O artigo analisa a trajetória de um grande traficante de escravos de Lisboa no terceiro quartel do século XVIII. Por meio de sua biografia, procura-se entender suas atividades no tráfico de escravos em Angola como capitão de navio e contratador e discutir a formação da fortuna de um negociante que tinha no comércio de pessoas uma de suas atividades principais. Além disso, pretendo discutir o papel do contrato real do direito sobre a exportação de escravos na organização do comércio de Luanda e as mudanças institucionais que ocorreram no período, contribuindo para compreender melhor os laços econômicos que conectavam Portugal, Angola e Brasil.
Palavras-chave:
tráfico de escravos; Contrato de Angola; capitães de navio
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Fontes: ANTT. Alfândegas de Lisboa. Casa da Índia. Registro de Saída, livs. 1, 2, 3, 4 (1748); 192, 208, 300, 347 (1749); 41, 30, 213, 169 (1750); 73, 72, 70, 71 (1751); 93, 91, 92, 90 (1752); 235, 233, 237, 236 (1753); 110, 111, 112, 113 (1754); 114, 115, 116 (1755); 335, 336, 337 (1756); 293, 294, 295, 296, (1757); 180, 181, 182, 183 (1758); 181, 292, 310 (1759); 362, 364, 365 (1760).
Legenda e fonte: Manoel Rodrigues da Silva, João Pio de Aguiar e Joaquim Pico (Pio?) de Aguiar eram moradores de Luanda. Gonçalo Ribeiro dos Santos era sócio de Domingos e administrava a casa em Luanda. Manuel dos Santos Borges foi procurador de Domingos no Rio de Janeiro durante o contrato e também deve ter se associado a algumas das negociações (