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Ultraestrutura de Rickettsia intracitoplasmática infectando as brânquias do teleósteo Archosargus probatocephalus (Sparidae) no Nordeste do Brasil

Resumo

Um levantamento histopatológico foi realizado para pesquisar a presença de microparasitas, no peixe Archosargus probatocephalus, em um rio próximo a Maceió, Brasil. Observações ao microscópio óptico de fragmentos de brânquias mostraram a presença de pequenos cistos contendo numerosos mixósporos, identificados morfologicamente como Henneguya. Ocasionalmente, na microscopia eletrônica de transmissão, foram observados vários corpos citoplasmáticos de inclusão, grupo aparentemente de células procarióticas que vivem dentro de um grande vacúolo citoplasmático de algumas células branquiais. As células hospedeiras infectadas tinham um único vacúolo contendo um número variável de células do tipo Rickettsia, até 11, algumas das quais em forma do haltere, característica da fissão binária. Essas células eram pleomórficas sem núcleo, tendo a cromatina dispersa no citoplasma e possuíam uma parede densa de elétrons finos do tipo Gram-negativo. A morfologia dessas células procarióticas foi semelhante àquelas da ordem Rickettsiales e foram descritas como organismos tipo Rickettsiae. A histopatologia mostra várias membranas de vacúolos circundantes com aspetos lisados, enquanto outras apresentam rupturas que mostram contato direto do organismos tipo Rickettsiae com o citoplasma da célula hospedeira. A ruptura do epitélio branquial pode ter contribuído para a redução da superfície das brânquias, mas não é possível afirmar que foi a causa da morte do hospedeiro.

Palavras-chave:
Peixe; Sparidae; vacúolo citoplasmático; célula tipo Rickettsia

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