Discutimos, neste texto, como os menstruapps se colocam na peculiar interseção entre os debates contemporâneos de gênero e a busca capitalista por novos produtos e mercados. Focamos a investida de dois dos mais populares calendários menstruais digitais (Clue e Flo) em torno da não binariedade de gênero. Problematizamos essas investidas inspiradas pela proposta provocativa de algoritmização e vigilância queer. Parece-nos que, em tempos de capitalismo de vigilância, estamos lidando com outros “problemas de gênero” (Judith BUTLER, 2003) em contextos nos quais corpos físicos e corpos de dados são cada vez mais indissociáveis. É sobre estas tensões que nos debruçamos, a partir de pesquisa imersiva em meios digitais.
Palavras-chave:
não binariedade; Flo calendário menstrual; Clue Menstrual e de Ovulação; algoritmos queer; capitalismo de vigilância
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#PraTodoMundoVer: A imagem mostra uma captura de tela de celular com uma conversa composta por quatro balões de mensagens de fundo cinza. À esquerda dos balões estão círculos com os ícones de cada usuário: no primeiro há um pato com fundo cinza, no segundo um cachorro com fundo azul claro, no terceiro um gato com fundo rosa e no quarto o pato se repete.
Fonte: Sites oficiais do Clue e do Flo.#PraTodoMundoVer A imagem mostra as logomarcas do app Clue, em vermelho, e do app Flo, em rosa.