do DM1 foram realizados com adolescentes e pais. Um dos estudos29 apontou que a falta de responsabilidade parece ser a principal razão para doses de bolus perdidas e autogestão insuficiente.

A responsabilidade pode ser explicada por meio de três subcategorias: Distribuição de responsabilidade, Transferência de responsabilidade e Esclarecimento de responsabilidade29.

A Distribuição da responsabilidade pelo autogerenciamento do diabetes é clara entre aqueles que usam a maioria de suas doses em bolus. Alguns desses adolescentes disseram que seus pais não sabiam muito sobre o tratamento com SICI e, por isso, não queriam sua ajuda. Eles queriam cuidar de si mesmos. Como o tratamento com SICI é mais tecnológico do que injeções, muitos adolescentes manuseiam as bombas com mais facilidade do que os pais. Isso faz com que os pais retirem sua responsabilidade, deixando-os realizar seu autocuidado29.

A Transferência ótima de responsabilidade é quando gradualmente passa dos pais para o adolescente. Eles podem precisar de mais suporte quando estão doentes ou quando a glicemia está muito alta ou baixa ou de difícil controle. Às vezes, os adolescentes podem assumir mais responsabilidade por um tempo, podem fazer mais coisas sozinhos sem perder o controle sobre o diabetes29.

Adolescentes e pais precisam negociar e esclarecer a responsabilidade pelo autogerenciamento do diabetes. Essa negociação precisa ser realizada continuamente, e as equipes de tratamento do DM1 podem dar suporte a essas negociações. Os pais precisam saber o que podem fazer para facilitar a autogestão dos adolescentes29.

Uso do sensor de monitoramento de glicose

O sistema de monitoramento de glicose flash (FGM) possibilita ao paciente uma forma fácil para monitorar a glicose do fluido intersticial, de forma contínua, proporcionando um autocuidado mais ativo16.

Estudo16 realizado com pacientes em uso do SICI constatou que após 12 semanas em uso do FGM, as atividades de autocuidado que apresentaram grau de significância maior de mudança foram : 1) Gestão da glicose: os itens “verificar meus níveis de açúcar no sangue com cuidado e atenção” (p=0,041) e “registrar os níveis de açúcar no sangue regularmente” (p=0,032); 2) Controle dietético: os itens “Os alimentos que escolho comer facilitam a obtenção de níveis ideais de açúcar no sangue” (p=0,024) e “Ocasionalmente, como muitos doces ou outros alimentos ricos em carboidratos (p=0,049)”; 3) Uso em cuidados de saúde: os itens “Tenho tendência a evitar consultas médicas relacionadas com a diabetes” (p=0,031) e “Meu autocuidado com diabetes é ruim” (p=0,021).

Além disso, os pacientes com um maior número de exames diários de FGM revelaram níveis significativamente melhorados de HbA1c16.

Contexto

Um dos estudos31, realizado com adolescentes em uso do SICI e seus pais, identificou a autogestão como um domínio em que, segundo eles, apresentavam dificuldade. Uma imagem diferente de autogestão surgiu, no entanto, quando o contexto foi considerado. Tanto mães quanto pais relataram dificuldades com autogestão mais frequentemente dentro de um contexto familiar ou dentro de múltiplos contextos, enquanto os jovens relataram mais dificuldades frequentes de autogestão em um contexto de pares.

Ao considerar o agrupamento geral das situações mais frequentemente relatadas, diferentes padrões emergem para cada membro da família. Para os jovens, a interação modal de conteúdo e contexto foi dificuldade de autogerenciamento dentro de um contexto social, enquanto para as mães foi autogerenciamento dentro de um contexto familiar. Os pais, por outro lado, relataram dois domínios de conteúdo modal (hipoglicemia e mau funcionamento da bomba), ambos ocorrendo com mais frequência dentro de um contexto familiar31.

Discussão

O autocuidado em pacientes com DM1 em uso do SICI é fundamental para garantir um controle glicêmico eficaz, reduzir complicações agudas e crônicas e promover qualidade de vida. O SICI oferece benefícios significativos, mas exige comprometimento e conhecimento por parte do paciente para que seu uso seja seguro e eficaz.

Nesse sentido, o monitoramento glicêmico é uma peça-chave no sucesso do tratamento com o SICI, sendo que, na dimensão do autocuidado, envolve interpretar os dados e ajustar a dose de insulina quando necessário (refeições, exercícios, correções).

Para um manejo glicêmico adequado da pessoa com DM1, são necessários uso contínuo de doses de insulina, automonitoramento da glicemia, acompanhamento com profissionais qualificados para suporte e educação em saúde e um estilo de vida saudável34.

O ideal é que o automonitoramento seja realizado de sete a nove vezes ao dia, de acordo com a terapêutica e necessidade, sendo uma vez em jejum ao acordar, todas as vezes antes da refeição (pré-prandial), duas horas após a refeição (pós-prandial), e no horário de dormir35.

A equipe de saúde e o paciente devem estar capacitados e engajados para lidar com as causas e os efeitos obtidos no automonitoramento. Quando o paciente está envolvido nesse comportamento de autocuidado, a possibilidade de melhora clínica é ainda maior, pois esta é uma eficiente ferramenta de motivação para ele35.

Vivenciar o DM1 constitui-se uma experiência desafiadora, que gera conflitos e dificuldades diante da imprevisibilidade da doença, devido às exigências e mudanças no estilo de vida requeridas pelo tratamento. A partir do diagnóstico, o cuidado pode se tornar complexo, pois envolve diversas tarefas diárias que afetam a dinâmica familiar, além de obstáculos na adesão ao tratamento, influenciados por fatores clínicos e sociodemográficos que podem impactar o estado de saúde36. Portanto, a educação em diabetes, por parte da equipe de saúde multidisciplinar capacitada, é importante no acolhimento da família e do paciente.

Nesse contexto, é fundamental disponibilizar recursos tecnológicos aos profissionais de saúde, para que possam atuar como facilitadores em processos de cuidado e educação, ajudando os pacientes com DM1 a reavaliar comportamentos e pensamentos, a fim de promover cuidados de saúde mais eficazes37.

No tratamento com SICI a reposição da insulina exógena pode ser realizada de diferentes formas, tais como insulina basal; insulina bolus pré-refeições e insulina com a finalidade de corrigir hiperglicemias pré e pós-prandiais ou no período entre as refeições38.

Em alguns modelos de SICI existem diferentes tipos de bolus, que podem ser administrados imediatamente ou por um período maior, dependendo das necessidades do paciente em um determinado momento39. Por um lado, a insulina é liberada continuamente e programada (taxa basal) para controlar a produção hepática de glicose durante o período noturno e pós-prandial tardio (> 4 horas). E, por outro lado, é liberada sob demanda (bolus) da pessoa antes das refeições (bolus prandial) ou para correção da hiperglicemia (bolus de correção)38.

A maioria dos modelos de SICI apresenta uma calculadora de bolus e realiza o cálculo para a sua infusão. O paciente precisa apenas informar o valor da glicemia e se vai ingerir carboidratos (CH), colocando a quantidade em gramas ou porções (1 porção = 10 g de CH)40. Isso facilita a aplicação de insulina, já que a pessoa não precisa fazer cálculos.

Alguns aplicativos de gerenciamento alimentar possuem opção de cálculo automático da dose de insulina. Ainda é desafio para muitas pessoas com DM1 estimar a dose apropriada de insulina. A dificuldade de calcular doses adequadas de insulina pode ser o motivo pelo qual muitas pessoas não atingem seus objetivos terapêuticos, expresso por um nível elevado de hemoglobina glicada41.

Implementar uma dieta para manter os parâmetros nutricionais dentro do desejado tem se mostrado um dos maiores desafios para o tratamento das pessoas com diabetes. Para realizar um plano alimentar personalizado, uma das principais condutas a serem implementadas para pessoas com DM1 é a contagem de carboidratos. Baseia-se na quantidade de carboidrato total que a pessoa pode ou deve consumir por dia, segundo sua rotina, seus horários e medicamentos42.

Um estudo brasileiro43 avaliou fatores preditivos do controle glicêmico em crianças e adolescentes com DM1 e os resultados indicaram que a duração da doença e a dose de insulina estavam diretamente associadas a níveis mais elevados de HbA1c, enquanto o uso da contagem de carboidratos estava associado a uma redução na HbA1c.

Muitas pessoas com DM1 podem ser candidatas ao uso do SICI. No entanto, para que o tratamento seja bem-sucedido, é fundamental que esteja motivada, consciente e tenha conhecimento técnico e capacidade de autogestão. Além disso, é essencial que receba treinamento adequado e seja continuamente monitorada para garantir o uso correto do sistema44.

Em relação ao conhecimento sobre o SICI, os estudos encontrados nesta revisão abordaram e identificaram que, quanto maior o conhecimento por parte dos pacientes e profissionais, melhor o manejo e segurança do tratamento.

Eventos adversos podem ser detectados e prevenidos usando estratégias de solução de problemas, o que ressalta a importância da educação do paciente ao iniciar a terapia com SICI45. Além disso, alguns erros e eventos adversos podem acontecer pela falta de conhecimento.

Nesse contexto, é intuitivo considerar que o controle eficaz do DM1 depende não apenas do uso adequado dos medicamentos, mas também do conhecimento dos pacientes sobre seu tratamento, da adoção de hábitos alimentares saudáveis, da prática de exercícios e do automonitoramento da glicemia46.

O SICI vem se mostrando como um método eficaz no manejo glicêmico, proporcionando maior comodidade ao usuário e maior liberdade para suas tarefas diárias. Está associada à melhora dos níveis de HbA1c e menor taxa de hipoglicemia noturna. No entanto, a pessoa precisa estar motivada a aprender sobre os métodos disponíveis no SICI para atingir o controle glicêmico47.

Com o aumento das responsabilidades após o diagnóstico de DM1, os jovens precisam, junto com seus responsáveis, gerenciar o autocuidado, o que resulta em uma maior responsabilidade desde cedo diante dos desafios diários. É fundamental que essas pessoas recebam apoio, especialmente da família, para evitar uma sobrecarga emocional que possa comprometer seu autocuidado48.

A aquisição da responsabilidade de autocuidado pelos adolescentes é geralmente apoiada pelo apoio contínuo dos pais e começa com uma interdependência entre as tarefas de gerenciamento do diabetes. Há uma transição natural nas responsabilidades de cuidado à medida que os adolescentes começam a se afastar da família e passar mais tempo em atividades acadêmicas, esportivas, sociais e até mesmo atividades relacionadas ao trabalho48.

Revisões sistemáticas49-50 identificaram que o monitoramento contínuo da glicose (CGM) era fácil de usar e melhorava o empoderamento do paciente e a autonomia no gerenciamento dos níveis de glicose, prevenindo a hipoglicemia.

Corroborando esses achados, vários estudos51-53 indicaram que a frequência do automonitoramento está conectada com níveis de HbA1c melhorados e redução de complicações relacionadas ao diabetes devido à associação direta entre o monitoramento diário e o controle do diabetes.

Os resultados deste estudo apontam que a importância do autocuidado de indivíduos com DM1 em uso do SICI se pauta nos comportamentos de autocuidado e nos fatores que influenciam esse autocuidado, melhoria da qualidade de vida dos pacientes e minimização de complicações de saúde.

Apesar das contribuições importantes desta revisão para o campo científico e a prática, há limitações. Embora seja uma metodologia robusta para a síntese de evidências em saúde, essa revisão de escopo, diferentemente da revisão sistemática tradicional, não incorpora uma avaliação da qualidade metodológica ou um cálculo combinado do efeito das intervenções. Consequentemente, os estudos incluídos neste trabalho não foram avaliados e sintetizados considerando o seu nível de evidência.

No que se refere às lacunas encontradas, foi observado que há pouca evidência sobre o autocuidado de pessoas com DM1 em uso do SICI. Logo, essas questões ressaltam a necessidade premente de pesquisas adicionais, bem como de colaboração interdisciplinar entre profissionais da saúde para avaliação do autocuidado dessa população específica, em diferentes faixas etárias, e melhor compreensão desse fenômeno e suas necessidades nas diferentes fases da vida.

Conclusão

Em síntese, esta revisão proporcionou uma visão abrangente sobre o autocuidado de pessoas com DM1 em uso de SICI, destacando os comportamentos e os fatores que influenciam o autocuidado. Diante disso, entende-se que compreender o autocuidado no manejo do DM1 por meio do SICI é essencial, dada sua complexidade e as exigências contínuas do tratamento.

Vale destacar que um conhecimento aprofundado sobre o autocuidado permite aos profissionais atualização e uma melhor tomada de decisão quanto ao plano terapêutico individualizado, e às pessoas com DM1, buscar informações e ações sobre os cuidados diários para o adequado manejo do diabetes, especialmente o manuseio seguro do SICI. Destaca-se a necessidade de estudos futuros de intervenção que otimizem o autocuidado nessa população.

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  • Como citar este artigo
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  • Declaração de Disponibilidade de Dados
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Editado por

  • Editora Associada:
    Maria Lúcia Zanetti

Disponibilidade de dados

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Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    15 Jun 2026
  • Data do Fascículo
    2026

Histórico

  • Recebido
    14 Abr 2025
  • Aceito
    02 Nov 2025
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