O objetivo foi analisar a associação entre desequilíbrio esforço-recompensa (DER) no trabalho e satisfação com a vida entre servidores públicos brasileiros. Trata-se de um estudo transversal com 9.199 participantes ativos na segunda etapa (2012-2014) do ELSA-Brasil. Análises estratificadas por sexo foram feitas por meio da regressão logística, considerando nível de 5% de significância. Mulheres e homens que referiram desequilíbrio esforço-recompensa no trabalho apresentaram maior insatisfação com a vida (OR = 2,38; IC95%: 1,93-2,93 e OR = 2,01; IC95%: 1,68-2,39, respectivamente) do que aqueles sem DER. Mulheres em nível funcional superior/docente apresentaram maior estimativa de associação entre DER e insatisfação com a vida (OR = 2,77; IC95%: 1,90-4,04), quando comparadas a mulheres em nível funcional apoio/médio (OR = 1,71; IC95%: 1,38- 2,12). Os estressores ocupacionais aferidos pelo DER estiveram associados à insatisfação com a vida em servidores públicos de ambos os sexos. O nível funcional foi modificador de efeito para a associação DER e satisfação com a vida entre mulheres, o que pode estar relacionado ao esforço para redução das desigualdades de gênero no trabalho através da necessidade da maior escolarização e qualificação para entrada e permanência no mercado de trabalho.
Palavras-chave:
Estresse ocupacional; Satisfação pessoal; Saúde do trabalhador