Open-access Sarcopenia y su asociación con cambios en factores socioeconómicos, comportamentales y de salud: Estudio EpiFloripa Idoso

Cad Saude Publica csp Cadernos de Saúde Pública Cad. Saúde Pública 0102-311X 1678-4464 Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz Resumen: El objetivo del presente estudio fue verificar la prevalencia de sarcopenia y su asociación con cambios en factores socioeconómicos, comportamentales y de salud en ancianos. El trabajo, longitudinal y de base poblacional, incluyó a 598 adultos mayores (≥ 60 años) de Florianópolis, sur de Brasil. La sarcopenia se identificó mediante el índice de masa muscular apendicular (IMMA), de acuerdo con el sexo (IMMA < 7,26kg/m² para hombres y < 5,5kg/m² para mujeres). Se evaluaron los cambios ocurridos entre los dos momentos del estudio (2009/2010 y 2013/2014), referentes a factores socioeconómicos, comportamentales y de salud. Se realizaron análisis de regresión logística bruta y ajustada. La prevalencia de sarcopenia fue de 17% (IC95%: 12,4-22,9) en las mujeres y de 28,8% (IC95%: 21,3-37,7) en los hombres. En el modelo final, las mujeres que se mantuvieron ingiriendo o empezaron a ingerir alcohol (OR = 0,31; IC95%: 0,11-0,91) presentaron una menor oportunidad de sufrir sarcopenia. Aquellas que permanecieron fumando o empezaron a fumar (OR = 2,55; IC95%: 1,16-5,58) y se mantuvieron o empezaron a ser insuficientemente activas (OR = 2,90; IC95%: 1,44-5,84) presentaron más oportunidad de sufrir sarcopenia. Para los hombres, ninguna variable de cambio se asoció a la sarcopenia. Los resultados sugieren que mantenerse fumando o pasar a tener el hábito de fumar, así como permanecer o pasar a estar inactivo físicamente, son factores de riesgo prevenibles y modificables en el caso de la sarcopenia. Introdução Originalmente, a sarcopenia foi definida, há quase três décadas, como a redução gradual da massa muscular, que ocorre com o avanço da idade 1. Recentemente, o consenso europeu (The European Working Group on Sarcopenia in Older People) 2 incorporou à perda de massa muscular a redução de força e de função física que ocorre com o processo de envelhecimento. Contudo, não existe uma definição operativa universal de sarcopenia e/ou critério diagnóstico 2. Como os processos de perda de massa muscular e força podem não ser simultâneos no mesmo indivíduo 3, alguns estudos dissociam essas características 3,4, sendo a perda de massa muscular verificada por meio do índice de massa muscular apendicular (IMMA = massa muscular apendicular (MMA)/estatura²) 5,6, utilizada como critério diagnóstico de sarcopenia em estudos populacionais 7,8,9. Independente da definição operacional adotada, a avaliação da sarcopenia deve ser realizada para determinar seu curso natural e desenvolver um tratamento efetivo para essa síndrome. A sarcopenia contribui para o desenvolvimento de desfechos adversos em saúde, tais como incapacidade funcional, fragilidade, redução da qualidade de vida e morte prematura 10,11. Pode ser considerada problema de saúde pública 7, devido a suas implicações sociais, como a solidão e a necessidade de cuidados, e a seu impacto nas políticas de saúde 12, além de gerar custos elevados para o sistema de saúde 13. A prevalência da sarcopenia depende da metodologia empregada na sua identificação e das características da população estudada, sendo mais prevalente nos homens e nos indivíduos mais velhos 14. Nos idosos, a prevalência de sarcopenia varia de 13% a 22,6% entre as mulheres, e de 19% a 26,8% entre os homens 6,15, de acordo com o método e ponto de corte propostos por Baumgartner et al. 7. No Brasil, dados de estudo de revisão sistemática 16 sobre o tema mostraram que a prevalência de sarcopenia foi de 20% entre as mulheres e de 12% entre os homens. Sabe-se que a etiologia da sarcopenia é multifatorial, ou seja, dependente/proveniente de múltiplas causas, provavelmente interligadas, que interferem no seu desenvolvimento e progressão. Dentre elas, destacam-se o próprio envelhecimento, aspectos genéticos, fatores sociodemográficos, estilo de vida e determinadas condições de saúde 6,7. Esse modelo causal complexo, que associa diversos componentes de forma dinâmica, constitui os determinantes dessa síndrome. Além disso, as divergências técnicas e metodológicas existentes para o diagnóstico dificultam a avaliação, a comparação entre estudos e a determinação de políticas direcionadas à prevenção e ao tratamento da sarcopenia. Os efeitos decorrentes das alterações nos fatores socioeconômicos, comportamentais e de saúde sobre a síndrome ainda são pouco estudados na população com mais de 60 anos. A análise das mudanças desses fatores pode, ao longo de determinado período de tempo, permitir a identificação do seu impacto na saúde dos idosos e se ainda é possível intervir nesse momento da vida, com o intuito de retardar ou reverter efeitos negativos, permitindo que se mantenham por mais tempo independentes, autônomos e com qualidade de vida. Este estudo também tem como objetivo verificar a prevalência de sarcopenia e sua associação com mudanças, em três anos, nos fatores socioeconômicos, comportamentais e de saúde de idosos residentes em Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. Métodos Área e população de referência O presente estudo utilizou como população de referência os idosos da pesquisa epidemiológica intitulada Condições de Saúde de Idosos de Florianópolis - EpiFloripa Idoso, que tem como linha de base o Estudo EpiFloripa Idoso 2009/2010 e o seguimento realizado em 2013/2014, com a inserção de exames clínicos complementares ao seguimento do estudo, realizados em 2014/2015. Esclarecimentos mais detalhados referentes ao local, população do estudo e amostragem foram publicados previamente e serão apresentados de forma breve 17. A amostra foi de 1705 idosos em 2009/2010. Desses, 220 foram excluídos (217 óbitos, 2 duplicados e 1 com idade incompatível). Dos 1.485 idosos elegíveis em 2013/2014, 159 foram considerados perdas e houve 129 recusas. 1.197 (80,6%) realizaram a entrevista domiciliar e, dentre eles, 604 (50,38%) completaram os exames clínicos. A amostra analítica desse estudo foi de 598 idosos (6 excluídos por serem acamados e não terem as informações adequadas nos exames de imagem - DXA). Coleta de dados Para a coleta dos dados, foi utilizado instrumento estruturado na forma de entrevistas face a face. Utilizou-se um computador de dimensões reduzidas, o personal digital assistant (PDA), no ano de 2009/2010, e netbook em 2013/2014, nos quais os dados foram registrados e armazenados. A coleta de dados ocorreu entre os meses de setembro de 2009 e junho de 2010, perfazendo o total de dez meses de pesquisa. A segunda onda do estudo ocorreu de dezembro de 2013 a outubro de 2014. Os entrevistadores foram previamente treinados para testagem do instrumento, refinamento e calibração (precisão e exatidão) dos testes. A consistência dos dados foi verificada semanalmente, por meio de frequência simples e comparação com o esperado. As respostas incongruentes foram identificadas, corrigidas pelo supervisor e entrevistador e, após essa etapa, retornaram ao responsável pelo banco final. O controle de qualidade foi realizado por meio de questionário reduzido, aplicado, por telefone, em 10% dos entrevistados, selecionados aleatoriamente. Variável dependente A sarcopenia (sim ou não) foi identificada a partir da análise da massa muscular por meio do densitômetro de dupla emissão com fonte de raios X - Dual-energy X-ray Absorptiometry - DXA (modelo Lunar Prodigy Advance, General Electric, Diegem, Bélgica) e definida a partir do cálculo do IMMA, proposto por Baumgartner et al. 7. Utilizou-se a seguinte fórmula: IMMA (kg/m2) = [massa muscular magra dos braços (kg) + massa muscular magra das pernas (kg)]/altura2 (m). O critério adotado para identificar a sarcopenia foi IMMA ≤ 2 desvios-padrão (DP), em relação à média da população de referência (adultos jovens do Rosetta Study), por sexo, segundo Baumgartner et al. 7, com pontos de corte para o IMMA (kg/m2) inadequado (perda de massa muscular), quando < 7,26kg/m² para homens e < 5,5kg/m² para mulheres. Variáveis independentes (de mudança) As variáveis independentes foram caracterizadas como variáveis de mudança, e utilizaram-se os dados da linha de base e dos seguimentos para categorizá-las, verificando-se quantos idosos permaneceram na mesma categoria da linha de base, quantos mudaram e para qual categoria passaram. (a) Socioeconômica: (i) condição de trabalho (manteve-se trabalhando ou passou a trabalhar, manteve-se não trabalhando ou passou a não trabalhar). (b) Comportamentais: (i) ingestão de bebida alcoólica [manteve-se sem ingerir (nunca) ou passou a não ingerir bebida alcoólica; manteve o hábito de ingerir ou passou a ingerir álcool (consumo não abusivo e consumo abusivo)]. Esses dados foram verificados por meio das três primeiras perguntas do questionário The Alcohol Use Disorders Identification Test (AUDIT) 18; (ii) hábito de fumar (manteve-se sem fumar ou passou a não fumar; manteve o hábito de fumar ou passou a fumar); (iii) prática de atividade física de lazer e deslocamento (sim: ≥ 150 minutos de atividade física semanal; não < 150 minutos de atividade física semanal). Essa prática foi verificada por meio da versão longa do Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ) 19 (manteve-se ou tornou-se fisicamente ativo, manteve-se ou tornou-se fisicamente inativo); e (iv) consumo diário de frutas e verduras 20 (manteve o consumo ou passou a consumir < 5 porções diárias; manteve o consumo ou passou a consumir ≥ 5 porções diárias). (c) Saúde: (i) morbidades (manteve o mesmo número de doenças, desenvolveu uma ou mais doenças, diminuiu o número de doenças) verificadas a partir da seguinte pergunta: “Algum médico ou profissional de saúde já disse que o(a) Sr.(a) tem/teve...?”. Havia 12 opções de agravos (questionário da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD); (ii) declínio cognitivo (não/sim), investigado pelo Mini Exame do Estado Mental (MEEM). Foi avaliado a partir da redução da pontuação no MEEM de 2013 pela de 2009, sendo considerados com declínio cognitivo os idosos que reduziram quatro pontos ou mais 21; (iii) histórico de quedas (não houve quedas ou passou a não sofrer quedas; manteve quedas ou passou a sofrer quedas), verificado por meio da seguinte pergunta: “O Senhor(a) sofreu alguma queda (tombo) no último ano?”; (iv) sintomas depressivos 22 (houve ausência de sintomas depressivos ou passou a não ter sintomas depressivos; manteve a presença ou passou a suspeita de depressão); e (v) mobilidade (percepção da capacidade de locomoção), identificada pela utilização de parte do Questionário Brasileiro de Avaliação Funcional Multidimensional adaptado do questionário Old Americans Resources and Services (BOMFAQ/OARS) 23. As questões arguiam sobre a dificuldade de realizar três atividades de vida diária - andar no plano, subir um lance de escadas e andar perto de casa - divididas em quatro categorias de respostas possíveis: nenhuma dificuldade, pouca dificuldade, muita dificuldade e não realiza. Para a análise, as opções de resposta foram divididas em duas categorias: algum grau de dificuldade de mobilidade (aqueles com pouca dificuldade, muita dificuldade ou que não conseguem realizar alguma das atividades) e sem dificuldade de mobilidade, categorizadas como variável de mudança (manteve ou passou a não ter dificuldade e manteve ou passou a ter algum grau de dificuldade). Mais detalhes em relação às variáveis de mudanças antes de serem agrupadas (por motivo de baixo número em algumas categorias) podem ser apreciados em estudo descritivo prévio 17. Variáveis de ajuste (2013/2014) As variáveis de ajuste foram as seguintes: grupo etário (60-69 anos, 70-79 e 80 ou mais), escolaridade em anos de estudo (sem estudo formal; 1-4; 5-8; 9-11 e ≥ 12 anos); renda per capita (≤ 1 salário mínimo - SM; > 1-3 SM; > 3-5 SM; > 5-10 SM e > 10 SM [SM em 2010: R$ 510,00]); estado civil (casado, solteiro, divorciado e viúvo); arranjo familiar (vive sem companhia, vive com outros de sua geração, vive com outros de outra geração); autopercepção do estado de saúde (obtida por meio da pergunta “Em geral, você diria que sua saúde é muito boa, boa, regular, ruim ou muito ruim?”) 24 categorizada em negativa (regular, ruim ou muito ruim) e positiva (muito boa ou boa); suporte social (não e sim), investigado a partir da resposta positiva a uma dessas questões: “Algum(a) amigo(a) ou vizinho(a) convidou o(a) Sr.(a) para caminhar, andar de bicicleta ou praticar esporte no seu bairro?” e/ou “E alguém de sua família convidou o(a) Sr.(a) para caminhar, andar de bicicleta ou praticar esporte no seu bairro?”; dependência funcional em 15 atividades de vida diária (AVD) (não - dificuldade em nenhuma a três atividades; sim - dificuldade em quatro ou mais atividades) 23. Análise dos dados Foram realizadas análises descritivas para todas as variáveis. Calcularam-se as prevalências e os respectivos intervalos de 95% de confiança (IC95%) da sarcopenia, segundo a natureza das exposições, de acordo com o sexo. Para as análises bruta e ajustada, foram utilizadas regressões logísticas, estimando-se o odds ratio (OR) bruto e ajustado com seus respectivos IC95%. Na análise ajustada, a associação entre cada variável independente e a sarcopenia foi controlada pelas variáveis de ajuste, considerando três modelos de análise: Modelo 1- ajustado por idade, renda, estado civil e arranjo familiar; Modelo 2 - ajustado por idade, renda, estado civil, arranjo familiar, tabagismo, ingestão de bebidas alcoólicas, atividade física e suporte social; Modelo 3 - ajustado por idade, renda, estado civil, arranjo familiar, tabagismo, ingestão de bebidas alcoólicas, atividade física, suporte social, autopercepção de saúde, dependência funcional, declínio cognitivo, sintomas depressivos e morbidades. A análise dos dados foi conduzida no programa estatístico Stata 13.0 (https://www.stata.com). Todas as análises consideraram o efeito do desenho amostral por conglomerados, incorporando-se os pesos amostrais por meio do comando svy. Considerações éticas O projeto foi aprovado pelo comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da Universidade Federal de Santa Catarina, sob o parecer 526.123/2013, tendo sido solicitada aos entrevistados a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Os autores declararam não haver conflito de interesses. Resultados A amostra do presente estudo foi composta de 598 indivíduos (63-93 anos), sendo 391 mulheres e 207 homens, com média etária de 72,5 anos (± 6,24) e 72,0 anos (± 6,35), respectivamente. A proporção de mulheres que apresentaram sarcopenia foi de 17,0% (IC95%: 12,4-22,9) e de homens, 28,8% (IC95%: 21,3-37,7). Houve diferenças entre os entrevistados no seguimento e aqueles que realizaram os exames clínicos. Os indivíduos que compareceram aos exames eram mais jovens (média de 72,3 anos vs. 75,5 anos; p ≤ 0,001), trabalhavam no momento da avaliação (17% vs. 7,6%; p ≤ 0,001), eram mais fisicamente ativos (30,4% vs. 23,5%; p = 0,028), eram menos dependentes (26,0% vs. 34,6%; p = 0,046), tinham melhor função cognitiva (78,6% vs. 71,7%; p = 0,017) e menor prevalência de sintomas depressivos (78,2% vs. 83,5%; p = 0,035). Não houve diferenças entre os grupos em relação às seguintes variáveis: sexo (p = 0,802), escolaridade (p = 0,125), renda (p = 0,288), situação conjugal (p = 0,188) e número de morbidades (p = 0,609). A Tabela 1 mostra a distribuição de mulheres e homens, de acordo com características sociodemográficas, comportamentais e de saúde. Para o sexo feminino, houve predominância de mulheres de 70-79 anos, com um a quatro anos de estudo, com renda > 1-3 salários mínimos, viúvas, que vivem com outros de sua geração, com autopercepção positiva de saúde, sem dependência funcional e sem suporte social. Para os homens, houve predominância de indivíduos mais jovens (60-69 anos), com doze anos ou mais de estudo, com renda maior que dez salários mínimos, casados, que moravam com outros de sua geração, com autopercepção positiva de saúde, sem dependência funcional e sem suporte social. Tabela 1 Descrição da amostra e prevalências de sarcopenia, de acordo com as características demográficas, socioeconômicas, comportamentais e de saúde em idosos. Florianópolis, Santa Catarina, Brasil, 2013/2014. Variáveis Feminino Masculino n % % Sarcopenia n % % Sarcopenia Grupo etário (anos) [n = 598] 60-69 160 40,5 15,7 (8,3-27,8) 93 45,5 20,7 (11,4-34,5) 70-79 170 42,3 15,0 (9,4-23,2) 82 40,0 34,7 (24,0-47,3) 80 ou mais 61 17,2 24,8 (12,7-42,7) 32 14,5 38,1 (21,0-58,8) Escolaridade (anos) [n = 597] Sem escolaridade formal 26 6,2 8,9 (2,5-26,7) 14 5,3 38,3 (15,8-67,4) 1-4 155 39,2 17,1 (11,3-25,1) 60 24,5 31,9 (18,6-49,1) 5-8 72 18,4 14,2 (5,4-32,3) 34 20,2 31,3 (16,2-51,7) 9-11 70 18,5 19,3 (8,3-38,7) 24 16,9 38,2 (17,8-63,7) ≥ 12 67 17,7 20,1 (10,5-35,1) 75 33,1 18,7 (9,8-33,0) Renda per capita (salários mínimos) [n = 579] ≤ 1 37 8,6 18,3 (6,8-40,6) 8 3,3 70,1 (32,0-92,12) > 1-3 122 35,3 15,9 (9,5-25,5) 48 22,3 35,4 (19,0-56,3) > 3-5 87 19,9 20,0 (11,2-33,1) 34 14,9 27,8 (14,8-46,1) > 5-10 91 24,3 20,4 (11,9-32,7) 49 28,2 30,7 (16,6-49,5) > 10 39 11,9 8,4 (3,0-21,3) 64 31,2 18,6 (9,4-33,5) Estado civil [n = 598] Casado 158 39,3 13,7 (7,7-23,3) 177 85,0 29,1 (21,4-38,1) Solteiro 34 8,3 8,7 (3,1-22,2) 6 3,8 9,1 (21,4-38,1) Divorciado 38 11,2 23,7 (11,9-41,8) 13 6,4 29,1 (8,9-63,2) Viúvo 161 41,2 19,9 (12,4-30,6) 11 4,8 40,2 (14,3-73,1) Arranjo familiar [n = 593] Sem companhia 104 28,8 12,1 (5,2-25,5) 21 10,5 31,1 (14,1-55,3) Vive com outros de sua geração 164 41,6 15,2 (9,2-24,1) 176 85,0 28,6 (21,2-37,2) Vive com outros de outra geração 119 29,6 25,8 (15,1-38,0) 9 4,5 30,4 (8,0-68,5) Suporte social [n = 587] Não 205 52,8 15,1 (9,9-22,6) 115 57,0 27,7 (18,1-39,9) Sim 178 47,2 18,3 (10,8-29,5) 89 43,0 31,2 (20,4-44,5) Condição de trabalho [n = 559] Manteve-se trabalhando ou passou a trabalhar 46 10,9 13,4 (6,1-27,1) 44 22,4 12,3 (4,6-29,2) Manteve-se não trabalhando ou passou a não trabalhar 309 89,1 17,7 (12,4-24,7) 160 77,6 33,8 (25,5-43,2) Ingestão de bebida alcoólica [n = 597] Manteve-se sem ingerir álcool ou passou a não ingeri-lo 270 69,0 20,9 (16,7-28,9) 76 34,0 30,9 (10,1-44,3) Manteve o hábito de ingerir álcool ou passou a ingeri-lo 121 31,0 8,3 (4,5-14,6) 130 66,0 26,8 (17,0-39,6) Hábito de fumar [n = 598] Manteve-se sem fumar ou passou a não fumar 300 74,7 14,4 (9,5-21,4) 75 31,0 27,9 (17,2-41,9) Manteve o hábito de fumar ou passou a fumar 91 25,3 24,6 (15,2-37,2) 132 69,0 29,2 (20,7-39,5) Atividade física no lazer e deslocamento (n=597) Manteve-se ou tornou-se fisicamente ativo 199 51,5 12,0 (7,3-19,2) 142 72,7 25,4 (17,0-36,1) Manteve-se ou tornou-se insuficientemente ativo 192 48,5 22,3 (15,4-31,1) 64 27,3 37,6 (22,3-56,0) Consumo de frutas e hortaliças [n = 571] Consumia ou passou a consumir < 5 porções diárias 293 79,3 18,3 (12,5-25,9) 168 85,5 27,8 (19,7-37,6) Consumia ou passou a consumir ≥ 5 porções diárias 82 20,7 10,5 (4,80-21,6) 28 14,5 31,4 (13,8-56,6) Autopercepção de saúde [n = 587] Negativa 184 46,9 17,0 (11,0-25,4) 58 29,0 31,8 (20,1-46,4) Positiva 199 53,1 16,3 (9,9-25,7) 146 71,0 28,1 (18,6-40,0) Dependência funcional [n = 595] Não 276 70,4 19,7 (13,5-27,7) 167 82,1 27,9 (19,6-38,1) Sim 115 29,6 10,6 (6,0-18,0) 37 17,9 33,2 (19,2-50,9) Declínio cognitivo [n = 594] Não 342 87,4 17,5 (12,7-23,6) 190 92,4 26,2 (19,1-34,8) Sim 46 12,6 15,1 (06,4-31,6) 16 7,6 62,3 (27,2-87,9) Quedas no último ano [n = 598] Não houve quedas ou passou a não sofrer quedas 260 66,1 15,7 (10,8-22,2) 160 76,1 28,4 (20,6-37,8) Houve quedas ou passou a sofrer quedas 131 33,9 19,5 (11,9-30,4) 47 23,9 30,1 (16,3-48,8) Sintomas depressivos [n = 569] Não teve ou passou a não ter sintomas depressivos 297 81,1 16,4 (11,2-23,3) 179 88,9 27,6 (20,3-36,3) Teve depressão ou passou à suspeita de depressão 75 18,9 19,7 (10,7-33,5) 18 11,1 36,1 (12,5-69,0) Morbidades mudança [n = 596] Manteve o mesmo número de doenças 146 37,7 11,7 (7,2-18,4) 74 37,7 22,9 (13,6-36,1) Desenvolveu uma ou mais doenças 145 38,2 19,4 (11,5-30,9) 85 40,4 34,3 (22,4-48,5) Diminui o número de doenças 98 24,1 21,7 (13,2-33,7) 48 21,9 28,9 (17,2-44,2) Mobilidade [n = 598] Manteve ou passou a não ter dificuldade 193 48,4 17,8 (11,6-26,3) 147 71,8 29,0 (19,8-40,3) Manteve ou passou a ter algum grau de dificuldade 198 51,6 16,2 (11,1-23,2) 60 28,2 28,4 (17,6-42,5) Para as variáveis de mudança, observa-se que, tanto para as mulheres quanto para os homens, a maior prevalência foi de idosos que se mantiveram não trabalhando ou passaram a não trabalhar, permaneceram ou passaram a ser fisicamente ativos, mantiveram-se consumindo ou passaram a consumir < 5 porções diárias de frutas e hortaliças. Com relação aos idosos sem declínio cognitivo, não houve quedas ou passaram a não sofrê-las. Não houve sintomas depressivos ou passaram a não tê-los. Foram mais prevalentes os casos de desenvolvimento de uma ou mais doenças. Em relação à ingestão de bebida alcoólica e ao hábito de fumar, observaram-se prevalências maiores de mulheres que se mantiveram não ingerindo ou passaram a não ingerir álcool e que se mantiveram não fumando ou passaram a não fumar. No sexo masculino, houve padrão inverso ao das mulheres para essas duas características (Tabela 1). Os resultados das associações entre sarcopenia e características socioeconômicas, comportamentais e de saúde, para as mulheres e para os homens, são apresentados nas Tabelas 2 e 3, respectivamente. Na análise bruta, manter o hábito de ingerir ou passar a ingerir bebida alcoólica (OR = 0,34; IC95%: 0,16-0,73) reduziu a chance entre as mulheres de ter sarcopenia. Já as características manter-se ou passar a ser insuficientemente ativa (OR = 2,10; IC95%: 1,07-4,12) e apresentar redução no número de doenças (OR = 2,10; IC95%: 1,02-4,34) foram associadas à maior chance de ter sarcopenia. Nos modelos 1 e 2, as mulheres que se mantiveram não ingerindo ou passaram a ingerir álcool e as que se mantiveram ativas ou passaram a ser insuficientemente ativas continuaram associadas a sarcopenia. Aquelas que diminuíram o número de doenças apresentaram associação apenas no Modelo 1. Tabela 2 Análise bruta e ajustada para mulheres, em relação aos fatores associados a sarcopenia. Florianópolis, Santa Catarina, Brasil, 2013/2014. Variáveis Análise bruta Modelo 1 Modelo 2 Modelo 3 OR (IC95%) OR (IC95%) OR (IC95%) OR (IC95%) Condição de trabalho Manteve-se trabalhando ou passou a trabalhar 1,00 1,00 1,00 1,00 Manteve-se não trabalhando ou passou a não trabalhar 1,39 (0,54-3,55) 1,47 (0,50-4,30) 1,40 (0,44-4,50) 1,84 (0,56-6,10) Ingestão de bebida alcoólica Manteve-se sem ingerir álcool ou passou a não ingeri-lo 1,00 1,00 1,00 1,00 Manteve o hábito de ingerir álcool ou passou a ingeri-lo 0,34 (0,16-0,73) 0,30 (0,11-0,81) 0,32 (0,11-0,86) 0,31 (0,11-0,91) Hábito de fumar Manteve-se sem fumar ou passou a não fumar 1,00 1,00 1,00 1,00 Manteve o hábito ou passou a fumar 1,93 (0,87-4,32) 2,03 (0,89-4,66) 2,31 (0,99-5,39) 2,55 (1,16-5,58) Atividade física Manteve-se ou tornou-se ativo fisicamente 1,00 1,00 1,00 1,00 Manteve-se ou tornou-se insuficientemente ativo 2,10 (1,07-4,12) 2,34 (1,22-4,49) 2,32 (1,21-4,43) 2,90 (1,44-5,84) Consumo de frutas e hortaliças (porções diárias) Consumia ou passou a consumir < 5 1,00 1,00 1,00 1,00 Consumia ou passou a consumir ≥ 5 0,53 (0,20-1,34) 0,46 (0,18-1,1) 0,43 (0,17-1,12) 0,42 (0,15-1,17) Declínio cognitivo Não 1,00 1,00 1,00 1,00 Sim 0,84 (0,32-2,18) 0,82 (0,33-2,09) 0,81 (0,32-2,02) 0,75 (0,27-2,09) Quedas Não houve ou passou a não sofrer quedas 1,00 1,00 1,00 1,00 Houve quedas ou passou a sofrer quedas 1,31 (0,66-2,56) 1,25 (0,63-2,49) 1,14 (0,51-2,54) 1,36 (0,62-2,96) Sintomas depressivos Não teve ou passou não ter sintomas depressivos (normal) 1,00 1,00 1,00 1,00 Teve depressão ou passou à suspeita de depressão 1,25 (0,55-2,86) 1,08 (0,47-2,49) 0,90 (0,39-2,07) 1,38 (0,60-3,17) Morbidades Manteve o mesmo número de doenças 1,00 1,00 1,00 1,00 Desenvolveu uma ou mais doenças 1,82 (0,76-4,35) 2,02 (0,85-4,80) 1,80 (0,73-4,48) 1,52 (0,65-3,54) Diminuiu o número de doenças 2,10 (1,02-4,34) 2,20 (1,01-4,79) 2,2 (0,98-5,34) 2,18 (0,89-5,35) Mobilidade Manteve ou passou a não ter dificuldade 1,00 1,00 1,00 1,00 Manteve ou passou a ter algum grau de dificuldade 0,89 (0,50-1,60) 0,91 (0,52-1,59) 0,67 (0,38-1,16) 1,20 (0,53-2,71) IC95%: intervalo de 95% de confiança; OR: odds ratio. Nota: Modelo 1 - idade, escolaridade, renda, estado civil e arranjo familiar; Modelo 2 - idade, escolaridade, renda, estado civil, arranjo familiar, tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas, atividade física e suporte social; Modelo 3 (final) - ajustado para todas as variáveis anteriores e para autopercepção de saúde, dependência em atividade de vida diária, declínio cognitivo, sintomas depressivos e morbidades. Tabela 3 Análise bruta e ajustada para homens, em relação aos fatores associados a sarcopenia. Florianópolis, Santa Catarina, Brasil, 2013/2014. Variáveis Análise bruta Modelo 1 Modelo 2 Modelo 3 OR (IC95%) OR (IC95%) OR (IC95%) OR (IC95%) Condição de trabalho Manteve-se trabalhando ou passou a trabalhar 1,00 1,00 1,00 1,00 Manteve-se não trabalhando ou passou a não trabalhar 3,63 (1,22-10,79) 2,80 (0,95-8,18) 2,72 (0,93-7,91) 2,78 (0,87-8,92) Ingestão de bebida alcoólica Manteve-se sem ingerir álcool ou passou a não ingeri-lo 1,00 1,00 1,00 1,00 Manteve o hábito de ingerir álcool ou passou a ingeri-lo 0,82 (0,34-1,94) 1,04 (0,39-2,75) 1,00 (0,37-2,63) 0,95 (0,35-2,56) Hábito de fumar Manteve-se sem fumar ou passou a não fumar 1,00 1,00 1,00 1,00 Manteve o hábito de fumar ou passou a fumar 1,07 (0,53-2,14) 1,10 (0,52-2,32) 0,95 (0,45-2,01) 1,05 (0,46-2,38) Atividade física invertida Manteve-se ou tornou-se ativo fisicamente 1,00 1,00 1,00 1,00 Manteve-se ou tornou-se insuficientemente ativo 1,77 (0,66-4,70) 1,94 (0,72-5,20) 2,08 (0,77-5,64) 1,75 (0,63-4,84) Consumo de frutas e hortaliças (porções diárias) Consumia ou passou a consumir < 5 1,00 1,00 1,00 1,00 Consumia ou passou a consumir ≥ 5 1,19 (0,39-3,59) 1,37 (0,41-4,56) 1,29 (0,33-5,07) 1,07 (0,27-4,25) Declínio cognitivo Não 1,00 1,00 1,00 1,00 Sim 4,65 (1,01-21,57) 3,92 (0,88-17,68) 3,92 (0,88-17,52) 3,84 (0,85-17,2) Quedas Não houve quedas ou passou a não sofrer quedas 1,00 1,00 1,00 1,00 Houve quedas ou passou a sofrer quedas 1,09 (0,47-2,52) 0,95 (0,37-2,44) 0,95 (0,41-2,19) 0,91 (0,41-2,03) Sintomas depressivos Não teve ou passou não ter sintomas depressivos 1,00 1,00 1,00 1,00 Teve depressão ou passou à suspeita de depressão 1,48 (0,38-5,77) 1,21 (0,33-4,41) 0,99 (0,29-3,43) 1,01 (0,25-4,05) Morbidades Manteve o mesmo número de doenças 1,00 1,00 1,00 1,00 Desenvolveu uma ou mais doenças 1,75 (0,70-4,40) 2,08 (0,77-5,62) 1,78 (0,67-4,76) 1,66 (0,62-4,47) Diminui o número de doenças 1,36 (0,62-4,40) 1,56 (0,70-3,58) 1,23 (0,46-3,26) 1,29 (0,47-3,58) Mobilidade Manteve ou passou a não ter dificuldade 1,00 1,00 1,00 1,00 Manteve ou passou a ter algum grau de dificuldade 0,97 (0,44-2,17) 0,81 (0,39-1,72) 0,79 (0,33-1,90) 0,61 (0,15-2,46) IC95%: intervalo de 95% de confiança; OR: odds ratio. Nota: Modelo 1 - idade, escolaridade, renda, estado civil e arranjo familiar; Modelo 2 - idade, escolaridade, renda, estado civil, arranjo familiar, tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas, atividade física e suporte social; Modelo 3 (final) - ajustado para todas as variáveis anteriores e para autopercepção de saúde, dependência em atividade de vida diária, declínio cognitivo, sintomas depressivos e morbidades. No modelo 3, as mulheres que se mantiveram ingerindo ou passaram a ingerir álcool apresentaram 0,69 vezes (OR = 0,31; IC95%: 0,11-0,91) menos chances de apresentar sarcopenia. As que se mantiveram insuficientemente ativas ou que passaram a ser insuficientemente ativas apresentaram 2,90 (IC95%: 1,44-5,84) vezes mais chances de ter sarcopenia. As que se mantiveram fumando ou passaram a fumar apresentaram 2,55 (IC95%: 1,16-5,58) vezes mais chances de ter sarcopenia, apenas no Modelo 3. Na análise bruta, os homens que se mantiveram inativos ou que passaram a não trabalhar (OR = 3,63; IC95%: 1,22-10,79) e os com declínio cognitivo (OR = 4,65; IC95%: 1,01-21,57) foram associados à sarcopenia. Quando ajustados pelas variáveis dos Modelos 1, 2 e 3, as variáveis não se mantiveram associadas (Tabela 3). Discussão No presente estudo, a prevalência de sarcopenia em mulheres e homens foi de 17% (IC95%: 12,40-22,87) e 28,8% (IC95%: 21,35-37,67), respectivamente. A estimativa de prevalência da sarcopenia foi maior nos homens, assim como verificado em estudo prévio 6, utilizando os mesmos critérios e pontos de corte da presente pesquisa. Dufour et al. 6 avaliaram 274 homens e 493 mulheres de Framingham, Massachusetts, Estados Unidos (72-92 anos) que apresentaram prevalência de sarcopenia de 19% e 13%, respectivamente. A maior prevalência de sarcopenia entre os homens pode ser explicada pelo fato de o declínio da força e da massa muscular ser mais acentuado entre eles, se comparados às mulheres 25. Apesar da perda seletiva de participantes, que pode ter resultado em uma subestimação da sarcopenia, as prevalências encontradas foram, ainda assim, maiores que as observadas em outro estudo brasileiro com idosos de São Paulo 26. Essa diferença pode ser resultado da utilização de diferentes critérios na avaliação da sarcopenia, além de características individuais dos indivíduos e/ou aspectos comportamentais e sociais relativos a cada localidade. No presente estudo, as mulheres que se mantiveram ingerindo álcool ou passaram a ingerir álcool apresentaram menos chances de ter sarcopenia. Alguns estudos 27,28 mostraram que a ingestão de álcool não foi fator de risco para a síndrome, sendo inclusive fator protetor, como no presente estudo. No entanto, Domiciano et al. 29 atestaram que idosos de São Paulo que consomem álcool tiveram 4,1 vezes mais chances de apresentar sarcopenia. O efeito benéfico da ingestão de bebida alcoólica pode ser devido ao baixo padrão de uso (quantidade e frequência). Dentre as mulheres do presente estudo que ingeriam ou passaram a ingerir álcool (n = 121; 30,95%), apenas 6,1% tinham consumo abusivo, ao passo que 24,81% tinham consumo não abusivo. Além disso, o consumo de álcool observado pode estar relacionado a maior interação social e a melhores condições de vida entre aquelas que o consomem, representando, assim, pequena porcentagem de idosas mais saudáveis e, por isso, menos propensas a apresentar sarcopenia. Em relação ao hábito de fumar, as mulheres que se mantiveram fumando ou passaram a fumar apresentaram mais chances de ter sarcopenia. Estudos prévios 30,31,32 mostram que o hábito de fumar é considerado fator de risco para a síndrome e que idosos que fumam possuem menor massa muscular apendicular quando comparados a outros que nunca fumaram. Esse resultado pode ser explicado pelo fato de que o uso do tabaco provoca degradação de proteínas do músculo esquelético 33 com efeito direto sobre o músculo ou na função vascular 34. O efeito pró-sarcopênico 35 do tabagismo está relacionado ao declínio substancial da massa e força musculares 36,37,38, repercutindo no declínio funcional e na perda de independência. No que se refere à prática de atividade física, as mulheres que se mantiveram insuficientemente ativas ou passaram a ser insuficientemente ativas apresentaram mais chances de ter sarcopenia. A inatividade física induz alterações nas características sistêmicas e celulares, resultando em atrofia muscular e deterioração da contratilidade muscular 39 e, juntamente com o processo de envelhecimento, pode haver atrofia muscular 40. É importante ressaltar que mesmo as mulheres ativas, mas que passaram a ser inativas, apresentaram mais chances de ter sarcopenia. Esse resultado ressalta a importância da continuidade na prática de atividades físicas ao longo do processo de envelhecimento. Este estudo apresenta algumas limitações. Primeiro, a utilização de características de mudança não permitiu estabelecer o momento exato em que determinada atividade foi iniciada ou encerrada pelo indivíduo. Segundo, as perdas referentes aos exames podem levar a viés de seleção, pois somente os idosos em melhores condições de saúde compareceram, o que pode subestimar a prevalência da sarcopenia. Outra limitação refere-se à utilização de medidas autorreferidas, o que pode acarretar viés de informação. Finalmente, o tipo de bebida alcoólica não questionada nas entrevistas não permitiu explicações mais claras sobre a associação encontrada. Dentre os pontos fortes do estudo, ressaltam-se a utilização de instrumentos validados e padronizados e o treinamento da equipe de campo. Além disso, a pesquisa envolveu dados de base populacional de idosos do Município de Florianópolis, onde a sarcopenia foi avaliada por meio do padrão ouro estabelecido na literatura, dificilmente utilizado em estudos populacionais no Brasil. As variáveis de mudança investigadas constituem condições e/ou hábitos de vida passíveis de intervenções e mudança. O hábito de fumar, a inatividade física e o baixo peso, fatores considerados de risco para sarcopenia, são alvos importantes no desenvolvimento de estratégias para promoção de saúde da população. Conclusão Para as mulheres, manter o consumo de álcool ou passar a ingeri-lo são pontos associados a menor chance de ter sarcopenia. Por outro lado, manter-se fumando ou passar a fumar e manter-se insuficientemente ativo ou passar a sê-lo foram práticas associadas a maiores chances de ter sarcopenia. Para os homens, não houve fator associado a sarcopenia. Esses resultados permitem observar que é possível, por meio do desenvolvimento de estratégias preventivas para os fatores de risco observados, reduzir a perda de massa muscular e, consequentemente, amenizar/controlar a prevalência de sarcopenia na população idosa. Essas condutas preventivas devem ser iniciadas desde a fase adulta, pois o processo de envelhecimento acarreta alterações na composição corporal. O desenvolvimento de políticas de saúde e de programas de intervenção baseados na prática da atividade física e na promoção de bons hábitos de vida podem amenizar os prejuízos causados pela sarcopenia na população idosa. Assim, essa população mantém-se mais independente, autônoma e com melhor qualidade de vida por mais tempo. Os resultados do presente estudo, em questão de saúde pública, repercutem em ações para aumentar os níveis de atividade física em todos os grupos etários e educacionais (maneiras específicas para os diferentes grupos). Observou-se que 48,5% das mulheres e 27,3% dos homens da amostra mantiveram-se ou tornaram-se insuficientemente ativos (níveis inferiores a 150 minutos de atividade física por semana, que é abaixo do recomendado). A realização de atividades físicas ou exercícios físicos que visem à promoção e à recuperação da força e massa muscular, como musculação e exercícios contra resistência, devem ser mais difundidos e estimulados entre os idosos. Em contrapartida, os exercícios aeróbicos não apresentam tal benefício de forma expressiva. Agradecimentos Agradecemos aos técnicos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis pelo auxílio na operacionalização deste estudo. Os autores agradecem aos participantes da pesquisa e à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes-REUNI) pela concessão de bolsa de doutorado de S. C. Confortin. Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq, processo número 569834/2008-2), agradecemos pelo apoio financeiro. Referências 1 1. Rosenberg IH. Summary comments: epidemiological and methodological problems in determining nutritional status of older persons. Am J Clin Nutr 1989; 50:1231-3. Rosenberg IH Summary comments epidemiological and methodological problems in determining nutritional status of older persons Am J Clin Nutr 1989 50 1231 1233 2 2. Cruz-Jentoft JA, Baeyens JP, Bauer JM, Boirie Y, Cederholm T, Landi F, et al. 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Eur J Sport Sci 2014 14 Supp 1 S98 108 ARTICLE Sarcopenia and its association with changes in socioeconomic, behavioral, and health factors: the EpiFloripa Elderly Study Confortin Susana Cararo 1 Ono Lariane Mortean 1 Barbosa Aline Rodrigues 1 d’Orsi Eleonora 1 1 Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Brasil. Correspondence S. C. Confortin Av. Madre Benvenuta 40, Florianópolis, SC 88036-500, Brasil. susanaconfortin@gmail.com Contributors S. C. Confortin, L. M. Ono, A. R. Barbosa and E. d’Orsi collaborated in the study design, data analysis and interpretation, and elaboration of the manuscript. All the authors contributed substantially to the critical revision and approval of the final version for publication. Abstract: This study aimed to verify the prevalence of sarcopenia and its association with changes in socioeconomic, behavioral, and health factors in the elderly. The longitudinal population-based study included 598 elderly (≥ 60 years) in Florianópolis, Santa Catarina State, in the South of Brazil. Sarcopenia was defined on the basis of appendicular skeletal mass index (ASMI) according to gender (ASMI < 7.26kg/m² for men and < 5.5kg/m² for women). We assessed changes that occurred between the two study waves (2009/2010 and 2013/2014) in relation to socioeconomic, behavioral, and health factors. Crude and adjusted logistic regression analyses were performed. Prevalence of sarcopenia was 17% in women (95%CI: 12.4-22.9) and 28.8% in men (95%CI: 21.3-37.7). In the final model, women that continued to consume or that started consuming alcohol (OR = 0.31; 95%CI: 0.11-0.91) showed lower odds of sarcopenia. Women who continued to smoke or that started smoking (OR = 2.55; 95%CI: 1.16-5.58) and/or that remained inactive or became insufficiently active (OR = 2.90; 95%CI: 1.44-5.84) showed higher odds of sarcopenia. For men, no change variable was associated with sarcopenia. The results suggest that continuing or starting to smoke and remaining or becoming physically inactive are preventable and modifiable risk factors for sarcopenia. Keywords: Sarcopenia Health of the Elderly Aged Behavior Socioeconomic Factors Introduction Sarcopenia was originally defined nearly three decades ago as a gradual reduction in skeletal muscle mass with advancing age 1. The European Working Group on Sarcopenia in Older People 2 recently incorporated into the loss of muscle mass the reduction in physical strength and function that occurs with the aging process. However, there is no universal working definition or diagnostic criterion for sarcopenia 2. Since loss of muscle mass and strength may not be simultaneous in the same individual 3, some studies disaggregate these characteristics 3,4, with loss of muscle mass verified by the appendicular skeletal mass index 5,6 (ASMI = appendicular skeletal mass (ASM) /height²), used as the diagnostic criterion for sarcopenia in population-based studies 7,8,9. Regardless of the working definition, sarcopenia should be assessed to determine its natural course and develop effective treatments for this syndrome. Sarcopenia contributes to adverse health outcomes such as functional incapacity, frailty, declining quality of life, and premature death 10,11. It can be considered a public health problem 7 due to its social implications including loneliness and need for care and its health policy impact 12, besides generating high costs for the health system 13. The prevalence of sarcopenia depends on the methodology employed in its identification and the characteristics of the study population, and it is more prevalent in men and in older individuals 14. In the elderly, prevalence of sarcopenia varies from 13% to 22.6% in women and from 19% to 26.8% in men 6,15, according to the method and cutoff proposed by Baumgartner et al. 7. In Brazil, data from a systematic review 16 on the topic showed that prevalence of sarcopenia was 20% in women and 12% in men. The etiology of sarcopenia is known to be multifactorial, that is, dependent on and resulting from multiple causes, probably interconnected, that intervene in its development and progression. These causes feature aging itself, genetic factors, sociodemographic factors, lifestyle, and certain health conditions 6,7. This complex causal model that combines diverse components dynamically constitutes the syndrome’s determinants. Technical and methodological differences in establishing the diagnosis also hinder the syndrome’s assessment, the comparison between studies, and the development of policies for the prevention and treatment of sarcopenia. The effects of changes in the socioeconomic, behavioral, and health-related factors on the syndrome have received relatively little attention in the population over 60 years of age. The analysis of changes in factors over a given time period can allow the identification of their impact on the health of the elderly and determine whether it is still possible to intervene in this stage of life in order to delay or reverse negative effects, allowing these individuals to live longer with independence, autonomy, and quality of life. The study also aims to verify the prevalence of sarcopenia and its association with changes over the course of three years in socioeconomic, behavioral, and health factors in elderly residents of Florianópolis, Santa Catarina State, Brazil. Methods Reference area and population The current study used as the reference population the elderly in the epidemiological survey entitled Health Conditions of the Elderly in Florianópolis: the EpiFloripa Elderly Study, using the EpiFloripa Elderly data for 2009/2010 as the baseline and with follow-up in 2013/2014 and the inclusion of complementary clinical exams in the study follow-up in 2014/2015. Details on the study site, population, and sampling have been published previously and will be presented here briefly 17. The sample consisted of 1,705 elderly in 2009/2010. Of these, 220 were excluded (217 deaths, 2 duplicates, and 1 with inconsistent age). Of the 1,485 elderly individuals eligible in 2013/2014, 159 were considered losses and there were 129 refusals. A total of 1,197 (80.6%) were interviewed at home, and of these, 604 (50.38%) completed the clinical exams. The analytical sample for this study was 598 elderly (6 excluded because they were bedridden and lacked adequate information from the DXA imaging tests). Data collection Data were collected with a structured instrument in face-to-face interviews. A personal digital assistant (PDA) was used in 2009/2010 and a netbook in 2013/2014, in which the data were recorded and stored. Data were collected from September 2009 to June 2010, a total of ten months. The study’s second wave was from December 2013 to October 2014. The interviewers received prior training to test the instrument and refine and calibrate the tests (precision and accuracy). The data’s consistency was verified weekly using simple frequencies and comparisons with the expected values. Noncongruent answers were identified, corrected by the supervisor and interviewer, and then returned to the person responsible for the final databank. Quality control used a short version of the questionnaire applied by telephone to 10% of the interviewees, randomly selected. Dependent variable Sarcopenia (yes or no) was identified by analysis of skeletal muscle mass using dual-energy X-ray absorptiometry or DXA (Model Lunar Prodigy Advance, General Electric, Diegem, Belgium) and defined by calculating the ASMI as proposed by Baumgartner et al. 7. The following formula was used: ASMI (kg/m2) = [lean muscle mass of the arms (kg) + lean muscle mass of the legs (kg)]/height2 (m). The criterion adopted for identifying sarcopenia was ASMI ≤ 2 standard deviations (SD) from the mean for the reference population (young adults from the Rosetta Study), by gender, as in Baumgartner et al. 7, with cutoff points for inadequate ASMI (kg/m2) (loss of muscle mass) defined as < 7.26kg/m² for men and < 5.5kg/m² for women. Independent variables (change) The independent variables were characterized as change variables, and baseline and follow-up data were used to categorize them, verifying how many elders remained in the same baseline category, how many changed, and to which categories they moved. (a) Socioeconomic: (i) work status (remained or started working, remained not working, or stopped working). (b) Behavioral: (i) consumption of alcoholic beverages [continued to not drink (never drank) or stopped consuming alcoholic beverages; continued or started consuming alcohol (non-abusive and abusive consumption)]. These data were verified by the first three questions from the Alcohol Use Disorders Identification Test (AUDIT) 18; (ii) smoking (continued not smoking or stopped smoking; continued or started smoking); (iii) leisure-time physical activity and commuting (yes: ≥ 150 minutes of physical activity per week; no: < 150 minutes of physical activity per week). Physical activity was measured by the long version of the International Physical Activity Questionnaire (IPAQ) 19 (remained or became physically active; remained or became physically inactive); and (iv) daily consumption of fruits and vegetables 20 (continued or started to consume < 5 portions per day; continued or started to consume ≥ 5 portions per day). (c) Health: (i) diseases (maintained the same number of diseases, developed one or more diseases, decreased the number of diseases) verified with the following question: “Has some physician or other health professional told you that you have ...?”. There were twelve options for diseases (questionnaire of the Brazilian National Household Sample Survey - PNAD); (ii) cognitive decline (no/yes), verified with the Mini-Mental State Examination (MMSE), was assessed as a decrease in the MMSE score from 2009 to 2013, where cognitive decline was defined as a reduction of four points or more 21; (iii) history of falls (no falls or stopped suffering falls versus continued or started to suffer falls), verified with the question, “Did you suffer any falls in the last year?”; (iv) depressive symtoms 22 (absence of depressive symptoms or stopped having depressive system; continued or started having depressive symptoms); and (v) mobility (perceived capacity for locomotion), identified by use of part of the Brazilian Questionnaire for Multidimensional Functional Assessment, adapted from the Old Americans Resources and Services questionnaire (BOMFAQ/OARS) 23. The questions asked about difficulty in performing three activities of daily living - walking on a level surface, climbing one flight of stairs, and walking near home - divided into four categories of possible answers: no difficulty, little difficulty, great difficulty, and does not perform the activity. For the analysis, the options were divided into two categories: some degree of difficulty with mobility (those with some or great difficulty or who cannot perform any of the activities) versus no difficulty with mobility, categorized as a change variable (continued or started not to have any difficulty versus continued or started to have some degree of difficulty). More details on the change variables prior to grouping (due to the low number in some categories) can be seen in a previous descriptive study 17. Adjustment variables (2013/2014) The adjustment variables were: age bracket (60-69; 70-79; or ≥ 80 years), years of schooling (none; 1-4; 5-8; 9-11; or ≥ 12); per capita income (≤ 1 minimum wage [MW]; > 1-3 MW; > 3-5 MW; > 5-10 MW; or > 10 MW [MW 2010: BRL 510.00]); marital status (married, single, divorced, or widow/widower); family arrangement (living alone, living with others of his/her generation, living with others of another generation); self-rated health status (obtained with the question “In general, would you say that your health is very good, good, fair, bad, or very bad?”) 24, categorized as negative (fair, bad, or very bad) versus positive (very good or good); social support (no or yes), investigated on the basis of an affirmative answer to one of these questions: “Has some friend or neighbor invited you to walk, cycle, or practice sports in your neighborhood?” and/or “Has someone in your family invited you to walk, cycle, or practice sports in your neighborhood?”; functional dependence in 15 activities of daily living (ADL) (no - difficulty in zero to three activities; yes - difficulty in four or more activities) 23. Data analysis Descriptive analyses were performed for all the variables. Prevalence rates and respective 95% confidence intervals (95%CI) were calculated for sarcopenia, based on the nature of exposures and according to gender. Crude and adjusted analyses used logistic regression, estimating the crude and adjusted odds ratios and respective 95%CI. In the adjusted analysis, the association between each independent variable and sarcopenia was controlled by the adjustment variables, considering three analytical models: Model 1 - adjusted by age, income, marital status, family income; Model 2 - adjusted by age, income, marital status, family income, smoking, alcohol intake, physical activity, and social support; Model 3 - adjusted by age, income, marital status, family income, smoking, alcohol intake, physical activity, social support, self-related health, functional dependence, cognitive decline, depressive symptoms, and diseases. Data analysis used Stata 13.0 (https://www.stata.com). All analyses considered the cluster sampling design effect, incorporating sampling weights with the svy command. Ethical issues The study project was approved by the Ethics Committee for Research in Human Subjects at Federal University of Santa Catarina, case review 526.123/2013, and participants signed a free and informed consent form. The authors had no conflicts of interest. Results The current study’s sample consisted of 598 individuals (63 to 93 years), of whom 391 women and 207 men, with mean ages of 72.5 years (± 6.24) and 72 years (± 6.35), respectively. The proportion of sarcopenia was 17% in women (95%CI: 12.4-22.9) and 28.8% in men (95%CI: 21.3-37.7). There were differences between the interviewees in the follow-up and those who had undergone the clinical tests. Individuals that appeared for the exams were younger (mean of 72.3 years versus 75.5 years; p ≤ 0.001), working at the time of the assessment (17% versus 7.6%; p ≤ 0.001), more physically active (30.4% versus 23.5%; p = 0.028), and less dependent (26% versus 34.6%; p = 0.046) and showed better cognitive function (78.6% versus 71.7%; p = 0.017) and lower prevalence of depressive symptoms (78.2% versus 83.5%; p = 0.035). There were no differences between the groups in the following variables: gender (p = 0.802), schooling (p = 0.125), income (p = 0.288), marital status (p = 0.188), and number of diseases (p = 0.609). Table 1 shows the distribution of women and men according to sociodemographic, behavioral, and health characteristics. The women were predominantly 70 to 79 years of age, with one to four years of schooling, with income > 1 to 3 times the minimum wage, widows, living with others of their own generation, with positive self-rated health, without functional dependence, and without social support. The men were predominantly younger (60-69 years), with 12 or more years of schooling, with income greater than ten times the minimum wage, married, living with others from their own generation, with positive self-rated health, without functional dependence, and without social support. Table 1 Description of the sample and prevalence of sarcopenia according to demographic, socioeconomic, behavioral, and health characteristics in the elderly. Florianópolis, Santa Catarina State, Brazil, 2013/2014. Variables Women Men n % % Sarcopenia n % % Sarcopenia Age group (years) [n = 598] 60-69 160 40.5 15.7 (8.3-27.8) 93 45.5 20.7 (11.4-34.5) 70-79 170 42.3 15.0 (9.4-23.2) 82 40.0 34.7 (24.0-47.3) ≥ 80 61 17.2 24.8 (12.7-42.7) 32 14.5 38.1 (21.0-58.8) Schooling (years) [n = 597] No formal schooling 26 6.2 8.9 (2.5-26.7) 14 5.3 38.3 (15.8-67.4) 1-4 155 39.2 17.1 (11.3-25.1) 60 24.5 31.9 (18.6-49.1) 5-8 72 18.4 14.2 (5.4-32.3) 34 20.2 31.3 (16.2-51.7) 9-11 70 18.5 19.3 (8.3-38.7) 24 16.9 38.2 (17.8-63.7) ≥ 12 67 17.7 20.1 (10.5-35.1) 75 33.1 18.7 (9.8-33.0) Per capita income in (minimum wages) [n = 579] ≤ 1 37 8.6 18.3 (6.8-40.6) 8 3.3 70.1 (32.0-92.12) > 1-3 122 35.3 15.9 (9.5-25.5) 48 22.3 35.4 (19.0-56.3) > 3-5 87 19.9 20.0 (11.2-33.1) 34 14.9 27.8 (14.8-46.1) > 5-10 91 24.3 20.4 (11.9-32.7) 49 28.2 30.7 (16.6-49.5) > 10 39 11.9 8.4 (3.0-21.3) 64 31.2 18.6 (9.4-33.5) Marital status [n = 598] Married 158 39.3 13.7 (7.7-23.3) 177 85.0 29.1 (21.4-38.1) Single 34 8.3 8.7 (3.1-22.2) 6 3.8 9.1 (21.4-38.1) Divorced 38 11.2 23.7 (11.9-41.8) 13 6.4 29.1 (8.9-63.2) Widow/Widower 161 41.2 19.9 (12.4-30.6) 11 4.8 40.2 (14.3-73.1) Family arrangement [n = 593] Living alone 104 28.8 12.1 (5.2-25.5) 21 10.5 31.1 (14.1-55.3) Living with others from their own generation 164 41.6 15.2 (9.2-24.1) 176 85.0 28.6 (21.2-37.2) Living with others from a different generation 119 29.6 25.8 (15.1-38.0) 9 4.5 30.4 (8.0-68.5) Social support [n = 587] No 205 52.8 15.1 (9.9-22.6) 115 57.0 27.7 (18.1-39.9) Yes 178 47.2 18.3 (10.8-29.5) 89 43.0 31.2 (20.4-44.5) Work status [n = 559] Kept working or started working 46 10.9 13.4 (6.1-27.1) 44 22.4 12.3 (4.6-29.2) Continued not working or stopped working 309 89.1 17.7 (12.4-24.7) 160 77.6 33.8 (25.5-43.2) Alcohol consumption [n = 597] Continued not consuming or stopped consuming alcohol 270 69.0 20.9 (16.7-28.9) 76 34.0 30.9 (10.1-44.3) Continued consuming or started consuming alcohol 121 31.0 8.3 (4.5-14.6) 130 66.0 26.8 (17.0-39.6) Smoking [n = 598] Continued not smoking or stopped smoking 300 74.7 14.4 (9.5-21.4) 75 31.0 27.9 (17.2-41.9) Continued smoking or started smoking 91 25.3 24.6 (15.2-37.2) 132 69.0 29.2 (20.7-39.5) Physical activity in leisure time and commuting [n = 597] Remained or became physically active 199 51.5 12.0 (7.3-19.2) 142 72.7 25.4 (17.0-36.1) Remained or became physically inactive 192 48.5 22.3 (15.4-31.1) 64 27.3 37.6 (22.3-56.0) Consumption of fruits and vegetables (portions daily) [n = 571] Consumed or started to consume < 5 293 79.3 18.3 (12.5-25.9) 168 85.5 27.8 (19.7-37.6) Consumed or started to consume ≥ 5 82 20.7 10.5 (4.80-21.6) 28 14.5 31.4 (13.8-56.6) Self-rated health [n = 587] Negative 184 46.9 17.0 (11.0-25.4) 58 29.0 31.8 (20.1-46.4) Positive 199 53.1 16.3 (9.9-25.7) 146 71.0 28.1 (18.6-40.0) Functional dependence [n = 595] No 276 70.4 19.7 (13.5-27.7) 167 82.1 27.9 (19.6-38.1) Yes 115 29.6 10.6 (6.0-18.0) 37 17.9 33.2 (19.2-50.9) Cognitive decline [n = 594] No 342 87.4 17.5 (12.7-23.6) 190 92.4 26.2 (19.1-34.8) Yes 46 12.6 15.1 (06.4-31.6) 16 7.6 62.3 (27.2-87.9) Falls in the last year [n = 598] No history of falls or stopped having falls 260 66.1 15.7 (10.8-22.2) 160 76.1 28.4 (20.6-37.8) History of falls or started having falls 131 33.9 19.5 (11.9-30.4) 47 23.9 30.1 (16.3-48.8) Depressive symptoms [n = 569) None or stopped having symptoms 297 81.1 16.4 (11.2-23.3) 179 88.9 27.6 (20.3-36.3) History or started having symptoms 75 18.9 19.7 (10.7-33.5) 18 11.1 36.1 (12.5-69.0) Disease history [n = 596] Maintained the same number of diseases 146 37.7 11.7 (7.2-18.4) 74 37.7 22.9 (13.6-36.1) Developed one or more new diseases 145 38.2 19.4 (11.5-30.9) 85 40.4 34.3 (22.4-48.5) Decreased the number of diseases 98 24.1 21.7 (13.2-33.7) 48 21.9 28.9 (17.2-44.2) Mobility [n = 598] No history or stopped having difficulty 193 48.4 17.8 (11.6-26.3) 147 71.8 29.0 (19.8-40.3) History of difficulty or started having difficulty 198 51.6 16.2 (11.1-23.2) 60 28.2 28.4 (17.6-42.5) For the change variables, in both women and men, the highest prevalence was of elderly that continued not to work or that stopped working, remained or became physically active, and continued or started to consume fewer than 5 portions a day of fruits and vegetables. Proportionally more elderly had not experienced cognitive decline, either had no falls or no longer suffered falls, and had either shown no depressive symptoms or no longer had them. Proportionally more elders had developed one or more new chronic conditions. There were higher prevalence rates of women who continued not to consume alcohol or who stopped consuming alcohol and who continued not to smoke or who stopped smoking. Men showed the opposite pattern to that of women for both drinking and smoking (Table 1). Tables 2 and 3 show the results of the associations between sarcopenia and socioeconomic, behavioral, and health characteristics for women and men, respectively. In the crude analysis, continuing or starting to consume alcohol (OR = 0.34; 95%CI: 0.16-0.73) reduced the odds of women having sarcopenia. Continuing to be inactive or becoming insufficiently active (OR = 2.10; 95%CI: 1.07-4.12) and reduction in the number of diseases (OR = 2.10; 95%CI: 1.02-4.34) were associated with higher odds of sarcopenia. In Models 1 and 2, for women, continuing not to consume alcohol or stopping alcohol consumption and remaining inactive or becoming insufficiently active continued to be associated with sarcopenia. The number of diseases was only associated with sarcopenia in Model 1. Table 2 Crude and adjusted analysis of factors associated with sarcopenia in women. Florianópolis, Santa Catarina State, Brazil, 2013/2014. Variables Crude analysis Model 1 Model 2 Model 3 OR (95%CI) OR (95%CI) OR (95%CI) OR (95%CI) Work status Kept working or started working 1.00 1.00 1.00 1.00 Continued not working or stopped working 1.39 (0.54-3.55) 1.47 (0.50-4.30) 1.40 (0.44-4.50) 1.84 (0.56-6.10) Alcohol consumption Continued not consuming or stopped consuming alcohol 1.00 1.00 1.00 1.00 Continued consuming or started consuming alcohol 0.34 (0.16-0.73) 0.30 (0.11-0.81) 0.32 (0.11-0.86) 0.31 (0.11-0.91) Smoking Continued not smoking or stopped smoking 1.00 1.00 1.00 1.00 Continued smoking or started smoking 1.93 (0.87-4.32) 2.03 (0.89-4.66) 2.31 (0.99-5.39) 2.55 (1.16-5.58) Physical activity Remained or became physically active 1.00 1.00 1.00 1.00 Remained or became physically inactive 2.10 (1.07-4.12) 2.34 (1.22-4.49) 2.32 (1.21-4.43) 2.90 (1.44-5.84) Consumption of fruits and vegetables (portions daily) Consumed or started to consume < 5 1.00 1.00 1.00 1.00 Consumed or started to consume ≥ 5 0.53 (0.20-1.34) 0.46 (0.18-1.1) 0.43 (0.17-1.12) 0.42 (0.15-1.17) Cognitive decline No 1.00 1.00 1.00 1.00 Yes 0.84 (0.32-2.18) 0.82 (0.33-2.09) 0.81 (0.32-2.02) 0.75 (0.27-2.09) Falls No history of falls or stopped having falls 1.00 1.00 1.00 1.00 History of falls or started having falls 1.31 (0.66-2.56) 1.25 (0.63-2.49) 1.14 (0.51-2.54) 1.36 (0.62-2.96) Depressive symptoms None or stopped having symptoms 1.00 1.00 1.00 1.00 History or started having symptoms 1.25 (0.55-2.86) 1.08 (0.47-2.49) 0.90 (0.39-2.07) 1.38 (0.60-3.17) Disease history Maintained the same number of diseases 1.00 1.00 1.00 1.00 Developed one or more new diseases 1.82 (0.76-4.35) 2.02 (0.85-4.80) 1.80 (0.73-4.48) 1.52 (0.65-3.54) Decreased the number of diseases 2.10 (1.02-4.34) 2.20 (1.01-4.79) 2.29 (0.98-5.34) 2.18 (0.89-5.35) Mobility No difficulty or stopped having difficulty 1.00 1.00 1.00 1.00 History of difficulty or started having difficulty 0.89 (0.50-1.60) 0.91 (0.52-1.59) 0.67 (0.38-1.16) 1.20 (0.53-2.71) 95%CI: 95% confidence interval; OR: odds ratio. Note: Model 1 - age, schooling, income, marital status, and family arrangement; Model 2 - age, schooling, income, marital status, family arrangement, smoking, alcohol consumption, physical activity, and social support; Model 3 (final) - adjusted for all the variables above plus self-rated health, dependence in activities of daily living, cognitive decline, depressive symptoms, and disease history. Table 3 Crude and adjusted analysis of factors associated with sarcopenia in men. Florianópolis, Santa Catarina State, Brazil, 2013/2014. Variables Crude analysis Model 1 Model 2 Model 3 OR (95%CI) OR (95%CI) OR (95%CI) OR (95%CI) Work status Kept working or started working 1.00 1.00 1.00 1.00 Continued not working or stopped working 3.63 (1.22-10.79) 2.80 (0.95-8.18) 2.72 (0.93-7.91) 2.78 (0.87-8.92) Alcohol consumption Continued not consuming or stopped consuming alcohol 1.00 1.00 1.00 1.00 Continued consuming or started consuming alcohol 0.82 (0.34-1.94) 1.04 (0.39-2.75) 1.00 (0.37-2.63) 0.95 (0.35-2.56) Smoking Continued not smoking or stopped smoking 1.00 1.00 1.00 1.00 Continued smoking or started smoking 1.07 (0.53-2.14) 1.10(0.52-2.32) 0.95 (0.45-2.01) 1.05 (0.46-2.38) Physical activity, inverted Remained or became physically active 1.00 1.00 1.00 1.00 Remained or became physically inactive 1.77 (0.66-4.70) 1.94 (0.72-5.20) 2.08 (0.77-5.64) 1.75 (0.63-4.84) Consumption of fruits and vegetables (portions daily) Consumed or started to consume < 5 1.00 1.00 1.00 1.00 Consumed or started to consume ≥ 5 1.19 (0.39-3.59) 1.37 (0.41-4.56) 1.29 (0.33-5.07) 1.07 (0.27-4.25) Cognitive decline No 1.00 1.00 1.00 1.00 Yes 4.65 (1.01-21.57) 3.92 (0.88-17.68) 3.92 (0.88-17.52) 3.84 (0.85-17.2) Falls No history of falls or stopped having falls 1.00 1.00 1.00 1.00 History of falls or started having falls 1.09 (0.47-2.52) 0.95 (0.37-2.44) 0.95 (0.41-2.19) 0.91 (0.41-2.03) Depressive symptoms None or stopped having symptoms 1.00 1.00 1.00 1.00 History or started having symptoms 1.48 (0.38-5.77) 1.21 (0.33-4.41) 0.99 (0.29-3.43) 1.01 (0.25-4.05) Disease history Maintained the same number of diseases 1.00 1.00 1.00 1.00 Developed one or more new diseases 1.75 (0.70-4.40) 2.08 (0.77-5.62) 1.78 (0.67-4.76) 1.66 (0.62-4.47) Decreased the number of diseases 1.36 (0.62-4.40) 1.56 (0.70-3.58) 1.23 (0.46-3.26) 1.29 (0.47-3.58) Mobility No difficulty or stopped having difficulty 1.00 1.00 1.00 1.00 History of difficulty or started having difficulty 0.97 (0.44-2.17) 0.81 (0.39-1.72) 0.79 (0.33-1.90) 0.61 (0.15-2.46) 95%CI: 95% confidence interval; OR: odds ratio. Note: Model 1 - age, schooling, income, marital status, and family arrangement. Model 2 - age, schooling, income, marital status, family arrangement, smoking, alcohol consumption, physical activity, and social support; Model 3 (final) - adjusted for all the variables above plus self-rated health, dependence in activities of daily living, cognitive decline, depressive symptoms, and disease history. In Model 3, women who continued or began to consume alcohol showed 0.69 times lower odds (OR = 0.31; 95%CI: 0.11-0.91) of presenting sarcopenia. Those who remained or became insufficiently active showed 2.90 times higher odds (95%CI: 1.44-5.84) of sarcopenia. Those who continued to smoke or started smoking showed 2.55 higher odds (95%CI: 1.16-5.58) of sarcopenia, only in Model 3. In the crude analysis, men that remained inactive or that stopped working (OR = 3.63; 95%CI: 1.22-10.79) and those with cognitive decline (OR = 4.65; 95%CI: 1.01-21.57) showed higher odds of sarcopenia. After applying the adjustment variables in Models 1, 2, and 3, these variables did not remain associated (Table 3). Discussion In the current study, the prevalence rates for sarcopenia in women and men were 17% (95%CI: 12.40-22.87) and 28.8% (95%CI: 21.35-37.67), respectively. The estimated prevalence of sarcopenia was thus higher in men, corroborating a previous study 6 using the same criteria and cutoff points as our study. Dufour et al. 6 assessed 274 men and 493 women in Framingham, Massachusettsm USA (72-92 years of age), in whom the prevalence of sarcopenia was 19% and 13%, respectively. The higher prevalence of sarcopenia in men can be explained by the fact that the decline in muscle strength and muscle mass is more severe in men than in women 25. Despite the selective loss of participants, which may have resulted in underestimation of sarcopenia, the prevalence rates were higher than those observed in another Brazilian study of the elderly in São Paulo 26. This difference may result from the use of different criteria to assess sarcopenia, besides individual characteristics and/or behavioral and social aspects in each location. In the current study, women that continued or started to consume alcohol showed lower odds of sarcopenia. Some studies 27,28 have shown that alcohol consumption is not a risk factor for sarcopenia, and even that it acts as a protective factor, as in the current study. However, Domiciano et al. 29 found that elderly in São Paulo that consumed alcohol had 4.1 times higher odds of sarcopenia. The beneficial effect of alcohol intake may be due to a pattern of low use (amount and frequency). Among the women in the current study that already consumed or started to consume alcohol (n = 121; 30.95%), only 6.1% reported abusive use, while 24.81% reported non-abusive consumption. In addition, the observed alcohol consumption may be associated with greater social interaction and better living conditions among women that consume, thus representing a small percentage of healthier elderly women who are less prone to sarcopenia. In relation to smoking, women that continued or started to smoke showed higher odds of sarcopenia. Previous studies 30,31,32 have shown that smoking is a risk factor for sarcopenia and that elderly smokers have less appendicular skeletal mass when compared to those who have never smoked. This may be explained by the fact that smoking causes breakdown of skeletal muscle proteins 33, with a direct effect on muscle or vascular function 34. Smoking’s sarcopenic effect 35 is related to a substantial decline in muscle mass and strength 36,37,38, leading to functional decline and loss of independence. As for physical activity, women that remained or became insufficiently active showed higher odds of sarcopenia. Physical inactivity induces alterations in systemic and cellular characteristics, resulting in muscle atrophy and declining muscle contractility 39, which can combine with the aging to lead to muscle atrophy 40. Previously active women that became inactive showed higher odds of sarcopenia, highlighting the importance of physical activity throughout the aging process. The study has some limitations. First, it used characteristics of change that did not allow determining the exact moment in which a given activity was started or stopped by the individual. Second, the losses pertaining to tests may have led to a selection bias, since only the elderly in better health appeared for testing, which may have underestimated the prevalence of sarcopenia. Another limitation was the use of self-reported measures, potentially entailing an information bias. Finally, the fact that participants were not asked about types of alcoholic beverages prevents a clearer explanation of the observed association. The study’s strengths feature the use of validated and standardized instruments and training of the fieldwork team. The study also used a population database of elderly of the city of Florianópolis, where sarcopenia was assessed with the gold standard established in the literature, rarely used in population studies in Brazil. The change variables studied here were living conditions or habits that are amenable to interventions and change. Smoking, physical inactivity, and underweight, considered risk factors for sarcopenia, are important targets for the development of health promotion strategies. Conclusion For women, continuing or starting to consume alcohol was associated with lower odds of sarcopenia. Meanwhile, continuing or starting to smoke and remaining or becoming insufficiently active were associated with higher odds of sarcopenia. For men, no factor was associated with sarcopenia. These results indicate that preventive strategies against the observed risk factors may reduce the loss of muscle mass and thus mitigate or control the prevalence of sarcopenia in the elderly. These preventive approaches should start earlier in adulthood, since aging involves alterations in body composition. Health policies and intervention programs based on physical activity and the promotion of healthy habits can protect against the harms caused by sarcopenia in the elderly population, who can thus remain more independent and autonomous and enjoy better quality of life longer. The study’s results in terms of public health can back measures to increase physical activity in all age and schooling groups (with specific approaches for various groups). The study found that 48.5% of the women and 27.3% of the men in the sample remained or became insufficiently active (with less than 150 minutes of physical activity per week, which is below the recommended level). Physical activities or physical exercise aimed at recovering muscle strength and skeletal mass, such as bodybuilding and resistance training, should be publicized and encouraged among the elderly. Meanwhile, aerobic exercises do not present the same significant benefits. Acknowledgments The authors wish to thank the staff of the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE) and the Florianópolis Municipal Health Department for their assistance with the study, the study participants, the Brazilian Graduate Studies Coordinating Board (Capes-REUNI) for the PhD scholarship to S. C. Confortin, and the Brazilian National Research Council (CNPq, grant number 569834/2008-2) for the financial support.
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