hb
Horticultura Brasileira
Hortic. Bras.
0102-0536
1806-9991
Associação Brasileira de Horticultura
Vitoria da Conquista, BA, Brazil
The occurrence of effects of cultivation conditions on the postharvest quality and conservation of fruits is already known, but the studies are scarce, in the literature, which relate the use of irrigation with postharvest quality and conservation of melon. Thus, the objective was to evaluate the irrigation effect in the postharvest conservation of Piel de Sapo melon. An experiment was carried out in Mossoró, Rio Grande do Norte state, Brazil, from September to December 2004 in which three irrigation levels tested: L1= 281 mm, L2= 349 mm and L3= 423 mm, the soil being fertilized according to the crop needs. The fruits were harvested at physiological maturity (60 days after transplantation). After the harvest, the fruits were transported to the laboratory of the Universidade Federal Rural do Semiárido, where the fruits were washed and selected. A sampe was evaluated previously and the other fruits were identified and placed in cardboard boxes. They were stored in a cooler with temperature at 10+1ºC and 85+2% RH where they remained for 35 days. The experimental design was completely randomized in a 3x2 factorial, representing respectively three irrigation levels (L1, L2 and L3) and two fruits storage periods (0 and 35 days), with five replications. Significant differences were detected between the irrigation levels and storage time to vitamin C. There occurred an increase on the pH value and a decrease on vitamin C content and on fruits pulp firmness with higher irrigation levels. The pulp firmness, acidity and soluble solids of fruits decreased after storage time.
COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA SCIENTIFIC COMMUNICATION
Efeito da lâmina de irrigação na conservação pós-colheita de melão Pele de Sapo
Irrigation effect in the postharvest conservation of Piel de Sapo melon
José Francismar de Medeiros; Edna MM Aroucha; Indalécio Dutra; Sérgio WP Chaves; Marcelo S de Souza
UFERSA, C. Postal 137, 59625-900 Mossoró-RN; jfmedeir@ufersa.edu.br; aroucha@ufersa.edu.br; idutra@ufersa.edu.br; swchaves@ufersa.edu.br; sobreira@gmail.com
RESUMO
Sabe-se que há influência das condições de cultivo na qualidade e conservação pós-colheita dos frutos, sendo escassos na literatura os trabalhos que relacionem o uso de lâmina de irrigação com a qualidade e conservação pós-colheita do melão. Assim, objetivou-se avaliar o efeito da lâmina de irrigação na conservação pós-colheita de melão Pele de Sapo. Para isto, conduziu-se um experimento em uma área localizada no município de Mossoró (RN), de setembro a dezembro de 2004. O ensaio consistiu do plantio do meloeiro utilizando três lâminas de irrigação L1= 281 mm, L2= 349 e L3= 423 mm, com solo adubado seguindo a exigência da cultura. Os frutos foram colhidos na maturidade fisiológica (60 dias após o transplantio). Em seguida foram transportados para o Laboratório de Pós-colheita da UFERSA, onde se procederam à seleção e lavagem. Uma amostragem dos frutos foi avaliada previamente e os demais foram identificados, embalados e armazenados em câmara refrigerada com temperatura regulada a 10±1ºC e 85±2% UR por 35 dias. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, em esquema fatorial 3x2 constituindo-se respectivamente três lâminas de irrigação (L1, L2 e L3) e dois períodos de armazenamento dos frutos (0 e 35 dias), com seis repetições. Verificou-se interação significativa entre lâminas de irrigação e tempo de conservação para vitamina C. Houve acréscimo do pH e diminuição da vitamina C e firmeza de polpa com o incremento da lâmina de irrigação. A firmeza da polpa, acidez e sólidos solúveis dos frutos diminuíram após o período de armazenamento.
Palavras-chave:Cucumis melo, fisiologia pós-colheita, armazenamento, vitamina C, ºBrix.
ABSTRACT
The occurrence of effects of cultivation conditions on the postharvest quality and conservation of fruits is already known, but the studies are scarce, in the literature, which relate the use of irrigation with postharvest quality and conservation of melon. Thus, the objective was to evaluate the irrigation effect in the postharvest conservation of Piel de Sapo melon. An experiment was carried out in Mossoró, Rio Grande do Norte state, Brazil, from September to December 2004 in which three irrigation levels tested: L1= 281 mm, L2= 349 mm and L3= 423 mm, the soil being fertilized according to the crop needs. The fruits were harvested at physiological maturity (60 days after transplantation). After the harvest, the fruits were transported to the laboratory of the Universidade Federal Rural do Semiárido, where the fruits were washed and selected. A sampe was evaluated previously and the other fruits were identified and placed in cardboard boxes. They were stored in a cooler with temperature at 10+1ºC and 85+2% RH where they remained for 35 days. The experimental design was completely randomized in a 3x2 factorial, representing respectively three irrigation levels (L1, L2 and L3) and two fruits storage periods (0 and 35 days), with five replications. Significant differences were detected between the irrigation levels and storage time to vitamin C. There occurred an increase on the pH value and a decrease on vitamin C content and on fruits pulp firmness with higher irrigation levels. The pulp firmness, acidity and soluble solids of fruits decreased after storage time.
Keywords:Cucumis melo, postharvest physiology, storage, vitamin C, ºBrix.
A região Nordeste do Brasil, por apresentar condições ótimas de cultivo, clima semi-árido e alta luminosidade, é responsável pela maior quantidade de melão (Cucumis melo) produzido no país. Atualmente é uma das culturas mais importantes do Rio Grande do Norte com 32% da produção nordestina, seguido de Ceará e Bahia com 54% e 7%, respectivamente (IBGE, 2010).
A área explorada com irrigação no Nordeste, segundo o Censo Agropecuário de 2006, é de 985.000 ha, mas com potencial de se expandir de forma sustentável para 1.304.000 ha (MI, 2012). No Rio Grande do Norte, a região do Pólo Agrícola Mossoró/Assu, devido às condições edafoclimáticas e à presença de águas superficiais represadas e subterrâneas, tem se destacado pelo cultivo de fruteiras tropicais e olerícolas irrigadas, inclusive o melão, produzindo tanto para o mercado interno quanto externo.
As condições ambientais que favorecem o cultivo do meloeiro estão relacionadas aos fatores climáticos temperatura, umidade relativa e luminosidade. A combinação de alta temperatura, de 25 a 35°C, com alta luminosidade, na faixa de 2.000 a 3.000 horas/ano, e baixa umidade relativa, entre 65 e 75%, favorece ao estabelecimento do meloeiro e ao aumento de produtividade com maior número de frutos de qualidade comercial (aumenta o conteúdo de açúcares, melhora o aroma, o sabor e a consistência dos frutos) (Costa, 2012).
A importância nutricional é outro fator que favorece o cultivo do meloeiro. Normalmente, na adubação orgânica do melão, recomenda-se 20 m3 ha-1 de esterco de curral bem curtido ou 2.000 kg ha-1 de torta de mamona, também bem curtida. Como adubação mineral, recomenda-se 40 kg ha-1 de N e doses de 40 a 160 kg ha-1 de P2O5 e K2O, conforme a análise do solo, a serem aplicados em fundação, antes do plantio. Para adubação de cobertura, o período de aplicação de nitrogênio via água de irrigação para o meloeiro é de até 42 dias após a germinação, enquanto, que o potássio vai até os 55 dias após a germinação com as doses de 100 kg ha-1 de N e 90 kg ha-1 de K2O (Costa, 2012).
A agricultura irrigada depende da quantidade e da qualidade da água. A utilização eficiente da água está se tornando cada vez mais importante devido à escassez de recursos hídricos na região e ao elevado custo da energia, o que torna cada vez mais necessário o uso de metodologias apropriadas ao manejo racional do uso da água.
Para Medeiros et al. (2003), a maioria das culturas exploradas na região semiárida é classificada como sensível a moderadamente sensível à salinidade. Dessa forma é importante estabelecer o manejo adequado das plantas, solo e sistemas de irrigação. Em qualquer condição de estresse a planta responde a esse efeito sobre a produtividade e principalmente sobre a qualidade dos frutos.
A utilização de lâmina reduzida de irrigação tem sido uma forma de manejo da água de irrigação em regiões semiáridas que visam otimizar o uso da água, mas pode implicar muitas vezes em menor produtividade de frutos (Medeiros et al., 2007; Saldanha, 2004), mas frutos com maior teor de sólidos solúveis (Andrade Júnior et al., 2001). Enquanto, as lâminas altas, embora possam aumentar a produtividade, conduzem ao aparecimento de frutos rachados (Filgueiras et al., 2000) e frutos com menor teor de sólidos solúveis (Medeiros et al., 2000). Para a exportação do melão Pele de Sapo, a aparência externa juntamente com o peso dos frutos e teor de sólidos solúveis são características importantes utilizadas pelas empresas agrícolas.
Os melões produzidos comercialmente pertencem a dois grupos botânicos: Cucumis melo inodorus e C. melo cantaloupensis, que correspondem, respectivamente, aos melões inodoros e aos melões aromáticos. O melão Pele de Sapo (inodoro) é um fruto de tamanho grande, com a polpa verde, consistência firme, é resistente às condições de transporte e tem maior vida útil pós-colheita (Menezes et al., 2000).
A exportação de melão do grupo inodorus ao contrário do grupo cantaloupensis, requer apenas o uso de frio. Atualmente são transportados em contêineres refrigerados, uma técnica eficiente e bastante difundida na cadeia de comercialização de frutas e hortaliças. Para o melão Pele de Sapo, o armazenamento dos frutos a temperatura de 10±1ºC mantém o fruto sob bom estado de conservação até cerca de 42 dias, semelhante ao melão amarelo (Tomaz et al., 2009).
Entretanto, as características dos frutos ao longo do período de armazenamento podem ser alteradas em níveis diferentes, dependendo das condições de cultivo que as plantas foram conduzidas (Danner et al., 2009, Hojo et al., 2009).
Levando em consideração a importância da irrigação na produção do melão, este trabalho teve por objetivo avaliar o efeito de lâminas de irrigação na conservação pós-colheita de melão Pele de Sapo.
MATERIAL E MÉTODOS
O experimento foi conduzido de setembro a dezembro de 2004 em área localizada no município de Mossoró (4º54'16"S, 37º22'00''W, altitude 30 m). O clima da região, de acordo com a classificação de Koeppen, é do tipo BSwh', ou seja , quente e seco; com precipitação pluviométrica bastante irregular, média anual de 673,9 mm; temperatura de 27°C e umidade relativa do ar média de 68,9% (Carmo Filho & Oliveira, 1989).
O solo da área foi classificado como Argissolo Vermelho-Amarelo Eutrófico latossólico (EMBRAPA, 1999) com as características: Ca= 2,75, Mg= 1,35, K= 0,47, Na= 0,041, Al= 0,0 (em cmolc dm-3) e P= 1,92 mg dm-3, pH= 7,6. A água de irrigação foi proveniente de poço que explora o aqüífero calcário Jandaíra, que apresenta as seguintes características: CE= 2,7 dS m-1, pH= 7,0, Ca= 9,0, Mg= 4,7, K= 0,12, Na= 14,8, Cl= 16,8, HCO= 7,0 e CO3= 0,4 (em mmolc dm-3).
O trabalho foi dividido em duas etapas: campo e laboratório. No campo, foram instalados três experimentos numa mesma área e conduzidos ao mesmo tempo, utilizando-se em cada experimento uma lâmina de irrigação diferente. O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados num arranjo fatorial 3 x 3 + 2 em quatro repetições. Os tratamentos do fatorial consistiram da combinação de três doses de nitrogênio e três doses de potássio, acrescentando dois tratamentos adicionais, via fertirrigação. Na etapa de laboratório, foi selecionado o tratamento que corresponde às doses de N e K adotadas pelos produtores da região, para cada experimento de lâmina de irrigação. Na segunda etapa, o delineamento experimental utilizado foi inteiramente casualizado, em esquema fatorial 3 x 2 constituindo-se respectivamente de três lâminas de irrigação (L1, L2 e L3) e dois períodos de armazenamento dos frutos (0 e 35 dias), com seis repetições.
A adubação de plantio foi realizada tomando-se como base as adubações usualmente utilizadas pelos produtores de melão da região sendo aplicados os seguintes produtos: fosfato monoamônio (MAP, 10-52-00), correspondendo a 39 kg ha-1 de N e 203 kg ha-1 de P2O5, e do composto natural BioAtivo® (0-12-0), equivalente a 93,75 kg ha-1 de P2O5, totalizando 296,75 kg ha-1 de P2O5. O complemento nutricional do fósforo foi realizado via fertirrigação utilizando-se ácido fosfórico, no total de 148,6 kg ha-1 de P2O5. As fontes de N e K2O utilizadas em cobertura via fertirrigação foram uréia, ácido nítrico, cloreto de potássio e sulfato de potássio, correspondendo a 140 kg ha-1 de N e 260 kg ha-1 de K2O.
A cultivar de melão do grupo inodorus utilizada foi 'Sancho', do tipo Pele de Sapo. A semeadura foi realizada em bandejas de 128 células e aos 11 dias após a semeadura (DAS), as mudas foram transplantadas para o campo. O espaçamento utilizado para plantio em campo foi de 1,85 x 0,4 m, com uma muda por cova, resultando numa população de 13.514 plantas ha-1.
O sistema de irrigação foi o localizado por gotejamento, utilizando um gotejador por planta. Estas plantas foram cultivadas sob o regime de três lâminas de irrigação, onde foram definidas em função da necessidade total de irrigação (NTI), sendo L1= 0,7.NTI, L2== 0,9.NTI e L3= 1,1.NTI, (281, 349 e 423 mm, respectivamente). A NTI foi calculada diariamente a partir da estimativa da evapotranspiração da cultura (ETc) utilizando a metodologia do coeficiente de cultura dual, segundo Allen et al. (2006) e os dados climáticos referentes ao período de condução do experimento, obtidos na estação meteorológica da UFERSA. Os valores médios mensais das variáveis climáticas foram: temperatura média de 28,6°C (±0,1); umidade relativa média do ar de 61,8% (±2,9); número de horas de insolação de 10,2 h dia-1 (±0,8); precipitação pluviométrica de 0 mm; velocidade do vento a 10 m de 6,1 m s-1 (±0,4) e evapotranspiração de referência de 7,3 mm dia-1 (±0,4). Além disso, adotou-se uma eficiência de aplicação de água de 91%, com base na avaliação do sistema de irrigação.
Os melões foram colhidos aos 60 dias após o transplantio (DAT), quando atingiram a maturidade fisiológica, tamanho, peso e coloração da casca, característicos da cultivar. Em seguida foram transportados para o Laboratório de Pós-Colheita da UFERSA, onde foram caracterizados previamente por meio de amostragem de 12 frutos de cada tratamento. Após a limpeza, pesagem e identificação os frutos foram armazenados por um período de 35 dias em câmara de refrigeração regulada a 10±1ºC e 85±2% UR, com o intuito de verificar o efeito das lâminas de irrigação no período de comercialização final.
Foram avaliadas as características dos frutos: Firmeza da polpa (Firm) [divisão longitudinal do fruto em duas partes e, em cada uma delas, realização de duas leituras na polpa, em locais opostos na região equatorial, com penetrômetro marca McCormick, modelo FT 327 analógico (ponteira de 8 mm de diâmetro); resultados expressos em Newton (N)]; Acidez titulável (AT) (titulação de uma alíquota do suco com solução de NaOH a 0,1N, na presença do indicador fenolftaleína a 1%; resultados expressos em % de ácido cítrico); Potencial hidrogeniônico (pH) (determinado no suco em duplicata, utilizando-se potenciômetro digital da marca Marte, modelo MB-10); Sólidos solúveis (SS) (realizado utilizando refratômetro digital modelo PR-100 Palette (Attago Co. Ltd., Japan), com correção automática de temperatura e leitura na faixa de 0 a 32 ºBrix); Açúcares solúveis totais (AST) (obtidos segundo metodologia de Yemn; Willis (1954); Vitamina C (determinada pelo método titulométrico com DFI e a relação SS/AT, foi efetuada após divisão do teor de SS pela porcentagem de AT).
Os dados foram submetidos à análise da variância, teste de Tukey a 5% de probabilidade e análise do desdobramento. As analises foram realizadas utilizando o software SISVAR.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Observou-se efeito de lâminas de irrigação para as características firmeza de polpa, pH e vitamina C. Verificou-se efeito de período de armazenamento para quase todas as características estudadas, as únicas exceções foram vitamina C e açúcares solúveis totais. Houve interação significativa entre os fatores lâminas de irrigação e período de armazenamento somente para a característica vitamina C, indicando comportamento diferenciado dos dois níveis do fator lâmina de irrigação nos diferentes períodos de armazenamento. A presença da interação evidencia a dependência entre os dois fatores e exige um estudo mais aprofundado pelo desdobramento dos níveis de um fator em função dos níveis de um segundo fator. Por outro lado, a ausência da interação permite que os dois fatores sejam estudados independentemente.
Na Tabela 1, verificou-se decréscimo da vitamina C no final do armazenamento (35 dias) apenas para o tratamento com menor lâmina de irrigação (Tabela 1). Mesmo com maior média de vitamina C no tempo 0 dias, verificou-se nos frutos submetidos à lâmina de irrigação de 281 mm maior decréscimo por unidade de tempo quando comparado aos frutos cultivados com as lâminas de irrigação de 349 e 423 mm. Porém, esse fato não resultou em maior redução de vitamina C ao final do tempo de armazenamento. Por outro lado, apesar dos frutos oriundos das lâminas de irrigação de 348 e 423 mm, apresentarem no tempo 0 menor teor de vitamina C, aos 35 dias de armazenamento os teores de vitamina C de todos os tratamentos foram semelhantes. O aumento da vitamina C verificado, aos 35 dias, nos frutos provenientes da maior lâmina de irrigação (423 mm) está relacionado, possivelmente, a um efeito diluidor da maior lâmina, no tempo 0, com uma possível perda de massa durante o período de armazenamento dos frutos.
Em estudos realizados com melão rendilhado (Cucumis melo) híbridos 'Maxim', 'Bônus n°2', 'Shinju 200', 'Fantasy' e 'Louis', em função do sistema de cultivo (substrato e solo), Vargas et al. (2008) observaram que o conteúdo de vitamina C médio foi de 15,77 mg de vitamina C/100 mL, no cultivo em solo.
Não obstante a redução da vitamina C com o armazenamento dos frutos, aos 35 dias, nenhuma lâmina de irrigação resultou em frutos com concentração de vitamina C insignificante. Da mesma forma, Souza et al. (2008) verificaram em melão Charentais, diminuição no teor de vitamina C no final do armazenamento.
O teor de vitamina C é um atributo de qualidade interessante, devido a sua função antioxidante; apesar disto o melão não chega a ser fonte expressiva dessa vitamina. Aroucha et al. (2007) detectaram os maiores teores de vitamina C em melão caipira (48,40 mg de vitamina C/100 mL) e os menores valores para os melões do tipo Amarelo e Pele de Sapo (19 e 23 mg de vitamina C/100 mL).
Perdas de nutrientes podem ocorrer com o armazenamento, especialmente de vitamina C, devido aos processos fisiológicos e bioquímicos (Chitarra & Chitarra, 2005). É importante ressaltar que a vitamina C é bastante instável, e pode ser transformada enzimaticamente por reações oxidativas, na sua forma reversível (ácido hidroascórbico) e/ou irreversível (ácido 2,3 dicetogulônico), (Watada, 1987), podendo causar a diminuição da vitamina C.
O tratamento com lâmina de irrigação 281 e 423 mm manteve a firmeza de polpa superior (14,81 - 15,26 N) em comparação com aqueles em lâmina de 349 mm (13,33 N) (Tabela 2). Esse resultado não era esperado uma vez que o incremento da lâmina de irrigação para melão, conforme Follegati et al. (2004), diminui a firmeza de polpa com o incremento da irrigação.
A firmeza de polpa do melão Pele de Sapo varia conforme o hibrido, em média situa-se em torno de 28, 22 e 27 N (híbridos 'Sancho', 'PS 07' e 'Tendency 27', respectivamente), (Nunes et al., 2008), e de 32 N (híbrido 'Imara'), (Filgueiras et al., 2000), no momento da colheita. É um atributo de qualidade importante, em razão dos frutos com maior firmeza serem mais resistentes às injúrias mecânicas durante o transporte e comercialização. Frutos colhidos com maior firmeza da polpa têm, geralmente, maior conservação e vida útil pós-colheita.
A firmeza da polpa reduziu com o tempo de armazenamento independente da lâmina de irrigação utilizada (Tabela 2), sendo que a redução aos 35 dias foi 38,41%. Há evidências que a atividade da pectinametilesterase promova o amaciamento gradual do melão durante o armazenamento (Menezes et al., 2000). Resultados semelhantes foram verificados em melão Cantaloupe (Gomes Junior et al., 2001), Amarelo (Paiva et al., 2008; Tomaz et al., 2009) com decréscimo linear na firmeza dos frutos durante o período de armazenamento. Os melões classificados como inodorus têm uma menor redução da firmeza da polpa ao longo do tempo de armazenamento quando comparado aos frutos da variedade cantaloupensis (Aroucha et al., 2009).
Verificou-se que o pH dos frutos aumentou com o incremento da lâmina de irrigação (Tabela 3). Esse resultado era de certa forma esperado uma vez que a lâmina de irrigação exerce um fator diluidor nos componentes dos frutos e o pH é medida de mol de H+/L.
Houve aumento do pH em função do tempo de armazenamento dos frutos independente da lâmina de irrigação adotada (Tabela 2). E paralelamente, também, observou-se redução da acidez titulável. Essa tendência de decréscimo da acidez titulável e acréscimo do pH era esperada uma vez que após a colheita, a concentração de ácidos orgânicos tende a declinar na maioria dos frutos, devido à larga utilização desses compostos como substrato respiratório e como esqueleto de carbono para a síntese de novos compostos, enfatiza Kays (1991). Da mesma forma, Tomaz et al. (2009) verificaram decréscimo na acidez titulável e aumento no pH de melão Amarelo ao longo do período de armazenamento do fruto.
Na maioria dos frutos a acidez titulável representa um dos principais componentes do flavor, pois sua aceitação depende do balanço entre ácidos e açúcares (Chitarra & Chitarra, 2005). No melão Pele de Sapo, a variação nos níveis de acidez tem pouco significado em função da baixa concentração (0,11%), com isso a intervenção da acidez no sabor não é muito representativa.
Não foi observada alteração significativa nos teores de sólidos solúveis quanto às lâminas de irrigação estudadas (Tabela 2). Resultados semelhantes foram observados por Negreiros et al. (2005). Diferente destes resultados, Vasquez et al. (2005) registraram diminuição dos sólidos solúveis em melão com a aplicação de reduzida lâmina de água no solo.
Observou-se efeito de tempo de armazenamento sobre o teor de sólidos solúveis (Tabela 2). Esse ocorreu porque parte dos sólidos solúveis são compostos por açúcares solúveis e no melão este representa 65-85% dos sólidos solúveis (Chitarra & Chitarra, 2005). É de certa forma esperado, levando em consideração que açúcares são consumidos no processo respiratório (Kays, 1991) para manutenção do metabolismo normal da célula.
O teor de sólidos solúveis é um parâmetro de qualidade importante na classificação de melão pelo USDA (United States Departament of Agriculture). Apesar de estabelecido previamente em contratos, o melão Pele de Sapo é colhido pelo menos com 12% de sólidos solúveis (Suslow, 2009). No presente trabalho, os melões apresentaram teores de sólidos solúveis abaixo do mínimo aceitável para a comercialização no mercado externo. A princípio poderiam ser rejeitados para o mercado externo, contudo, ressalta-se que a metodologia de determinação de sólidos solúveis na fazenda (sem homogeneização da polpa) para melão inodorus aumenta o índice em 2,3ºBrix quando comparada á medida realizada em laboratório (com homogeneização da polpa) (Mendes, 2009). Sendo assim, o melão após 35 dias de armazenado estaria apto ainda para a comercialização externa.
Não foi observada alteração significativa nos teores de açúcares solúveis totais conforme as lâminas de irrigação estudadas e/ou do tempo de armazenamento (Tabela 2). Os teores de AST em média variaram em torno de 10,66%, resultados acima dos obtidos por Tomaz et al. (2009) em diferentes híbridos de melão tipo Amarelo (7,37-8,71%). Zhang & Li (2005) enfatizaram que o melão possui em torno de 97% dos sólidos solúveis constituídos por açúcares solúveis, de forma que a sacarose compreende cerca de 50% desse total.
A proporção SS/AT, indicativo do índice de maturidade e sabor do fruto, não foi significativa com as lâminas de irrigação (Tabela 2). Após o período de armazenamento aumentou a relação SS/AT, em virtude da diminuição dos ácidos orgânicos, utilizados possivelmente no processo fisiológico do fruto (Kays, 1991). Resultados semelhantes foram verificados durante o armazenamento de melão tipo Charentais por Souza et al. (2008) e em função de diferentes sistemas de cultivo por Vargas et al. (2008).
Verificou-se diminuição do teor de vitamina C com o incremento da lâmina de irrigação. Entretanto, após 35 dias de armazenamento, os frutos ainda apresentaram teores de vitamina C satisfatórios para a comercialização.
A firmeza da polpa não diminuiu com a maior lâmina de irrigação utilizada (423 mm). No entanto, constatou-se diminuição após o período de armazenamento.
Houve acréscimo do pH dos frutos com o incremento das lâminas de irrigação, enquanto, a acidez e teor de sólidos solúveis diminuíram após o período de armazenamento.
De maneira geral, constata-se que o acréscimo da lâmina de irrigação não influenciou de forma substancial o aspecto qualitativo dos frutos. Essa constatação é um indicativo de que melhor lâmina de irrigação pode ser definida com base somente na produtividade, pois verificou-se aumento de 55,6% na produção comercial de frutos em função das lâminas de irrigação.
Recebido para publicação em 9 de setembro de 2011
Aceito em 30 de julho de 2012
ALLEN RG; PEREIRA LS; RAES D; SMITH M. 2006. Evapotranspiración del cultivo: guías para la determinación de los requerimientos de agua de los cultivos. Roma: FAO. 298p. (FAO: Irrigation and Drainage Paper, 56).
Evapotranspiración del cultivo: guías para la determinación de los requerimientos de agua de los cultivos
2006
ALLEN
RG
PEREIRA
LS
RAES
D
SMITH
M
ANDRADE JÚNIOR AS; FRIZZONE JA; BASTOS EA; CARDOSO MJ; RODRIGUES BHN. 2001. Estratégias ótimas de irrigação para a cultura da melancia. Horticultura Brasileira 19: 301-305.
Estratégias ótimas de irrigação para a cultura da melancia
Horticultura Brasileira
2001
301
305
19
ANDRADE JÚNIOR
AS
FRIZZONE
JA
BASTOS
EA
CARDOSO
MJ
RODRIGUES
BHN
AROUCHA EMM; MORAES FA; NUNES GHS; TOMAZ HVQ; SOUSA AED; BEZERRA NETO F. 2007. Caracterização física e química de melão durante o seu desenvolvimento. Revista Brasileira de Fruticultura 29: 296-301.
Caracterização física e química de melão durante o seu desenvolvimento
Revista Brasileira de Fruticultura
2007
296
301
29
AROUCHA
EMM
MORAES
FA
NUNES
GHS
TOMAZ
HVQ
SOUSA
AED
BEZERRA NETO
F
AROUCHA EMM; NUNES GHS; SOUSA AED; FERNANDES PLO; SOUZA MS. 2009. Qualidade e potencial pós-colheita de híbridos de melão. Revista Ceres 56: 181-185.
Qualidade e potencial pós-colheita de híbridos de melão
Revista Ceres
2009
181
185
56
AROUCHA
EMM
NUNES
GHS
SOUSA
AED
FERNANDES
PLO
SOUZA
MS
CARMO FILHO F; OLIVEIRA OF. 1989. Mossoró um município do semi-árido nordestino: características climáticas e aspectos florísticos. Mossoró: 62p. (Coleção Mossoroense, 672. Série B).
Mossoró um município do semi-árido nordestino: características climáticas e aspectos florísticos
1989
672
CARMO FILHO
F
OLIVEIRA
OF
COSTA ND. 2012, 24 de fevereiro. O cultivo do melão. Disponível em: http:// http://www.hortibrasil.org.br/jnw/images/stories/Melao/m.69.pdf/
O cultivo do melão
2012
24
02
COSTA
ND
CHITARRA MIF, CHITARRA AB. 2005. Pós-colheita de frutos e hortaliças: fisiologia e manuseio. 2. Ed. Lavras: Editora UFLA, 785p.
Pós-colheita de frutos e hortaliças: fisiologia e manuseio
2005
CHITARRA
MIF
CHITARRA
AB
DANNER MA; CITADIN I; SASSO SAZ; ZARTH NA; MAZARRO SM. 2009. Fontes de cálcio aplicadas no solo e sua relação com a qualidade de uva 'Venus'. Revista Brasileira de Fruticultura 31: 881-889.
Fontes de cálcio aplicadas no solo e sua relação com a qualidade de uva 'Venus'
Revista Brasileira de Fruticultura
2009
881
889
31
DANNER
MA
CITADIN
I
SASSO
SAZ
ZARTH
NA
MAZARRO
SM
EMBRAPA. Sistema brasileiro de classificação de solos. 1999. Rio de Janeiro: CNPS. 412p.
Sistema brasileiro de classificação de solos
1999
FILGUEIRAS HAC; MENEZES JB; ALVES RE; COSTA FV; PEREIRA LSE; GOMES JUNIOR J. 2000. Colheita e manuseio pós-colheita. In: ALVES RE. (org). Melão Pós-colheita. Fortaleza: Embrapa Agroindústria Tropical, p. 23-43.
Melão Pós-colheita
2000
23
43
FILGUEIRAS
HAC
MENEZES
JB
ALVES
RE
COSTA
FV
PEREIRA
LSE
GOMES JUNIOR
J
ALVES
RE
FOLLEGATI MV; VASQUEZ MAN; DIAS NS; SOUZA VF. 2004. Qualidade física do melão fertirrigado com diferentes dosagens de K e lâminas de irrigação, em gotejamentos superficial e subsuperficial. Revista Irriga 9: 52-61.
Qualidade física do melão fertirrigado com diferentes dosagens de K e lâminas de irrigação, em gotejamentos superficial e subsuperficial
Revista Irriga
2004
52
61
9
FOLLEGATI
MV
VASQUEZ
MAN
DIAS
NS
SOUZA
VF
GOMES JUNIOR J; MENEZES JB; NUNES GHS; COSTA FB; SOUZA PA. 2001. Qualidade pós-colheita de melão tipo Cantaloupe, colhido em dois estádios de maturação. Horticultura Brasileira 19: 356-360.
Qualidade pós-colheita de melão tipo Cantaloupe, colhido em dois estádios de maturação
Horticultura Brasileira
2001
356
360
19
GOMES JUNIOR
J
MENEZES
JB
NUNES
GHS
COSTA
FB
SOUZA
PA
HOJO RH; SÃO JOSÉ AR; HOJO ETD; ALVES JFT; REBOUÇAS TNH; DIAS NO. 2009. Qualidade de manga 'Tommy Atkins' pós-colheita com uso de cloreto de cálcio na pré-colheita. Revista Brasileira Fruticultura 31: 62-70.
Qualidade de manga 'Tommy Atkins' pós-colheita com uso de cloreto de cálcio na pré-colheita
Revista Brasileira Fruticultura
2009
62
70
31
HOJO
RH
SÃO JOSÉ
AR
HOJO
ETD
ALVES
JFT
REBOUÇAS
TNH
DIAS
NO
IBGE - INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRÁFIA E ESTATÍSTICA. 2010, 17 de março. Produção agrícola estadual. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/servidor_arquivos_est/
Produção agrícola estadual
2010
17
03
KAYS JS. 1991. Postharvest physiology of perishable plant products. New York: Van Nostrand Reinhold, 532p.
Postharvest physiology of perishable plant products
1991
KAYS
JS
MEDEIROS JF; LISBOA RA; OLIVEIRA M; SILVA JUNIOR MJS; ALVES LP. 2003. Caracterização das águas subterrâneas usadas para irrigação na área produtora de melão da Chapada do Apodi. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental 7: 469-472.
Caracterização das águas subterrâneas usadas para irrigação na área produtora de melão da Chapada do Apodi
Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental
2003
469
472
7
MEDEIROS
JF
LISBOA
RA
OLIVEIRA
M
SILVA JUNIOR
MJS
ALVES
LP
MEDEIROS JF; NASCIMENTO IB; COSTA MC; SCALOPPI EJ. 2000. Produção de melão sob diferentes lâminas de água com dois níveis de salinidade. Horticultura Brasileira 18: 612-614, Suplemento.
Produção de melão sob diferentes lâminas de água com dois níveis de salinidade
Horticultura Brasileira
2000
612
614
18
MEDEIROS
JF
NASCIMENTO
IB
COSTA
MC
SCALOPPI
EJ
MEDEIROS JF; SANTOS SCL; CÂMARA MJT; NEGREIROS MZ. 2007. Produção de melão Cantaloupe influenciado por coberturas do solo, agrotêxtil e lâminas de irrigação. Horticultura Brasileira 25: 538-543.
Produção de melão Cantaloupe influenciado por coberturas do solo, agrotêxtil e lâminas de irrigação
Horticultura Brasileira
2007
538
543
25
MEDEIROS
JF
SANTOS
SCL
CÂMARA
MJT
NEGREIROS
MZ
MENDES FIB. 2009. Comparação de metodologias de determinação de sólidos solúveis e avaliação de firmeza em Melão Amarelo (AF642) e Cantaloupe (Americano). Mossoró: UFERSA. 40p. (Monografia).
Comparação de metodologias de determinação de sólidos solúveis e avaliação de firmeza em Melão Amarelo (AF642) e Cantaloupe (Americano)
2009
MENDES
FIB
MENEZES JB; FILGUEIRAS HAC; ALVES RE; MAIA CE; ANDRADE CE; ANDRADE GG; ALMEIDA JHS; VIANA FMP. Características do melão para exportação. In: ALVES RE. (org). Melão: pós-colheita. Brasília, DF: Embrapa Comunicação para Transferência de Tecnologia; Fortaleza: Embrapa Agroindústria Tropical, 2000. (Frutas do Brasil, 10).
Melão: pós-colheita
2000
MENEZES
JB
FILGUEIRAS
HAC
ALVES
RE
MAIA
CE
ANDRADE
CE
ANDRADE
GG
ALMEIDA
JHS
VIANA
FMP
ALVES
RE
MI-MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL. 2012, 24 de fevereiro. Funcionamento da secretaria nacional de irrigação. Disponível em: http://www.agricultura.gov.br/arq_editor/file/camaras_tematicas/ Agricultura_sustentavel_e_irrigacao/14RO/Apres_Senir_resumo.pdf/
Funcionamento da secretaria nacional de irrigação
2012
24
02
NEGREIROS MZ; COSTA FA; MEDEIROS JF; LEITÃO MMVBR; BEZERRA NETO F; SOBRINHO JE. 2005. Rendimento e qualidade do melão sob lâminas de irrigação e cobertura do solo com filmes de polietileno de diferentes cores. Horticultura Brasileira 23: 773-779.
Rendimento e qualidade do melão sob lâminas de irrigação e cobertura do solo com filmes de polietileno de diferentes cores
Horticultura Brasileira
2005
773
779
23
NEGREIROS
MZ
COSTA
FA
MEDEIROS
JF
LEITÃO
MMVBR
BEZERRA NETO
F
SOBRINHO
JE
NUNES GHS; PEREIRA EWL; SALES JÚNIOR R; BEZERRA NETO F; OLIVEIRA KC; MESQUITA LX. 2008. Produtividade e qualidade de frutos de melão Pele de Sapo em duas densidades de plantio. Horticultura Brasileira 26: 236-239.
Produtividade e qualidade de frutos de melão Pele de Sapo em duas densidades de plantio
Horticultura Brasileira
2008
236
239
26
NUNES
GHS
PEREIRA
EWL
SALES JÚNIOR
R
BEZERRA NETO
F
OLIVEIRA
KC
MESQUITA
LX
PAIVA WO; MARQUES GV; MESQUITA JBR; DANTAS RS; FREITAS FWA. 2008. Qualidade e conservação de frutos de melão Amarelo em dois pontos de colheita. Revista Ciência Agronômica 39: 70-76.
Qualidade e conservação de frutos de melão Amarelo em dois pontos de colheita
Revista Ciência Agronômica
2008
70
76
39
PAIVA
WO
MARQUES
GV
MESQUITA
JBR
DANTAS
RS
FREITAS
FWA
SALDANHA TRFC. 2004. Produção e qualidade de melão cantaloupe cultivado sob condições de diferentes tipos de cobertura e lâminas de irrigação. Mossoró: UFERSA. 105p. (Tese mestrado).
Produção e qualidade de melão cantaloupe cultivado sob condições de diferentes tipos de cobertura e lâminas de irrigação
2004
SALDANHA
TRFC
SOUZA PA; FINGER FL; ALVES RE; PUIATTI M; CECON PR; MENEZES JB. 2008. Conservação pós-colheita de melão Charentais tratado com 1-MCP e armazenamento sob refrigeração e atmosfera modificada. Horticultura Brasileira 26: 464-470.
Conservação pós-colheita de melão Charentais tratado com 1-MCP e armazenamento sob refrigeração e atmosfera modificada
Horticultura Brasileira
2008
464
470
26
SOUZA
PA
FINGER
FL
ALVES
RE
PUIATTI
M
CECON
PR
MENEZES
JB
SUSLOW TV; CANTWELL M; MITCHELL J. Produce Facts: Cantaloupe. Department of Vegetable Crops, University of California, Davis, 2009.
Produce Facts: Cantaloupe
2009
SUSLOW
TV
CANTWELL
M
MITCHELL
J
TOMAZ HVQ; AROUCHA EMM; NUNES GHS; NETO FB; TOMAZ HVQ; QUEIROZ RF. 2009. Qualidade pós-colheita de diferentes híbridos de melão-amarelo armazenados sob refrigeração. Revista Brasileira de Fruticultura 31: 987-994.
Qualidade pós-colheita de diferentes híbridos de melão-amarelo armazenados sob refrigeração
Revista Brasileira de Fruticultura
2009
987
994
31
TOMAZ
HVQ
AROUCHA
EMM
NUNES
GHS
NETO
FB
TOMAZ
HVQ
QUEIROZ
RF
VARGAS PF; CASTOLDI R; CHARLO HCO; BRAZ LT. 2008. Qualidade de melão rendilhado (Cucumis melo L.) em função do sistema de cultivo. Ciência Agrotecnologia 32: 137-142.
Qualidade de melão rendilhado (Cucumis melo L.) em função do sistema de cultivo
Ciência Agrotecnologia
2008
137
142
32
VARGAS
PF
CASTOLDI
R
CHARLO
HCO
BRAZ
LT
VASQUEZ MAN; FOLEGATTI MV; DIAS NS; SOUZA VF. 2005. Qualidade pós-colheita de frutos de meloeiro fertirrigado com diferentes doses de potássio e lâminas de irrigação. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental 9: 199-204.
Qualidade pós-colheita de frutos de meloeiro fertirrigado com diferentes doses de potássio e lâminas de irrigação
Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental
2005
199
204
9
VASQUEZ
MAN
FOLEGATTI
MV
DIAS
NS
SOUZA
VF
YEMN EW; WILLIS AJ. 1954. The estimation of carbohydrate in plant extracts by anthrone. The Biochemical Journal 57: 508-514.
The estimation of carbohydrate in plant extracts by anthrone
The Biochemical Journal
1954
508
514
57
YEMN
EW
WILLIS
AJ
ZHANG MF; LI ZL. 2005. A comparison of sugar accumulating patterns and relative compositions in developing fruits of two oriental melon varieties as determined by HPLC. Food Chemistry 90: 785-790.
A comparison of sugar accumulating patterns and relative compositions in developing fruits of two oriental melon varieties as determined by HPLC
Food Chemistry
2005
785
790
90
ZHANG
MF
LI
ZL
WATADA AE. Vitamins. 1987. In: WEICHMANN J. Postharvest physiology of vegetables. NewYork: M. Dekker, p.455-467.
Postharvest physiology of vegetables
1987
455
467
WATADA
AE
WEICHMANN
J
Authorship
José Francismar de Medeiros
Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, Rio Grande do Norte, BrazilUniversidade Federal Rural do Semi-ÁridoBrazilMossoró, Rio Grande do Norte, BrazilUniversidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, Rio Grande do Norte, Brazil
Edna MM Aroucha
Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, Rio Grande do Norte, BrazilUniversidade Federal Rural do Semi-ÁridoBrazilMossoró, Rio Grande do Norte, BrazilUniversidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, Rio Grande do Norte, Brazil
Indalécio Dutra
Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, Rio Grande do Norte, BrazilUniversidade Federal Rural do Semi-ÁridoBrazilMossoró, Rio Grande do Norte, BrazilUniversidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, Rio Grande do Norte, Brazil
Sérgio WP Chaves
Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, Rio Grande do Norte, BrazilUniversidade Federal Rural do Semi-ÁridoBrazilMossoró, Rio Grande do Norte, BrazilUniversidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, Rio Grande do Norte, Brazil
Marcelo S de Souza
Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, Rio Grande do Norte, BrazilUniversidade Federal Rural do Semi-ÁridoBrazilMossoró, Rio Grande do Norte, BrazilUniversidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, Rio Grande do Norte, Brazil
SCIMAGO INSTITUTIONS RANKINGS
Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, Rio Grande do Norte, BrazilUniversidade Federal Rural do Semi-ÁridoBrazilMossoró, Rio Grande do Norte, BrazilUniversidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró, Rio Grande do Norte, Brazil
Medeiros, José Francismar de et al. Irrigation effect in the postharvest conservation of Piel de Sapo melon. Horticultura Brasileira [online]. 2012, v. 30, n. 3 [Accessed 5 April 2025], pp. 514-519. Available from: <https://doi.org/10.1590/S0102-05362012000300026>. Epub 04 Oct 2012. ISSN 1806-9991. https://doi.org/10.1590/S0102-05362012000300026.
scite shows how a scientific paper has been cited by providing the context of the citation, a classification describing whether it supports, mentions, or contrasts the cited claim, and a label indicating in which section the citation was made.