J Bras Psiquiatr
jbpsiq
Jornal Brasileiro de Psiquiatria
J. bras. psiquiatr.
0047-2085
1982-0208
Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro
ABSTRACT
Objective:
To analyze whether there was an impact of the COVID-19 pandemic on the prevalence of common mental disorders (CMD) among medical students, investigating the possible associated risk factors.
Methods:
It is an observational study, developed with 289 medical students from Salvador, Bahia, carried out before and during the COVID-19 pandemic. A structured questionnaire containing sociodemographic, academic and lifestyle data was used. CMD screening was performed using the Self-Report Questionnaire (SRQ-20). Data collection took place in two stages: the first in person (period before the pandemic) and the second virtual (pandemic period).
Results:
There was no difference in the prevalence of CMD between the moments before and during the pandemic (48.0% vs. 44.5%, p = 0.577). During the pandemic, there was an increase in religious involvement (80.6% vs. 92.7%, p = 0.002) and consumption of alcoholic beverages (45.9% vs. 69.1%, p < 0.001). Among students, there was an increase in CMD among men (17.0% vs. 34.1%, p = 0.036); reduction among women (83.0% vs. 65.9%, p = 0.036); increase among those with religious involvement (80.9% vs. 92.9%, p = 0.036); and increase in all academic cycles (p = 0.039).
Conclusion:
Although the prevalence of CMD in medical students remains expressive, there was no direct impact of the COVID-19 pandemic on its rates. In addition, the prevalence of CMD was higher among students with religious commitment and alcohol drinkers.
INTRODUÇÃO
A formação médica exige grandes sacrifícios por parte dos estudantes, tendo em vista a extensa carga horária e a intensa rotina de estudos1,2. As faculdades de Medicina são factualmente conhecidas como ambientes estressantes, com alta tensão psicológica, cobranças pessoais e sociais constantes, atrelados a grandes exigências acadêmicas3,4, exercendo influência na saúde mental desses jovens5.
Os estudantes de Medicina configuram o grupo com maior vulnerabilidade, correlacionando-se com altos índices de transtornos psiquiátricos não psicóticos6-8 e alta prevalência de suicídio9. Entre esses, os transtornos mentais comuns (TMCs) constituem sintomas não psicóticos, associados a dificuldade de concentração e tomada de decisões, irritabilidade, fadiga, sonolência, insônia, esquecimento, bem como queixas somáticas, como tremores, cefaleia, má digestão, entre outros. Esses transtornos são extremamente danosos para a qualidade de vida e para os relacionamentos interpessoais, além de ser uma causa em potencial para o desenvolvimento de doenças mentais, como transtornos somatoformes, ansiedade e depressão. Além disso, também podem estar associados a alterações do padrão do sono e a doenças crônicas10,11.
Em 2020, o surgimento da pandemia de COVID-19 impôs transformações socioeconômicas, comportamentais e nas relações humanas (interpessoais, laborais e educacionais)12, ocasionando impactos psicológicos negativos13-16. Esses impactos podem ter sido potencializados em grupos já considerados vulneráveis previamente à pandemia, como, por exemplo, o dos universitários17.
Além disso, é inegável que o ensino médico sofreu mudanças a partir dessa crise global de saúde18. E, nesse âmbito, os estudantes podem ter sido amplamente afetados, visto que o contexto pandêmico pode ser considerado como um possível fator intensificador de sofrimento psíquico, favorecendo o surgimento de transtornos mentais ou agravando problemas psiquiátricos preexistentes.
Diante do exposto, torna-se relevante analisar se a pandemia de COVID-19 impactou a prevalência de TMC entre acadêmicos de Medicina, investigando os possíveis fatores de risco associados.
MÉTODOS
Trata-se de um estudo observacional, quantitativo, de cunho descritivo e analítico.
A população-alvo foi composta por estudantes de Medicina de uma instituição de ensino superior privada na cidade de Salvador, Bahia. Foram incluídos estudantes maiores de 18 anos, regularmente matriculados, que concordaram em participar do estudo mediante a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Foram excluídos do estudo os discentes dessemestralizados e os participantes que preencherem o instrumento de avaliação de forma incompleta.
A primeira etapa da coleta de dados ocorreu de forma presencial, entre abril e dezembro de 2019, configurando o período anterior à pandemia. A amostra foi selecionada aleatoriamente, de forma não sistemática, por meio da abordagem de estudantes em sala de aula, sendo iniciada apenas após a obtenção do consentimento do professor que estava ministrando aula naquele momento. As turmas abordadas foram aleatoriamente selecionadas, buscando garantir a representatividade dos participantes. A coleta de dados foi realizada durante três dias consecutivos, até ser interrompida devido à pandemia. Nesse período, cinco turmas foram aleatoriamente abordadas, totalizando uma amostra final com 98 participantes. Entre os estudantes abordados presencialmente, apenas quatro deles se recusaram a participar.
Devido ao distanciamento social imposto pela pandemia, a segunda etapa da coleta de dados ocorreu de forma remota, entre julho e setembro de 2020, configurando o período pandêmico. O recrutamento dos participantes ocorreu por meio do método Snowball19, técnica não probabilística de amostragem. A etapa virtual ocorreu por intermédio da ferramenta Google Forms, com o envio do link para grupos específicos de estudantes de Medicina em aplicativos de mensagens instantâneas, por e-mail e em redes sociais.
Para a realização do estudo, foi elaborado um questionário estruturado contendo dados sociodemográficos (sexo, idade, estado civil, realização de atividade remunerada) e acadêmicos (ciclo acadêmico em curso: básico [1º ao 4º semestre], clínico [5º ao 8º semestre] ou internato [9º ao 12º semestre]) e sobre os hábitos de vida (consumo de álcool e envolvimento religioso).
Em seguida, foi realizado o rastreamento de TMC por meio do Self-Report Questionnaire (SRQ-20), instrumento desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde e validado no Brasil20,21. O SRQ-20 contém 20 perguntas dicotômicas (sim ou não), contemplando quatro grupos de sintomas: “sintomas depressivos/ansiosos”, “sintomas somáticos”, “decréscimo da energia vital” e “pensamentos depressivos”. Para cada resposta positiva é atribuído um ponto; somados, os pontos resultam em um escore final de zero a 20 pontos. Esse escore se refere à probabilidade de transtornos não psicóticos, com zero ponto correspondendo a nenhuma probabilidade e 20 pontos sugerindo expressiva probabilidade. Valores iguais ou superiores a sete (SRQ-20 ≥ 7) indicam sofrimento mental5,22.
A análise estatística foi realizada por meio do software IBM SPSS, versão 25.0. As variáveis numéricas, por apresentarem distribuição simétrica, foram expressas em média aritmética (MA) e desvio-padrão (DP). Os dados categóricos foram apresentados em frequências absolutas e relativas. Para análise inferencial, os comportamentos antes e durante a pandemia foram comparados por meio do teste T para amostras independentes, quando analisadas variáveis numéricas, e do teste qui-quadrado com post hoc de Bonferroni, quando analisadas variáveis categóricas. O nível de significância estatística foi estabelecido em 0,05 ou 5%.
O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade do Estado da Bahia (Uneb – CAAE 97932718.0.0000.0057). A etapa realizada antes da pandemia foi autorizada pelo parecer nº 3.255.271, datado de 10 de abril de 2019, enquanto a etapa executada durante a pandemia foi autorizada pelo parecer nº 4.074.780, datado de 8 de junho de 2020, seguindo as exigências estabelecidas pelas Resoluções nºs 466/2012 e 510/2016 do Conselho Nacional de Saúde.
A fim de preservar o sigilo e o anonimato das respostas dos participantes, não foram utilizados quaisquer meios de identificação, como nome, parte do CPF ou data de nascimento, durante a coleta de dados em ambas as etapas do estudo. Essa medida foi adotada para salvaguardar a privacidade dos voluntários e evitar qualquer associação direta entre suas respostas e suas identidades. Devido à ausência de identificação, não foi possível estabelecer se os voluntários que participaram da primeira etapa também estiveram presentes na segunda etapa do estudo. Essas práticas rigorosas foram implementadas em consonância com os princípios éticos e as diretrizes de pesquisa, visando proteger o bem-estar dos participantes e garantir a validade científica do estudo.
RESULTADOS
A amostra foi constituída por 289 estudantes de Medicina, entre os quais 98 participaram da primeira etapa e 191, da segunda etapa.
Ao comparar os dois momentos do estudo, não foram observadas diferenças entre os perfis sociodemográficos dos estudantes. A faixa etária foi semelhante (23,4 ± 5,23 vs. 24,6 ± 5,7 anos, p = 0,091), manteve-se predomínio do sexo feminino (62,2% vs. 70,2%, p = 0,161), de indivíduos solteiros (91,8% vs. 85,3%, p = 0,109) e que não exercem atividades remuneradas (88,8% vs. 87,4%, p = 0,764) [Tabela 1].
Tabela 1
Características sociodemográficas dos estudantes de Medicina avaliados, agrupados de acordo com o momento anterior e durante a pandemia de COVID-19
Características
Período
p-valor
Anterior à pandemia (n = 98)
Durante a pandemia (n = 191)
Idade, MA ± DP (anos)
23,4 ± 5,23
24,6 ± 5,7
0,091*
Sexo, n (%)
Feminino
61 (62,2)
134 (70,2)
0,161†
Masculino
37 (37,8)
57 (29,8)
Estado civil, n (%)
Solteiro(a)
90 (91,8)
163 (85,3)
0,109†
Casado(a)
5 (5,1)
18 (-9,4)
Outro
3 (3,1)
10 (5,2)
Exerce atividade remunerada, n (%)
Sim
11 (11,2)
24 (12,6)
0,764†
Não
87 (88,8)
167 (87,4)
Religião, n (%)
Sim
79 (80,6)
177 (92,7)
0,002
†
Não
19 (19,4)
14 (7,3)
Consumo de álcool, n (%)
Sim
45 (45,9)
132 (69,1)
0,0001
†
Não
53 (54,1)
59 (30,9)
Ciclo acadêmico, n (%)
Básico
74 (75,5)
120 (62,8)
0,007
†
Clínico
10 (10,2)
43 (22,5)
Internato
14 (14,3)
28 (14,7)
Prevalência de TMC, n (%)
47 (48,0)
85 (44,5)
0,549†
n: número absoluto; %: porcentagem; MA: média aritmética; DP: desvio-padrão; TMC: transtorno mental comum.
*
Teste T para amostras independentes.
†
Teste QUI-quadrado com post hoc de Bonferroni.
Ao analisar os hábitos de vida, constatou-se que a maioria dos estudantes de Medicina tem envolvimento religioso, entretanto houve um aumento estatisticamente significante desse envolvimento durante a pandemia (80,6% vs. 92,7%, p = 0,002). Ademais, demonstrou-se modificação do comportamento dos estudantes quanto ao consumo de bebidas alcoólicas, evidenciando um aumento estatisticamente significante desse consumo durante a pandemia (45,9% vs. 69,1%, p = 0,0001) [Tabela 1].
Com relação aos dados acadêmicos, observou-se que a amostra estudada foi composta prioritariamente por discentes que estavam vivenciando o ciclo básico do curso de Medicina, tanto no momento anterior quanto durante a pandemia, sendo essa distribuição dos estudantes entre as etapas do curso estatisticamente significativa (75,5% vs. 62,8%, p = 0,007).
No que diz respeito à prevalência de TMC, não foram observadas diferenças estatisticamente significantes entre os momentos antes e durante a pandemia (48,0% vs. 44,5%, p = 0,549) [Tabela 1].
Ao analisar especificamente as características sociodemográficas dos estudantes com transtorno psíquico (Tabela 2), observou-se aumento de TMC entre os homens (17,0% vs. 34,1%, p = 0,007) e redução entre as mulheres (83,0% vs. 65,9%, p = 0,007), mantendo-se as maiores prevalências no sexo feminino em ambos os momentos analisados. Ademais, não foram observadas diferenças na presença de TMC entre os diferentes estados civis e a realização de atividade remunerada.
Tabela 2
Análise entre a presença de transtornos mentais comuns e as características sociodemográficas dos estudantes de Medicina antes e durante a pandemia de COVID-19
Características
TMC
p-valor†
Pré-pandemia (n = 47)
Pandemia (n = 85)
Sexo, n (%)
Feminino
39 (83,0)
56 (65,9)
0,007
Masculino
8 (17,0)
29 (34,1)
Estado civil, n (%)
Solteiro(a)
43 (91,5)
76 (89,4)
0,689
Casado(a)
3 (6,4)
7 (8,2)
Outro
1 (2,1)
2 (2,4)
Exerce atividade remunerada, n (%)
Sim
2 (4,3)
7 (8,2)
0,368
Não
45 (95,7)
78 (91,8)
Religião, n (%)
Sim
38 (80,9)
79 (92,9)
0,004
Não
9 (19,1)
6 (7,1)
Consumo de álcool, n (%)
Sim
23 (48,9)
56 (65,9)
0,057
Não
24 (51,1)
29 (34,1)
Ciclo acadêmico, n (%)
Básico
39 (83,0)
54 (63,5)
0,003
Clínico
6 (12,8)
16 (18,8)
Internato
2 (4,3)
15 (17,6)
TMC: presença de transtornos mentais comuns, quando SRQ-20 ≥ 7.
†
Teste qui-quadrado com post hoc de Bonferroni.
Ao analisar os hábitos de vida dos estudantes com transtorno psíquico, verificou-se aumento dos casos de TMC entre aqueles que possuem envolvimento religioso (80,9% vs. 92,9%, p = 0,004). Em relação ao consumo de bebidas alcoólicas, não houve diferença estatisticamente significante, entretanto se demonstrou uma tendência à maior prevalência de TMC entre aqueles que ingerem bebidas alcoólicas (48,9% vs. 65,9%, p = 0,057).
Quando analisada a prevalência de TMC de acordo com o perfil acadêmico, observou-se aumento da prevalência de TMC no ciclo clínico e no internato, sendo essa diferença estatisticamente significante (p = 0,003).
DISCUSSÃO
No presente estudo, a prevalência de TMC entre estudantes de Medicina foi alta tanto antes quanto durante a pandemia de COVID-19, assemelhando-se com aquela encontrada em outros estudos5,10,23,24. Entretanto, apesar de essa prevalência ser expressiva, não foi demonstrado impacto da pandemia em suas taxas.
Era esperado que as condições psicoemocionais ligadas à pandemia de COVID-19, uma doença até então desconhecida, de caráter mundial e de rápida disseminação, bem como às medidas globais e arbitrárias relacionadas à tentativa de minimizar seus danos (como isolamento e distanciamento sociais), constituíssem fatores adicionais para o desenvolvimento dos sintomas psíquicos nessa amostra. É possível que esse impacto não tenha sido evidenciado, visto que o grupo estudado já é originalmente mais propenso à manifestação desses sintomas e habitualmente não reconhece o decurso de adoecimento psíquico25. De fato, a prevalência de TMC entre estudantes de Medicina é tradicionalmente mais elevada5 do que na população em geral e também entre os universitários26,27, podendo alcançar quase metade da amostra analisada24,28, assim como evidenciado neste estudo. Nesse sentido, acredita-se que a própria escola médica se mantenha como o principal fator de risco para o desenvolvimento de TMC entre os estudantes.
Com relação ao perfil dos estudantes portadores de TMC, observou-se predomínio de indivíduos do gênero feminino, solteiros, com envolvimento religioso, cursando o ciclo básico, consumidores de bebidas alcoólicas e que não realizam atividades remuneradas. Tais características são semelhantes às descritas na literatura nacional, em estudos com a mesma população-alvo, realizados em momentos anteriores23,29-32 e durante a pandemia de COVID-195,33.
Quanto à avaliação do gênero, verificou-se que as mulheres representaram a maioria dos casos em ambos os momentos. Esses dados evidenciam uma possível suscetibilidade feminina para o desenvolvimento de sintomas psiquiátricos5,23,25,33. É possível que essa maior “suscetibilidade biológica” esteja relacionada às alterações hormonais, sobretudo os níveis de estrogênio, afetadas pelo ciclo reprodutivo e por aspectos biopsicossociais, os quais desregulam o eixo hipotálamo-hipófise-gonadal e influenciam na modulação do humor34. Contudo, é importante salientar que, durante a pandemia, apesar de as mulheres terem permanecido como a maioria, houve um aumento significativo do sofrimento psíquico entre os homens, sobretudo na faixa etária do estudo (adultos-jovens). Tal fato pode ser associado a imposição da modalidade home office como estilo laboral, a quadro de insônia adquirido durante a pandemia e a padrões socioculturais relacionados ao sexo masculino diante de emoções negativas, caracterizados pela tendência a repressão e internalização das emoções dolorosas35-37. Contudo, não há consenso na literatura quanto a esse aspecto, uma vez que o sexo masculino já se apresentou como fator de proteção para sofrimento psíquico em outros estudos da literatura33.
Idade e estado civil não parecem ter exercido influência no risco de TMC durante o período mais crítico da COVID-19, possivelmente por causa da semelhança entre as características sociodemográficas dos acadêmicos de Medicina, diminuindo, assim, o impacto dessas variáveis na prevalência de casos24,38.
Por outro lado, foram demonstradas maiores prevalências de TMC entre os estudantes com engajamento religioso e consumidores de bebida alcoólica. É importante salientar que esses hábitos são supostamente tidos como atenuadores de estresse e, por isso, bastante adotados em períodos de elevado impacto social, psicológico e emocional39,40, como os momentos vivenciados durante a referida pandemia. Entretanto, apesar da adoção desses comportamentos, observou-se aumento do sofrimento mental entre os estudantes com engajamento religioso e tendência de elevação dos sintomas entre os consumidores de bebidas alcoólicas.
A religião é uma crença transcendental de positividade traduzida como energia positiva ou fé. O engajamento religioso auxilia na compreensão do ser humano nos momentos de sofrimento, caracterizando sua importância em momentos de dificuldades e diminuindo os sentimentos negativos por meio de apoio psicoemocional41. Durante o surto da COVID-19, acometimentos físicos e mentais foram sobrepostos, acentuando uma das funções da religião: a de ressignificar positivamente o sofrimento e a incerteza, promovendo esperança, conforto psicoemocional, relaxamento mental, força para lutar e afago41. Esses aspectos poderiam agir como mecanismos de proteção ao atenuar a ansiedade e o estresse, além de evitar o suicídio, o que beneficiaria a saúde mental no contexto da pandemia42. Entretanto, esse efeito não foi observado no presente estudo, visto que o aumento do envolvimento religioso não repercutiu na redução da prevalência de TMC entre os estudantes de Medicina.
Adicionalmente, a situação pandêmica intensificou a inter-relação entre bebida alcoólica (historicamente um problema de saúde pública) e TMC24,43, pois a população reconhece o álcool como promotor de acalento, o que pode ser explicado pela sua ação química como depressor do sistema nervoso central nas fases iniciais de consumo, simulando relaxamento corporal43. Neste ponto, observa-se um mecanismo de retroalimentação durante o recorte temporal pesquisado: o sofrimento mental favorece o uso abusivo da substância e este potencializa os riscos de transtornos mentais44-46. Assim, há tendência de aumento do consumo dessa substância durante o período analisado, porém o uso exacerbado entre os acadêmicos de Medicina já é de conhecimento prévio. Além disso, o aumento no consumo de álcool se elevou entre a população em geral durante a pandemia (incluindo o território nacional)43,47,48, enfraquecendo a influência de tal aspecto nas vertentes avaliadas.
Embora contextos financeiros exerçam influências em diversas populações, nesta pesquisa não houve associação entre o exercício de atividades remuneradas e os transtornos mentais, possivelmente devido à homogeneidade das características socioeconômicas dos acadêmicos de Medicina38,49, condições ainda mais expressivas entre os acadêmicos de instituições privadas. Entretanto, nesse aspecto, não há consenso. Estudos anteriores realizados com indivíduos que não realizavam atividades com recompensa monetária apresentam o contexto econômico limitado como um dos fatores predisponentes à TMC24,50.
Isso posto, sugere-se a escola médica como principal fator de risco na população estudada, ou seja, o desenvolvimento de TMC ocorrerá habitual e independentemente do contexto pandêmico nessa população. Ademais, é sabido que os desafios intrínsecos e inerentes ao curso de Medicina influenciam na saúde mental, e eles podem apresentar determinantes que impactam negativamente os acadêmicos, contribuindo para essa vulnerabilidade5,24. Adicionalmente a isso, tem-se a extensa carga horária, a autocobrança excessiva, a alta tensão psicológica, o contato constante com a morte, além das responsabilidades e expectativas sociais que recaem sobre o papel do médico5,24. Embora não exista unanimidade na literatura, o período acadêmico apresentou associação com TMC, sendo a prevalência mais expressiva encontrada no ciclo básico, seguida do clínico e do internato, respectivamente. Muitos estudos associam o ciclo básico ao período de maior sofrimento mental, por considerá-lo o período de adaptação às características do curso e aos seus desafios5,38. Características da instituição, do sujeito e do seu meio também são aventadas na associação com TMC24,38.
Por fim, pode ser considerada como potencial limitação deste estudo a impossibilidade de verificação da causalidade entre exposição e sintomas devido ao delineamento metodológico utilizado, em que não há acompanhamento longitudinal dos sujeitos envolvidos. A escolha por esse delineamento se deu em virtude da própria pandemia de COVID-19 e suas restrições. O objetivo inicial do estudo era avaliar a prevalência de TMC entre os estudantes de Medicina. Entretanto, como a pandemia de COVID-19 se instaurou durante a coleta de dados, optou-se por considerar dois pontos de corte (antes e durante a pandemia), possibilitando a avaliação do seu impacto na prevalência de transtornos psíquicos entre acadêmicos de Medicina. Outro ponto importante é que, devido à mudança na estratégia da coleta dos dados por conta das restrições do período pandêmico, foram obtidas amostras quantitativamente diferentes nos dois momentos da coleta, entretanto sem prejuízos ao conhecimento científico aqui apresentado.
Além disso, ainda no que diz respeito às limitações do estudo, apesar da relevância dos instrumentos especializados, como o CAGE e o Audit, para a avaliação detalhada do consumo de bebidas alcoólicas, optou-se por uma abordagem mais simples devido à extensão do questionário que avaliava o desfecho primário do estudo. O uso de uma variável categórica dicotômica foi uma alternativa viável para minimizar o impacto na participação dos sujeitos, evitando sobrecarga e desistências. Essa escolha pode ser considerada como uma limitação do estudo. No entanto, foram realizadas análises cuidadosas dos dados obtidos, buscando garantir a qualidade e a confiabilidade dos resultados.
CONCLUSÃO
Apesar de a prevalência de TMC em estudantes de Medicina manter-se expressiva, não foi demonstrado impacto direto da pandemia de COVID-19 em suas taxas, sugerindo aspectos intrínsecos ao curso de Medicina como principal fator de risco para o desenvolvimento de transtornos mentais. Ademais, foram demonstradas maiores prevalências de TMC entre os estudantes com engajamento religioso e consumidores de bebida alcoólica.
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Este estudo não recebeu nenhum tipo de financiamento de agências de fomento ou demais órgãos ou instituições financiadoras de pesquisa.
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40
https://doi.org/10.1590/1981-52712015v39n1e01092014
50 Cardoso Filho FAB, Magalhães JF, Silva KML, Pereira IS, Dantas S. Perfil do estudante de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, 2013. Rev Bras Educ Med. 2015;39(1):32-40. doi: https://doi.org/10.1590/1981-52712015v39n1e01092014.
Authorship
Jamily Kaliny Azevedo Lima
Contribuiu significativamente na concepção do projeto e coleta de dados
na elaboração do artigo
tendo aprovado sua versão final a ser publicada
Universidade Salvador (Unifacs), Salvador, BA, Brasil.Universidade SalvadorBrasilSalvador, BA, BrasilUniversidade Salvador (Unifacs), Salvador, BA, Brasil.
Contribuiu significativamente na elaboração do artigo
tendo aprovado sua versão final a ser publicada
Faculdade de Medicina ZARNS, Salvador, BA, Brasil.Faculdade de Medicina ZARNSBrasilSalvador, BA, BrasilFaculdade de Medicina ZARNS, Salvador, BA, Brasil.
Contribuiu significativamente na concepção do projeto
na análise e interpretação dos dados
na elaboração do artigo
tendo aprovado sua versão final a ser publicada
Faculdade de Medicina ZARNS, Salvador, BA, Brasil.Faculdade de Medicina ZARNSBrasilSalvador, BA, BrasilFaculdade de Medicina ZARNS, Salvador, BA, Brasil.
Centro Universitário Dom Pedro II (Unidompedro), Salvador, BA, Brasil.Centro Universitário Dom Pedro IIBrasilSalvador, BA, BrasilCentro Universitário Dom Pedro II (Unidompedro), Salvador, BA, Brasil.
Ana Paula Amaral de Brito Address for correspondence: Ana Paula Amaral de Brito. Universidade do Estado da Bahia - Uneb. Rua Silveira Martins, 2555, Cabula - 41150-000 - Salvador, BA, Brasil. E-mail: apabrito@uneb.br
Contribuiu significativamente na concepção do projeto
na análise e interpretação dos dados
na elaboração do artigo
tendo aprovado sua versão final a ser publicada
Faculdade de Medicina ZARNS, Salvador, BA, Brasil.Faculdade de Medicina ZARNSBrasilSalvador, BA, BrasilFaculdade de Medicina ZARNS, Salvador, BA, Brasil.
Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Salvador, BA, Brasil.Universidade do Estado da BahiaBrasilSalvador, BA, BrasilUniversidade do Estado da Bahia (Uneb), Salvador, BA, Brasil.
Address for correspondence: Ana Paula Amaral de Brito. Universidade do Estado da Bahia - Uneb. Rua Silveira Martins, 2555, Cabula - 41150-000 - Salvador, BA, Brasil. E-mail: apabrito@uneb.br
CONFLITOS DE INTERESSES
Os autores declaram não haver nenhum tipo de conflito de interesse que possa ter influenciado na pesquisa e no relato de seus resultados.
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Faculdade de Medicina ZARNS, Salvador, BA, Brasil.Faculdade de Medicina ZARNSBrasilSalvador, BA, BrasilFaculdade de Medicina ZARNS, Salvador, BA, Brasil.
Centro Universitário Dom Pedro II (Unidompedro), Salvador, BA, Brasil.Centro Universitário Dom Pedro IIBrasilSalvador, BA, BrasilCentro Universitário Dom Pedro II (Unidompedro), Salvador, BA, Brasil.
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Tabela 1
Características sociodemográficas dos estudantes de Medicina avaliados, agrupados de acordo com o momento anterior e durante a pandemia de COVID-19
Tabela 2
Análise entre a presença de transtornos mentais comuns e as características sociodemográficas dos estudantes de Medicina antes e durante a pandemia de COVID-19
table_chartTabela 1
Características sociodemográficas dos estudantes de Medicina avaliados, agrupados de acordo com o momento anterior e durante a pandemia de COVID-19
Características
Período
p-valor
Anterior à pandemia (n = 98)
Durante a pandemia (n = 191)
Idade, MA ± DP (anos)
23,4 ± 5,23
24,6 ± 5,7
0,091**
Teste T para amostras independentes.
Sexo, n (%)
Feminino
61 (62,2)
134 (70,2)
0,161††
Teste QUI-quadrado com post hoc de Bonferroni.
Masculino
37 (37,8)
57 (29,8)
Estado civil, n (%)
Solteiro(a)
90 (91,8)
163 (85,3)
0,109††
Teste QUI-quadrado com post hoc de Bonferroni.
Casado(a)
5 (5,1)
18 (-9,4)
Outro
3 (3,1)
10 (5,2)
Exerce atividade remunerada, n (%)
Sim
11 (11,2)
24 (12,6)
0,764††
Teste QUI-quadrado com post hoc de Bonferroni.
Não
87 (88,8)
167 (87,4)
Religião, n (%)
Sim
79 (80,6)
177 (92,7)
0,002††
Teste QUI-quadrado com post hoc de Bonferroni.
Não
19 (19,4)
14 (7,3)
Consumo de álcool, n (%)
Sim
45 (45,9)
132 (69,1)
0,0001††
Teste QUI-quadrado com post hoc de Bonferroni.
Não
53 (54,1)
59 (30,9)
Ciclo acadêmico, n (%)
Básico
74 (75,5)
120 (62,8)
0,007††
Teste QUI-quadrado com post hoc de Bonferroni.
Clínico
10 (10,2)
43 (22,5)
Internato
14 (14,3)
28 (14,7)
Prevalência de TMC, n (%)
47 (48,0)
85 (44,5)
0,549††
Teste QUI-quadrado com post hoc de Bonferroni.
table_chartTabela 2
Análise entre a presença de transtornos mentais comuns e as características sociodemográficas dos estudantes de Medicina antes e durante a pandemia de COVID-19
Características
TMC
p-valor††
Teste qui-quadrado com post hoc de Bonferroni.
Pré-pandemia (n = 47)
Pandemia (n = 85)
Sexo, n (%)
Feminino
39 (83,0)
56 (65,9)
0,007
Masculino
8 (17,0)
29 (34,1)
Estado civil, n (%)
Solteiro(a)
43 (91,5)
76 (89,4)
0,689
Casado(a)
3 (6,4)
7 (8,2)
Outro
1 (2,1)
2 (2,4)
Exerce atividade remunerada, n (%)
Sim
2 (4,3)
7 (8,2)
0,368
Não
45 (95,7)
78 (91,8)
Religião, n (%)
Sim
38 (80,9)
79 (92,9)
0,004
Não
9 (19,1)
6 (7,1)
Consumo de álcool, n (%)
Sim
23 (48,9)
56 (65,9)
0,057
Não
24 (51,1)
29 (34,1)
Ciclo acadêmico, n (%)
Básico
39 (83,0)
54 (63,5)
0,003
Clínico
6 (12,8)
16 (18,8)
Internato
2 (4,3)
15 (17,6)
How to cite
Lima, Jamily Kaliny Azevedo et al. Impact of the COVID-19 pandemic on the prevalence of common mental disorders among medical students. Jornal Brasileiro de Psiquiatria [online]. 2023, v. 72, n. 4 [Accessed 3 April 2025], pp. 213-220. Available from: <https://doi.org/10.1590/0047-2085000000430>. Epub 17 Nov 2023. ISSN 1982-0208. https://doi.org/10.1590/0047-2085000000430.
Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de JaneiroAv. Venceslau Brás, 71 Fundos, 22295-140 Rio de Janeiro - RJ Brasil, Tel./Fax: (55 21) 3873-5510 -
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