O artigo propõe uma nova leitura de “Massangana” de Joaquim Nabuco, na perspectiva de uma sociologia política do indivíduo. A interpretação mobiliza elementos das matrizes culturais com que as memórias do abolicionista dialogam, em especial o cristianismo, para lê-las como prática de subjetivação que intervém no âmbito da subjetividade individual como arena do conflito social. Com isso, contribui-se tanto para a crítica do autor proveniente da elite brasileira branca quanto para tornar disponíveis elementos de construção de uma sociologia do indivíduo no Brasil, pelo delineamento de processos de subjetivação e individuação que condicionam possibilidades e limites à cidadania democrática contemporaneamente.
Palavras-chave
Joaquim Nabuco; Pensamento social brasileiro; Cristianismo; Sociologia do indivíduo; Individualismo