Open-access Capacidad cardiorrespiratoria y distribución de la grasa corporal en mujeres con 50 años o más

reeusp Revista da Escola de Enfermagem da USP Rev. esc. enferm. USP 0080-6234 1980-220X Universidade de São Paulo, Escola de Enfermagem São Paulo, SP, Brazil Verificar la relación entre capacidad cardiorrespiratoria y grasa corporal en mujeres. Fueron estudiadas 229 mujeres con edades entre 50 y 89 años. Fue realizada una evaluación antropométrica, comprobada la razón cintura/caderas y calculado el índice de conicidad. La capacidad cardiorrespiratoria fue ponderada por test de caminata de seis minutos. Con el podómetro fue posible evaluar: velocidad, distancia y cantidad total de pasos. Los resultados fueron agrupados por cuartiles, y la comparación se realizó por Análisis de Varianza con post-hoc. La relación entre el test de caminata de seis minutos y la antropometría fue normalizada por la Correlación de Pearson. Los resultados demostraron que las mujeres con capacidad respiratoria en el cuartil 4 tenían estadísticamente una edad inferior (p<0.05) que aquellas del cuartil 1. Las medidas antropométricas presentaron valores menores (p<0.05) al compararse los resultados de los cuartiles 3 y 4 con los correspondientes a los cuartiles 1 y 2. Se concluye que las mujeres con mayor cantidad de tejido adiposo y acumulación de grasa en zona central presentan inferior capacidad cardiorrespiratoria. ARTIGO ORIGINAL Capacidade cardiorrespiratória e distribuição de gordura corporal de mulheres com 50 anos ou mais Capacidad cardiorrespiratoria y distribución de la grasa corporal en mujeres con 50 años o más Ismael Forte Freitas JúniorI; Clara Suemi da Costa RosaII; Jamile Sanches CodognoIII; Denise Rodrigues BuenoIV; Camila BuonaniV; Igor ConteratoVI; Rômulo Araújo FernandesVII; Maria Estelita Rojas ConversoVIII; Jaime de Oliveira GomesIX IProfessor Doutor do Departamento de Educação Física da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho", Presidente Prudente, SP, Brasil. ismael@fct.unesp.br IIGraduada em Educação Física pelo Departamento de Educação Física da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho". Presidente Prudente, SP, Brasil. clarasuemi@hotmail.com IIIMestranda em Ciências da Motricidade pelo Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho". Rio Claro, SP, Brasil. Bolsista do CNPq. jamilecodogno@hotmail.com IVMestranda em Fisioterapia pelo Departamento de Fisioterapia da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho". Presidente Prudente, SP, Brasil. denibueno@hotmail.com VMestranda em Fisioterapia pelo Departamento de Fisioterapia da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho". Presidente Prudente, SP, Brasil. camilabuonani@yahoo.com.br VIGraduado em Educação Física pelo Departamento de Educação Física da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho". Presidente Prudente, SP, Brasil. igorconterato@hotmail.com VIIDoutorando do Departamento de Educação Física da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho". Bolsista CAPES. Rio Claro, SP, Brasil. romulo_ef@yahoo.com.br VIIIProfessor Doutor do Departamento de Planejamento da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho". Presidente Prudente, SP, Brasil. converso@fct.unesp.br IXProfessora Doutora do Departamento de Fisioterapia da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho". Presidente Prudente, SP, Brasil. jaime@fct.unesp.br Correspondência RESUMO Verificar a relação entre capacidade cardiorrespiratória e gordura corporal em mulheres. Foram analisadas 229 mulheres com idade entre 50 e 84 anos. Foi realizada avaliação antropométrica e calculada a razão cintura/quadril, bem como o índice de conicidade. A capacidade cardiorrespiratória foi avaliada pelo teste de caminhada de seis minutos. Com o pedômetro foi possível avaliar: velocidade, comprimento da passada e total de passos. Os resultados foram distribuídos em quartil, e a comparação feita pela análise de variância com post-hoc. A relação entre teste de caminhada de seis minutos e a antropometria foi feita pela correlação de Pearson. Os resultados revelaram que mulheres com capacidade cardiorrespiratória no quartil4 apresentaram idade estatisticamente menor (p<0,05) que as do quartil1. As medidas antropométricas apresentaram valores menores (p<0,05), quando comparados os resultados dos quartis3 e 4 com os quartis1 e 2. Conclui-se que mulheres com maior tecido adiposo e acúmulo de gordura central apresentam menor capacidade cardiorrespiratória. Descritores: Mulheres. Aptidão física. Composição corporal. Risco. RESUMEN Verificar la relación entre capacidad cardiorrespiratoria y grasa corporal en mujeres. Fueron estudiadas 229 mujeres con edades entre 50 y 89 años. Fue realizada una evaluación antropométrica, comprobada la razón cintura/caderas y calculado el índice de conicidad. La capacidad cardiorrespiratoria fue ponderada por test de caminata de seis minutos. Con el podómetro fue posible evaluar: velocidad, distancia y cantidad total de pasos. Los resultados fueron agrupados por cuartiles, y la comparación se realizó por Análisis de Varianza con post-hoc. La relación entre el test de caminata de seis minutos y la antropometría fue normalizada por la Correlación de Pearson. Los resultados demostraron que las mujeres con capacidad respiratoria en el cuartil 4 tenían estadísticamente una edad inferior (p<0.05) que aquellas del cuartil 1. Las medidas antropométricas presentaron valores menores (p<0.05) al compararse los resultados de los cuartiles 3 y 4 con los correspondientes a los cuartiles 1 y 2. Se concluye que las mujeres con mayor cantidad de tejido adiposo y acumulación de grasa en zona central presentan inferior capacidad cardiorrespiratoria. Descriptores: Mujeres. Acondicionamiento físico. Composición corporal. Riesgo. INTRODUÇÃO Algumas características que acompanham o processo de envelhecimento são diminuições progressivas da capacidade cardiorrespiratória, mobilidade, força e resistência muscular, que comprometem a realização das tarefas da vida diária(1). Essas diminuições estão associadas à diminuição da força/massa muscular, conhecida como sarcopenia(2). Entre pessoas de idade mais avançada, a sarcopenia está fortemente associada à menor autonomia, pois compromete, de forma significativa, a livre movimentação dessa parcela da população. Para diferentes profissionais da área da saúde, uma das formas mais utilizadas, para se avaliarem os efeitos da sarcopenia sobre a capacidade cardiorrespiratória e sobre o desempenho motor é o teste de caminhada de seis minutos (TC6M)(3), que apresenta boa correlação com o consumo máximo de oxigênio(4). É simples, seguro, de baixo custo, fácil aplicação(3) e pode ser executado tanto por pessoas sadias(5) como por pacientes com doenças cardíacas(6) ou doenças pulmonares obstrutivas crônicas (DPOC)(7). Paralelamente à sarcopenia, outra característica que acompanha o processo de envelhecimento é o incremento de gordura corporal, especialmente aquela localizada na região central do corpo(8), que está mais associada à ocorrência de doenças cardíacas do que à própria gordura corporal total(9). Embora a influência do acúmulo de gordura corporal na região abdominal sobre a prevalência de doenças crônicas esteja muito bem estabelecida na literatura científica especializada e já se conheçam as conseqüências da sarcopenia sobre a capacidade cardiorrespiratória, não existe, ainda, um posicionamento claro sobre a interação entre a distribuição de gordura, predominantemente central, e a capacidade cardiorrespiratória entre pessoas de idade avançada. Entre populações com idade mais avançada, estas informações poderiam indicar o potencial do TC6M como indicador de risco cardiovascular, uma vez que, se realmente houver relação entre maior desempenho no TC6M e menor acúmulo de gordura na região do tronco; baixos escores no TC6M poderiam ser utilizados por profissionais da área da saúde como ferramenta simples para a triagem de populações em mais alto grau de risco para a saúde. OBJETIVOS Dessa forma, o objetivo do presente estudo foi verificar se diferentes resultados no teste de caminhada refletem diferenças em indicadores de risco cardiovascular e, também, se há relação entre a capacidade cardiorrespiratória, avaliada pelo TC6M, e a distribuição de gordura corporal de mulheres com idade igual ou superior a 50 anos. MÉTODO Amostra A amostra do presente estudo foi formada por 229 mulheres com idade igual ou superior a 50 anos (amostra analisada: 50 a 84 anos), participantes do projeto Universidade Aberta à Terceira Idade (UNATI), realizado na UNESP (Universidade Estadual Paulista), e de programas de medicina preventiva de dois planos de saúde privados da cidade de Presidente Prudente-SP. Os indivíduos foram convidados a participarem do presente estudo e foram feitos os devidos esclarecimentos sobre os objetivos e metodologia empregados para a coleta dos dados. Somente os que assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido fizeram parte dessa amostra. O projeto de pesquisa foi aprovado na Comissão de Ética em Pesquisa da FCT/UNESP, conforme Processo no. 188/2007. Foram excluídos do estudo os indivíduos que apresentaram problemas clínicos que os impediam de realizar esforço físico, ou problemas ortopédicos que comprometessem a realização do teste de caminhada. Indicadores de composição corporal O peso foi obtido, utilizando-se balança de pêndulos, marca Filizola®, com precisão de 0,1kg. A estatura foi medida em estadiômetro, com precisão de 0,1cm. Em ambos os casos, os indivíduos permaneciam em pé, com o peso distribuído, igualmente, em ambos os pés, posição ortostática, calcanhares em contato um com o outro, braços descontraídos lateralmente ao tronco, cabeça posicionada no plano de Frankfurt e respirando normalmente. Para a medida das circunferências da cintura e do quadril, os indivíduos permaneciam posicionadas em pé, respirando normalmente e com os braços descontraídos ao lado do tronco. Todos os registros foram feitos ao final de uma expiração normal e expressos em centímetros. Ambas as medidas de circunferências foram efetuadas com uma fita métrica metálica, marca Sanny®, com extensão de 2m e precisão de 0,1cm. A medida da circunferência de cintura (CC) foi realizada com a fita métrica posicionada, na menor circunferência, entre a crista ilíaca e a última costela. A circunferência do quadril (CQ) foi mensurada com a fita métrica metálica posicionada na maior circunferência, na altura do glúteo máximo. A prega cutânea tricipital (PT) foi mensurada no hemicorpo direito, em triplicata, sendo adotado o valor mediano. Para tanto, utilizou-se um adipômetro da marca Lange® (Cambridge Scientific Industries), precisão em milímetros (mm). Todos os procedimentos metodológicos referentes à coleta das variáveis antropométricas foram realizados, conforme descrito na literatura(10). O cálculo do índice de massa corporal foi efetuado por meio da divisão do valor do peso corporal, em kilogramas, pela estatura, em metros, elevada ao quadrado (IMC=P/A2). A distribuição de gordura corporal foi calculada pela Razão Cintura Quadril (RCQ), dividindo-se a medida da CC pela CQ e pelo índice de conicidade (CONI), obtido por meio da fórmula: CONI = CC/ {0,109[√(Peso/Estatura)]}. Indicadores de aptidão física O TC6M foi realizado em pista plana de 150 metros, demarcada a cada 5 metros de distância. Os indivíduos eram orientados a caminhar o mais rápido possível, durante seis minutos. No decorrer do teste, um instrutor acompanhava o indivíduo e o incentivava verbalmente. O registro da quantidade de passos, durante o teste, foi feito por meio de um pedômetro (Modelo NL-2000, New Lifestyles Inc, MO). O aparelho foi posicionado na cintura do indivíduo e zerado antes do início do teste, sendo o valor correspondente ao número de passos verificado imediatamente após o término do teste. Esse registro permitiu mensurar-se o número de passos, a velocidade da caminhada (metros/segundo) e o comprimento das passadas (metros). Todas as medidas antropométricas e o TC6M foram realizados por avaliadores previamente treinados. Análise estatística Para todas as variáveis antropométricas e motoras, foram calculadas a média e as medidas de dispersão, desvio padrão e intervalo de confiança de 95%. Todas as variáveis relacionadas ao TC6M foram distribuídas em quartil (Q), de acordo com o seu respectivo valor percentilar (P), da seguinte maneira: Q1 (P0-P24, 9), Q2 (P25-P49, 9), Q3 (P50-P74, 9), Q4 (P75-P99). Para efeito de análise estatística, as variáveis referentes ao TC6M (capacidade cardiorrespiratória) foram consideradas dependentes: distância caminhada (m), número de passos, comprimento da passada (cm) e velocidade da caminhada (metros/segundo). Esse procedimento foi adotado segundo a hipótese de que seus resultados seriam influenciados pelas medidas indicativas de distribuição de gordura corporal (circunferência da cintura, relação cintura/quadril e Índice de conicidade), consideradas variáveis independentes. A análise de variância (ANOVA One-Way) foi utilizada, para comparar as médias de acordo com valores interquartis (Q1xQ2xQ3xQ4 ) das variáveis dependentes, complementada com teste post-hoc LSD (least significant difference). Para verificar a correlação entre as variáveis - idade, antropometria e as variáveis referentes ao TC6M, aplicou-se o coeficiente de correlação de Pearson. Para a realização dos cálculos, foi empregado o software Statistical Package for Social Science (SPSS®: versão 10.0). Em todas as análises estatísticas, adotou-se o nível de significância de 5%. RESULTADOS Na Tabela 1, são apresentados os resultados descritivos referentes às variáveis investigadas, com seus respectivos valores de média, de desvio-padrão, mínimos, máximos e intervalo de confiança de 95%. Na Tabela 2, são apresentados resultados da comparação das variáveis indicadoras de gordura corporal por faixa etária. Verifica-se que somente a comparação da RCQ entre as mulheres de 60-69 anos com aquelas com idade >70 anos e a comparação do índice de conicidade das mulheres com idade >70 anos com as dos outros dois grupos, apresentaram diferenças estatísticas. Tal fato indica que, de maneira geral, a gordura corporal total não aumentou nos grupos com maior idade e, por isso, decidiu-se pela utilização do grupo todo, independente da idade, para comparação dos resultados de acordo com os valores interquartil. As variáveis relacionadas ao TC6M foram distribuídas em quartis e as comparações são apresentadas na Tabela 3. Nas comparações efetuadas, a primeira observação a ser mencionada diz respeito à média de idade, que foi estatisticamente menor (p<0,05) do que aquelas que apresentaram resultados de capacidade cardiorrespiratória situados no quartil 4, em relação àquelas no quartil 1. A média de idade das que apresentaram total de passos e número de passos por segundo, no quartil 3, também foi estatisticamente menor (p<0,05) do que aquela no quartil 1. Em relação ao comprimento das passadas, não foi observada diferença estatística interquartil de acordo com a idade, nem quando consideradas as medidas antropométricas dos quartis 2 e 4, em relação ao quartil 1, exceto a Prega Tricipital (PT), que foi estatisticamente menor (p<0,05). Nas demais medidas antropométricas, não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os indivíduos que apresentaram resultados classificados nos quartis 1 e 2. Praticamente todas as medidas antropométricas apresentaram valores estatisticamente menores (p<0,05), ao serem comparados os resultados do quartil 3 e do quartil 4 das variáveis de desempenho motor com os resultados do quartil 1 e quartil 2, com exceção da Razão Cintura Quadril. O Índice de Conicidade (CONI) também não apresentou diferença significante interquartil nas comparações dos resultados de metros percorridos. Na Tabela 4, são apresentados coeficientes de correlação entre os resultados das variáveis referentes à capacidade cardiorrespiratória, com a idade e os indicadores de adiposidade e de risco cardiovascular. A idade e as medidas indicativas de gordura corporal e de risco cardiovascular apresentaram correlação negativa e significante (p<0,05) com praticamente todos os parâmetros da capacidade cardiorrespiratória. A RCQ foi a variável que indicou menos correlações significantes com a capacidade cardiorrespiratória, apresentando uma correlação estatística apenas com passos caminhados e passos por segundos. O CONI somente não apresentou correlação significante com o comprimento da passada. DISCUSSÃO Estudo transversal envolvendo 229 mulheres com 50 anos ou mais que indicou uma significativa influência da composição corporal na capacidade cardiorrespiratória. Pôde-se observar que a idade parece exercer influência negativa na capacidade cardiorrespiratória. Resultados semelhantes foram observados em outro estudo recente(11), com indivíduos de 18 a 80 anos, de ambos os sexos. Uma das possíveis explicações diz respeito à diminuição progressiva de massa muscular magra, com o avançar da idade (sarcopenia), como já descrito na literatura(12-13). Tais evidências são mais nítidas para os grupos mais extremos de idade, onde as mulheres que apresentaram os melhores resultados na capacidade cardiorrespiratória apresentaram a menor média de idade. No presente estudo, além da menor distância percorrida, as mulheres de maior idade também apresentaram menor número de passos, bem como menor velocidade. Esses dados podem ser indicativos adicionais do papel negativo do envelhecimento sobre a força muscular, função pulmonar e capacidade cardíaca diminuídas(7); características físicas estas que, por sua vez, comprometem, de maneira negativa, a autonomia dessas pessoas. Nesse sentido, é possível observar que, entre mulheres, a idade foi uma variável de significativo impacto sobre os indicadores de saúde física e, por este motivo, carece de mais investigação na população brasileira. No que se refere aos indicadores de adiposidade total (PT e IMC) e risco cardíaco (CC, RCQ e CONI), as mulheres que apresentaram os menores valores nestes indicadores também apresentaram os maiores valores de capacidade cardiorrespiratória, indicando que pessoas com valores elevados de gordura corporal total e central apresentam menor aptidão cardiorrespiratória. A análise de correlação reforça esses achados, pois indica que idade, indicadores de adiposidade total e central se correlacionam, de maneira negativa e significativa, com praticamente todos os indicadores da capacidade cardiorrespiratória. Além disso, essas evidências estão em linha com achados anteriores observados entre adolescentes norte-americanos(8) e adultos brasileiros(14-15), indicando que essa relação inversa já existe entre populações mais jovens e que, por sua vez, aparentemente é independente da idade. Adicionalmente, estas evidências permitem inferir que as mulheres que apresentam piores resultados no TC6M igualmente são as que apresentam maior probabilidade de ocorrência de evento cardíaco, não só pela menor capacidade cardiorrespiratória mas também pela maior gordura total e central. Resultados, nesse sentido, foram relatados em estudo anterior(15), onde menor desempenho no TC6M foi observado entre indivíduos com sobrepeso e obesidade. Além da relação com a saúde, esses achados ganham relevância, devido ao fato de o menor desempenho afetar, inclusive, a autonomia de movimentos que, consequentemente, afetarão a qualidade de vida desses indivíduos. Esses dados concordam com outros já existentes, indicando que indivíduos de idade mais avançada devem ser estimulados em diferentes aspectos, seja no físico, como demonstrado no presente estudo, seja no cognitivo, com o observado em outros(16). Para que futuros estudos possam avançar a partir dos achados aqui expostos, algumas limitações precisam ser apresentadas. A primeira refere-se à escassez de informações a respeito na literatura nacional, fato esse que obrigou a se efetuarem comparações com diferentes grupos etários, bem como com ambos os sexos. Adicionalmente, o fato de ter sido utilizado um modelo transversal limita o estabelecimento de relações de causa e efeito entre capacidade cardiorrespiratória e gordura corporal, podendo apenas se fazerem conclusões pela existência de relação entre as variáveis. Dessa forma, sugere-se a realização de novas pesquisas que analisem, de forma longitudinal, os efeitos do envelhecimento nos diferentes indicadores de risco cardiovascular e de aptidão física relacionada à saúde (capacidade cardiorrespiratória, força muscular, flexibilidade e composição corporal) em amostras de sujeitos com idade semelhante à estudada no presente trabalho. CONCLUSÃO Os resultados apresentados permitem concluir-se que, nas mulheres analisadas, a capacidade cardiorrespiratória apresentou correlação positiva com a gordura corporal total (representada pelo índice de massa corporal e dobra cutânea tricipital) e gordura corporal central (representada pela circunferência da cintura, relação cintura/quadril e índice de conicidade); e aquelas que apresentaram pior desempenho no teste de capacidade cardiorrespiratória também apresentaram maior risco cardiovascular. Esses resultados sugerem que a associação entre pouca capacidade cardiorrespiratória e excesso de gordura corporal pode potencializar o risco de se desenvolverem diversas doenças crônicas em mulheres. Entretanto, pelas limitações apresentadas, sugere-se que estudos dessa natureza sejam realizados, mas com delineamento longitudinal, utilizando-se medidas mais exatas da capacidade cardiorrespiratória e da composição corporal. Correspondência: Ismael Forte Freitas Júnior Departamento de Educação Física - UNESP Rua Roberto Simonsen, 305 CEP 19060-900 - Presidente Prudente, SP, Brasil Recebido: 17/11/2008 Aprovado: 09/06/2009 1. Baumgartner RN, Koehler KM, Gallagher D, Romero L, Heymsfield SB, Ross RR, Garry PJ, Lindeman RD. Epidemiology of sarcopenia among the elderly in New Mexico. Am J Epidemiol. 1998;147(8):755-63. Epidemiology of sarcopenia among the elderly in New Mexico Am J Epidemiol 1998 755 63 8 147 Baumgartner RN Koehler KM Gallagher D Romero L Heymsfield SB Ross RR Garry PJ Lindeman RD 2. Beaufrère B, Morio B. Fat and protein redistribution with aging: metabolic considerations. Eur J Clin Nutr. 2000;54 Suppl 3:S48-53. Fat and protein redistribution with aging: metabolic considerations Eur J Clin Nutr 2000 S48 53 54 Beaufrère B Morio B 3. Cahalin L, Pappagianopoulos P, Prevost S, Wain J, Ginns L. 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The cardiorespiratory fitness was evaluated by the six minutes walk test and one pedometer was used to evaluate the speed, length, and total number of steps. The results were distributed in quartile, and interquartil comparison was performed by means of analysis of variance with post-hoc test. The relationship between the six minutes walk test and anthropometrics was identified using the Pearson's correlation coefficient. Results showed that women with cardiorespiratory fitness in the quartile4 were younger than those in quartile1 (p<0.05). The anthropometric variables values were lower (p<0.05) for results in the quartiles3 and 4 compared to those in quartiles1 and 2. In conclusion, women with higher adipose tissue and central fat accumulation presented lower cardiorespiratory fitness. Women Physical fitness Body composition Risk ORIGINAL ARTICLE Cardiorespiratory fitness and body fat distribution in women with 50 years or more Capacidad cardiorrespiratoria y distribución de la grasa corporal en mujeres con 50 años o más Ismael Forte Freitas JúniorI; Clara Suemi da Costa RosaII; Jamile Sanches CodognoIII; Denise Rodrigues BuenoIV; Camila BuonaniV; Igor ConteratoVI; Rômulo Araújo FernandesVII; Maria Estelita Rojas ConversoVIII; Jaime de Oliveira GomesIX IPhD, Professor of the Department of Physical Education at Universidade Estadual Paulista, Campus of Presidente Prudente, SP, Brazil. ismael@fct.unesp.br IIGraduate in Physical Education by the Department of Physical Education at Universidade Estadual Paulista, Campus of Presidente Prudente, SP, Brazil. clarasuemi@hotmail.com IIIMaster's Degree in Motricity Science by the Institute of Biosciences at Universidade Estadual Paulista, Campus of Rio Claro, SP, Brazil. CNPq scholar. jamilecodogno@hotmail.com IVMaster's undergraduate student in Physiotherapy by the Department of Physiotherapy at Universidade Estadual Paulista, Campus of Presidente Prudente, SP, Brazil. denibueno@hotmail.com VMaster's student in Physiotherapy by the Department of Physiotherapy at Universidade Estadual Paulista, Campus of Presidente Prudente, SP, Brazil. camilabuonani@yahoo.com.br VIGraduate in Physical Education by the Department of Physical Education at Universidade Estadual Paulista, Campus of Presidente Prudente, SP, Brazil. igorconterato@hotmail.com VIIDoctoral student from the Physical Education at Universidade Estadual Paulista, Campus of Rio Claro, SP, Brazil. CAPES scholar: romulo_ef@yahoo.com.br VIIIPhD, Professor of the Department of Planning at Universidade Estadual Paulista, Campus of Presidente Prudente, SP, Brazil. converso@fct.unesp.br IXPhD, Professor of the Department of Physiotherapy at Universidade Estadual Paulista, Campus of Presidente Prudente, SP, Brazil. jaime@fct.unesp.br Correspondence addressed to ABSTRACT To verify the relationship between cardiorespiratory fitness and body fat in women. Evaluations were performed on 229 women with ages ranging between 50 and 84 years. Anthropometric assessment was performed and waist/hip ratio and conicity index values were obtained. The cardiorespiratory fitness was evaluated by the six minutes walk test and one pedometer was used to evaluate the speed, length, and total number of steps. The results were distributed in quartile, and interquartil comparison was performed by means of analysis of variance with post-hoc test. The relationship between the six minutes walk test and anthropometrics was identified using the Pearson's correlation coefficient. Results showed that women with cardiorespiratory fitness in the quartile4 were younger than those in quartile1 (p<0.05). The anthropometric variables values were lower (p<0.05) for results in the quartiles3 and 4 compared to those in quartiles1 and 2. In conclusion, women with higher adipose tissue and central fat accumulation presented lower cardiorespiratory fitness. Key words: Women. Physical fitness. Body composition. Risk. RESUMEN Verificar la relación entre capacidad cardiorrespiratoria y grasa corporal en mujeres. Fueron estudiadas 229 mujeres con edades entre 50 y 89 años. Fue realizada una evaluación antropométrica, comprobada la razón cintura/caderas y calculado el índice de conicidad. La capacidad cardiorrespiratoria fue ponderada por test de caminata de seis minutos. Con el podómetro fue posible evaluar: velocidad, distancia y cantidad total de pasos. Los resultados fueron agrupados por cuartiles, y la comparación se realizó por Análisis de Varianza con post-hoc. La relación entre el test de caminata de seis minutos y la antropometría fue normalizada por la Correlación de Pearson. Los resultados demostraron que las mujeres con capacidad respiratoria en el cuartil 4 tenían estadísticamente una edad inferior (p<0.05) que aquellas del cuartil 1. Las medidas antropométricas presentaron valores menores (p<0.05) al compararse los resultados de los cuartiles 3 y 4 con los correspondientes a los cuartiles 1 y 2. Se concluye que las mujeres con mayor cantidad de tejido adiposo y acumulación de grasa en zona central presentan inferior capacidad cardiorrespiratoria. Descriptores: Mujeres. Acondicionamiento físico. Composición corporal. Riesgo. INTRODUCTION Some characteristics that follow the aging process are progressive reductions in the cardiorespiratory fitness, mobility, muscle endurance and strength, which compromise the performance of tasks in the daily life routine(1). These reductions are associated to the reduction of the muscle mass/strength, known as sarcopenia(2). Among older people, sarcopenia is strongly associated to lesser autonomy, since it significantly compromises the free movement of this part of the population. For different professionals from the health area, one of the most used methods to evaluate the effects of sarcopenia over the cardiorespiratory fitness and the motor performance is the six-minute walking test (6MWT)(3), which presents good correlation to the maximum consumption of oxygen(4). It is simple, safe, low cost and easy to apply(3) and may be executed both by healthy people(5) and patients with heart diseases(6) or chronic obstructive pulmonary disease (COPD)(7). Similarly to sarcopenia, another characteristic that follows the aging process is the increase of body fat, especially that located in the central region of the body(8), which is more associated to the occurrence of heart diseases than to the total body fat itself(9). Even though the influence of the accumulation of body fat in the abdominal region over the prevalence of chronic diseases is well established in the specialized scientific literature and the consequences of sarcopenia over the cardiorespiratory fitness are already known, there is still no clear standpoint on the interaction between the distribution of fat, predominantly central, and the cardiorespiratory fitness among older people. Amongst older populations, this information may indicate the potential of the 6MWT as an indicator of cardiovascular risk, since if there is really a relation between a better performance at the 6MWT and lesser accumulation of fat in the trunk region; low scores at the 6MWT could be used by health professionals as a simple tool for diagnosing populations in higher level of health risk. OBJECTIVES Therefore, the purpose of this study was to verify if different results in the walking test reflect differences in indicators of cardiovascular risk, as well as to verify if there is a relation between the cardiorespiratory fitness, evaluated through the 6MWT, and the distribution of body fat in women with 50 years of age or more. METHOD Sample The sample of the present study comprised 229 women who were at least 50 years old (analyzed sample: 50 to 84 years old), participated in the project Open University Program for Senior Citizens (Universidade Aberta à Terceira Idade - UNATI), developed at UNESP (Universidade Estadual Paulista), and in programs of preventive medicine in two private health insurance plans of the city Presidente Prudente-SP. The subjects were invited to participate in the present study and the necessary clarification was provided regarding the purposes and methodology employed for data collection. Only those who signed the Term of Free and Clarified Consent were part of this sample. The study project was approved by the Committee of Ethics in Research of the FCT/UNESP, according to the process no. 188/2007. The study excluded subjects who presented clinical problems that did not allow them to make any physical effort or orthopedic problems that compromised the execution of the walking test. Indicators of body composition The weight was obtained through the use of a Filizola® pendulum scale, with the accuracy of 0.1kg. The height was measured through a stadiometer, with the accuracy of 0.1cm. In both cases the subjects stood up, with their weight distributed equally on both feet, in orthostatic position, heels in contact with each other, arms relaxed and next to the trunk, head position in relation to the Frankfurt plane and breathing normally. In order to have the circumferences of their waist and hips measured, the subjects would stand up, breathing normally and with their arms relaxed next to the trunk. All records were made at the end of a regular exhalation and expressed in centimeters. Both measures of circumferences were taken with a Sanny® metallic measuring stick, which was 2m long and had the accuracy of 0.1cm. The measure of the waist circumference (WC) was taken with the measuring stick placed in the shorter circumference, between the iliac crest and the last rib. The hip circumference (HC) was measured with the metallic measuring stick placed in the longer circumference, at the height of the gluteus maximus. The triceps skinfold (TSF) was measured in the right half-body, adopting the median value. Finally, a Lange® adipometer (Cambridge Scientific Industries), with accuracy in millimeters (mm) was also used. All methodological procedures regarding the collection of the anthropometric variables were performed as described in the literature(10). The body mass index was calculated by dividing the body weight, in kilograms, by the height, in meters, raised to the power of 2 (IMC=P/A2). The distribution of the body fat was calculated through the Waist/Hip Ratio (WHR), dividing the measure of the WC by the HC and by the conicity index (CONI), obtained through the formula: CONI = CC/ {0.109[v(Weight/Height)]}. Indicators of physical fitness The 6MWT was performed on a flat track of 150 meters, which was marked every 5 meters. The subjects were instructed to walk as fast as they could, during six minutes. During the test, an instructor monitored the subject and encouraged him verbally. The quantity of steps during the test was registered through a pedometer (Model NL-2000, New Lifestyles Inc, MO). The device was placed on the subject's waist and started at the beginning of the test, the value corresponding to the number of steps was then checked right after the test finished. These records allowed to measure the number of steps, the walking speed (meters/second) and the length of the steps (meters). All anthropometric measures and the 6MWT were executed by previously trained examiners. Statistical analysis The mean and the measures of dispersion, standard deviation and confidence interval of 95% were calculated for all motor and anthropometric variables. All variables related to the 6MWT were distributed in quartiles (Q), according to their respective percentilar value (P), as it follows: Q1 (P0-P24, 9), Q2 (P25-P49, 9), Q3 (P50-P74, 9), Q4 (P75-P99). For the purpose of the statistical analysis, the variables regarding the 6MWT (cardiorespiratory fitness) were considered dependent: walked distance (m), number of steps, step length (cm) and walking speed (meters/second). This procedure was adopted according to the hypothesis that its results would be influenced by the indicative measures of body fat distribution (waist circumference, waist/hip ratio and conicity index), considered independent variables. The variance analysis (One-Way ANOVA) was used to compare the means according to the interquartil values (Q1xQ2xQ3xQ4 ) of the dependent variables, complemented with a LSD (least significant difference) post-hoc test. Pearson's correlation coefficient was applied in order to verify the correlation among the variables - age, anthropometrics and the variables regarding the 6MWT. The software Statistical Package for Social Science (SPSS®: version 10.0) was used for the calculations. The significance level of 5% was adopted for all statistical analysis. RESULTS Table 1 presents the descriptive results regarding the studied variables, with their respective values for means, standard deviation, minimum, maximum and confidence interval of 95%. Table 2 presents the results from the comparison of the variables indicating body fat according to the age group. It is possible to observe that only the comparison of the WHR between women from 60-69 years old and those aged =70 years old and the comparison of the conicity index between women aged > 70 years old and those in the other age groups presented statistical differences. This fact indicates that, in a general way, the total body fat did not increase in the older groups and, therefore, it was decided to use the whole group, regardless the age, for comparing the results according to the interquartil values. The variables related to the 6MWT were distributed in quartiles and the comparisons are presented in Table 3. According to the comparisons made, the first observation to be mentioned refers to the average age, which was statistically lower (p<0.05) than those that presented results of cardiorespiratory fitness located in the quartile 4, in relation to those in the quartile 1. The average age of those who presented the total number of steps and number of steps by second according to the quartile 3 was also statistically lower (p<0.05) than that in the quartile 1. Regarding the step length, there was no interquartil statistical difference observed according to the age, not even when considering the anthropometrical measures of the quartiles 2 and 4, in relation to the quartile 1, except for the Triceps Skinfold (TSF), which was statistically lower (p<0.05). As for the other anthropometrical measures, no statistically significant differences were found between the subjects who presented results classified at the quartiles 1 and 2. Almost all anthropometrical measures presented statistically lower values (p<0.05) when compared to the results of the quartiles 3 and 4 of the variables of motor performance to the results of the quartiles 1 and 2, with exception for the Waist Hip Ratio. The Conicity Index (CONI) did not present any interquartil significant difference in the comparisons of the results for walked meters as well. Table 4 presents the coefficients of correlation among the results of the variables regarding the cardiorespiratory fitness to the age and the indicators of adiposity and cardiovascular risk. The age and indicative measures of body fat and cardiovascular risk presented negative and significant correlation (p<0.05) with almost all parameters of the cardiorespiratory fitness. The WHR was the variable that indicated less significant correlations to the cardiorespiratory fitness, presenting statistical correlation only to the number of steps and the steps per second. The CONI did not present statistical correlation only to the step length. DISCUSSION Cross-sectional study involving 229 women with at least 50 years of age indicating significant influence of the body composition to the cardiorespiratory fitness. It was possible to observe that the age may have negative influence over the cardiorespiratory fitness. Similar results were also observed in another recent study(11), with subjects from 18 to 80 years old, both male and female. One of the possible explanations refers to the progressive reduction of lean muscle mass as age advances (sarcopenia), which has already been described in the literature(12-13). These evidences are clearer for older groups, since women who presented the best results of cardiorespiratory fitness also presented lower average age. In the present study, besides the shorter walked distance, older women also presented a lower number of steps, as well as lower speed. Such data may be additional indicators of the negative role of aging over the reduced muscular strength, pulmonary function and cardiac fitness(7); physical characteristics that negatively compromise the autonomy of these people. In this context, it is possible to observe that, among women, age was a variable of significant impact over the physical health indicators and, therefore, it needs to be further studied in the Brazilian population. Regarding the indicators of total adiposity (TSF and BMI) and cardiac risk (WC, WHR and CONI), women who presented the lowest values in these indicators also presented the highest values of cardiorespiratory fitness, indicating that people with high values of total and central body fat present poorer cardiorespiratory fitness. The correlation analysis reinforces these findings, since it indicates that age and indicators of total and central adiposity are correlated, in a negative and significant way, to almost all indicators of cardiorespiratory fitness. Furthermore, these evidences are similar to previous findings observed among North American adolescents(8) and Brazilian adults(14-15), indicating that this inverse relation already exists among younger populations and seems to exist regardless the age. In addition, these evidences allow to infer that women who present the worst results in the 6MWT are the same who present a greater probability of suffering a cardiac event, not only because of the poorer cardiorespiratory fitness, but also because of their higher total and central fat values. Similar results were reported by a previous study(15), in which poorer performance at the 6MWT was observed among subjects with overweight and obesity. Besides its relation to health, these findings have relevance due to the fact that the poorer performance affects also the autonomy of movements, which will consequently affect the life quality of these subjects. These data agree to the already existing data, indicating that older subjects must be stimulated in different aspects, both in the physical, as showed by this study, and in the cognitive, as observed by other researchers(16). Some limitations must be presented so that future studies may advance based on the findings here exposed. The first limitation refers to the lack of information regarding the national literature, which caused the execution of comparisons to be made with different age groups, as well as with both genders. In addition, the fact that the cross-sectional model was used limits the establishment of cause and effect relations between cardiorespiratory fitness and body fat, and therefore conclusions can only be made by the existence of a relation between the variables. Therefore, the development of new studies is suggested in order to analyze, in a longitudinal way, the effects of aging over the different indicators of cardiovascular risk and physical fitness related to health (cardiorespiratory fitness, muscle strength, body composition and flexibility) in samples of subjects with similar age to the ones studied here. CONCLUSION The presented results allow the conclusion that, in the analyzed women, the cardiorespiratory fitness presented a positive correlation to the total body fat (represented by the body mass index and the triceps skinfold) and central body fat (represented by the waist circumference, the waist/hip ratio and the conicity index); and those who presented the worst performance at the cardiorespiratory fitness test also presented greater cardiovascular risk. These results suggest that the association between poor cardiorespiratory fitness and the excess of body fat may increase the risk of developing several chronic diseases in women. Nevertheless, according to the presented limitations, the development of studies of this nature is recommended, with a longitudinal design, using more accurate measures of cardiorespiratory fitness and body composition. REFERENCES
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