O artigo propõe uma reflexão sobre as potencialidades e confluências da história pública e história oral no Brasil, especialmente no campo da História do Tempo Presente, a partir de experiências recentes e com públicos diversos. O texto parte do entendimento de que a história oral, ao se aproximar da história pública sensível às experiências históricas e ao tempo vivido, amplia a potência das vozes, tensiona o monopólio da narrativa histórica acadêmica, contribui para a defesa dos direitos humanos e para a reconstrução de narrativas que sejam inclusivas e combativas. O argumento central sustenta que, ao assumir compromissos éticos com sujeitos/as e comunidades, essas práticas constroem narrativas históricas plurais, socialmente engajadas e comprometidas com a justiça social, evidenciando o papel político-social da história na elaboração de memórias em disputa e na construção de uma história oral pública como movimento renovador e comprometido com a defesa da democracia, da participação e da colaboração.
PALAVRAS-CHAVE
História Oral Pública; Memória; Engajamento