Este artigo articula a análise do discurso, a memória social e a perspectiva crítica das humanidades digitais para discutir a formação docente voltada à mediação de tópicos controversos. A partir de pesquisa-ação em uma escola brasileira (2023-2025), sustentamos que enfrentar a polarização exige deslocar o modo como o docente ocupa sua posição-sujeito e explicitar os regimes de verdade na escola. Propomos a mediação discursiva como categoria que articula formações discursivas em disputa e condições institucionais para o dissenso. A análise de seis perfis, ilustrados por episódios, evidencia estratégias entre a neutralidade impossível e o engajamento ético; o preparo autoavaliado dos docentes passou de 30,3% para 69,3%, resultando em uma política institucional de abordagem do dissenso.
Palavras-chave
Mediação discursiva; Análise do discurso; Memória social; Formação docente; Tópicos controversos