Open-access Prevalência de violência obstétrica durante o parto na América Latina e Caribe: uma revisão sistemática

Prevalence of obstetric violence during childbirth in Latin America and the Caribbean: a systematic review

Prevalencia de violencia obstétrica durante el parto en América Latina y el Caribe: una revisión sistemática

O objetivo deste artigo é sintetizar a literatura científica sobre a prevalência de violência obstétrica verbal, física, sexual e estigmatização/discriminação em mulheres durante o parto em países da América Latina e Caribe. A revisão sistemática foi conduzida em sete bases de dados (MEDLINE, CINAHL, EMBASE, LILACS, PsycoInfo, Scopus e Google Scholar), sem restrições de período ou idioma. Três pesquisadores realizaram a seleção dos estudos e extração dos dados entre os dias 05 e 07 de janeiro de 2025. Foram identificados 2.085 artigos, dos quais 29 atenderam aos critérios de inclusão. Esses estudos foram realizados no Brasil, México, Equador, Chile, Venezuela, Argentina e Guatemala. As prevalências de violência obstétrica variaram amplamente entre as diferentes dimensões avaliadas. A violência verbal apresentou taxas entre 1,4% (México) e 87,1% (Brasil). Para a violência física, as prevalências variaram de 0,6% (Brasil) a 39,5% (Equador). A violência sexual foi reportada com prevalência de 0,0% na (Guatemala) e 5,5% (Brasil). As taxas de estigma e discriminação oscilaram entre 0,0% (Argentina) e 50,5% (Brasil). Os achados evidenciam a alta prevalência e complexidade da violência obstétrica na região, enfatizando a necessidade de métodos padronizados para mensurar de forma mais robusta e comparável o evento em mulheres durante o parto.

Palavras-chave:
Violência obstétrica; Prevalência; Revisão sistemática

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