Este artigo discute sentidos atribuídos à periferia a partir de um circuito de cinema da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. Com base em uma etnografia realizada entre 2018 e 2024, o trabalho investiga coletivos audiovisuais articulados pelo movimento Baixada Filma, cujas atividades e produções são frequentemente descritas como “cinema de periferia”. Tomando como ponto de partida a problematização dessa nomeação, busca-se refletir sobre as ambivalências e disputas em torno do termo periferia a fim de evidenciar a polissemia do seu uso como categoria de representação e seu impacto na construção de subjetividades e relações com a cidade.
Palavras-chave:
periferia; cinema; Baixada Fluminense; audiovisual; cidade
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