Este estudo tem como objetivo analisar a tendência do consumo de cigarros entre a população adulta das capitais brasileiras no período de 2006 a 2023 e estimar as projeções dessa tendência até 2030. Trata-se de um estudo de tendências temporais com dados do Vigitel. A prevalência do uso de cigarros foi calculada para a população total e estratificada por variáveis sociodemográficas. Realizou-se análise de tendências pelo modelo de regressão por pontos de inflexão (joinpoint regression model). Estimou-se as projeções das prevalências pelo modelo de suavização exponencial, considerando as prevalências de 2015 a 2023. O tabagismo diminuiu de 15,7% para 9,3% (AAPC: -3,3), e este comportamento de decréscimo foi observado em todos os estratos sociodemográficos. Goiânia foi a única capital onde a prevalência permaneceu estável. A análise das tendências revelou uma desaceleração na queda ou até mesmo estagnação das prevalências após 2015. As projeções indicam que a meta de redução de 40% até 2030 não será alcançada, uma vez que a prevalência projetada é de 7,96%, superior à prevalência esperada, ou meta, de 6,24%. Estes resultados apontam para retrocessos das políticas antitabaco no país. Torna-se urgente retomar e expandir ações diversas.
Palavras-chave:
Tabagismo; Indicadores Básicos de Saúde; Objetivos do Desenvolvimento Sustentável; Inquéritos Epidemiológicos; Estudos de Séries Temporais
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Nota: meta de redução de 40%, conforme o Plano de DANT. Fonte: Autores.