Objetivo: Descrever as notificações de Anomalias Congênitas (AC) ao nascer e avaliar seu impacto na mortalidade infantil no noroeste do Paraná.
Métodos: Estudo transversal com dados vinculados de nascimentos com AC e óbitos por essas condições, na 14ª Regional de Saúde do Paraná, Brasil (2010-2019), obtidos por meio do relacionamento dos dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM).
Resultados: Foram identificados 216 Nascidos Vivos (NV) com AC registradas no Sinasc (57,7/10 mil NV), sendo 71,8% isoladas e 28,2% múltiplas, totalizando 331 anomalias. Defeitos de membros e osteomusculares foram os mais frequentes (25,7%). Após a vinculação Sinasc-SIM, as cardiopatias congênitas, inicialmente na sétima posição, passaram à segunda entre as AC mais prevalentes. Foram identificados 115 óbitos infantis por AC, resultando em uma Taxa de Mortalidade Infantil (TMI) de 30,7/10 mil NV, com cardiopatias e Defeitos do Tubo Neural (DTN) como as principais causas. A vinculação revelou 55 óbitos com AC não registrados no Sinasc, elevando a prevalência para 72,4/10 mil NV (+25,5%).
Conclusões: A TMI por AC na região superou a nacional (28/10 mil NV), evidenciando a importância da vinculação de dados para fortalecer a vigilância epidemiológica dessas condições. As cardiopatias congênitas e os DTN foram as causas de óbito infantil mais frequentes associadas às AC, reforçando a necessidade de aprimorar a detecção precoce e o registro desses casos a fim de reduzir a mortalidade infantil por AC em diferentes regiões do Brasil.
Palavras-chave:
Anormalidades congênitas; Causa básica de morte; Mortalidade infantil; Sistemas de informação em saúde; Vigilância em saúde pública
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