Contexto: O aumento global da obesidade tem sido acompanhado de prevalência crescente da doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA), para a qual ainda são limitadas estratégias terapêuticas não farmacológicas eficazes.
Objetivo: Este estudo investigou os efeitos do exercício aeróbico sobre o estresse oxidativo hepático em um modelo experimental de obesidade associada à DHGNA.
Métodos: Ratos Wistar recém-desmamados foram alimentados com dieta altamente palatável e indutora de obesidade. Após o estabelecimento da obesidade, os animais foram divididos aleatoriamente em grupos treinados (n=12) e sedentários (n=12). O grupo treinado foi submetido à corrida em esteira de intensidade moderada por oito semanas. A peroxidação lipídica hepática foi avaliada por meio do método TBARS (substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico).
Resultados: O treinamento aeróbico reduziu significativamente os níveis hepáticos de TBARS (P<0,0005), em uma média de 1,8 nmol MDA/mg de proteína em comparação ao grupo sedentário. Esses benefícios foram evidentes, apesar da manutenção do ganho de peso.
Conclusão: Os achados sugerem que o exercício físico regular atenua a peroxidação lipídica hepática em modelo experimental de DHGNA associada à obesidade. Os resultados indicam que o exercício físico é uma estratégia não farmacológica eficiente na modulação do estresse oxidativo e na prevenção da progressão da doença.
Palavras-chave:
Malondialdeido; doença hepática gordurosa não alcoólica; estresse oxidativo
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