Open-access Efecto de una intervención educativa en el embarazo: ensayo clínico randomizado en clúster

ape Acta Paulista de Enfermagem Acta Paul Enferm 0103-2100 1982-0194 Escola Paulista de Enfermagem, Universidade Federal de São Paulo Resumen Objetivo Evaluar los efectos de intervención educativa en conocimiento, actitud y práctica de las embarazadas sobre uso de los alimentos regionales. Método Ensayo clínico controlado randomizado en clúster, simple ciego, con dos grupos paralelos. Estudio realizado de enero a setiembre de 2013. La asignación randomizada de los conglomerados fue definida por proceso de asignación aleatoria simple. Se aplicó un sorteo entre los conglomerados/clústeres, realizándose luego una asignación aleatoria para elección de las USs. De esta manera, el conglomerado A formó parte del GI y el conglomerado B del GC. Participaron 91 embarazadas en el GI (libreta educativa), y 94 en el GC (consulta prenatal de riesgo normal). Resultados El efecto de la libreta educativa en el grupo intervención presentó significatividad estadística (p<0,001) en el séptimo y trigésimo día postintervención al compararlo con el grupo control, hubo aumento de la prevalencia con idoneidad del conocimiento, actitud y práctica respecto del uso de alimentos regionales. Conclusión La libreta educativa demostró ser eficaz para mejorar el conocimiento, actitud y práctica de las embarazadas respecto al uso de los alimentos regionales. Introdução A garantia de desfechos positivos na saúde da gestante e do feto é uma temática prioritária na Organização Mundial de Saúde. Acumulam-se evidências científicas para fundamentar Políticas de Alimentação e Nutrição e intervenções nutricionais para alimentação saudável na gravidez. Sendo assim, a orientação nutricional pode proporcionar um ganho de peso adequado a partir de hábitos alimentares saudáveis, assim prevenindo o ganho excessivo e, consequentemente, ocasionar redução de riscos maternos e desfecho fetais indesejáveis.(1,2) Para promover alimentação saudável na população brasileira, o Ministério da Saúde elaborou o manual “Alimentos Regionais Brasileiros”. Com isso, divulga o consumo de frutas, hortaliças, tubérculos e leguminosas e reafirma o compromisso com a promoção de práticas alimentares saudáveis e a prevenção de agravos nutricionais relacionados à insegurança alimentar e nutricional.(3) Organismos internacionais reconhecem a gravidez com necessidades nutricionais aumentadas para apoiar o desenvolvimento materno e o crescimento fetal(4) e recomendam o aumento da ingestão de carboidratos, fibras, proteínas e micronutrientes (vitamina A e do complexo B, folato e ferro).(5) Contudo, estudo no Canadá mostrou inadequação do consumo de micronutrientes a partir de fontes alimentares com alta prevalência para ingestão inadequada de ferro (97%), vitamina D (96%) e folato (70%).(6) No Brasil, autores observam que 90% das gestantes apresentam consumo energético elevado com ingestão excessiva de calorias e inadequação de nutrientes,(7) portanto, recomenda-se aos profissionais da atenção básica elaborar estratégias de educação alimentar e nutricional para promoção da alimentação saudável a partir da valorização da cultura alimentar.(2) A educação alimentar e nutricional é uma estratégia fundamental de promoção da saúde, com o intuito de estimular a autonomia do indivíduo para valorizar e respeitar as especificidades culturais, de modo a empoderá-lo no cuidado com a própria saúde.(8) Autores consideram que os enfermeiros, ao desenvolverem educação em saúde, anseiam melhorar as condições de vida e saúde da população. Portanto, as ações educativas precisam ser executadas de forma constante e efetiva, a fim de promoverem a saúde da população.(9) Contudo, estudos demonstram que estratégias educativas têm se mostrado eficientes em relação à adequabilidade do conhecimento, atitude e prática (CAP) de determinadas populações após aplicação de intervenção educativa.(10,11) Diante disso, busca-se, a partir do diagnostico CAP, conhecer o comportamento da população assistida; com isso, oferecer subsídios para os profissionais de saúde na elaboração de estratégias para educação em saúde. Considerando a relevância da temática para promoção de hábitos alimentares saudáveis na gravidez, o objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos de uma intervenção educativa no conhecimento, atitude e prática das gestantes para alimentação saudável com uso dos alimentos regionais. Métodos Trata-se de um ensaio clínico controlado, randomizado em cluster, unicego, com dois grupos paralelos e desenvolvido com gestantes que receberam a intervenção a partir da cartilha educativa (GI) e gestantes que receberam a orientação nutricional na consulta pré-natal de risco habitual (GC) conforme recomendação do caderno de atenção básica do Ministério da Saúde.(2) O estudo foi cego quando as gestantes e as enfermeiras das unidades de saúde não tinham conhecimento sobre a cartilha educativa. O período de coleta de dados foi de janeiro a setembro de 2013, no qual se atingiu o número de participantes proposto pelo cálculo amostral. O nível de confiança foi de 95% e o poder do teste de 80%. As regiões políticas administrativas de Recife (PE) foram divididas em cluster/conglomerados com suas respectivas unidades de saúde (US). Alocação randômica dos conglomerados foi definida pelo processo de alocação aleatória simples, na ocasião foi utilizado um sorteio entre os conglomerados e depois foi realizada uma alocação aleatória para escolha das USs. Desta maneira, o conglomerado A fez parte do GI e conglomerado B do GC. Vale salientar, sortear as unidades de saúde para compor o GI e GC dentro do mesmo conglomerado. Conforme recomenda o Consort (2010), implicariam no alto risco de contaminação entre as gestantes das unidades de saúde de cada braço; assim, as gestantes do GC poderiam ser afetadas pela intervenção e com isso a contaminação do experimento. As gestantes incluídas foram aquelas maiores de 18 anos que realizavam o pré-natal na unidade de saúde e que possuía telefone móvel ou residencial. Os critérios de exclusão foram as de idade gestacional acima de 36 semanas, diabetes gestacional ou pré-existente, hipertensão gestacional ou crônica, dificuldades para compreender as perguntas do questionário ou a intervenção. Os critérios de desistência ou perda foram a interrupção da gravidez ou a impossibilidade de contato telefônico após dez tentativas em horários diferentes e dias consecutivos. No total, 294 gestantes foram elegíveis. A análise final foi de 91 gestantes para o grupo intervenção (GI) e 94 gestantes para o grupo controle (GC). A figura 1 representa a estratégia de amostragem para determinar a amostra do estudo. Figura 1 Estratégia de amostragem para determinar a amostra do estudo Previamente a coleta de dados, houve treinamento dos auxiliares de pesquisa por meio de reuniões, para padronização da coleta, conceitos abordados e execução do teste piloto (instrumentos e intervenção educativa). A coleta foi nas USs de acordo com os dias de consulta de pré-natal, análise das inclusões e busca ativa de participantes por meio de contato telefônico. Para intervenção desde estudo foi construída e validada uma cartilha educativa intitulada “Alimentação Saudável na Gravidez com os Alimentos Regionais”. A cartilha tem dimensão de 148 x 210 mm, oito páginas frente e verso. O conteúdo se traduz no conceito de alimentação saudável; os alimentos permitidos e evitados na gravidez; os benefícios de uma alimentação saudável para gestante e filho; higiene dos alimentos e receitas utilizando os alimentos regionais.(12) Após a consulta de pré-natal, as gestantes do GI foram convidadas para participar da intervenção individual numa sala privativa, em um único momento, com duração em média de 20 minutos. Nesse momento a cartilha foi apresentada, feita a leitura e as gestantes levaram um exemplar para casa. A Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA) foi o instrumento utilizado para medir a homogeneidade da amostra e linha de base do GI e GC (pré-teste), antes da consulta pré-natal. A EBIA foi elaborada e validada por pesquisadores da Universidade de Campinas, Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde e a Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo.(13) O inquérito CAP foi construído e validado para este estudo com finalidade de medir o desfecho primário: análise do nível adequado e inadequado do conhecimento, atitude e prática sobre os alimentos regionais. O instrumento foi aplicado no sétimo e trigésimo dia para as gestantes de ambos os grupos. O seguimento foi realizado no GI e GC por meio do contato telefônico. Para análise do CAP, os autores deste estudo elaboraram as seguintes definições: O conhecimento é considerado adequado quando a gestante referir: ter ouvido falar sobre alimentos regionais; é utilizado para preparar refeições variadas e/ou sucos; conhece três tipos ou mais do alimento regional e menciona no mínimo dois tipos de alimentação preparada com os alimentos regionais. A atitude é considerada adequada quando a gestante referir: ser necessário utilizar alimentos regionais na refeição e a importância do mesmo. A prática é considerada adequada quando a gestante referir ter utilizado alimentos regionais nas refeições e que utiliza o alimento regional entre duas a três ou mais vezes ao dia. Inadequada para cada eixo era quando a gestante tinha respostas negativas para cada situação, acima explicitadas. Os dados foram analisados pelo Programa Statistical Package for the Social Sciences versão 20. Para comparação das variáveis qualitativas entre o GI e GC foi aplicado o teste Qui-Quadrado de Pearson. Quando as frequências esperadas eram menores que cinco, aplicou-se o teste de Fisher ou de Fisher-Freeman-Halton (na comparação entre variáveis com mais de 2 categorias). Para verificação da magnitude do efeito foi calculada a Odds Ratio e seu intervalo de confiança. Na comparação entre medidas quantitativas e os grupos de intervenção e controle foi aplicado o teste de Mann- Whitney. Para todas as análises utilizou-se o nível de significância de 5%. A pesquisa foi submetida à apreciação e aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Pernambuco, protocolo nº 123.140/2012. Resultados No GI e GC, segundo as variáveis sociais e econômicas, não foi detectada diferença estatística significativa na linha de base. Os maiores percentuais foram para as gestantes de cor parda (GI= 68,4% e GC= 72,2%) que não trabalhavam e tinham renda familiar de até dois salários mínimos, respectivamente: GI = 68,4% e 73,7% e GC= 64,6% e 79,8%. A maioria das gestantes relatou ter companheiro e possuía ensino fundamental completo e superior (GI= 85,5% e GC 86,1%). A mediana da idade foi de 24 anos para o GI (IC = 23,90 – 26,31) e 25 anos para o GC (IC= 24,27 – 26,75). Com relação à idade gestacional em semanas o GI apresentou 23 semanas e 5 dias (IC= 19,95 – 23,57) e o GC 20 semanas (IC= 18,04 – 21,74). Vale destacar, que a equivalência social e econômica observada nos conglomerados minimizou o chamado efeito do cluster O equilíbrio da linha de base entre as gestantes do GI e GC demonstrou a equiparação entre os sujeitos em cada braço do experimento, diminuindo, assim, o risco de viés. O CAP não apresentou diferença estatística (p>0,05). Em termos percentuais, o nível inadequado na pré-consulta foi maior no GI e no GC, quando comparado ao nível adequado. Os valores, respectivamente, foram: conhecimento inadequado (93,4% e 93,4%), atitude inadequada (69,7% e 57,0%) e prática inadequada (88,2% e 91,13%) (Tabela 1). Tabela 1 Resultados da linha de base do conhecimento, atitude e prática das gestantes do grupo de intervenção e controle sobre os alimentos regionais Inquérito CAP** Grupo Intervenção (n= 76) n(%) Grupo Controle (n=79) n(%) p-value* Conhecimento Adequado 5(06,6) 5(06,3) 0,950 Pré-consulta Inadequado 71(93,4) 74(93,4) Atitude Pré-consulta Adequado 23(30,3) 34(43,0) 0,099 Inadequado 53(69,7) 45(57,0) Prática Pré-consulta Adequado Inadequado 09(11,8) 67(88,2) 07(08,86) 72(91,13) 0,542 * O p-value foi analisado utilizando o Teste Qui-Quadrado de Pearson; ** Conhecimento, Atitude e Prática Com relação ao efeito da intervenção, com o uso da cartilha educativa, os resultados indicam avaliação adequada do CAP no GI, no sétimo e trigésimo dia pós-intervenção, quando comparados com o GC, apresentou valor–p (p<0,001), com aumento de chance para o conhecimento adequado no sétimo dia para o GI (OR=68,01 – IC [24,48 -188,97] e no trigésimo dia (OR= 83,57 – IC [26,18 – 266,72]. Com relação à atitude adequada no sétimo dia para o GI (OR= 13,16 – IC [4,8-36,08] e no trigésimo dia (OR= 36,07 – IC [8,27- 157,23]. E a prática adequada para o GI no sétimo dia (OR= 6,61- IC [3,13-13,98] e no trigésimo dia (OR=7,24 – IC [3,57-14,81] (Tabela 2). Tabela 2 Efeito da intervenção educativa em gestante segundo a avaliação do conhecimento, da atitude e da prática sobre os alimentos regionais Inquérito CAP Grupo Intervenção (n=76) n(%) Grupo Controle (n=79) n(%) *Estatísticas Conhecimento Sétimo dia Adequado 69(90,8) 10(12,7) p<0,001 OR = 68,01 Inadequado 07(9,2) 69(87,3) IC [24,48–188,97] Conhecimento Trigésimo dia Adequado 72(94,7) 14(17,7) p<0,001 OR = 83,57 Inadequado 04(5,3) 65(82,3) IC [26,18 –266,72] Atitude Sétimo dia Adequado 71(93,4) 41(51,9) p<0,001 OR = 13,16 Inadequado 05(6,6) 38(48,1) IC [4,8 – 36,08] Atitude Trigésimo dia Adequado 74(97,4) 40(50,6) p<0,001 OR = 36,07 Inadequado 02(2,6) 39(49,4) IC [8,27 – 157,23] Prática Sétimo dia Adequada 43(56,6) 13(16,5) p< 0,001 OR = 6,61 Inadequada 33(43,4) 66(83,5) IC [3,13–13,98] Prática Trigésimo dia Adequada Inadequada 53(69,7) 23(30,3) 19(24,1) 60(75,9) p< 0,001 OR = 7,28 IC [3,57–14,81] *p-value analisado utilizando o Teste Qui-Quadrado de Pearson e significância estatística; p< 0,05. OR: Odds Ratio. IC: Intervalo de Confiança 95% Discussão Quanto à caracterização social e econômica, a grande maioria das gestantes é de cor parda, que não trabalha e tem renda familiar de até dois salários mínimos. Esses dados são condizentes com a localidade onde a pesquisa foi realizada e com os resultados do Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (PE), onde as regiões de menor rendimento são Norte e Nordeste, com renda média domiciliar semelhante aos encontrados nesse estudo.(14) Autores concluem que a renda familiar foi um fator que interferiu diretamente na qualidade da alimentação das gestantes, e quanto maior a renda familiar, maior a adesão para uma dieta saudável.(15) Neste sentido, o consumo dos alimentos regionais se faz importante na dieta das gestantes; pois, além da sua biodisponibilidade e baixo valor econômico, eles são nutritivos, trazendo para a dieta alimentos ricos em fibras, minerais, vitaminas e carboidratos. Na região nordeste do Brasil há uma variedade de alimentos regionais, entre eles as frutas como acerola, banana, coco; as hortaliças abóbora, agrião e maxixe; tubérculos, cereais e raízes como inhame e mandioca, além de leguminosas como feijão verde.(3) Em relação aos dados descritos para a inadequabilidade do conhecimento, atitude e prática, a grande maioria das gestantes do GC possuía avaliação inadequada sobre o uso dos alimentos regionais, talvez reafirme o pouco acesso às orientações sobre o consumo desses alimentos que fazem parte da cultura alimentar de uma região ou comunidade. Esses resultados também demostram a importância de enfatizar a terminologia “alimentos regionais” nas orientações sobre hábitos alimentares saudáveis. Assim, as gestantes poderiam ter opiniões adequadas quanto à importância desse alimento na dieta. Contudo, as gestantes do GI, após o uso da cartilha educativa reconheceram essa terminologia com conhecimento adequado no sétimo (90,8%) e trigésimo dias (94,7%). Resultados semelhantes foram identificados no estudo sobre a influência de uma estratégia educativa na promoção do uso de alimentos regionais com pré-escolares. 96,8% dos indivíduos passaram a reconhecer essa terminologia após a intervenção. Os autores avaliam que não deve ser interpretado que tais alimentos não sejam conhecidos ou consumidos pela população entrevistada, provavelmente, eles não reconheceram a terminologia utilizada.(16) Os resultados desse estudo mostram adequabilidade para o conhecimento, atitude e prática das gestantes do GI quanto ao uso dos alimentos regionais, no sétimo e trigésimo dia, com significância estatística, quando comparados ao GC. Vale salientar, que a cartilha educativa apresenta imagens ilustrativas de alimentos regionais que foram escolhidos pelas gestantes por enquete; desta maneira, respeitando as preferências locais, além de receitas utilizando os alimentos regionais com opções para o seu dia a dia (purê de macaxeira, sopa de jerimum, tapioca, cuscuz, banana cozida, feijão com jerimum, vitamina de banana, etc.). Neste sentido, autores consideram que o respeito aos hábitos alimentares regionais está associados ao resgate de hábitos alimentares saudáveis e tem significado importante por valorizar a cultura da região, além disso, vinculam à imagem do sadio e da alimentação saudável; isso contribui para justificar a importância na promoção de hábitos alimentares saudáveis.(17) Com relação à prática quanto ao uso dos alimentos regionais, o GI obteve percentual no sétimo dia de 56,6% e trigésimo dia de 16,5%; e quando comparados ao grupo controle o p<0,001. Esses dados são condizentes com a realidade quando se percebe as dificuldades das gestantes consumir alimentos conforme recomendações dietéticas. Para uma alimentação saudável, recomenda-se o consumo de 6 porções/dia para os cereais, raízes e tubérculos; 3 porções/dia de frutas, legumes e verduras; 1 porção/dia de feijão e sementes; e 1 porção/dia de açucares e doces e recomenda-se que seja utilizada diariamente na alimentação da gestante.(2,3) Esses grupos de alimentos abrangem uma grande variedade dos alimentos regionais e são fontes de fibras, vitaminas e minerais. Resultados de uma pesquisa nacional mostra que apenas 10% da população consumem frutas, verduras e legumes, segundo as recomendações dietéticas.(18) Estudo compara o consumo alimentar de mulheres gestantes e não gestantes e os resultados revelam que não houve diferença significativa entre os dois grupos. As gestantes ainda apresentaram inadequação no consumo de nutrientes (ferro, folato e cálcio), segundo as recomendações de ingestões diárias do Institute of Medicine.(19) Autores reforçam a importância da educação em saúde para uma alimentação saudável no período gestacional, pois, durante a gravidez, a maioria das mulheres está motivada para receber orientações sobre uma dieta saudável e acrescenta que mudanças na dieta têm baixo custo e menor risco.(20) A intervenção desse estudo foi a cartilha como material educativo para medir o seu efeito em relação ao CAP e os resultados demonstraram impacto na adequabilidade quanto ao uso dos alimentos regionais. Um estudo reforça que o uso da cartilha é um meio para ações de promoção nutricional nos consultórios, bem como, parte que integra a comunicação verbal com seus clientes.(21) Autores realizaram ensaio clinico com gestantes utilizando uma atividade educacional, por meio de folhetos, para melhorar o hábito alimentar, o aumento da atividade física e a redução da obesidade na gravidez. Foi observado no GI um aumento significante no consumo de vegetais em relação ao consumo de frutas quando comparado com o grupo controle.(22) As gestantes que participaram desse estudo estavam realizando consulta pré-natal de risco habitual com enfermeiras da atenção básica. Para melhor inclusão das orientações nutricionais foi construída e validada a cartilha educativa, intitulada “Alimentação saudável na gravidez com os alimentos regionais”.(12) Para medir o seu efeito o CAP foi aplicado e atestando a sua aplicabilidade para o aumento do conhecimento, atitude e prática. Assim, após a validação clínica, fruto deste estudo, a cartilha pode ser indicada como material educativo em saúde, agregando a consulta pré-natal. Desta maneira, os pré-natais constituem uma plataforma importante para os cuidados de saúde, incluindo a promoção da saúde, o rastreio, o diagnóstico e a prevenção das doenças.(2) Estudo foi realizado para comparar o CAP de mulheres que realizaram o pré-natal com aquelas que não realizaram e identificou relevância significativa quanto ao nível de conscientização sobre a quantidade de alimentos, a ingestão adequada de proteínas, legumes, frutas, leite, vegetais de folhas verdes, carne, prevenção da anemia com uso do ferro, e suplementação de vitaminas.(23) Pesquisas buscam avaliar o CAP com diversas populações e temáticas e existe consenso que o método CAP é relevante para levantar diagnósticos da população estudada, visando favorecer a elaboração de intervenções as quais buscam promover níveis adequados de conhecimento, atitude e prática.(10,24) Estudiosos buscam medir a intervenção utilizando o método CAP e avaliar o efeito para mudança de conhecimento, atitude e pratica.(10,16,23,24) Resultados similares a esse estudo são identificados. Autores afirmam que o material educativo impresso tem sido utilizado para melhorar o conhecimento, a satisfação, a aderência ao tratamento e o autocuidado de pacientes. O material educativo escrito pelos profissionais da saúde é uma ferramenta de reforço das orientações verbalizadas e pode ter impacto positivo na educação de pacientes e ser capaz de ajudá-los a responder as perguntas que possam ocorrer quando este não estiver interagindo com o profissional da saúde.(25) Reforça-se, portanto, a importância da orientação nutricional nos cuidados primários de saúde na atenção pré-natal, como um processo dinâmico e participativo entre profissionais e gestante/família. O enfermeiro deve atuar, junto à mulher grávida, a fim de alcançar mudança de comportamento para hábitos alimentares saudáveis e adequados durante esse ciclo da vida. Contudo, os enfermeiros têm muito experiências com estratégias para a prática da promoção da saúde e é parte importante da equipe nos cuidados primários a saúde.(26) O estudo foi realizado em uma área geográfica específica da região metropolitana de Recife (PE). Assim, o tamanho da amostra pode não ser considerado suficiente para generalizar os achados e ser representativo às mulheres grávidas do Brasil. Conclusão O desenho da intervenção utilizando a cartilha educativa viabilizou o acesso das gestantes às orientações sobre alimentação saudável. Verificou-se que as gestantes do Grupo de intervenção quanto comparados ao grupo controle apresentavam adequabilidade do conhecimento, atitude e prática sobre o uso dos alimentos regionais com aumento da prevalência do nível adequado no sétimo e trigésimo dia após a intervenção. Assim, a cartilha educativa foi uma intervenção eficaz para melhorar o conhecimento, atitude e prática das gestantes quanto ao uso dos alimentos regionais. Agradecimentos À Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (FACEPE), por financiar o Doutorado Interinstitucional / Universidade Federal do Ceará e Universidade Federal de Pernambuco. Referências 1 1. Brasil. Ministério da Saúde. Política Nacional de Alimentação e Nutrição [Internet]. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2013 [citado 2018 Jan 5]. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_alimentacao_nutricao.pdf Brasil Ministério da Saúde Política Nacional de Alimentação e Nutrição Internet Brasília (DF) Ministério da Saúde 2013 citado 2018 Jan 5 http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_alimentacao_nutricao.pdf 2 2. Brasil. Ministério da Saúde. Protocolos da Atenção Básica. Saúde das Mulheres [Internet]. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2016 [citado 2018 Jan 5]. Disponível em: http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/protocolo_saude_mulher.pdf Brasil Ministério da Saúde Protocolos da Atenção Básica. Saúde das Mulheres Internet Brasília (DF) Ministério da Saúde 2016 citado 2018 Jan 5 http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/protocolo_saude_mulher.pdf 3 3. Brasil. Ministério da Saúde. Alimentos Regionais Brasileiros [Internet]. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2015 [citado 2018 Jan 20]. Disponível em: http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/livro_alimentos_regionais_brasileiros.pdf Brasil Ministério da Saúde Alimentos Regionais Brasileiros Internet Brasília (DF) Ministério da Saúde 2015 citado 2018 Jan 20 http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/livro_alimentos_regionais_brasileiros.pdf 4 4. Berti C, Decsi T, Dykes F, Hermoso M, Koletzko B, Massari M, et al. Critical issues in setting micronutrient recommendations for pregnant women: an insight. Matern Child Nutr. 2010;6 Suppl 2:5–22. Berti C Decsi T Dykes F Hermoso M Koletzko B Massari M et al Critical issues in setting micronutrient recommendations for pregnant women: an insight Matern Child Nutr 2010 6 Suppl 2 5 22 5 5. Institute of Medicine (IOM). Dietary reference intakes: energy, carbohydrate, fiber, fat, fatty acids, cholesterol, protein, and amino acids. Washington: National Academy Press; 2005 [cited 2018 mar 1]. Available from: https://www.nap.edu/read/10490/chapter/1 Institute of Medicine (IOM) Dietary reference intakes: energy, carbohydrate, fiber, fat, fatty acids, cholesterol, protein, and amino acids Washington National Academy Press 2005 cited 2018 mar 1 https://www.nap.edu/read/10490/chapter/1 6 6. Lise D, Maikol D, Brigitte B, Cynthia KC, Benedicte F, Anne-Sophie M, et al. Adequacy of nutritional intake from food and supplements in a cohort of pregnant women in Que´ bec, Canada: the 3D Cohort Study. Am J Clin Nutr. 2017; 106:541–8. Lise D Maikol D Brigitte B Cynthia KC Benedicte F Anne-Sophie M et al Adequacy of nutritional intake from food and supplements in a cohort of pregnant women in Que´ bec, Canada: the 3D Cohort Study Am J Clin Nutr 2017 106 541 548 7 7. Castro PS, Castro MB, Kac G. Aderência às recomendações dietéticas do Institute of Medicine (Estados Unidos) e o seu efeito no peso durante a gestação. Cad Saúde Pública. 2013; 29(7):1311-21. Castro PS Castro MB Kac G Aderência às recomendações dietéticas do Institute of Medicine (Estados Unidos) e o seu efeito no peso durante a gestação Cad Saúde Pública 2013 29 7 1311 1321 8 8. Santos LA. O fazer educação alimentar e nutricional: algumas contribuições para reflexão. Ciênc Saúde Coletiva. 2012; 17(2):453-62. Santos LA O fazer educação alimentar e nutricional: algumas contribuições para reflexão Ciênc Saúde Coletiva 2012 17 2 453 462 9 9. Simone R, Nunes EF, Marcon SS. O trabalho educativo do enfermeiro na estratégia saúde da família. Texto Contexto Enferm. 2012; 22(1):157-65. Simone R Nunes EF Marcon SS O trabalho educativo do enfermeiro na estratégia saúde da família Texto Contexto Enferm 2012 22 1 157 165 10 10. Ramesh D, Khan GM, Kadir A, Binaya S, Deepa D. Impacts of counseling on knowledge, attitude and practice of medication use during pregnancy. BMC Pregnancy Childbirth. 2017;17(1):131. Ramesh D Khan GM Kadir A Binaya S Deepa D Impacts of counseling on knowledge, attitude and practice of medication use during pregnancy BMC Pregnancy Childbirth 2017 17 1 131 11 11. Silva AP, Alexandre HG, Almeida PC, Ximenes LB, Fernandes AF. Efeitos da aplicação de uma tecnologia educativa na detecção precoce do câncer de mama. Rev Rene. 2017;18(3):404–11. Silva AP Alexandre HG Almeida PC Ximenes LB Fernandes AF Efeitos da aplicação de uma tecnologia educativa na detecção precoce do câncer de mama Rev Rene 2017 18 3 404 411 12 12. Oliveira SC, Lopes MV, Fernandes AF. Construção e validação de cartilha educativa para alimentação saudável durante a gravidez. Rev Lat Am Enfermagem. 2014;22(4):611–20. Oliveira SC Lopes MV Fernandes AF Construção e validação de cartilha educativa para alimentação saudável durante a gravidez Rev Lat Am Enfermagem 2014 22 4 611 620 13 13. Segall-Corrêa AM, Marin-Leon L. A Segurança alimentar no Brasil: Proposição e usos da escala brasileira de medida da insegurança alimentar (EBIA) de 2003 a 2009. Segur Aliment Nutr. 2009; 16(2):1-19. Segall-Corrêa AM Marin-Leon L A Segurança alimentar no Brasil: Proposição e usos da escala brasileira de medida da insegurança alimentar (EBIA) de 2003 a 2009 Segur Aliment Nutr 2009 16 2 1 19 14 14. de Pernambuco G. Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional de Pernambuco. Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional [Internet]. 2012 [citado 2018 Mar 5]. Disponível emhttp://www2.sedsdh.pe.gov.br/c/document_library/get_file?uuid=4d2e853b-c47d-4c95-82f7-d0a65dfce9c5&groupId=17459 de Pernambuco G Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional de Pernambuco. Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional Internet 2012 citado 2018 Mar 5 http://www2.sedsdh.pe.gov.br/c/document_library/get_file?uuid=4d2e853b-c47d-4c95-82f7-d0a65dfce9c5&groupId=17459 15 15. de Castro MB, Freitas Vilela AA, de Oliveira AS, Cabral M, de Souza RA, Kac G, et al. Sociodemographic characteristics determine dietary pattern adherence during pregnancy. Public Health Nutr. 2016;19(7):1245–51. de Castro MB Freitas Vilela AA de Oliveira AS Cabral M de Souza RA Kac G et al Sociodemographic characteristics determine dietary pattern adherence during pregnancy Public Health Nutr 2016 19 7 1245 1251 16 16. Martins MC, Ferreira AM, Nascimento LA, Aires JC, Almeida PC, Ximenes LB. Influência de uma estratégia educativa na promoção do uso de alimentos regionais. Rev Rene. 2015;16(2):242–9. Martins MC Ferreira AM Nascimento LA Aires JC Almeida PC Ximenes LB Influência de uma estratégia educativa na promoção do uso de alimentos regionais Rev Rene 2015 16 2 242 249 17 17. Paiva JB, Freitas MCS, Santos LAS. Hábitos alimentares regionais no Programa Nacional de Alimentação Escolar: um estudo qualitativo em um município do sertão da Bahia, Brasil. Rev Nutr (Campinas). 2012; 25(2):191-202 Paiva JB Freitas MCS Santos LAS Hábitos alimentares regionais no Programa Nacional de Alimentação Escolar: um estudo qualitativo em um município do sertão da Bahia, Brasil Rev Nutr Campinas 2012 25 2 191 202 18 18. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009. Despesas, rendimentos e condições de vida. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão [Internet]. 2010 [citado 2018 Mar 5]. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv45419.pdf Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009. Despesas, rendimentos e condições de vida Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão Internet 2010 citado 2018 Mar 5 https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv45419.pdf 19 19. Sato AP, Fujimori E, Szarfarc SC, Borges AL, Tsunechiro MA. Consumo alimentar e ingestão de ferro de gestantes e mulheres em idade reprodutiva. Rev Lat Am Enfermagem. 2010; 18(2): 247-54. Sato AP Fujimori E Szarfarc SC Borges AL Tsunechiro MA Consumo alimentar e ingestão de ferro de gestantes e mulheres em idade reprodutiva Rev Lat Am Enfermagem 2010 18 2 247 254 20 20. Brantsaeter AL, Haugen M, Samuelsen SO, Torjusen H, Trogstad L, Alexander J, et al. A dietary pattern characterized by high intake of vegetables, fruits, and vegetable oils is associated with reduced risk of preeclampsia in nulliparous pregnant norwegian women. J Nutr. 2009;139 (6):1162-8. Brantsaeter AL Haugen M Samuelsen SO Torjusen H Trogstad L Alexander J et al A dietary pattern characterized by high intake of vegetables, fruits, and vegetable oils is associated with reduced risk of preeclampsia in nulliparous pregnant norwegian women J Nutr 2009 139 6 1162 1168 21 21. Szwajcer EM, Hiddink GJ, Koelen MA, van Woerkum CM. Written nutrition communication in midwifery practice: what purpose does it serve? Midwifery. 2009;25(5):509–17. Szwajcer EM Hiddink GJ Koelen MA van Woerkum CM Written nutrition communication in midwifery practice: what purpose does it serve? Midwifery 2009 25 5 509 517 22 22. Guelinckx I, Devlieger R, Mullie M, Vansant G. Effect of lifestyle intervention on dietary habits, physical activity, and gestational weight gain in obese pregnant women: a randomized controlled Trial. Am J Clin Nutr. 201091(2):373-80. Guelinckx I Devlieger R Mullie M Vansant G Effect of lifestyle intervention on dietary habits, physical activity, and gestational weight gain in obese pregnant women: a randomized controlled Trial Am J Clin Nutr 2010 91 2 373 380 23 23. Yawar AA, Qureshi AA. Malik, Ali MM. Comparative study of Knowledge, Attitude and Practices among Antenatal Care Facilities utilizing and non-utilizing women. J Pak Med Assoc. 2005; 55(2):53-6. Yawar AA Malik Qureshi AA. Ali MM Comparative study of Knowledge, Attitude and Practices among Antenatal Care Facilities utilizing and non-utilizing women J Pak Med Assoc 2005 55 2 53 56 24 24. Andrade S, Zaccara A, Leite K, Brito K, Soares M, Costa M, et al. Knowledge, attitude and practice of condom use by women of an impoverished urban area. Rev Esc Enferm USP. 2015;49(3):364-71. Andrade S Zaccara A Leite K Brito K Soares M Costa M et al Knowledge, attitude and practice of condom use by women of an impoverished urban area Rev Esc Enferm USP 2015 49 3 364 371 25 25. Hoffmann T, Worrall L. (2004). Designing effective written health education materials: considerations for health professionals. Disabil Rehabil. 2004; 26(19):1166-73. Hoffmann T Worrall L 2004 Designing effective written health education materials: considerations for health professionals Disabil Rehabil 2004 26 19 1166 1173 26 26. Brobeck E, Bergh H, Odencrants S, Hildingh C. Primary healthcare nurses’ experiences with motivational interviewing in health promotion practice. J Clin Nurs. 2011;20(23-24):3322–30. Brobeck E Bergh H Odencrants S Hildingh C Primary healthcare nurses’ experiences with motivational interviewing in health promotion practice J Clin Nurs 2011 20 23-24 3322 3330 Original Article Effect of an educational intervention on pregnancy: a cluster-randomized clinical trial 0000-0003-0485-1729 Oliveira Sheyla Costa de 1 Fernandes Ana Fátima Carvalho 2 Vasconcelos Eliane Maria Ribeiro de 1 Ximenes Lorena Barbosa 1 Leal Luciana Pedrosa 1 Cavalcanti Ana Marcia Tenório Souza 1 Lopes Marcos Venícios de Oliveira 2 1 Brazil Universidade Federal de Pernambuco, Recife, PE, Brazil. 2 Brazil Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, CE, Brazil. Corresponding author. Sheyla Costa de Oliveria. http://orcid.org/0000-0003-0485-1729. E-mail: costa.shy@gmail.com Conflicts of interest: there are no conflicts of interest to declare. Contributions Oliveira SC, Fernandes AFC, Vasconcelos EMR, Ximenes LB, Leal LP, Cavalcanti AMTS, and Lopes MVO declare to have contributed to the project conception, data analysis and interpretation, manuscript writing, relevant critical review of the intellectual content, and final approval of the version to be published. Abstract Objective To evaluate the effects of an educational intervention on the knowledge, attitudes, and practices of pregnant women regarding the use of regional foods. Methods Single-blind cluster-randomized clinical trial with two parallel groups. The study was carried out from January to September 2013. Cluster random allocation was defined by the simple random allocation process. A draw was performed with the clusters, followed by a random allocation to choose the health units. Cluster A was part of the intervention group and cluster B was included in the control group. The intervention group had 91 pregnant women, who were introduced to an educational booklet, and the control group had 94 pregnant women, who attended regular prenatal appointments. Results The effect of the educational booklet on the intervention group presented statistical significance (p < 0.001) on the seventh and thirtieth days after the intervention when compared to the results of the control group, and there was an increase in the prevalence of adequacy of knowledge, attitudes, and practices regarding the use of regional foods. Conclusion The educational booklet was an effective intervention to improve the knowledge, attitudes, and practices of pregnant women regarding the use of regional foods. Brazilian Clinical Trials Registry (ReBEC): RBR 7mhyzt. Feeding behavior Health education Pregnancy Health knowledge, attitudes, practice Clinical trial Introduction The guarantee of positive outcomes in the health of pregnant women and fetuses is a priority subject in the World Health Organization. Scientific evidence has been accumulated to ground food and nutrition policies and nutritional interventions to achieve a healthy diet during pregnancy. Nutritional guidance can provide an adequate weight gain from healthy dietary habits, thus preventing pregnant women from putting on excessive weight and consequently reducing the chances of maternal health problems and undesirable fetal outcomes.(1,2) To promote a healthy diet in the Brazilian population, the Brazilian Ministry of Health developed a manual entitled Brazilian Regional Food. The objective of the publication is to disseminate the consumption of fruits, vegetables, tubers, and legumes and confirms the commitment to promote healthy dietary practices and prevent nutritional complications related to food and nutrition insecurity.(3) International agencies recognize pregnancy as a phase with increased nutritional needs to support the maternal development and fetal growth(4) and recommend an increment in the ingestion of carbohydrates, fibers, proteins, and micronutrients, including vitamin A, complex B vitamins, folate, and iron.(5) However, an investigation carried out in Canada showed an inadequacy in the consumption of micronutrients from food sources with high prevalence for ingestion of iron (97%), vitamin D (96%), and folate (70%).(6) Authors pointed that in Brazil 90% of pregnant women present a high energy consumption, with an excessive ingestion of calories, and inadequacy of nutrients.(7) Consequently, it is recommended that primary healthcare professionals develop food and nutrition education strategies to promote a healthy diet based on the valorization of food culture.(2) Food and nutrition education is a fundamental tool to promote health and aims to encourage the autonomy of individuals to value and respect cultural specificities and empower these people regarding their health care.(8) Authors consider that nurses, by developing health education actions, have the objective to improve the health and life conditions of the population. Therefore, educational programs must be implemented constantly and effectively to achieve their goal of improving the health of the society.(9) Studies show that educational strategies have been proved efficient for adapting knowledge, attitudes, and practices (KAP) of some populations.(10,11) This scenario sets the need to know the behavior of the assisted population from the KAP diagnosis and offer healthcare professionals the basis to develop health education strategies. Considering the relevance of this subject to promote healthy eating habits during pregnancy, the objective of the present study was to evaluate the effects of an educational intervention on the KAP of pregnant women regarding healthy dietary habits with the use of regional foods. Methods The present investigation was a controlled single-blind cluster-randomized clinical trial, with two parallel groups, carried out with pregnant women submitted to the intervention of an educational booklet (intervention group or IG) and pregnant women who received nutritional guidance in regular prenatal appointments (control group or CG) according to the recommendation of the primary healthcare booklet of the Brazilian Ministry of Health.(2) The study was blind when both pregnant women and nurses from health units did not have knowledge of the use of the educational booklet. Data collection occurred from January to September 2013, which allowed to reach the number of participants suggested by the sample size calculation. The confidence interval was 95% and the statistical power was 80%. The political-administrative regions of Recife, state of Pernambuco, Brazil, were divided into clusters, with their respective health units. Cluster random allocation was defined by the simple random allocation process. A draw was performed with the clusters, followed by a random allocation to choose the health units. As a result, cluster A was part of the IG and cluster B was included in the CG. It is noteworthy that the random assorting of the health units to make up the IG and the CG in the same conglomerate followed the Consolidated Standards of Reporting Trials 2010 guideline, this procedure implies a high contamination risk of pregnant women from health units from each branch, that is, pregnant women from the CG could be affected by the intervention and hence the experiment would have been contaminated. The pregnant women included in the study where those 18 years old or older who received prenatal care in health units and had a landline or a cell phone. Exclusion criteria were pregnant women with a gestational age higher than 36 weeks, or those who had difficulties to understand the questions of the questionnaire or the intervention, or had gestational or preexisting diabetes or gestational or chronic hypertension. Withdrawal or loss criteria were miscarriage or interrupted pregnancy or the impossibility to contact the patient by phone after ten attempts at different times and consecutive days. Initially, 294 pregnant women were eligible. The final analysis determined that the IG had 91 participants and the CG had 94. Figure 1 represents the sampling strategy to obtain the study sample. Figure 1 Sampling strategy to determine the study sample Research assistants were trained before data collection to standardize collection procedures, addressed concepts, and execution of the pilot test, referring to tools and educational intervention. Collection took place in health units according to prenatal appointment days, analysis of inclusions, and active search of participants by phone contact. A booklet entitled Healthy Diet during Pregnancy with Regional Foods (Alimentação Saudável na Gravidez com os Alimentos Regionais) was designed and validated to be applied in the intervention of the present study. The dimensions were 148 mm x 210 mm, and the publication had eight pages and was printed on both sides of the paper. The content is related to the concept of healthy nutrition, foods which are allowed and which should be avoided during pregnancy, the benefits of healthy dietary habits for mothers and babies, food hygiene, and recipes with regional foods.(12) After a prenatal appointment, the women from the IG were invited to participate in the individual intervention in a private room, in a single session, with an average duration of 20 minutes. During this meeting, the booklet was introduced, read, and the patients kept a copy to take home. The Brazilian Food Insecurity Scale (Escala Brasileira de Insegurança Alimentar) was used to assess the homogeneity of the sample and baseline of the IG and the CG in the pretest, before the prenatal appointment. This scale was developed and validated by researchers of the State University of Campinas, the Brazilian Ministry of Health, the Pan American Health Organization, and the São Paulo Research Foundation.(13) The KAP survey was designed and validated for the present study to evaluate the primary outcome: analysis of the adequate and inadequate levels of knowledge, attitudes, and practices regarding regional foods. The instrument was applied on the seventh and thirtieth days to pregnant women from both groups. Follow-up was carried out by phone. The authors created some definitions to analyze the KAP. The knowledge was considered adequate when used to prepare varied meals and/or juices, pregnant women referred to have heard of regional foods, knew three or more types of regional foods, and mentioned at least two types of meals prepared with regional foods. The attitude was considered adequate when pregnant women referred to be necessary to use regional foods in their meals and mentioned the importance of these items. The practice was considered adequate when pregnant women referred to have used regional foods in their meals and to use these items at least twice a day. For all the axes, inadequacy meant that pregnant women had negative answers to each situation mentioned in this paragraph. Data were analyzed by the SSPS version 20 program. Pearson’s chi-square test was used to compare qualitative variables between the intervention and control groups. When the expected frequencies were lower than 5, the Fisher’s test was applied, or the Fisher-Freeman-Halton test, if the comparison involved variables with more than two categories. The odds ratio and its confidence interval were calculated to check the magnitude of the effect. In the comparison between quantitative measurements and intervention and control groups, the Mann-Whitney test was used. A level of significance of 5% was applied in all analyses. The proposal was submitted to evaluation by the Research Ethics Committee of the Federal University of Pernambuco and approved under protocol no. 123,140/2012. Results There was no significant statistical difference between baselines in both IG and CG according to social and economic variables. The highest percentages referred to pregnant women with brown skin (IG = 68.4% and CG = 72.2%) who did not work (IG = 68.4% and CG = 64.6%) and had a family income of up to two minimum wages (IG = 73.7% and CG = 79.8%). Most pregnant women declared to have a partner and had complete elementary school and higher education (IG = 85.5% and CG = 86.1%). The age median was 24 years for the IG (CI = 23.90 – 26.31) and 25 years for the CG (CI = 24.27 – 26.75). The median gestational ages were 23 weeks and 5 days (CI = 19.95 – 23.57) and 20 weeks (CI = 18.04 – 21.74) for the IG and CG, respectively. It is important to stress that the social and economic equivalence observed in the clusters minimized the so-called cluster effect. The equilibrium between baselines of pregnant women from the IG and CG revealed the leveling of subjects in each branch of the experiment, thus decreasing the risk of bias. The evaluation of KAP showed no statistical difference (p > 0.05). In terms of percentage, the number of women who had an inadequate level in the pre-appointment was higher in both IG and CG in comparison with the adequate level. The values were, respectively: inadequate knowledge (93.4% and 93.4%), inadequate attitudes (69.7% and 57.0%), and inadequate practices (88.2% and 91.13%) (Table 1). Table 1 Results of the baseline of knowledge, attitudes, and practices of pregnant women from the intervention and control groups regarding regional foods KAP survey** Intervention group (n = 76) n (%) Control group (n = 79) n (%) p-value* Pre-appointment Adequate 5 (6.6) 5 (6.3) 0.950 knowledge Inadequate 71 (93.4) 74 (93.4) Pre-appointment attitudes Adequate 23 (30.3) 34 (43.0) 0.099 Inadequate 53 (69.7) 45 (57.0) Pre-appointment practices Adequate Inadequate 09 (11.8) 67 (88.2) 07 (8.86) 72 (91.13) 0.542 *The p-value was analyzed with Pearson’s chi-square test; **Knowledge, attitudes, and practices Regarding the effect of the intervention caused by the use of the educational booklet, the results indicate an adequate KAP level on the IG in the seventh and thirtieth days after the intervention in comparison with the level shown in the CG. The IG had p<0.001, with increased chances of adequate knowledge on the seventh (OR = 68.01 and CI = 24.48 – 188.97) and thirtieth days (OR = 83.57 and CI = 26.18 – 266.72). The results for adequate attitudes were OR = 13.16 and CI = 4.8 – 36.08 on the seventh day, and OR = 36.07 and CI = 8.27 – 157.23] on the thirtieth day for the IG. Analysis of adequate practices data revealed an OR = 6.61 and a CI = 3.13 – 13.98 on the seventh day, and an OR = 7.24 and a CI = 3.57 – 14.81 on the thirtieth day for the IG (Table 2). Table 2 Effect of educational intervention on pregnant women according to the evaluation of knowledge, attitudes, and practices regarding regional foods KAP survey Intervention group (n = 76) n (%) Control group (n = 79) n (%) *Statistics Knowledge Seventh day Adequate 69 (90.8) 10 (12.7) p < 0.001 OR = 68.01 Inadequate 7 (9.2) 69 (87.3) CI (24.48 – 188.97) Knowledge Thirtieth day Adequate 72 (94.7) 14 (17.7) p < 0.001 OR = 83.57 Inadequate 4 (5.3) 65 (82.3) CI (26.18 – 266.72) Attitudes Seventh day Adequate 71 (93.4) 41 (51.9) p < 0.001 OR = 13.16 Inadequate 5 (6.6) 38 (48.1) CI (4.80 – 36.08) Attitudes Thirtieth day Adequate 74 (97.4) 40 (50.6) p < 0.001 OR = 36.07 Inadequate 2 (2.6) 39 (49.4) CI (8.27 – 157.23) Practices Seventh day Adequate 43 (56.6) 13 (16.5) p < 0.001 OR = 6.61 Inadequate 33 (43.4) 66 (83.5) CI (3.13 – 13.98) Practices Thirtieth day Adequate Inadequate 53 (69.7) 23 (30.3) 19 (24.1) 60 (75.9) p < 0.001 OR = 7.28 CI (3.57 – 14.81) *The p-value was analyzed with Pearson’s chi-square test and the statistical significance was p < 0.05. OR: odds ratio. CI: confidence interval (95%) Discussion The social and economic data collected in the present study revealed that most pregnant women in the sample were brown, did not work, and had a family income of up to two minimum wages. These results are compatible with the characteristics of the population that lives in the place where the investigation was carried out and the information from the State Plan for Food and Nutrition Security of Pernambuco, which pointed that the Brazilian regions with the lowest income are North and Northeast, with an average household income similar to that indicated by the present study.(14) Some authors declared that family income is a factor that directly interferes with the quality of the diet of the examined pregnant women, and that the higher the family income, the higher the adherence to a healthy eating plan.(15) In this scenario, the consumption of regional foods is important to pregnant women because, in addition to their bioavailability and low cost, they are nutritious and enrich diet with fibers, minerals, vitamins, and carbohydrates. The Northeast region of Brazil has a variety of regional foods, including fruits such as acerola, banana, and coconut, vegetables such as squash, watercress, and bur gherkin, roots such as yam and manioc, legumes such as green beans, in addition to tubers and cereals.(3) Regarding the evaluation of inadequacy of knowledge, attitudes, and practices, most pregnant women in the CG had inadequate information regarding the use of regional foods, which may reinforce the limited access to the orientations about the consumption of these items, which are part of the eating culture of a region or community. These results also reveal the importance to emphasize the “regional foods” terminology during the guidance on healthy dietary habits. This would help pregnant women to develop adequate opinions about the importance of these foods. The women in the IG recognized this terminology with an adequate knowledge on the seventh (90.8%) and thirtieth (94.7%) days after the introduction of the educational booklet. Similar findings were described in an investigation on the influence of an educational strategy on the promotion of the use of regional foods with preschool children. Most (96.8%) students began to recognize this terminology after the intervention. The authors of this study believed that the results should not be interpreted as if the examined population did not know nor consumed regional foods, but as an indication that it was not familiar with the used terminology.(16) The findings of the present investigation reveal adequacy of knowledge, attitudes, and practices of pregnant women from the IG regarding the use of regional foods on the seventh and thirtieth days, with statistical significance, in comparison with the results obtained for the CG. It is valid to stress that the educational booklet presents illustrations of regional foods chosen by the pregnant women through a poll. Therefore, the publication respects local preferences and suggests recipes including regional foods with options for daily meals (mashed manioc, squash soup, tapioca, couscous, cooked banana, beans with squash, banana vitamin, etc.) Authors consider that respecting regional eating habits is related to the recovery of a healthy dietary routine and has an important meaning for valuing the culture of the region. In addition, regional foods are commonly associated with a healthy diet and healthy people, which contributes to justifying their relevance in the promotion of healthy eating habits.(17) Regarding the practice related to the use of regional foods, the IG obtained percentages of 56.6% on the seventh day and 16.5% on the thirtieth day in comparison with the CG (p < 0.001). This result corroborates what is observed in the reality of prenatal care, when healthcare professionals notice the difficulties pregnant women have to follow a dietary plan. A healthy eating plan advocates the consumption of six portions per day of cereals, roots, and tubers, three portions per day of fruits and vegetables, one portion per day of beans and seeds, and one portion per day of sugars and sweets, whose daily ingestion is recommended for pregnant women.(2,3) These food groups encompass a significant number of regional foods and are sources of fibers, vitamins, and minerals. Results of a Brazilian study revealed that only 10% of the population eat fruits and vegetables in accordance with the nutritional recommendations.(18) Another investigation compared the food consumption of pregnant and nonpregnant women and showed that there was no significant difference between these groups. The first group presented inadequate consumption of the nutrients iron, folate, and calcium, according to the daily intake recommendation of the Institute of Medicine.(19) Authors stress the importance of health education to achieve a healthy diet during pregnancy, because in this phase most women are motivated to receive guidance on healthy eating habits and declare that changes in the diet have low cost and represent a lower risk to develop problems.(20) The intervention in the present study was the booklet, applied as an educational material designed to impact on KAP. The findings pointed to an influence on the adequacy of the use of regional foods. A study emphasized that the use of booklets is a means to carry out actions oriented toward promoting nutritional improvement in medical offices and an important part of the verbal communication between professionals and clients.(21) An investigation described a clinical trial with pregnant women using an educational activity based on the use of leaflets designed to improve dietary habits, increase the level of physical activity, and reduce obesity during pregnancy. The IG showed a significant increase in the consumption of vegetables in comparison with the CG.(22) The pregnant women who participated in the present study attended regular prenatal appointments with primary healthcare nurses. To include nutritional changes more effectively, the educational booklet Healthy Diet during Pregnancy with Regional Foods (Alimentação Saudável na Gravidez com os Alimentos Regionais) was developed and validated.(12) Its effect was assessed by applying a KAP survey, and the results confirmed its applicability to increase knowledge, attitudes, and practices of the women in the sample. After the clinical validation performed in the present investigation, the booklet may be indicated as a health educational material, adding to prenatal appointments. Prenatal monitoring is an important healthcare strategy and includes the promotion of health, screening, diagnosis, and prevention of diseases.(2) A study designed to compare the KAP of women who attended prenatal appointments with the KAP of women who did not identified a significant effect on the level of awareness of the quantity of foods, the proper ingestion of proteins, vegetables, fruits, milk, greens, and meat, prevention of anemia with the consumption of iron, and vitamin supplementation.(23) Studies aim to assess KAP in several populations and on different subjects, and there is the consensus that the KAP method is relevant to obtain diagnoses of examined populations, with the objective to improve the development of interventions oriented toward promoting adequate levels of knowledge, attitudes, and practices.(10,24) Researchers seek to assess the effects of interventions on the change of knowledge, attitudes, and practices using the KAP method.(10,16,23,24) Results similar to those described in the present paper have been reported. Printed educational materials have been used to improve the knowledge, satisfaction, adherence to treatments, and self-care of patients. Educational publications written by healthcare professionals are a tool to reinforce the orientations discussed verbally and may positively impact on the education of patients and be able to help them answer questions which may emerge when the interaction with professionals is not possible.(25) Therefore, the authors emphasize the importance of nutritional guidance on primary health care during prenatal monitoring as a dynamic and participative process involving professionals, pregnant women, and their families. Nurses must work with these women to obtain behavior changes toward healthy and adequate eating habits during this phase. Nurses commonly have experience on strategies to promote health and are an important part of the primary healthcare team.(26) The present study was carried out in a specific area of the metropolitan region of Recife, state of Pernambuco, Brazil. Consequently, the sample size may not be large enough to generalize the findings and be representative of Brazilian pregnant women. Conclusion The intervention design, based on the educational booklet, made possible the access of pregnant women to guidance on healthy eating habits. It was observed that pregnant women from the IG presented more adequate knowledge, attitudes, and practices regarding the use of regional foods in comparison with the women from the CG, with an increase in the prevalence of the level of adequacy on the seventh and thirtieth days after the intervention. The educational booklet was an efficient intervention to improve knowledge, attitudes, and practices of pregnant women regarding the use of regional foods. Acknowledgments The authors would like to express their gratitude to the Pernambuco Science and Technology Foundation for funding an interinstitutional doctorate, the Federal University of Ceará, and the Federal University of Pernambuco.
location_on
Escola Paulista de Enfermagem, Universidade Federal de São Paulo R. Napoleão de Barros, 754, 04024-002 São Paulo - SP/Brasil, Tel./Fax: (55 11) 5576 4430 - São Paulo - SP - Brazil
E-mail: actapaulista@unifesp.br
rss_feed Acompanhe os números deste periódico no seu leitor de RSS
Acessibilidade / Reportar erro