Resumo
O artigo investiga o paradoxo da empatia em pacientes com transtorno de personalidade borderline. A hipótese central é que a hipersensibilidade reativa desses pacientes ao inconsciente do outro reflete uma modalidade específica de empatia. O objetivo é explorar as implicações dessa empatia peculiar, sua relação com dinâmicas arcaicas e seu impacto nas relações interpessoais. O método consiste em uma revisão narrativa da literatura e análise de casos clínicos ilustrativos. Os resultados indicam que essa sensibilidade busca estabilizar relações de objeto internalizadas, mas, aliada à desconfiança no comportamento consciente, compromete vínculos interpessoais e contribui para a disfunção social. Compreender essa dinâmica é essencial para reduzir o estigma e aprimorar o manejo clínico.
Palavras-chave:
Empatia; transtorno de personalidade borderline; paradoxo empático