No campo da estética musical, constata-se a presença de notáveis autoras mulheres, negligenciadas por histórias da filosofia e da música prioritariamente masculinas. Dentre elas, encontra-se a filósofa estadunidense Susanne K. Langer, que aponta o símbolo, em seus diversos tipos, como o modo de significação propriamente humano. Concentrando-se na estética da autora, este artigo examinará especificamente os símbolos apresentativos da música e da arte em geral. A fim de compreender de que modo e quais conteúdos tais símbolos são capazes de expressar, será necessário, inicialmente, identificar os pré-requisitos lógicos, segundo Langer, para toda a expressão. Num segundo momento, será analisada a expressão musical, seus particulares pré-requisitos lógicos e sua significação, pela qual pode se projetar o discursivamente inexprimível. Por fim, será verificado de que maneira Langer aplica sua conclusão sobre a música às demais modalidades artísticas em sua estética, que, por sua abrangência e acuidade, mereceria ser mais reconhecida.
Palavras-chave:
Expressão; Significação; Música; Arte; Inefabilidade.