Objetivo: identificar aspetos inerentes à comunicação considerados pelos enfermeiros aquando da transmissão de informação ao membro da família da pessoa em situação crítica; identificar que informação procuram os enfermeiros do membro da família; identificar que focos de enfermagem emergem; identificar as necessidades da família e os fatores que influenciam o conteúdo e as necessidades de informação.
Método: estudo de abordagem quantitativa, descritivo, exploratório e transversal, que consistiu na aplicação de um questionário estruturado. Participaram 23 enfermeiros de uma unidade de cuidados intensivos polivalente de um hospital central português. Os referenciais teóricos que sustentam o trabalho e a análise são a teoria do autocuidado de Orem, das transições de Meleis, the structure of caring de Swanson, modelo do cuidado centrado na pessoa de McCormack e McCance e a classificação internacional para a prática de enfermagem.
Resultados: nos aspetos inerentes à comunicação emergem: postura, linguagem adequada e disponibilidade. Na informação procurada pelos enfermeiros surge compreender o que o membro da família sabe acerca do estado de saúde da pessoa em situação crítica e as estratégias implementadas. Os focos de enfermagem mais frequentes são: ansiedade e comunicação. A compreensão do estado de saúde da pessoa em situação crítica pela família, através de informação clara e oportuna, é essencial e influencia as suas necessidades.
Conclusão: relativamente à comunicação, os enfermeiros destacam a postura e a disponibilidade. Importa compreender o que o membro da família sabe acerca do estado de saúde da pessoa em situação crítica e que estratégias implementaram. A resposta à necessidade de informação traduz-se em sossego para a família, na perspetiva da família e dos enfermeiros.
DESCRITORES:
Família; Pessoa em situação crítica; Unidades de cuidados intensivos; Comunicação em saúde; Enfermeiro