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Open-access ESG Risk Canvas: um modelo conceitual para estruturar a identificação, análise e resposta a riscos

ESG Risk Canvas: un modelo conceptual para estructurar la identificación, el análisis y la respuesta a riesgos ESG

Resumo

O avanço da agenda Ambiental, Social e de Governança (ESG, na sigla em inglês) tem ampliado a complexidade da gestão de riscos organizacionais, enquanto a literatura permanece fragmentada entre materialidade, análise de riscos, governança, cadeia de valor e práticas de disclosure, dificultando abordagens integradas e orientadas à decisão. Este estudo tem como objetivo propor o ESG Risk Canvas, um modelo conceitual, sistemático e visual para estruturar a identificação, análise e resposta a riscos ESG. A pesquisa adota a abordagem de Design Science Research, com base em revisão crítica e integrativa da literatura, para estruturar e formalizar os construtos do modelo. Os resultados evidenciam lacunas recorrentes associadas à fragmentação conceitual, à desconexão entre materialidade e risco e à ausência de estruturas que integrem estratégia, governança e resposta organizacional. Como resultado, o ESG Risk Canvas organiza o risco ESG como um sistema interdependente ao integrar lógica de negócio, metas estratégicas, stakeholders, materialidade, riscos interconectados, respostas organizacionais, investimentos e mecanismos de medição e auditoria em uma única estrutura analítica. Conclui-se que o modelo reduz ambiguidades conceituais, favorece o alinhamento organizacional e qualifica a tomada de decisão estratégica ao estruturar a transição entre diagnóstico e ação em contextos organizacionais complexos.

Palavras-chave:
gestão de riscos ESG; materialidade ESG; governança corporativa; modelos Canvas

Abstract

The advancement of the Environmental, Social, and Governance (ESG) agenda has increased the complexity of organizational risk management, while the literature remains fragmented across materiality, risk analysis, governance, value chain, and disclosure practices, hindering integrated and decision-oriented approaches. This study aims to propose the ESG Risk Canvas, a conceptual, systematic, and visual model to structure the identification, analysis, and response to ESG risks. The research adopts the Design Science Research approach, based on a critical and integrative literature review, to structure and formalize the model’s constructs. The results reveal recurrent gaps associated with conceptual fragmentation, the disconnection between materiality and risk, and the lack of structures that integrate strategy, governance, and organizational response. As a result, the ESG Risk Canvas organizes ESG risk as an interdependent system by integrating business logic, strategic goals, stakeholders, materiality, interconnected risks, organizational responses, investments, and measurement and audit mechanisms into a single analytical framework. It is concluded that the model reduces conceptual ambiguities, promotes organizational alignment, and enhances strategic decision-making by structuring the transition between diagnosis and action in complex organizational contexts.

Keywords:
ESG risk management; ESG materiality; corporate governance; Canvas models

Resumen

El avance de la agenda Ambiental, Social y de Gobernanza (ESG, por sus siglas en inglés) ha incrementado la complejidad de la gestión de riesgos organizacionales, mientras que la literatura sigue fragmentada entre la materialidad, el análisis de riesgos, la gobernanza, la cadena de valor y las prácticas de divulgación, dificultando enfoques integrados y orientados a la decisión. Este estudio tiene como objetivo proponer el ESG Risk Canvas, un modelo conceptual, sistemático y visual para estructurar la identificación, el análisis y la respuesta a los riesgos ESG. La investigación adopta el enfoque de Design Science Research, a partir de una revisión crítica e integradora de la literatura, para estructurar y formalizar los constructos del modelo. Los resultados evidencian lagunas recurrentes asociadas a la fragmentación conceptual, la desconexión entre materialidad y riesgo, y la ausencia de estructuras que integren estrategia, gobernanza y respuesta organizacional. Como resultado, el ESG Risk Canvas organiza el riesgo ESG como un sistema interdependiente al integrar la lógica de negocio, los objetivos estratégicos, los stakeholders, la materialidad, los riesgos interconectados, las respuestas organizacionales, las inversiones y los mecanismos de medición y auditoría en un único marco analítico. Se concluye que el modelo reduce las ambigüedades conceptuales, favorece la alineación organizacional y califica la toma de decisiones estratégicas al estructurar la transición entre el diagnóstico y la acción en contextos organizacionales complejos.

Palabras clave:
Gestión de riesgos ESG; Materialidad ESG; Gobierno corporativo; Modelos Canvas

INTRODUÇÃO

A intensificação das pressões sociais, regulatórias e financeiras sobre as organizações tem ampliado de forma significativa a centralidade dos riscos Ambientais, Sociais e de Governança (ESG, na sigla em inglês) no debate contemporâneo sobre governança corporativa e sustentabilidade. A literatura aponta que tais riscos apresentam natureza sistêmica, interdependente e dinâmica, manifestando-se ao longo das cadeias de valor, nas relações com stakeholders, no ambiente regulatório e em múltiplos domínios organizacionais (Agrawal et al., 2024; Gallucci et al., 2022). A convergência entre riscos físicos, operacionais, reputacionais e regulatórios evidencia que abordagens tradicionais de gestão de riscos, predominantemente orientadas por lógicas financeiras ou probabilísticas, mostram-se insuficientes para capturar a complexidade e a velocidade de transformação associadas ao campo ESG (Cambridge Centre for Risk Studies, 2020).

Nesse contexto, a gestão de riscos corporativos (Enterprise Risk Management - ERM) pode ser compreendida como um processo estruturado e integrado de identificação, avaliação e resposta a riscos que afetam a capacidade da organização de atingir seus objetivos estratégicos (Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission, 2023). A incorporação dos fatores ESG a esse domínio amplia o escopo tradicional do ERM ao incluir dimensões ambientais, sociais e de governança como determinantes relevantes da exposição ao risco e da criação de valor no longo prazo (Lee, 2025; Organisation for Economic Co-operation and Development [OECD], 2023).

A literatura recente reforça que a integração entre ERM e ESG não se limita à ampliação temática do risco, mas implica uma mudança na própria lógica de gestão, exigindo abordagens holísticas e interfuncionais capazes de capturar interdependências e efeitos sistêmicos (Beasley et al., 2005; Jagrič et al., 2025). Nesse sentido, a gestão de riscos ESG passa a ser compreendida como componente estruturante da criação de valor sustentável, conectando desempenho financeiro, legitimidade institucional e resiliência organizacional no longo prazo.

Embora se observe o crescimento expressivo de frameworks, padrões e diretrizes internacionais - como GRI, TCFD, ISSB, GHG Protocol e orientações da OECD (2023) -, a literatura acadêmica tem identificado uma persistente fragmentação metodológica na forma como os riscos ESG são abordados. Em muitos casos, tais riscos são tratados de maneira isolada, ora como temas ambientais, ora como questões sociais ou de compliance, resultando em avaliações parciais, pouco integradas à estratégia corporativa e desconectadas dos mecanismos formais de governança e tomada de decisão (Lee, 2025; Uyar et al., 2023). Essa fragmentação está associada, em grande medida, à ausência de um arcabouço ontológico integrado capaz de estruturar, de forma coerente, as relações entre modelo de negócio, materialidade, stakeholders, cadeia de suprimentos, riscos e respostas organizacionais (Kornyshova & Deneckère, 2010; Osterwalder, 2004).

Para atingir esse objetivo geral, o estudo estabelece os seguintes objetivos específicos: (i) examinar criticamente as abordagens existentes de gestão de riscos ESG, identificando lacunas conceituais, metodológicas e operacionais que fundamentam a necessidade de um novo modelo (Gorzeń-Mitka, 2023); (ii) sistematizar os principais fundamentos teóricos relacionados a risco, governança, materialidade, sustentabilidade, cadeia de valor e pensamento visual que sustentam a proposição do modelo (Akkerman & Bakker, 2019; Joyce & Paquin, 2016; Osterwalder, 2004); (iii) analisar os princípios metodológicos subjacentes aos modelos Canvas e a outros frameworks visuais, avaliando sua adequação para representar domínios complexos e apoiar processos decisórios (Brown et al., 2021; Poeppelbuss & Durst, 2019); e (iv) estruturar os componentes conceituais do ESG Risk Canvas, organizando-os em uma lógica visual coerente que reflita a interdependência entre estratégia, materialidade, riscos e governança (Agrawal et al., 2024; Carnevale & Drago, 2024).

A articulação desses objetivos permite enfrentar uma lacuna relevante identificada na literatura: a ausência de um instrumento visual capaz de unificar, de maneira sistemática, os diversos elementos que compõem o risco ESG em uma perspectiva orientada à decisão. Ao consolidar tais elementos em um modelo conceitual integrador, o ESG Risk Canvas busca contribuir para o avanço da literatura em gestão de riscos ESG, ampliando o entendimento sobre a articulação entre estratégia, governança e sustentabilidade em contextos organizacionais complexos.

Este estudo expande e aprofunda a proposta preliminar apresentada por Muncinelli et al. (2025), originalmente introduzida no âmbito do Simpósio de Engenharia de Produção (SIMPEP) como uma estrutura conceitual inicial, avançando no refinamento teórico e na sistematização do modelo proposto.

REFERENCIAL TEÓRICO

ESG, risco sistêmico e complexidade interdependente

Para fins deste estudo, risco ESG é definido como a possibilidade de ocorrência de eventos ou condições associados a fatores ambientais, sociais e de governança que afetem, positiva ou negativamente, a capacidade da organização de atingir seus objetivos estratégicos e de gerar valor econômico e institucional no longo prazo (Gallucci et al., 2022; Du et al., 2024). Essa definição incorpora tanto a dimensão de impacto financeiro quanto efeitos reputacionais, regulatórios e operacionais, refletindo a natureza ampliada desses riscos no contexto organizacional contemporâneo.

Complementarmente, a literatura caracteriza a gestão de riscos ESG como o processo sistemático de identificar, avaliar e responder a riscos associados a fatores ambientais, sociais e de governança que impactam operações, reputação e desempenho financeiro, constituindo elemento central do comportamento corporativo sustentável (Jagrič et al., 2025).

A consolidação da agenda ESG decorre do reconhecimento de que fatores ambientais, sociais e de governança influenciam diretamente a capacidade das organizações de gerar valor no longo prazo, ao mesmo tempo em que ampliam sua exposição a riscos de natureza sistêmica, regulatória, reputacional e econômica. A literatura demonstra que esses fatores afetam retorno, custo de capital, estabilidade operacional e sustentabilidade financeira, configurando dimensões centrais da resiliência organizacional (Gallucci et al., 2022; Maybee et al., 2023).

Essa agenda promoveu uma ampliação substantiva do conceito tradicional de risco, historicamente associado a métricas financeiras e probabilísticas, ao incorporar riscos físicos, transicionais, sociais, éticos e regulatórios. Tais riscos apresentam elevada interdependência e incerteza, frequentemente difíceis de capturar por abordagens convencionais (Lee, 2025; Nurrizkiana et al., 2024).

Sob essa perspectiva, o risco sistêmico refere-se à possibilidade de que eventos adversos se propaguem por meio de interdependências estruturais entre elementos organizacionais e seu ambiente, gerando efeitos em cascata que extrapolam o ponto de origem do risco (Cambridge Centre for Risk Studies, 2020). No contexto ESG, essa característica é particularmente relevante, uma vez que impactos ambientais podem desencadear efeitos sociais, regulatórios e econômicos, configurando dinâmicas não lineares e de difícil previsibilidade (Du et al., 2024; Ivanov, 2025).

Nesse contexto, os riscos ESG deixam de se manifestar como eventos isolados e passam a emergir em sistemas caracterizados por alta conectividade, múltiplas camadas de impacto e mecanismos de propagação não linear (Cambridge Centre for Risk Studies, 2020). A literatura destaca que esses riscos se amplificam ao longo de cadeias de valor globalizadas (Ivanov, 2025), são fortemente dependentes de contexto e dificilmente mensuráveis por séries históricas estáveis (Du et al., 2024), além de estarem sujeitos a assimetrias informacionais decorrentes de percepções divergentes entre stakeholders (Bax et al., 2023).

Diante dessas características, modelos tradicionais de gestão de riscos mostram-se limitados para representar a natureza sistêmica e interdependente dos riscos ESG, deslocando o foco da mensuração isolada para a necessidade de compreensão integrada do sistema de risco.

Materialidade, stakeholders e cadeias de valor como mecanismos de priorização do risco ESG

Em ambientes caracterizados por elevada complexidade e incerteza, a gestão de riscos ESG requer mecanismos capazes de reduzir a sobrecarga analítica sem eliminar dimensões relevantes do problema. Nesse sentido, a materialidade emerge como instrumento central de priorização, permitindo identificar temas ESG relevantes a partir da consideração simultânea de impactos sobre o desempenho organizacional e impactos gerados sobre a sociedade e o meio ambiente. Atua, ainda, como mecanismo de priorização dos temas a partir dos quais os riscos ESG devem ser identificados e avaliados.

A literatura indica que a materialidade é setorial, dinâmica e fortemente dependente das percepções dos stakeholders (Wit & Pylak, 2020), sendo influenciada por políticas públicas e pressões regulatórias que redefinem continuamente os limites do aceitável (OECD, 2023). Sua associação com a legitimidade organizacional reforça o papel da percepção social na definição da relevância atribuída aos temas ESG (Boiral et al., 2025).

Contudo, estudos apontam que materialidade e risco são frequentemente tratados como processos paralelos e desconectados, gerando inconsistências entre diagnóstico, priorização e tomada de decisão. Essa limitação é ampliada pela constatação de que parcela significativa dos riscos ESG emerge das interações entre a organização e seu ambiente social, econômico e institucional (Freeman, 2015; Gallucci et al., 2022), bem como ao longo de cadeias de valor que extrapolam as fronteiras formais da empresa (Ivanov, 2025; OECD, 2023).

Estratégia, modelo de negócio e arquitetura organizacional

Os riscos ESG não se manifestam de forma exógena, mas são condicionados pela forma como as organizações criam, entregam e capturam valor. A Business Model Ontology define modelos de negócio como representações da lógica de criação, entrega e captura de valor (Osterwalder, 2004), oferecendo um referencial estruturado para compreender como decisões estratégicas moldam exposições ao risco.

Elementos como proposição de valor, atividades-chave, recursos, parcerias e estrutura econômico-financeira delimitam os pontos nos quais riscos ambientais, sociais e de governança podem emergir, se propagar e gerar impactos econômicos e reputacionais. Nesse sentido, o risco ESG pode ser compreendido como função direta da lógica de criação de valor adotada pela organização.

A literatura em arquitetura de negócios reforça essa perspectiva ao destacar a interdependência entre capacidades, processos, informações e estruturas organizacionais na absorção, mitigação ou amplificação de riscos (Business Architecture Guild, 2018). A ERM pode ser compreendida como uma abordagem estruturada e integrada que busca identificar, avaliar e gerenciar riscos de forma transversal à organização, superando abordagens fragmentadas e promovendo uma visão holística da exposição ao risco (Beasley et al, 2005). Nesse contexto, a incorporação dos fatores ESG amplia o escopo do ERM ao integrar dimensões ambientais, sociais e de governança à lógica de decisão organizacional (Figura 1).

Figura 1
Inserindo ESG no framework ERM

A integração do ESG à gestão de riscos corporativos evidencia que estes devem ser tratados como parte integrante da arquitetura organizacional. De forma complementar, a literatura de Business Process Management destaca que processos organizacionais permitem auditoria, rastreabilidade e identificação sistemática de riscos (vom Brocke & Mendling, 2018), reforçando a conexão entre estratégia, operação e exposição ao risco.

Pensamento visual, ontologias e lacunas estruturais na gestão de riscos ESG

Diante da necessidade de integrar estratégia, governança e risco ESG, modelos visuais tornam-se relevantes para organizar informações complexas e apoiar processos decisórios. Estruturas do tipo Canvas têm sido utilizadas para sintetizar domínios multidimensionais, facilitar comunicação interdisciplinar e reduzir ambiguidades analíticas (Brown et al., 2021; Joyce & Paquin, 2016).

A literatura sobre ontologias e modelos conceituais também destaca a importância de estruturas capazes de organizar relações entre diferentes elementos de um sistema, favorecendo consistência analítica e entendimento compartilhado (Kornyshova & Deneckère, 2010; Vijaya et al., 2025). No contexto ESG, a ausência dessas estruturas dificulta a conexão entre materialidade, estratégia, governança e resposta organizacional, justificando a proposição de um modelo visual integrador.

ACHADOS TEÓRICOS DA REVISÃO E IMPLICAÇÕES PARA O DESIGN

Os achados teóricos deste capítulo sintetizam os principais elementos identificados na literatura sobre ESG, risco, materialidade, stakeholders, governança e pensamento visual. A integração desses domínios permitiu identificar padrões recorrentes e requisitos conceituais que fundamentam a proposição do ESG Risk Canvas.

Síntese integrativa da literatura

A literatura revisada converge para a necessidade de abordagens capazes de representar os riscos ESG de forma integrada, superando modelos excessivamente segmentados entre dimensões ambientais, sociais e de governança. A análise dos estudos permitiu identificar cinco achados teóricos centrais que fundamentam a proposição do ESG Risk Canvas.

O primeiro achado evidencia que os riscos ESG apresentam elevada interdependência e baixa aderência a modelos lineares tradicionais. Impactos ambientais, sociais, regulatórios e reputacionais tendem a se propagar de forma conectada, dificultando sua compreensão por abordagens isoladas ou estritamente quantitativas.

O segundo achado demonstra que materialidade e análise de risco permanecem frequentemente desconectadas na prática organizacional. Embora a materialidade atue como mecanismo de priorização de temas relevantes, a literatura indica limitações na tradução desses temas em exposições concretas a risco e em respostas organizacionais estruturadas (Gallucci et al., 2022; Lee, 2025).

O terceiro indica que parcela significativa dos riscos ESG emerge das relações com stakeholders e cadeias de valor. Muitos desses riscos se manifestam fora das fronteiras formais da organização, especialmente em contextos de dependência de fornecedores, parceiros e pressões institucionais (Freeman, 1984; Ivanov, 2025).

Já o quarto achado reforça que a governança influencia diretamente a capacidade organizacional de interpretar e responder aos riscos ESG. Estruturas de supervisão, processos decisórios e mecanismos de controle condicionam a forma como os riscos são priorizados, monitorados e tratados.

Por fim, o quinto achado evidencia a ausência de estruturas capazes de integrar estratégia, materialidade, governança e risco em um mesmo sistema analítico. Embora existam frameworks relevantes para disclosure, gestão de riscos e sustentabilidade, a literatura ainda apresenta limitações na articulação operacional entre esses elementos.

Em conjunto, esses achados sustentam a necessidade de um modelo conceitual capaz de organizar, de forma coerente, os principais componentes envolvidos na gestão de riscos ESG, oferecendo base teórica para a construção do ESG Risk Canvas.

Matriz unificada de achados teóricos vs. campos conceituais necessários

Com base nos achados sintetizados, foi construída uma matriz conceitual destinada a explicitar os principais domínios necessários à gestão integrada de riscos ESG. A matriz organiza os campos conceituais recorrentes na literatura e evidencia como diferentes corpos teóricos contribuem para a compreensão do risco ESG em contextos organizacionais complexos.

Seu propósito não é descrever operacionalmente o ESG Risk Canvas, mas consolidar os elementos que a literatura aponta como essenciais para estruturar a identificação, análise e resposta a riscos ESG de forma sistemática. Nesse sentido, a matriz funciona como mecanismo de síntese teórica e rastreabilidade conceitual, conectando os achados da revisão aos componentes que posteriormente fundamentam o desenho do artefato.

A análise evidencia a recorrência de domínios associados à lógica de negócio e estratégia, stakeholders e cadeias de valor, materialidade ESG, riscos ambientais, sociais e de governança, mecanismos de resposta organizacional, ambiente regulatório, alocação de recursos, auditoria e modelos visuais de apoio à decisão.

Tabela 1
Fundamentos Conceituais do ESG Canvas

A Tabela 1 sintetiza esses domínios conceituais, relacionando-os às respectivas fundamentações teóricas e aos principais autores identificados na literatura. Essa sistematização estabelece a base conceitual necessária para a derivação dos requisitos de projeto apresentados na seção seguinte.

Requisitos de projeto derivados da literatura

Com base na matriz conceitual apresentada, os achados teóricos foram traduzidos em requisitos de projeto para orientar a construção do ESG Risk Canvas. Em consonância com os princípios da Design Science Research (DSR), essa etapa buscou converter fundamentos teóricos em critérios estruturantes de design aplicáveis à modelagem do artefato.

Os requisitos derivam diretamente dos domínios identificados na literatura, incluindo estratégia, modelo de negócio, stakeholders, cadeia de valor, materialidade, riscos ESG, governança, ambiente regulatório, resposta ao risco, alocação de recursos e mecanismos de monitoramento e auditoria. Além disso, incorporam princípios de pensamento visual e organização conceitual voltados à redução de ambiguidades e ao apoio à tomada de decisão em contextos complexos.

Baseado nesses requisitos, o ESG Risk Canvas foi concebido como uma estrutura visual integrada capaz de articular, em uma mesma lógica analítica, os principais elementos envolvidos na identificação, análise e resposta a riscos ESG. Essa derivação assegura consistência entre os fundamentos teóricos revisados e os componentes estruturais do modelo proposto.

METODOLOGIA DE DESIGN DO ESG RISK CANVAS

A DSR foi adotada como abordagem metodológica para estruturar a construção do ESG Risk Canvas como artefato conceitual. O percurso metodológico envolveu três etapas principais: (i) identificação das limitações presentes na literatura de riscos ESG; (ii) sistematização dos construtos teóricos necessários ao modelo; e (iii) organização desses construtos em uma estrutura visual integrada baseada em princípios de modelos Canvas (Hevner et al., 2004; van Capelleveen et al., 2019)

Reconhecimento e delimitação do problema

A etapa inicial concentrou-se na identificação das principais limitações presentes na literatura de riscos ESG, considerando estudos acadêmicos, frameworks regulatórios, práticas de materialidade, modelos de governança e instrumentos de avaliação ESG. A análise evidenciou fragmentação conceitual, divergências metodológicas e dificuldades de articulação entre risco, materialidade, estratégia e governança organizacional (Gallucci et al., 2022; Uyar et al., 2023). Observou-se, adicionalmente, predominância de abordagens orientadas a disclosure e mensuração, em detrimento de modelos voltados à integração entre diagnóstico e tomada de decisão (Boiral et al., 2025). Esses achados fundamentam o problema central do estudo: a ausência de uma estrutura conceitual integrada capaz de conectar estratégia, materialidade, riscos ESG e respostas organizacionais.

A revisão possui caráter crítico e integrativo, priorizando estudos relevantes para os domínios de gestão de riscos, materialidade ESG, governança, stakeholders, cadeias de valor e modelos visuais. A seleção da literatura foi orientada por relevância conceitual, recorrência temática e capacidade explicativa para a construção dos construtos do modelo, em linha com abordagens integrativas associadas à DSR (van Capelleveen et al., 2019).

A Tabela 2 sintetiza as principais fragilidades identificadas na literatura, funcionando como base empírica-conceitual para a definição dos requisitos de projeto discutidos no capítulo anterior.

Tabela 2
Reconhecimento do problema: fragilidades identificadas

A consolidação dessas evidências estabelece o fundamento conceitual do problema e justifica a necessidade de um artefato integrador.

Sistematização teórica e construção dos construtos

A segunda etapa concentrou-se na sistematização dos fundamentos teóricos necessários à construção dos construtos do ESG Risk Canvas. Foram integrados estudos relacionados a gestão de riscos, materialidade ESG, governança corporativa, stakeholders, cadeias de valor e modelos visuais, buscando identificar elementos recorrentes e relações conceituais relevantes para a estruturação do modelo. A análise evidenciou que os riscos ESG apresentam natureza interdependente e demandam mecanismos capazes de conectar estratégia, materialidade, governança e resposta organizacional em uma mesma lógica analítica.

A construção dos construtos ocorreu por meio da identificação e consolidação de categorias conceituais recorrentes na literatura, buscando assegurar coerência entre os diferentes domínios teóricos utilizados na estruturação do modelo (Hevner et al., 2004). A Tabela 3 sintetiza os principais construtos derivados dessa sistematização teórica, associando cada um à sua ideia central e aos autores que fundamentam sua incorporação ao modelo.

Tabela 3
Construção dos construtos teóricos

Os construtos sintetizados na Tabela 3 forneceram a base conceitual para a estruturação do ESG Risk Canvas.

Princípios metodológicos dos modelos Canvas e consolidação do design do ESG Risk Canvas

Esta etapa concentrou-se na análise de princípios metodológicos presentes em modelos visuais do tipo Canvas, especialmente aqueles voltados a organização de domínios complexos e apoio à tomada de decisão. A análise permitiu identificar elementos recorrentes, como modularidade, integração entre dimensões analíticas, orientação por perguntas-chave e síntese visual (Joyce & Paquin, 2016; Poeppelbuss & Durst, 2019; Osterwalder, 2004).

Esses princípios foram reinterpretados à luz das características dos riscos ESG, especialmente sua natureza sistêmica e multidimensional. A modularidade permitiu estruturar diferentes campos analíticos do modelo, enquanto a síntese visual foi utilizada para apoiar comunicação interdisciplinar e reduzir complexidade cognitiva em contextos decisórios marcados por incerteza e interdependência (Akkerman & Bakker, 2019; Brown et al., 2021).

Tabela 4
Princípios metodológicos extraídos dos Canvases

Com base nesses princípios expostos na Tabela 4, o ESG Risk Canvas foi estruturado como um modelo visual integrado, no qual os construtos teóricos e os requisitos de projeto são organizados em campos analíticos inter-relacionados. Essa organização busca assegurar coerência entre os fundamentos teóricos revisados e os componentes do artefato proposto.

Matriz unificada de achados teóricos vs. campos do ESG Risk Canvas

De acordo com os achados teóricos e construtos consolidados nas etapas anteriores, foi elaborada uma matriz destinada a explicitar a relação entre os campos do ESG Risk Canvas e seus respectivos fundamentos teóricos (Tabela 5).

Tabela 5
Nome da tabela Matriz Unificada

A matriz apresentada reforça a fundamentação conceitual do ESG Risk Canvas ao relacionar cada campo do modelo aos respectivos domínios teóricos identificados na literatura. A validação empírica do artefato constitui oportunidade para pesquisas futuras.

ARTEFATO PROPOSTO: ESG RISK CANVAS

O ESG Risk Canvas constitui um artefato conceitual, visual e modular concebido para estruturar a identificação, análise e resposta a riscos ESG em contextos organizacionais complexos. O modelo organiza, em uma única estrutura analítica, elementos relacionados a estratégia, materialidade, stakeholders, governança, riscos e respostas organizacionais. O Canvas foi desenvolvido como instrumento de apoio ao raciocínio decisório, permitindo que equipes multidisciplinares sistematizem riscos ESG e explicitem relações entre contexto organizacional, exposição ao risco e resposta institucional. Sua estrutura busca conciliar robustez conceitual, interpretabilidade e flexibilidade de aplicação em diferentes contextos organizacionais.

Princípios de leitura e lógica integrada do ESG Risk Canvas

O ESG Risk Canvas foi concebido para apoiar a organização do raciocínio analítico sobre riscos ESG. Sua lógica de leitura articula elementos relacionados a contexto organizacional, stakeholders, materialidade, riscos, respostas e mecanismos de monitoramento.

Os blocos do modelo são organizados de forma modular e inter-relacionada, permitindo conectar estratégia, operação e governança em uma mesma estrutura visual. Essa organização busca favorecer entendimento compartilhado entre diferentes áreas organizacionais e apoiar processos decisórios em contextos caracterizados por elevada complexidade.

Analogias epistemológicas e a centralidade da representação visual

A opção por um artefato visual estruturado encontra respaldo em tradições consolidadas de apoio cognitivo à tomada de decisão. A literatura sobre o Relatório A3, oriunda do Sistema Toyota de Produção, oferece uma analogia epistemológica relevante ao demonstrar que a estruturação visual de informações contribui para qualificar o pensamento analítico e a resolução de problemas (Figura 2).

O valor do A3 não reside em sua forma, mas em sua capacidade de forçar síntese, objetividade e foco, ao condensar os elementos essenciais de um problema em uma única estrutura visual. Essa função cognitiva de alinhamento, entendimento compartilhado e suporte à decisão inspira diretamente a concepção do ESG Risk Canvas.

Figura 2
Estrutura do Relatório A3 como referência para a construção do ESG Risk Canvas

Assim como o A3, o ESG Risk Canvas não busca exaustividade documental, mas coerência estrutural. A visualização integrada dos elementos permite compreender o todo, identificar interdependências e deliberar informadamente, reduzindo ruídos interpretativos e assimetrias cognitivas entre os participantes do processo decisório.

Estrutura conceitual do ESG Risk Canvas

A estrutura do ESG Risk Canvas foi concebida para refletir um encadeamento lógico de raciocínio sobre riscos ESG, e não apenas uma organização gráfica de informações. O modelo organiza seus blocos em conjuntos funcionais associados a diferentes momentos do processo analítico: contexto, manifestação do risco, priorização, resposta e sustentação decisória.

O Canvas é composto por 12 blocos, agrupados em 5 conjuntos analíticos. Cada bloco é definido por seu propósito conceitual e por uma pergunta orientadora que estrutura o raciocínio decisório. Os grupos refletem diferentes funções cognitivas: o contexto em que o risco se origina; os atores e fronteiras onde se manifesta; o núcleo analítico de materialidade e risco; os mecanismos de resposta; e os elementos de sustentação, evidência e aprendizado.

Importante destacar que o ESG Risk Canvas não tem como objetivo representar a totalidade do ciclo de gestão de riscos, como observado em frameworks normativos, mas estruturar o momento crítico de tradução entre diagnóstico e ação. Nesse sentido, o modelo concentra-se na organização integrada dos elementos que permitem identificar, sistematizar, priorizar riscos ESG e, principalmente, conectá-los a respostas organizacionais, decisões de investimento e mecanismos de evidência. Elementos como informação, consulta e monitoramento não são tratados como etapas isoladas, mas incorporados transversalmente aos blocos de medição, auditoria e governança, que sustentam o ciclo contínuo de revisão e aprendizado (Figura 3).

Figura 3
ESG Risk Canvas

A organização em grupos reforça a leitura do Canvas como sistema integrado de apoio à decisão, e não como checklist temático.

Quadro-síntese do artefato

Com o objetivo de consolidar a estrutura do ESG Risk Canvas e explicitar a função de cada componente, apresenta-se o quadro-síntese que relaciona grupos, blocos, funções centrais e referenciais teóricos associados.

Tabela 6
Estrutura consolidada do ESG Risk Canvas

A Tabela 6 acima reforça a rastreabilidade conceitual do artefato, evidenciando que cada bloco deriva diretamente dos achados teóricos e dos requisitos de projeto discutidos ao longo do estudo.

Contribuição científica e implicações do artefato

O ESG Risk Canvas contribui para a literatura ao integrar, em uma mesma estrutura analítica, elementos frequentemente tratados de forma separada nos estudos sobre ESG e gestão de riscos. Enquanto frameworks consolidados tendem a enfatizar disclosure, compliance, mensuração ou avaliação de desempenho, o modelo proposto busca conectar estratégia, materialidade, stakeholders, governança, riscos e respostas organizacionais em uma lógica orientada à decisão.

Ao estruturar essas relações em formato visual e modular, o Canvas favorece compreensão sistêmica dos riscos ESG e apoio à tomada de decisão em ambientes organizacionais complexos. O modelo também contribui para a comunicação interdisciplinar entre áreas como sustentabilidade, riscos, compliance, estratégia e finanças, oferecendo maior objetividade analítica na identificação e priorização de exposições relevantes.

Sob a perspectiva prática, o ESG Risk Canvas oferece uma estrutura flexível para apoiar organizações na sistematização de riscos ESG, na articulação entre diagnóstico e resposta organizacional e na conexão entre riscos, investimentos e mecanismos de monitoramento. Adicionalmente, estudos recentes indicam que representações visuais integradas do ESG podem ampliar transparência, entendimento sistêmico e utilidade organizacional das informações relacionadas ao risco (Nicolò et al., 2025).

DISCUSSÃO

O ESG Risk Canvas foi concebido como resposta às limitações identificadas na literatura sobre riscos ESG, especialmente a dificuldade de articular, em uma mesma lógica analítica, estratégia, materialidade, governança e resposta organizacional. Embora frameworks consolidados ofereçam contribuições relevantes para integração entre ESG e gestão de riscos (Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission, & World Business Council for Sustainable Development, 2018; OECD, 2023), grande parte das abordagens existentes permanece concentrada em disclosure, compliance, métricas ou avaliação de desempenho (Gallucci et al., 2022; Uyar et al., 2023).

Nesse contexto, a principal contribuição do ESG Risk Canvas reside na proposição de uma estrutura conceitual orientada à decisão, capaz de conectar elementos frequentemente tratados de forma separada na literatura. Ao integrar estratégia, stakeholders, materialidade, riscos ESG e respostas organizacionais em um mesmo modelo visual, o Canvas amplia a capacidade de representar os riscos ESG como fenômenos interdependentes e organizacionalmente contextualizados.

O modelo também reforça a compreensão de que os riscos ESG não se restringem a eventos isolados ou exclusivamente internos à organização. Parte significativa dessas exposições emerge das relações com stakeholders, cadeias de valor, pressões regulatórias e dinâmicas reputacionais, exigindo abordagens mais amplas de identificação e resposta ao risco. Nesse sentido, o ESG Risk Canvas aproxima a gestão de riscos ESG de uma perspectiva sistêmica, alinhada à literatura recente sobre sustentabilidade, governança e resiliência organizacional (Du et al., 2024; Khalfi & Bami, 2025).

Outra contribuição relevante refere-se à conexão explícita entre estratégia e risco ESG. Ao posicionar a lógica de negócio e as metas estratégicas como elementos estruturantes do modelo, o Canvas reforça que os riscos ESG decorrem das próprias escolhas organizacionais e de suas formas de criação de valor, e não apenas de fatores externos ou regulatórios.

Além disso, o formato visual do ESG Risk Canvas favorece o alinhamento analítico e a comunicação interdisciplinar entre diferentes áreas organizacionais. Ao organizar os principais componentes do risco ESG em uma estrutura única, o modelo contribui para reduzir ambiguidades interpretativas e apoiar processos decisórios em contextos caracterizados por elevada complexidade.

Por fim, o estudo contribui para o avanço da literatura ao aproximar campos tradicionalmente tratados de forma fragmentada - como sustentabilidade, governança, gestão de riscos e pensamento visual - em um artefato conceitual voltado à estruturação da identificação, análise e resposta a riscos ESG.

CONCLUSÃO

Este estudo propôs o ESG Risk Canvas como um modelo conceitual voltado à estruturação da identificação, análise e resposta a riscos ESG. Fundamentado em princípios da Design Science Research e em revisão integrativa da literatura, o modelo foi desenvolvido para conectar estratégia, materialidade, stakeholders, governança, riscos e respostas organizacionais em uma mesma estrutura analítica.

Em relação aos objetivos propostos, o estudo permitiu: (i) examinar criticamente limitações presentes nas abordagens atuais de gestão de riscos ESG; (ii) sistematizar fundamentos teóricos relacionados a risco, governança, materialidade, sustentabilidade e pensamento visual; (iii) analisar princípios metodológicos de modelos visuais do tipo Canvas; e (iv) estruturar o ESG Risk Canvas como artefato conceitual orientado à decisão.

Do ponto de vista teórico, a principal contribuição do estudo reside na proposição de uma estrutura integrada para apoiar a articulação entre estratégia, materialidade, governança e risco ESG. O modelo contribui para aproximar os campos da sustentabilidade, gestão de riscos e governança corporativa, oferecendo uma base conceitual para representação dos riscos ESG em contextos organizacionais complexos.

Sob a perspectiva prática, o ESG Risk Canvas oferece uma estrutura flexível para apoiar organizações na sistematização de riscos ESG, na priorização de exposições relevantes e na conexão entre diagnóstico, resposta organizacional e mecanismos de monitoramento. O modelo também favorece comunicação interdisciplinar e alinhamento analítico entre diferentes áreas organizacionais.

Reconhecem-se limitações inerentes à natureza conceitual do estudo, especialmente pela ausência de validação empírica do artefato em contextos organizacionais específicos. Nesse sentido, pesquisas futuras podem explorar aplicações setoriais do modelo, avaliações por especialistas, integrações com métodos quantitativos de risco e desenvolvimento de ferramentas digitais baseadas no ESG Risk Canvas.

Conclui-se que o ESG Risk Canvas oferece uma base conceitual estruturada para apoiar a gestão de riscos ESG, contribuindo para maior objetividade analítica e apoio à tomada de decisão em ambientes caracterizados por elevada complexidade e múltiplas pressões institucionais.

AGRADECIMENTOS

Este estudo foi parcialmente financiado pela Universidade Federal de Tecnologia - Paraná. Os autores também agradecem ao Conselho Nacional para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) por meio do processo 307661/2025-3

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DISPONIBILIDADE DE DADOS DA PESQUISA

Todo o conjunto de dados que dá suporte aos resultados deste estudo foi publicado no próprio artigo.

USO DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Durante a preparação deste trabalho, os autores usaram o ChatGPT para realizar a edição final (gramática e formatação do texto) e para verificar inconsistências. Após o uso dessa ferramenta/serviço, os autores revisaram e editaram o conteúdo conforme necessário e assumem total responsabilidade pelo artigo publicado.

FINANCIAMENTO

Conselho Nacional para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) por meio do processo 307661/2025-3.

PARECERISTAS

Os pareceristas não autorizaram a divulgação de suas identidades.

RELATÓRIO DE REVISÃO POR PARES

O relatório de revisão por pares está disponível em https://periodicos.fgv.br/rap/article/view/9742

*

Autor Correspondente

CONFLITO DE INTERESSE

Os autores declaram que não há conflito de interesses.

EDITOR-CHEFE

Alexandre de Almeida Faria, Fundação Getulio Vargas (FGV EBAPE), Rio de Janeiro, RJ, Brasil. ORCID: https://orcid.org/0000-0001-9095-725X

CO-EDITORA

Amon Narciso de Barros, Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP), São Paulo, SP, Brasil. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-9748-7788

EDITORES CONVIDADOS

Florence Pinot de Villechenon, ESCP Business School, Paris, França. ORCID: https://orcid.org/0000-0001-9756-3181; Jorge Walter, Universidad de San Andrés, Victoria, Argentina. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-2387-2245; Fabricio Stocker, Fundação Getulio Vargas, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. ORCID: https://orcid.org/0000-0001-6340-9127

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    25 Set 2026
  • Data do Fascículo
    2026

Histórico

  • Recebido
    14 Jan 2026
  • Aceito
    19 Jun 2026
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