Objetivo: Analisar a trajetória do oficial de Enfermagem no período de 1992 a 2020, a partir do Quadro de Enfermeiras da Reserva do Exército, nos quadros militares do Quadro Complementar de Oficiais e Quadro de Oficial Técnico-Temporário.
Método: Estudo de natureza qualitativa, histórico-social, com abordagem da História Oral Temática. Foram entrevistados 15 oficiais de Enfermagem pertencentes ao Quadro de Oficial Técnico-Temporário, da ativa ou da reserva, ou ao Quadro Complementar de Oficiais, da ativa ou da reserva, que atuaram de 1992 a 2020 como coordenadores/gestores dos serviços de saúde ou do serviço de gestão do Fundo de Saúde do Exército Brasileiro. Realizada análise temática, cujos dados foram interpretados à luz da Teoria do Mundo Social de Pierre Bourdieu.
Resultados: Foram identificadas três subcategorias que se configuraram como características da vivência profissional da Enfermagem no Exército Brasileiro: campos de luta, desconhecimento da Enfermagem Militar e conflito na autopercepção identitária.
Conclusão: A Enfermagem empreendeu campos de luta para pertencimento ao Exército Brasileiro pois foi o primeiro grupo militar de mulheres no Serviço de Saúde que era até então, predominantemente masculino. Na atualidade, a Enfermagem viabiliza outro campo de luta, para reconhecimento institucional de sua identidade profissional e para o reconhecimento social de Enfermagem Militar, haja vista ainda ser profissão da saúde de maioria feminina em um cenário de saúde caracterizado por centralismo médico-masculino, ensejando invisibilidade institucional para as competências da Enfermagem e barreiras para consolidação como profissão de saúde.
DESCRITORES:
História da Enfermagem; Militares; Enfermagem Militar; Enfermagem; Identidade Social; História; Profissão; Hospitais Militares