Open-access Utilización del esfigmomanómetro en la evaluación de la fuerza de los músculos extensores y flexores de la articulación de la rodilla en militares

rbme Revista Brasileira de Medicina do Esporte Rev Bras Med Esporte 1517-8692 1806-9940 Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte São Paulo, SP, Brazil FUNDAMENTOS Y OBJETIVO: Este estudio descriptivo comparativo tiene el objetivo de analizar la fuerza en los distintos ángulos en la extensión y flexión de la rodilla en militares saludables, utilizándose el esfigmomanómetro modificado (EM). MÉTODOS: Se evaluaron 31 militares, 19 del sexo femenino y 12 del sexo masculino, con promedio de edad de 26,5 ± 5,8 años, promedio de estatura respectiva de 162,00 ± 0,06 (cm) y 175,00 ± 0,06 (cm); promedio de masa corporal de 56,83 ± 5,85 (kg) y 73,25 ± 10,46 (kg). Se empleó la metodología de evaluación sugerida por Helewa, Goldsmith y Smithe (1981), utilizándose el esfigmomanómetro modificado (EM). Las contracciones isométricas máximas en 30º de flexión y 30º/90º de extensión se obtuvieron en la prueba de ejecución (Make test), en la mesa flexo-extensora Inbaf y registradas por EM Tycos. El análisis de los datos fue descriptiva, aplicándose la prueba "t" de Student para comparar los valores promedios, adoptándose un nivel de significancia de p < 0,05. RESULTADOS: Tanto en el grupo femenino como en el masculino, se observó una diferencia significativa solamente entre los ángulos de 30 y 90 grados de la extensión de la rodilla derecha (p > 0,05). En los ángulos de 90 grados para la extensión y 30 grados para la flexión de la rodilla, no se observaron diferencias significativas intragrupos (p < 0,05). CONCLUSIÓN: Los militares presentaron diferencias de fuerza entre los grupos musculares anterior y posterior de la articulación de la rodilla en los diferentes ángulos estudiados. La metodología utilizada se mostró satisfactoria para la evaluación cualitativa de la fuerza. ARTIGO ORIGINAL Utilização do esfigmomanômetro na avaliação da força dos músculos extensores e flexores da articulação do joelho em militares Utilización del esfigmomanómetro en la evaluación de la fuerza de los músculos extensores y flexores de la articulación de la rodilla en militares Claudionor DelgadoI; José Fernandes FilhoII; Fernando Policarpo BarbosaIII; Hildeamo Bonifácio OliveiraIV ICoordenador do Programa Lato Senso de Fisioterapia Traumato-ortopédica do Instituto Brasileiro de Medicina de Reabilitação, IBMR-RJ Crefito 2/689-F IIProf. PhD Coordenador do Programa Stricto Senso da Ciência da Motricidade Humana da Universidade Castelo Branco, UCB-RJ CREF 0066/1 IIIProf. MsC. Coordenador do Programa de Iniciação Cientifica do Curso de Educação Física da Universidade Católica de Brasília UCB CREF 0155/7 IVProf. MsC. Coordenador do Laboratório de Estudo de Força – LABEF, Curso de Educação Física da Universidade Católica de Brasília UCB CREF 0159/7 Endereço para correspondência RESUMO FUNDAMENTOS E OBJETIVO: Este estudo descritivo comparativo visa analisar a força nos diferentes ângulos na extensão e flexão do joelho em militares. Seu objetivo foi o de avaliar a força dos músculos extensores e flexores da articulação do joelho em diferentes ângulos por meio de esfigmomanômetro modificado (EM) em militares saudáveis. MÉTODOS: A amostra foi composta por 31 militares, sendo 19 do sexo feminino e 12 do sexo masculino, com idade média de 26,5 ± 5,8 anos; estatura média respectiva de 162,00 ± 0,06 (cm) e 175,00 ± 0,06 (cm); massa corporal média de 56,83 ± 5,85 (kg) e 73,25 ± 10,46 (kg). A metodologia de avaliação foi a proposta por Helewa, Goldsmith e Smithe (1981), utilizando-se o esfigmomanômetro modificado (EM). As contrações isométricas máximas em 30º de flexão e 30º/90º de extensão foram obtidas no teste de execução (Make test), na mesa flexo-extensora Inbaf e registradas pelo EM Tycos. A análise dos dados foi descritiva, aplicando-se o teste "t" de Student para comparar as médias, adotando-se um nível de significância de p < 0,05. RESULTADOS: Tanto no grupo feminino quanto no masculino, observou-se diferença significativa somente entre os ângulos de 30 e 90 graus da extensão do joelho direito (p > 0,05). Nos ângulos de 90 graus para a extensão e 30 graus para a flexão do joelho não foram observadas diferenças significativas intragrupos (p < 0,05). CONCLUSÃO: Os militares apresentaram diferenças de força entre os grupos musculares anterior e posterior da articulação do joelho nos diversos ângulos estudados. A metodologia utilizada mostrou-se satisfatória para avaliação qualitativa da força. Palavras-chave: Força isométrica. Esfigmomanômetro. Articulação do joelho. RESUMEN FUNDAMENTOS Y OBJETIVO: Este estudio descriptivo comparativo tiene el objetivo de analizar la fuerza en los distintos ángulos en la extensión y flexión de la rodilla en militares saludables, utilizándose el esfigmomanómetro modificado (EM). MÉTODOS: Se evaluaron 31 militares, 19 del sexo femenino y 12 del sexo masculino, con promedio de edad de 26,5 ± 5,8 años, promedio de estatura respectiva de 162,00 ± 0,06 (cm) y 175,00 ± 0,06 (cm); promedio de masa corporal de 56,83 ± 5,85 (kg) y 73,25 ± 10,46 (kg). Se empleó la metodología de evaluación sugerida por Helewa, Goldsmith y Smithe (1981), utilizándose el esfigmomanómetro modificado (EM). Las contracciones isométricas máximas en 30º de flexión y 30º/90º de extensión se obtuvieron en la prueba de ejecución (Make test), en la mesa flexo-extensora Inbaf y registradas por EM Tycos. El análisis de los datos fue descriptiva, aplicándose la prueba "t" de Student para comparar los valores promedios, adoptándose un nivel de significancia de p < 0,05. RESULTADOS: Tanto en el grupo femenino como en el masculino, se observó una diferencia significativa solamente entre los ángulos de 30 y 90 grados de la extensión de la rodilla derecha (p > 0,05). En los ángulos de 90 grados para la extensión y 30 grados para la flexión de la rodilla, no se observaron diferencias significativas intragrupos (p < 0,05). CONCLUSIÓN: Los militares presentaron diferencias de fuerza entre los grupos musculares anterior y posterior de la articulación de la rodilla en los diferentes ángulos estudiados. La metodología utilizada se mostró satisfactoria para la evaluación cualitativa de la fuerza. Palabras-clave: Fuerza isométrica. Esfigmomanómetro. Articulación de la rodilla. INTRODUÇÃO A avaliação da força muscular tem sido objeto de estudo em diferentes áreas do conhecimento. Pode-se constatar na literatura que diferentes métodos, subjetivos (perimetria e teste muscular manual) e objetivos (dinamômetro portátil e dinamômetro isocinético) têm sido utilizados para mensurar essa valência física (quadro 1). Na história da fisioterapia, pode-se verificar a importância da avaliação da força no processo de reabilitação dos segmentos corporais(1-3). A hipotrofia e o desequilíbrio da força entre a musculatura agonista e antagonista são fatores que podem interferir nas disfunções musculares e alterar a estabilidade articular, acarretando possíveis lesões. Sendo assim, passa a ser de caráter prioritário ao fisioterapeuta realizar avaliações que possibilitem ações profiláticas, bem como o controle evolutivo do tratamento de lesões articulares. Entretanto, há controvérsias quanto à aplicação e validade dos métodos empregados, pois a assimetria do perímetro não indica assimetria de força(1,4-8), o teste muscular manual tem confiabilidade de apenas 60-65%(2,6,9,10), o dinamômetro portátil ainda não é regularmente fabricado no Brasil e apresenta diferentes leituras de acordo com o fabricante(3) e o dinamômetro isocinético, de grande confiabilidade, tem como fator limitante primário para aquisição o seu alto custo e a necessidade de um espaço físico apropriado(11) (quadro 2). Verificou-se, assim, a necessidade de um método de fácil aplicabilidade e baixo custo para a avaliação da força com confiabilidade dos resultados(12,13). Dentre os métodos citados na literatura, o proposto por Helewa et al.(14) demonstrou que a aplicação do esfigmomanômetro modificado (EM) era mais sensível na avaliação muscular do que a metodologia que faz uso de pesos livres. Observaram que a técnica de mensuração de força com o EM oferecia medidas quantitativa e objetiva mais sensíveis aos diferentes padrões de força. Esses autores concluíram que o método apresentava boa reprodutibilidade quando observados os resultados obtidos por diferentes avaliadores. Fernando e Robertson(15) mostraram diferença de menos de 2% entre as medidas obtidas por diferentes examinadores, utilizando o EM, no teste de força de preensão manual. Helewa et al.(14) afirmam que o EM apresenta ainda bom nível de segurança, podendo ser aplicado em pelo menos 24 grupos musculares. Na literatura especializada, encontram-se relatos de dois tipos de teste muscular em que o EM pode ser utilizado(12,16,17): a) Teste de Ruptura (Break Test) – É um teste manual, em que o EM é posicionado entre o segmento do examinado e a mão do examinador, a força do examinador supera o esforço muscular máximo do examinado; e b) Teste de Execução (Make Test) É um teste mecânico, em que o EM é posicionado entre o segmento do examinado e um objeto ou aparelho estacionário com o examinado exercendo esforço máximo, isométrico. Este estudo justifica-se pela possibilidade de oferecer um método prático para a avaliação da força muscular. Os segmentos corporais objetos deste estudo são os membros inferiores. Mais especificamente o joelho, articulação com características singulares de estabilidade, função e importância, que apresenta alta incidência de lesões e disfunções, principalmente pelas deficiências supracitadas na musculatura periarticular, responsável pela sua estabilização dinâmica(18-21). O objetivo deste estudo é utilizar o EM para a avaliação da força dos músculos extensores e flexores do joelho, aplicando o Teste de Execução (Make Test) nos ângulos de 30/90 graus e 30 graus, respectivamente, em indivíduos adultos, aparentemente saudáveis. MATERIAIS E MÉTODOS Metodologia Este estudo teve uma abordagem descritiva comparativa(22); utilizou a metodologia de avaliação proposta por Helewa et al.(14) em militares de ambos os sexos, com idade entre 19 e 31, aparentemente saudáveis. Amostra A amostra do presente estudo foi intencional, composta de 31 militares de ambos os sexos, sendo 19 mulheres e 12 homens, com idade entre 19 e 31, com média de 26,5 ± 5,8 anos, voluntários, sem lesões ou alterações anatômicas de joelho. Todos os participantes foram informados e esclarecidos sobre os riscos envolvidos no experimento, sendo convidados a preencher e assinar o termo de livre consentimento, em conformidade com a lei 196/96. Foram coletados os dados referentes a: idade, sexo, estatura, massa corporal, nível de pratica de atividade física com prática regular e qual o lado de dominância. Materiais Esfigmomanômetro modificado – O aparelho para aferir pressão arterial teve a parte de velcro removida. O saco inflável foi dobrado em três partes iguais e fixado dentro de um saco inelástico. Neste protótipo, o esfigmomanômetro utilizado foi da marca Tycos®. Após as modificações, o aparelho apresentava as seguintes dimensões: 9cm de largura, 14cm de comprimento, 2,5cm de espessura e, os tubos aéreos, 48cm de extensão (figura 1). A unidade era insuflada e aplicada nas posições padronizadas por Reese(1) e Daniels e Worthingham(9) para teste dos músculos investigados. Empregamos o "Teste de Execução" (Make Test), cuja estabilização é mecânica, para evitar erros de mensuração. Mesa flexo-extensora "Inbaf" – O equipamento estava fixado em sua carga máxima de 80kg; para alguns voluntários, que conseguiram deslocar esta carga, foi acrescentada uma força de estabilização manual exercida pelo examinador na extremidade do braço de alavanca do aparelho. Foram adotadas as seguintes posições para o teste no equipamento Inbaf: extensão a partir de 90ºe flexão a partir de 30º. Procedimentos Antes de realizar o teste de esforço, o voluntário recebia as instruções de como deveria proceder e era solicitado a que realizasse o movimento desejado uma única vez, em cada segmento, como forma de aprendizagem, antes que o EM fosse posicionado e que o teste de força fosse iniciado. O EM era posicionado na extremidade distal entre a perna e o ponto de apoio da mesma com o braço de alavanca do aparelho. O teste consistia de três repetições em cada membro, para cada posição adotada, e o voluntário era induzido a exercer esforço máximo através de estímulos verbais de encorajamento. Cálculo dos valores gerais obtidos – Os valores finais do teste para cada posição adotada, descrita anteriormente, foram calculados através da média aritmética do valor obtido em cada uma das duas posições. Exemplo: Se, na extensão a partir de 90º, o voluntário conseguisse para membro inferior direito os valores 58, 50, 52, a média aritmética seria 53,3. Cálculo do percentual de assimetria – Foram realizados cálculos comparativos para se estabelecer o percentual de assimetria de agonista antagonista de coxa direita e esquerda, nas posições de 90º de extensão, 30º de flexão. Para cada posição, subtraía-se a média aritmética menor da maior, o resultado obtido da subtração (X) era dividido pela média aritmética maior (B) e este resultado (Y) multiplicado por 100, encontrando-se, assim, o percentual específico para cada caso. B – A = X X/B = Y.100 = % Com o objetivo de tornar este método de avaliação mais simples e utilizável na clínica diária, como controle de avaliação e evolução do tratamento, não foi feita correlação entre pressão (mmHg) e força (N). Os valores obtidos foram utilizados somente como unidade de referência para se estabelecer o índice de assimetria. Estatística Para o tratamento dos dados foram utilizadas a análise descritiva e o teste "t" de Student para comparar as médias. Adotou-se um nível de significância de p > 0,05. Para tanto, utilizou-se o pacote estatístico "Statistical Package for the Social Sciences" (SPSS 11.0). RESULTADOS Caracterização da amostra A estatura média do grupo feminino foi de 162,00 ± 0,06 (cm), com massa corporal de 56,83 ± 5,85 (kg). No grupo masculino foi observada estatura média de 175,00 ± 0,06 (cm) e massa corporal de 73,25 ± 10,46. Em relação à prática regular de atividades físicas, verificou-se que, do total de indivíduos, 54,8% praticavam, enquanto 45,2% não praticavam. Os valores médios e desvio padrão (Dp) para a análise dos ângulos estudados na extensão e flexão do joelho encontram-se apresentados na tabela 1. Os dados da análise estatística demonstraram que, para a extensão do joelho no grupo feminino, observou-se diferença significativa entre os ângulos de 30º e 90º para a perna direita (p < 0,05), enquanto que, para a perna esquerda, não foi observada diferença significativa (p > 0,05), sendo observado o mesmo comportamento para o grupo masculino. Para a extensão 30º x flexão 30º, no grupo feminino observa-se diferença significativa (p < 0,05) para os dois segmentos. O grupo masculino não apresentou diferença significativa (p > 0,05) no mesmo caso observado. Na análise da extensão 90º x flexão 30º, os grupos feminino e masculino não apresentaram diferença significativa para os dois segmentos (p < 0,05). Quando comparada a extensão 30º x extensão 90º da perna direita, observou-se diferença significativa para os dois grupos (p < 0,05). Na perna esquerda, não foi observada diferença significativa (p > 0,05) entre os dois grupos. Na comparação da flexão 30º x 30º, de acordo com a análise dos resultados, não foi constatada diferença significativa (p > 0,05) para os segmentos tanto no feminino, como também no masculino. O índice percentual médio de assimetria de força entre flexores e extensores do joelho (isquiotibiais/quadríceps) encontrado com a utilização na metodologia descrita foi: Nos homens (n = 12) Joelho direito – Em 83,3% dos casos, o grupo extensor (quadríceps) apresentou predominância de força sobre o grupo flexor (isquiotibiais) com índice percentual médio de 26,4% (figura 2). Em 16,7% dos casos, o grupo flexor apresentou predominância de força sobre o grupo extensor com índice percentual médio de 18,8%. Joelho esquerdo – Em 66,6% dos casos, o grupo extensor apresentou predominância de força sobre o grupo flexor (isquiotibiais) com índice percentual médio de 33% (figura 3). Em 26,0% dos casos, o grupo flexor apresentou predominância de força sobre o grupo extensor com índice percentual médio de 6% e, em um caso, a força de extensão foi equivalente à de flexão. Nas mulheres (n = 19) Joelho direito – Em 78,9% dos casos, o grupo extensor apresentou predominância de força sobre o grupo flexor (isquiotibiais) com índice percentual médio de 26% (figura 2). Em 21,1% dos casos, o grupo flexor apresentou predominância de força sobre o grupo extensor com índice percentual médio de 9,5%. Joelho esquerdo – Em 73,7% dos casos, o grupo extensor apresentou predominância de força sobre o grupo flexor (isquiotibiais) com índice percentual médio de 28,3% (figura 3). Em 26,3% dos casos, o grupo flexor apresentou predominância de força sobre o grupo extensor com índice percentual médio de 9,2%. A predominância de força da musculatura extensora pode ser observada em 78% dos homens e 76,3% das mulheres, com índice médio de assimetria em relação à flexão de 26,4% no joelho direito e 33% no esquerdo em homens e, nas mulheres, 26% no joelho direito e 28,3% no esquerdo. Os flexores tiveram predomínio sobre os extensores em 21,9% dos homens e 23,7% das mulheres, com índice médio de assimetria de 18,8% no joelho direito e 6% no esquerdo, em homens. Neste grupo, em que houve grande diferença de assimetria entre os segmentos, pode-se especular que seja pelo tipo de atividade física praticada pelo grupo. Em mulheres, o índice de assimetria foi de 9,5% no joelho direito e 9,2% no esquerdo. Através dos resultados obtidos, não se pode confirmar a relação entre dominância manual e dominância de força em membro inferior. Esta relação foi observada em 31,5% do total de indivíduos testados, cuja maioria era destra, porém foi observado que o índice médio de assimetria de força entre flexores e extensores foi maior no joelho esquerdo, talvez por não ser o segmento de apoio e a musculatura não ser utilizada de maneira adequada. DISCUSSÃO Podemos destacar como limitação deste estudo: 1) o número de indivíduos avaliados e 2) em função da variação dos níveis de força observados, não é possível extrapolar os resultados de maneira a se criar valores normativos. A assimetria de força entre agonistas e antagonistas já foi objeto de discussão em alguns estudos. O estudo realizado por Safran et al.(23) afirma que atletas com diferença de força de quadríceps para isquiotibiais de 60% em uma perna têm grandes chances de sofrer uma lesão muscular. Heiser et al.(24) mostraram que um time apresentava incidência de 7,7% de lesões de isquiotibiais, com taxa de 31,7% de recorrência, mas, depois de reconhecido e corrigido o desequilíbrio muscular, a incidência de lesões baixou para 1,1%. Pode-se, em função desses estudos, sugerir que o mesmo possa ocorrer em indivíduos não atletas, como na amostra deste estudo. Essa desigualdade de força entre a musculatura agonista e antagonista da articulação do joelho é favorável, quando se observa Heyward(25), que apresenta os estudos de Golding, Meyers, e Sinning (1989), em que os autores sugerem uma diferença normal de força maior da porção anterior da coxa em relação à posterior em torno de 25%. Outros autores(26-28) sugerem que essa diferença seja da ordem de 30 a 40%. No presente estudo, parte da amostra revelou comportamentos similares aos encontrados na literatura(25). Também podemos apontar como sendo limitação do estudo a ordem de realização dos testes, em que pode existir influência da ação agonista/antagonista na perda de força em esforço máximo, em função da resistência gerada pelo antagonista, conhecido também como paradoxo de Lombard(29,30). Entre outros pontos que podem ser considerados como fatores limitantes, citamos o percentual de indivíduos que não realizavam práticas esportivas regulares ou o nível de aptidão física, o qual não foi medido. A essa prática de exercícios está relacionada a eficácia da coordenação entre e intramuscular(31). Tais fatores são associados à alta incidência de lesões no grupo muscular posterior da coxa(24,26-30,32-34). Assim, percebe-se que a musculatura posterior não deve apresentar valores de força próximos ou similares aos da musculatura anterior. Os resultados obtidos neste estudo demonstraram que a maioria dos participantes apresentava a equivalência de forças sugerida para a profilaxia de lesões musculares. Sabemos que a pressão é proporcional à área de contato e que este fator pode ter influenciado nos resultados quando estabelecemos um índice normal de assimetria, o que deixa espaço para futuras investigações. CONCLUSÃO Os militares apresentaram diferenças de força entre os grupos musculares anterior e posterior da articulação do joelho nos diversos ângulos estudados. Evidenciou-se a utilização do EM como um método prático e de baixo custo para avaliação de força entre flexores e extensores de joelho, podendo ser aplicados como parâmetro de comparação, quando objetivamos a profilaxia das lesões musculares ou o monitoramento de uma recuperação pós-cirúrgica de joelho. Sugere-se que outros estudos possam investigar a relação de força obtida entre o método EM e valores estandardizados por testes isométricos nos diferentes ângulos para extensão e flexão dos joelhos. Todos os autores declararam não haver qualquer potencial conflito de interesses referente a este artigo. Endereço para correspondência Claudionor Delgado Clínica de Fisioterapia Claudionor Delgado Av. Princesa Isabel, 323, sl. 412 – Copacabana 22011-010 – Rio de Janeiro, RJ, Brasil E-mail: profdelgado@hotmail.com Recebido em 12/5/04. 2ª versão recebida em 16/9/04. Aceito em 20/9/04. 1. Reese NB. Testes de função muscular e sensorial. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2000. Testes de função muscular e sensorial 2000 Reese NB 2. Kendall FP, McCreary EK, Provance PG. Muscles Testing and function. 4th ed. Baltimore: Williams & Wilkins, 1993. Muscles: Testing and function 1993 Kendall FP McCreary EK Provance PG 3. Williams M. Manual muscle testing Development and current use. 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The evaluation methodology was the one proposed by Helewa, Goldsmith and Smithe (1981) using Modified Sphygmomanometer (MS). The maximal isometric contractions at 30º of flexion and 30º/90º of extension were obtained in the Make test, in the Inbaf flexion-extension table and recorded by the MS Tycos. The data was analyzed using the "t" Student-test to compare the averages, and the significance level adopted was p > 0.05. RESULTS: In both the female and the male groups, significant difference was only observed between angles of 30 and 90 degrees of the right knee extension (p > 0.05). At angles of 90 degrees for the knee extension and of 30 degrees for knee flexion, no intra-groups significant differences were observed (p > 0.05). CONCLUSION: Militaries present strength differences between knee joint anterior and posterior muscular groups at the different angles studied. The methodology used showed to be satisfactory for the strength qualitative evaluation. Isometric strength Sphygmomanometer Knee joint ORIGINAL ARTICLE Use of the sphygmomanometer in the evaluation of the knee joint flexor and extensor muscle strength in militaries Utilización del esfigmomanómetro en la evaluación de la fuerza de los músculos extensores y flexores de la articulación de la rodilla en militares Claudionor DelgadoI; José Fernandes FilhoII; Fernando Policarpo BarbosaIII; Hildeamo Bonifácio OliveiraIV ICoordinator of the "Latus Senso" Trauma and Orthopedic Physical Therapy Program of the Brazilian Rehabilitation Medicine Institute, IBMR RJ CREFITO 2/689-F) IIPhD Professor, Coordinator of the "Strictus Senso" Motricity Science Program Castelo Branco University, UCB-RJ 0066/1) IIIMsC Professor, Coordinator of the Scientific Initiation Program in Physical Education Brasilia Catholic University UCB CREF 0155/7) IVMsC Professor, Coordinator of the Strength Study Laboratory LABEF Physical Education Course - Brasilia Catholic University UCB CREF 0159/7) Correspondence ABSTRACT BASES AND OBJECTIVE: This is a comparative and descriptive study that aims at analyzing the strength for the different angles of the knee flexion and extension in militaries. The objective of this study was to evaluate the extensor and flexor muscles of the knee joint for different angles by means of the Modified Sphygmomanometer (MS) in healthy militaries. METHODS: The sample was composed of 31 militaries as follows: 19 male and 12 female with average age of 26.5 ± 5.8 years; respective average height of 162.00 ± 0.06 (cm) and 175.00 ± 0.06 (cm) and average body mass of 56.83 ± 5.85 (kg) and 73.25 ± 10.46 (kg). The evaluation methodology was the one proposed by Helewa, Goldsmith and Smithe (1981) using Modified Sphygmomanometer (MS). The maximal isometric contractions at 30º of flexion and 30º/90º of extension were obtained in the Make test, in the Inbaf flexion-extension table and recorded by the MS Tycos. The data was analyzed using the "t" Student-test to compare the averages, and the significance level adopted was p > 0.05. RESULTS: In both the female and the male groups, significant difference was only observed between angles of 30 and 90 degrees of the right knee extension (p > 0.05). At angles of 90 degrees for the knee extension and of 30 degrees for knee flexion, no intra-groups significant differences were observed (p > 0.05). CONCLUSION: Militaries present strength differences between knee joint anterior and posterior muscular groups at the different angles studied. The methodology used showed to be satisfactory for the strength qualitative evaluation. Key words: Isometric strength. Sphygmomanometer. Knee joint. RESUMEN FUNDAMENTOS Y OBJETIVO: Este estudio descriptivo comparativo tiene el objetivo de analizar la fuerza en los distintos ángulos en la extensión y flexión de la rodilla en militares saludables, utilizándose el esfigmomanómetro modificado (EM). MÉTODOS: Se evaluaron 31 militares, 19 del sexo femenino y 12 del sexo masculino, con promedio de edad de 26,5 ± 5,8 años, promedio de estatura respectiva de 162,00 ± 0,06 (cm) y 175,00 ± 0,06 (cm); promedio de masa corporal de 56,83 ± 5,85 (kg) y 73,25 ± 10,46 (kg). Se empleó la metodología de evaluación sugerida por Helewa, Goldsmith y Smithe (1981), utilizándose el esfigmomanómetro modificado (EM). Las contracciones isométricas máximas en 30º de flexión y 30º/90º de extensión se obtuvieron en la prueba de ejecución (Make test), en la mesa flexo-extensora Inbaf y registradas por EM Tycos. El análisis de los datos fue descriptiva, aplicándose la prueba "t" de Student para comparar los valores promedios, adoptándose un nivel de significancia de p < 0,05. RESULTADOS: Tanto en el grupo femenino como en el masculino, se observó una diferencia significativa solamente entre los ángulos de 30 y 90 grados de la extensión de la rodilla derecha (p > 0,05). En los ángulos de 90 grados para la extensión y 30 grados para la flexión de la rodilla, no se observaron diferencias significativas intragrupos (p < 0,05). CONCLUSIÓN: Los militares presentaron diferencias de fuerza entre los grupos musculares anterior y posterior de la articulación de la rodilla en los diferentes ángulos estudiados. La metodología utilizada se mostró satisfactoria para la evaluación cualitativa de la fuerza. Palabras-clave: Fuerza isométrica. Esfigmomanómetro. Articulación de la rodilla. INTRODUCTION The evaluation of the muscular strength has been objective of study in different knowledge areas. It can be verified in the literature that different subjective (perimetry and manual muscular test) and objective methods (portable dynamometer and isokinetic dynamometer) have been used to measure this physical valence (board 1). In the history of physical therapy, the importance of the strength evaluation can be verified in the rehabilitation process of the body segments(1-3). The hypotrophy and the strength unbalance between the agonistic and the antagonistic musculature are factors that may influence the muscular dysfunctions and alter the articular stability, leading to new lesions. Thus, it has become priority for physical therapists to perform evaluations that enable prophylactic actions as well as the evolutive treatment of the articular lesions. However, there are controversies regarding to the application and validity of the methods employed, once the perimeter asymmetry does not necessarily indicate strength asymmetry(1,4-8), the manual muscular test presents a reliability of only 60-65%(2,6,9,10), the portable dynamometer is not yet regularly manufactured in Brazil and presents different readings according to the manufacturer(3) and the high-reliability isokinetic dynamometer has as primary limiting factor its high cost and the necessity of adequate physical space(11) (board 2). Thus, it was verified the necessity of a method of easy applicability and low cost for the strength evaluation with result reliability(12,13). Among the methods presented by literature, the method proposed by Helewa et al.(14) has demonstrated that the application of the Modified Sphygmomanometer (MS) was more sensible in the muscular evaluation than the methodology that uses free weights. They observed that the strength measure methodology with the MS provided qualitative and objective measures more sensible to the different strength standards. These authors concluded that the method presented good reproducibility when the results obtained by different appraisers were observed. Fernando and Robertson(15) showed a difference of less than 2% between the measures obtained by different appraisers using MS in the manual pressure strength test. Helewa et al.(14) assured that the MS yet presented good security level, being able to be applied in at least twenty-four muscular groups. In the specialized literature, reports of two types of muscular test in which the MS may be used are found(12,16,17): a) Break Test It is a manual test where the MS is placed between the segment of the appraised and the hand of the appraiser, the appraiser's strength overcomes the maximal muscular strength of the appraised and b) Make Test it is a mechanical test where the MS is placed between the segment of the appraised and an object or a stationary device with appraised performing maximal isometric strength. This study is justified by the possibility of providing a practical method for the muscular strength evaluation. The body segments, objects of this study, are the lower limbs, more specifically the knee, joint with specific stability features, function and importance that presents high incidence of lesions and dysfunctions especially due to the deficiencies in the periarticular musculature mentioned above, responsible for its dynamic stabilization(18-21). The objective of this study is to use the MS for the knee flexor and extensor muscle strength evaluation with the application of the Make Test for angles of 30/90 degrees and 30 degrees respectively in adult individuals, apparently healthy. MATERIAL AND METHODS Methodology This study presents a descriptive-comparative approach(22); the evaluation methodology proposed by Helewa et al.(14) was used in militaries from both genders and ages ranging from 19 and 31 years, apparently healthy. Sample The sample of the present study was intentionally, composed of 31 militaries from both genders distributed in 19 women and 12 men with ages ranging from 19 and 31 years and with an average of 26.5 ± 5.8 years. The volunteers had no knee lesions or anatomical alterations. All participants were informed about the risks involved in the experiment, being invited to fill and to sign a consent form, according to Brazilian law number 196/96. Data regarding to age, gender, height, body mass, physical activity practice level with regular practice and dominance side were also collected. Material Modified Sphygmomanometer – The device used to assess blood pressure had part of its Velcro tape removed. The inflatable bag was folded in three equal parts and fixed inside an inelastic bag. In this prototype, the sphygmomanometer label Tycos® was used. After modification performed, the device presented the following dimensions: 9 cm width, 14 cm length, 2.5 cm thickness and the aerial tubes presented 48 cm extension (figure 1). The unit was inflated and applied to the positions standardized by Reese(1), Daniels and Worthingham(9) for the test of the muscles investigated. We employed the Make Test, which stabilization is mechanical, to avoid measurement errors. "Inbaf"flexion-extension table – The equipment was set to its maximal load of 80 kg and for some volunteers who achieved dislocating this load, a manual stabilization strength performed by the appraiser at the device's arm crowbar extremity was added. The following positions for the strength test in the Inbaf equipment were adopted: extension from 90º and flexion from 30º. Procedures Before performing the strength test, the volunteer was informed of how to proceed, also being requested to perform the desired movement one single time in each segment for apprenticeship, before the MS was positioned and the strength test was performed. The MS was positioned at the distal extremity between the leg and the support point of the leg with the device's arm crowbar. The test was composed of three repetitions in each limb for each position adopted and the volunteer was induced to perform maximal effort through verbal stimuli and encouragement. Calculation of the general values obtained– The test's final values for each position adopted previously described were calculated through the arithmetic average of the value obtained in each one of the two positions adopted. Example: If, in the extension from 90º, the volunteer reached values of 58, 50 and 52 for the right lower limb, the arithmetic average would be 53.3. Calculation of the asymmetry percentile – Comparative calculations were performed to establish the right and left thigh antagonistic-agonistic asymmetry percentage at positions of 90º of extension and 30º of flexion. For each position, the highest arithmetic average was subtracted by the lowest arithmetic average and the result obtained from the subtraction (X) was divided by the highest arithmetic average (B) and this result (Y) multiplied by 100, thus finding the specific percentile for each case. B – A = X X/B = Y.100 = % With the objective of making this evaluation method simpler and feasible in the daily clinics as evaluation control and treatment evolution, no correlation between pressure (mmHg) and strength (N) was performed. The values obtained were only used as reference unit in order to establish the asymmetry index. Statistics For data analysis, the descriptive analysis and the "t" Student test was used to compare the averages. The statistical significance level adopted was p > 0.05. To do so, the "Statistical Package for the Social Sciences" (SPSS 11.0) was used. RESULTS Sample characterization The average height of the female group was of 162.00 ± 0.06 (cm) with body mass of 56.83 ± 5.85 (kg). In the male group, average height of 175.00 ± 0.06 (cm) and body mass of 73.25 ± 10.46 was observed. With regards to the regular practice of physical exercise, it was verified that from the total number of individuals, 54.8% did practice regular physical exercise while 45.2% did not. The average values and standard deviation (SD) for the angle analysis studied in the knee flexion and extension are presented in table 1. The data from the statistical analysis demonstrated that for knee extension in the female group, a significant difference between angles of 30º and 90º was observed in the right leg (p > 0.05) while for the left leg, no significant difference was observed (p > 0.05); and the same behavior was observed for the male group. For the Extension 30º x Flexion 30º in the female group, a significant difference was observed (p < 0.05) for both segments. The male group presented no significant difference (p > 0.05) in the same case observed. In the Extension 90º x Flexion 30º analysis, both female and male groups presented no significant difference for both segments (p < 0.05). When the Extension 30º x Extension 90º of the right leg is compared, a significant difference for both groups was observed (p < 0.05). In the left leg, no significant differences were observed between groups (p > 0.05). In the comparison of Flexion 30º x 30º, according to the analysis of results, no significant differences were observed (p > 0.05) for segments both in the female group and for the male group. The strength asymmetry average percentile index between the knee flexors and extensors (ischiotibial/quadriceps) found with the use of methodology described was: In men (n = 12) Right knee – In 83.3% of cases, the extensor group (quadriceps) presented strength predominance in relation to the flexor group (ischiotibial), with an average percentile index of 26.4% (figure 2). In 16.7% of cases, the flexor group presented strength predominance in relation to the extensor group with average percentile index of 18.8%. Left knee – In 66.6% of cases, the extensor group presented strength predominance in relation to the flexor group (ischiotibial) with an average percentile index of 33% (figure 3). In 26% of cases, the flexor group presented strength predominance in relation to the extensor group with average percentile index of 6%, and in one case, the extension strength was equivalent to the flexion strength. In women (n = 19) Right knee – In 78.9% of cases, the extensor group presented strength predominance in relation to the flexor group (ischiotibial), with average percentile index of 26% (figure 2). In 21.1% of cases, the flexor group presented strength predominance in relation to the extensor group with average percentile index of 9.5%. Left knee – In 73.7% of cases, the extensor group presented strength predominance in relation to the flexor group (ischiotibial) with average percentile index of 28.3% (figure 3). In 26.3% of cases, the flexor group presented strength predominance in relation to the extensor group with average percentile index of 9.2%. The strength predominance of the extensor muscle group may be observed in 78% of men and 76.3% of women, with an asymmetry average index in relation to the flexion of 26.4% in the right knee and 33% in the left knee in men and 26% in the right knee and 28.3 in the left knee in women. The flexors presented predominance in relation to the extensors in 21.9% of men and 23.7% of women, with an asymmetry average index of 18.8% in the right knee and 6% in the left, in men. In this group, which a large asymmetry difference between segments was observed, one may speculate that this fact might have occurred due to the type of physical activity practiced by the group. In women, the asymmetry index was of 9.5% in the right knee and 9.2 in the left knee. Through the results obtained, one cannot corroborate the relation between manual dominance and strength dominance in the lower limbs. This relation was observed in 31.5% of the total of individuals tested, which majority was right-handed, however, it was observed that the strength asymmetry average index between flexors and extensors was higher in the left knee, maybe due to the fact that it is not the support segment and the musculature is not properly used. DISCUSSION We can emphasize as limiting factors for this study: 1) the number of individuals evaluated and 2) in function of the strength levels variation observed, it is not possible to extrapolate the results in such way to create normative values. The strength asymmetry between agonistic and antagonistic has already been object of discussion in some studies. The study performed by Safran et al.(23) affirms that athletes with strength differences of 60% in one leg when quadriceps and ischiotibial are compared have high chances of suffering a muscular lesion. Heiser et al.(24) showed that a team of athletes presented an incidence of 7.7% of ischiotibial lesions with a recurrence rate of 31.7%. However, after the muscular unbalance was recognized and corrected, the lesions incidence dropped down to 1.1%. In function of these studies, one may suggest that the same could occur to non-athlete individuals, as in the sample investigated in this study. This strength inequality between the knee joint agonistic and antagonistic musculature is favorable when we observe Heyward(25), who presents the studies of Golding, Meyers and Sinning (1989), where the authors suggest a higher strength normal difference of the thigh anterior portion in relation to the posterior portion of around 25%. Other authors(26-28) suggest that this difference is of the order of 30 to 40%. In the present study, part of the sample presented behavior similar to results found in literature(25). The order which the tests were performed is also pointed as limiting factor in this study, once the agonistic/antagonistic action may have influenced on the loss of strength at maximal effort in function of the resistance generated by the antagonistic, factor also known as Lombard(29,30) paradox. Among other factors that may be considered as limiting factors, we emphasize the percentage of individuals who did not perform regular physical exercises or which the physical fitness level was not measured. The effectiveness of the intramuscular coordination and the coordination between muscles is related to this exercise practice(31). Such factors are associated to the high incidence of lesions in the thigh posterior muscular group(24,26-30,32-34). Thus, it is observed that the posterior musculature must not present strength values close or similar to the anterior musculature. The results obtained in this study demonstrated that the most participants presented strength equivalence suggested for the prophylaxis of muscular lesions. We know that the pressure is proportional to the contact area and that this factor may have influenced the results when we established an asymmetry normal index, fact that requires further investigations. CONCLUSION Militaries present strength differences between anterior and posterior muscular groups of the knee joint at the different angles studied. The use of the MS as a low-cost practical method for the strength evaluation between knee flexors and extensors was emphasized, being applicable as a comparison parameter when the prophylaxis of muscular lesions or the monitoring of a knee surgery recovery is the objective. It is suggested that other studies be conducted with the objective of investigating the strength relation obtained between the MS method and values standardized by isometric tests at the different angles for the knee flexion and extension. All the authors declared there is not any potential conflict of interests regarding this article. REFERENCES Correspondence Claudionor Delgado Clínica de Fisioterapia Claudionor Delgado Av. Princesa Isabel, 323, sl. 412 – Copacabana 22011-010 – Rio de Janeiro, RJ, Brazil E-mail: profdelgado@hotmail.com Received in 12/5/04. 2nd version received in 16/9/04. Approved in 20/9/04.
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