Open-access “Caindo fora da corrida“: tempo, transitoriedade e depressão na era neoliberal1

“Dropping out of the race”: time, transitoriness, and depression in the neoliberal

“Sortant de le course”: temps, transitoriété et dépression dans l’ères néolibéralile

“Rendirse de la corrida”: tiempo, transitoriedad y depresión en la era neoliberal

Resumo

O objetivo deste artigo é investigar o modo como o tempo, a transitoriedade e a depressão se articulam na era neoliberal, a partir de vinhetas da personagem Esther Greenwood — escrita por Sylvia Plath em 1963, em seu romance A redoma de vidro — e da literatura psicanalítica de Freud a Lacan. O que foi possível observar é que Esther denuncia e ensina sobre a posição insurgente que os sujeitos depressivos estabelecem frente aos imperativos do gozo e da pressa na contemporaneidade, revelando a transitoriedade como um real incontornável. A depressão aparece como paradigmática para pensar, justamente pelo revés que ela representa, o modo como a racionalidade neoliberal interfere diretamente na experiência que os sujeitos mantêm com o tempo e a transitoriedade e, portanto, com a vida e a morte.

Palavras-chave:
Tempo; transitoriedade; depressão; neoliberalismo


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