Objetivo: verificar a consistência interna e estrutural do Inventário do Sexismo Ambivalente em jovens do curso de graduação de Enfermagem.
Método: estudo metodológico, de corte transversal, realizado com participantes jovens universitários, matriculados no curso de graduação em Enfermagem de uma universidade pública. Os dados foram obtidos por meio de questionários sociodemográficos/acadêmicos e Inventário de Sexismo Ambivalente. A análise realizada utilizou correlação de Pearson, alfa de Cronbach, correlação intraclasse, teste t e razão qui-quadrado e graus de liberdade, além de análise fatorial confirmatória para testar a consistência da existência do modelo bifatorial.
Resultados: a amostra foi composta por 305 graduandos. O modelo bifatorial oblíquo apresentou indicadores estatísticos que justificam a consistência da estrutura bifatorial do sexismo na população-alvo do estudo. Além disso, os indicadores psicométricos do inventário revelaram resultados satisfatórios. A análise de regressão preditiva confirmou a estrutura, demonstrando sua consistência e robustez para avaliar tanto o sexismo hostil quanto o sexismo benevolente entre os jovens universitários de Enfermagem.
Conclusão: foi identificado suporte à teoria do sexismo ambivalente, refletindo consistência do modelo bifatorial oblíquo. A análise das propriedades psicométricas do inventário, incluindo validade e confiabilidade, reforça sua aplicabilidade e relevância na pesquisa sobre questões de gênero na área da saúde.
Descritores:
Sexismo; Análise Fatorial; Educação em Enfermagem; Enfermagem; Preconceito; Direito das Mulheres
(1) A escala comprovou a existência do modelo do sexismo ambivalente nestes graduandos.
(2) Apresentou escores alfas e ICC acima do padrão psicométrico mínimo exigido.
(3) A consistência interna do inventário demonstrou maior precisão quando comparada a outros estudos.
(4) A estrutura multidimensional do inventário retrata uma forma de sexismo moderno.