Open-access Costos de las autorizaciones de ingresos hospitalarios por caídas de ancianos en el Sistema Único de Salud, Brasil, 2000-2020: estudio descriptivo

Epidemiol Serv Saude ress Epidemiologia e Serviços de Saúde Epidemiol. Serv. Saúde 1679-4974 2237-9622 Secretaria de Vigilância em Saúde - Ministério da Saúde do Brasil Resumen Objetivo: Describir los costos de Autorizaciones de Admisión Hospitalaria (AAH) por caídas de ancianos dentro del Sistema Único de Salud (SUS) de Brasil. Métodos: Estudio descriptivo de costos a partir de datos del Sistema de Información Hospitalaria del SUS, mediante las AAH por caídas de ancianos de 60 años y más, en el período 2000 a 2020. Se realizaron análisis descriptivos y la medición de costos mediante microcosteo. Resultados: Se registraron 1.746.097 AAH por caídas de ancianos, con un costo de R$ 2.315.395.702,75. La proporción de costos de hospitalización fue mayor entre los ancianos de 80 años o más (36,9%), entre el sexo femenino (60,4%) y en la región Sudeste (57,3%). La duración media de la estancia hospitalaria osciló entre 5,2 y 7,5 días. Conclusión: Los altos costos revelan la necesidad de invertir en medidas más efectivas para prevenir y mitigar los daños derivados de las caídas de ancianos. Contribuições do estudo Principais resultados Registraram-se 1.746.097 autorizações de internação hospitalar por quedas de idosos, com permanência média de 5,2 a 7,5 dias. O custo total das internações foi de R$ 2.315.395.702,75, maior entre ≥80 anos, sexo feminino e região Sudeste. Implicações para os serviços Os achados possibilitam dimensionar o impacto financeiro das quedas em idosos, subsidiando políticas públicas e ações prioritárias para essa população. Perspectivas O investimento em serviços de base comunitária constitui o foco principal na implementação de estratégias de prevenção, bem como a qualificação nos registros como forma de elucidar custos indiretos e identificar outras ações de investimento social. INTRODUÇÃO O envelhecimento é um processo natural em que ocorre um declínio geral das capacidades físicas dos indivíduos.1 A presença de doenças crônico-degenerativas, declínio cognitivo, alterações visuais e na mobilidade física, além da polifarmácia, fazem com que os idosos se tornem mais frágeis e vulneráveis a eventos como as quedas.2 Estratégias para prevenir essas quedas poderiam reduzir, substancialmente, os custos com saúde.3 A queda é o acidente doméstico mais frequente entre os idosos. Estima-se que, nessa população, cerca de 60% a 70% das quedas ocorram nos domicílios ou seus arredores, e que 30% das pessoas com mais de 65 anos e 50% daquelas acima de 80 anos sofram ao menos uma queda anual. No Brasil, 22,5% dos óbitos de idosos ocorridos no período de 1996 a 2005 decorreram de quedas.2,4,5 O domicílio é considerado pelo idoso um local seguro, dada a familiaridade e conhecimento do local, e talvez, por esse motivo também, torne-se um ambiente de risco, devido à autoconfiança no deslocamento e realização de atividades rotineiras, e inadequações do ambiente e mobiliário, como presença de tapetes não fixados, obstáculos físicos e ausência de barras de apoio nos banheiros. Somam-se a esses fatores as alterações fisiológicas decorrentes do processo de envelhecimento.4,6 A queda pode acarretar danos graves, lesões de pele, luxações e fraturas, prejudicar a mobilidade física, agravar condição clínica prévia, reduzir progressivamente a capacidade funcional, causar dependência e gerar consequências psicológicas, como ansiedade, insegurança, perda da confiança pelo medo de cair novamente, isolamento social, perda da autonomia e da independência para realização das atividades básicas da vida diária.1,2,4 Os custos econômicos de lesões relacionadas a quedas são substanciais. Na Austrália, o custo médio do atendimento de saúde para idosos com 65 anos ou mais é de US$ 1.049 por queda tratada, enquanto na República da Finlândia, esse valor é de US$ 3.611.3 Esses custos dizem respeito ao diagnóstico, tratamento, recuperação e reabilitação da doença. Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos buscou estimar os custos médios diretos para lesões fatais e não fatais em hospitais, prontos-socorros e ambientes ambulatoriais entre os idosos, e identificou a ocorrência de 24.190 lesões fatais e 3,2 milhões de lesões não fatais relacionadas a quedas, tratadas clinicamente, na população idosa daquele país, em 2012. Os custos médicos diretos implicados nesse tratamento totalizaram US$ 616,5 milhões para lesões fatais e US$ 30,3 bilhões para lesões não fatais,7 demonstrando a necessidade de estratégias multimodais que possam, tanto na comunidade quanto nas instituições hospitalares e de longa permanência, fomentar práticas de saúde que possibilitem a mitigação do dano. A queda é um problema de saúde pública e um evento adverso que afeta de 4% a 16% dos indivíduos hospitalizados em países desenvolvidos. No Brasil, as quedas representam o terceiro evento adverso mais notificado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com risco elevado entre idosos internados e uma prevalência de 28% a 32% fora das instituições de saúde.8-10 Nesse sentido, são necessários estudos que contribuam para uma reflexão sobre o impacto das quedas entre a população idosa e também na economia dos serviços de saúde, além da implementação de medidas para prevenir essa ocorrência. O objetivo do presente estudo foi descrever os custos das internações por quedas em idosos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil. MÉTODOS Desenho do estudo Trata-se de estudo descritivo de custos das autorizações de internação hospitalar (AIHs) por quedas de idosos, realizadas no SUS. O período de observação dos custos foi de 2000 a 2020. Para condução do estudo, adotou-se o documento ‘Diretrizes Metodológicas: Diretriz de Avaliação Econômica’.11 Foram utilizados dados do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS), postos à disposição, pelo Departamento de Informática do SUS (Datasus), para consulta pública. No SIH/SUS são registradas todas as AIHs financiadas pelo SUS, para fins de reembolso.12 A mensuração dos custos das internações foi realizada por macrocusteio,12 a partir de dados disponibilizados pelo Datasus. Para lidar com as incertezas metodológicas do estudo, como a escolha do método de valoração dos custos, foram utilizadas diretrizes nacionais.13 Contexto O aumento da população com idade acima de 60 anos no Brasil tem se intensificado nas últimas décadas. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),14 os idosos brasileiros, no ano 2000, eram 15,5 milhões, 8,6% da população do país. Já em 2020, passaram para 29,9 milhões, o que representa 14% dos brasileiros. Esse crescimento acelerado da população idosa aumenta a preocupação quanto às quedas, um evento mais frequente entre essa população, inclusive no próprio domicílio. A queda pode causar danos físicos graves e resultar em hospitalizações, e seu tratamento contribui significativamente para onerar os sistemas de saúde.6 Cada hospitalização gera uma AIH. Trata-se de um instrumento de registro, utilizado por todos os gestores e prestadores de serviços do SUS para habilitação das internações e geração de valores para pagamento. Na AIH, são registrados (i) os dados das instituições hospitalares, (ii) a identificação do indivíduo, (iii) o diagnóstico principal e secundário, de acordo com a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10), (iv) os procedimentos realizados e (v) os valores pagos. O pagamento é realizado por valores pré-fixados para os procedimentos médico-hospitalares, que contemplam os materiais a serem utilizados, os procedimentos realizados, os profissionais de saúde envolvidos e a estrutura de hotelaria. Portanto, os custos pagos pelas internações dependem do preenchimento adequado da AIH.15 Participantes Entre as internações hospitalares registradas por instituições hospitalares vinculadas ao SUS,14 foram incluídas as internações de idosos a partir dos 60 anos, por causas externas, classificadas com os códigos da CID-10 W00-W19, referentes a quedas. Variáveis Foram analisadas as variáveis descritas a seguir: sexo (feminino; masculino); faixa etária (em anos: 60 a 69; 70 a 79; 80 ou mais); região do país (Norte; Nordeste; Centro-Oeste; Sudeste; Sul); média de permanência hospitalar (em dias); letalidade hospitalar (razão entre o total de óbitos por quedas e o total de internações por quedas, multiplicada por 100); valor total das internações hospitalares pagas (em R$ milhões). Realizou-se o cálculo da letalidade hospitalar por queda, considerando-se que a queda é um evento prevenível e que sua ocorrência pode ocasionar danos graves ou até mesmo levar a óbito. Ademais, o cálculo do indicador permite traçar um panorama da gravidade dos acidentes por quedas nesse perfil de indivíduos, e seus custos para o sistema público de saúde. Fonte de dados e mensuração O Datasus divide seu banco de dados com informações dos períodos ‘1998 até 2007’ e ‘a partir de 2008’. O caminho seguido no sítio eletrônico para obtenção dos dados foi: Acesso à informação > Informações de Saúde (TABNET) > Epidemiológicas e Morbidade > Morbidade Hospitalar do SUS > Causas externas, por local de internação de 1998 a 2007, ou Causas externas, por local de internação a partir de 2008 > Abrangência geográfica: Brasil por região e unidade da federação > Conteúdo: Internações, Valor Total, Média de Permanência e Taxa de Mortalidade > Períodos disponíveis: Jan/2000 a Dez/2007; e Jan/2008 a Dez/2020 > Grupo de Causas: W00-W19 Quedas > Faixa Etária 1: 60 a 69 anos, 70 a 79 anos e 80 anos e mais.12 Os dados foram extraídos no mês de maio de 2021. Análise de dados As análises estatísticas dos dados foram realizadas utilizando-se os softwares Microsoft Excel 365 e SPSS (Statistical Package for Social Sciences), versão 18.0 para Windows. Foram elaboradas tabelas de frequências (simples e cruzadas) e gráficos de linhas. Calculou-se o número total de internações, o tempo médio de permanência hospitalar, a letalidade hospitalar e os valores totais despendidos pelo SUS nos períodos de 1998-2007 e 2008-2020. O cálculo dos custos foi realizado dividindo-se o custo agregado das internações [em reais (R$)], no período, pelo número de AIHs.16 Foram geradas estatísticas descritivas (tabelas de frequências, gráficos de linhas, cálculo de médias e desvio-padrão). A média das internações e a média do custo total, por região do Brasil, foram calculadas dividindo-se os somatórios dos valores obtidos no SIH/SUS pelo número de anos do período de estudo (21 anos: 2000 a 2020). Além disso, foram apresentados os custos totais, ajustados segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do período do estudo. O recorte temporal do estudo permitiu verificar a evolução da ocorrência de quedas nessa população específica, registradas no SIH/SUS; e incluiu o ano de 2013, quando foi criado o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), no intuito de prevenir e reduzir a incidência de eventos adversos relacionados à assistência nos serviços de saúde, e incentivar as instituições de saúde a desenvolver e implementar protocolos que garantam uma assistência mais segura aos usuários da Saúde.17 Considerações éticas O projeto do estudo atendeu às determinações descritas na Resolução do Conselho Nacional de Saúde (CNS) no 466, de 12 de dezembro de 2012.18 Não houve submissão do projeto à avaliação de um Comitê de Ética em Pesquisa, pois foram utilizados dados de domínio público, que não permitem a identificação dos sujeitos. RESULTADOS No SIH/SUS, foram registradas 1.746.097 AIHs por quedas em idosos no Brasil, no período de 2000 a 2020, o que correspondeu a um custo de R$ 2.315.395.702,75 para o sistema de saúde, conforme apresentado na Tabela 1. Tabela 1 - Frequências absoluta (N) e relativa (%), média de permanência, letalidade hospitalar e custos, segundo faixa etária e sexo, das autorizações de internação hospitalar por quedas entre a população idosa, Brasil, 2000-2007 e 2008-2020 Características Período 2000-2007 2008-2020 Faixa etária (anos) Sexo N (%) Média de permanência (dias) Letalidade hospitalar (%) Custo (R$) (%) Custo-a (R$)a N (%) Média de permanência (dias) Letalidade hospitalar (%) Custo (R$) (%) Custo-a (R$)a N total (%) Custo total (R$) (%) Custo-a total (R$)a 60-69 Masculino 88.775 (13,5) 6,2 3,9 71.210.621,44 (10,1) 181.606.293,06 238.306 (36,2) 6,1 3,7 310.603.500,11 (44,2) 407.228.826,39 327.081 (49,7) 381.814.121,55 (54,3) 588.835.119,45 Feminino 88.693 (13,5) 5,2 1,6 65.665.838,23 (9,4) 167.795.454,52 242.484 (36,8) 5,2 1,4 254.747.242,75 (36,3) 334.294.757,11 331.177 (50,3) 320.413.080,9 (45,7) 502.090.211,63 Total 177.468 (27,0) - - 136.876.459,67 (19,5) 349.401.747,58 480.790 (73,0) - - 565.350.742,86 (80,5) 741.523.583,50 658.258 (37,7) 702.227.208,53 (30,3) 1.090.925.331,08 70-79 Masculino 59.219 (10,6) 7,0 6,0 57.751.976,69 (7,6) 141.841.581,90 150.666 (26,8) 7,5 11,4 243.040.470,22 (32,1) 320.571.075,71 209.885 (37,4) 300.792.446,91 (39,7) 462.412.657,61 Feminino 97.916 (17,4) 6,4 2,8 95.064.156,09 (12,5) 233.955.428,37 254.139 (45,2) 7,4 7,2 362.382.945,39 (47,8) 478.453.069,54 352.055 (62,6) 457.447.101,48 (60,3) 712.408.497,91 Total 157.135 (28,0) - - 152.816.132,78 (20,1) 375.797.010,27 404.805 (72,0) - - 605.423.415,61 (79,9) 799.024.145,25 561.940 (32,2) 758.239.548,39 (32,8) 1.174.821.155,52 80-89 Masculino 39.442 (7,5) 7,3 9,1 44.789.748,16 (5,2) 109.631.518,89 114.915 (21,9) 7,5 11,4 213.932.613,33 (25,0) 279.822.337,95 154.357 (29,4) 258.722.361,49 (30,2) 389.453.856,84 Feminino 92.798 (17,6) 7,3 5,6 107.464.653,41 (12,6) 263.326.248,13 278.744 (53,0) 7,4 7,2 488.741.930,93 (57,2) 639.717.858,52 371.542 (70,6) 596.206.584,34 (69,8) 923.044.106,65 Total 132.240 (25,1) - - 152.254.401,57 (17,8) 372.957.767,02 393.659 (74,9) - - 702.674.544,26 (82,2) 919.540.196,47 525.899 (30,1) 854.928.945,83 (36,9) 1.292.497.963,49 Total 466.843 (26,7) - - 441.946.994,02 (19,1) 1.098.156.524,85 1.279.254 (73,3) - - 1.873.448.702,73 (80,9) 2.460.087.925,23 1.746.097 (100,0) 2.315.395.702,75 (100,0) 3.558.244.450,08 a) Custo ajustado (custo-a) pela inflação, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Na faixa etária de 60 a 69 anos, ocorreu a maior proporção participativa de internações por quedas em idosos (37,7%), o que correspondeu a 30,3% do custo total dessas internações; observou-se um valor 5,5% menor (32,2%) no número de internações na faixa etária de 70 a 79 anos, embora os custos correspondentes a esta idade fossem mais elevados, 32,8% do valor total dessas internações; e, finalmente, o custo dessas internações aos 80 anos ou mais de idade representou 36,9% do valor total do custo das hospitalizações de idosos por essa causa (Tabela 1). Houve maior proporção de internações por quedas entre o sexo feminino: 60,4% do total de internações, sendo 50,3% na idade de 60 a 69 anos, 62,6% para as de 70 a 79 anos, e 70,6% no contigente de 80 anos ou mais (Tabela 1). O custo de R$ 702.227.208,53 referiu-se a internações por quedas na população de 60 a 69 anos, sendo 54,3% desse valor destinados às internações do sexo masculino. Para a mesma faixa etária, a média de permanência hospitalar foi de 6,2 dias para o sexo masculino e de 5,2 dias para o feminino; além disso, a letalidade hospitalar masculina nessa idade foi maior que o dobro da feminina: 3,9% contra 1,6%, entre os anos de 2000 e 2007; e 3,7% contra 1,4% entre 2008 e 2020 (Tabela 1). Nas faixas etárias de 70 a 79 e 80 anos ou mais, a letalidade hospitalar também foi mais elevada para o sexo masculino. Entre os idosos de 70 a 79 anos, nos períodos 2000-2007 e 2008-2020, a letalidade hospitalar para o sexo masculino foi de 6,0% e 11,4% respectivamente, contra 2,8% e 7,2% para o feminino. Entre os idosos de 80 anos ou mais, para os mesmos períodos, a letalidade hospitalar foi de 9,1% e 11,4% para o sexo masculino contra 5,6% e 7,2% para o feminino. Contudo, a maioria das internações por quedas entre toda a população idosa, ao longo de ambos os períodos, foi do sexo feminino (Tabela 1). No período de 2000 a 2019, houve um aumento de 162,2% no número de hospitalizações por quedas em idosos, logo seguido de um decréscimo de 12,6% entre 2019 e 2020, conforme dados e linhas de tendência apresentados na Figura 1. Figura 1 - Número de autorizações de internação hospitalar por quedas entre a população idosa, por regiões, Brasil, 2000-2020 Em relação ao valor total pago pelas internações, observa-se na Figura 2 uma tendência de elevação dos custos entre os anos 2000 e 2019, e logo, também, uma queda no custo total das internações em 2020, relativamente ao ano anterior. Figura 2 - Custo total (em R$ milhões) das autorizações de internação hospitalar por quedas entre a população idosa, por regiões, Brasil, 2000-2020 A região com maior proporção de internações por quedas foi a Sudeste, responsável por 54,4% do total do país, seguido pela Sul (18,6%) e Nordeste (17,8%). Sobre os custos registrados, a região Sudeste confirmou a maior proporção no valor total das internações por quedas em idosos no país (57,3%), aqui também seguida pelas regiões Sul (19,2%) e Nordeste (16,1%), conforme apresenta a Tabela 2. Tabela 2 - Frequências absoluta (N) e relativa (%) das autorizações de internação hospitalar por quedas entre a população idosa, e custo total (em R$ milhões), por regiões, Brasil, 2000-2020 Região Internações Custo das internações N % Média Desvio-padrão Custo total (R$) Custo total (%) Médiaa Desvio-padrão Custo-a totalb Norte 46.266 2,7 2.203,1 682,1 37.905.660,13 1,8 1,8 0,9 59.325.076,40 Nordeste 306.734 17,8 14.606,4 6.273,5 370.425.099,31 16,1 17,6 10,8 550.379.755,43 Centro-Oeste 112.967 6,5 5.379,4 2.106,8 126.915.524,12 5,6 6,0 3,3 194.815.054,77 Sudeste 950.227 54,4 45.248,9 11.746,1 1.322.905.588,79 57,3 63,0 29,4 2.063.901.180,94 Sul 325.065 18,6 15.479,3 5.190,3 441.674.214,73 19,2 21,8 12,1 689.823.382,54 Total 1.746.097 100,0 16.583,4 16.561,6 2.315.395.729,75 100,0 110,3 26,4 3.558.244.450,08 a) Valores apresentados em R$ milhões; b) Custo total ajustado (custo-a total) pela inflação, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). DISCUSSÃO O custo total das internações hospitalares por quedas na população idosa foi diretamente proporcional à idade, ou seja, progressivamente maior na medida do crescimento da faixa etária. Além disso, maior número de internações foi observado entre o sexo feminino e na região Sudeste do país. Apesar de os idosos com 80 anos ou mais terem o menor número de internações, em comparação aos das demais faixas etárias, seu maior custo para o sistema de saúde relaciona-se com a superior média de permanência das internações. Ainda que não tenha sido o foco deste estudo, de acordo com a literatura, as comorbidades, a polifarmácia e as complicações associadas podem contribuir para o aumento dos custos e da média de permanência das internações nessa população.19 Outro estudo, que analisou as internações por quedas em idosos e seus custos no âmbito do SUS entre 2005 e 2010,19 evidenciou que a média de permanência hospitalar subiu com o aumento da idade, e que os idosos com 80 anos ou mais obtiveram a maior média de permanência, atribuída à maior frequência de comorbidades quando comparada à mesma média para outras faixas etárias. Entretanto, o mesmo estudo observou que o número de internações decresceu à medida que aumentou a idade dos idosos. A identificação de uma maior frequência de internações entre idosos do sexo feminino, em comparação ao masculino, percebida no presente estudo, corrobora os resultados de pesquisa semelhante, realizada com base no banco de dados do Datasus para o Brasil, sobre o período de 2005 a 2010,19 quando foram identificadas 59,7% das internações por quedas de idosos em pessoas do sexo feminino. Fatores como a maior incidência de osteoporose, alterações relacionadas à menopausa, que podem interferir no equilíbrio hormonal, assim como a redução da massa muscular e a maior expectativa de vida para as mulheres, frente aos homens, são possíveis causas para uma maior prevalência de quedas nesse grupo populacional.1,20 Apesar de o número de internações ter sido mais elevado entre o sexo feminino, o tempo de permanência hospitalar e a letalidade hospitalar foram maiores para o masculino. Estes achados corroboram os resultados de um estudo que analisou a tendência da morbimortalidade por quedas em idosos no Brasil, no período de 1996 a 2012, atribuídos por seus autores, Abreu et al., ao fato de os homens se envolverem em atividades físicas mais perigosas, que ocasionariam quedas com maior gravidade.21 Observou-se incremento no número de internações e seu custo total, durante os anos de 2000 a 2019, seguido de redução em 2020. É possível que a redução nas internações observada no último ano do período de estudo esteja relacionada à recomendação do isolamento social como medida de controle, durante a pandemia do novo coronavírus, e os idosos tenham-se mantido em suas residências, com a consequente redução no risco de acidentes.22 Porém, o isolamento domiciliar dificultou a prática de exercícios físicos nessa população, o que costuma levar à redução da massa e força muscular, potencializando o risco de quedas6 e, por conseguinte, a necessidade - e oportunidade - de instituir medidas de prevenção e promoção da saúde, como exemplo o incentivo à prática de exercícios em casa.23 Os valores da tabela de procedimentos do SUS foram unificados em 2008, quando foi criado o Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS (SIGTAP), que permite a emissão de relatórios sobre os procedimentos diagnósticos, clínicos e cirúrgicos realizados, medicamentos, órteses, próteses e materiais especiais utilizados, além de transplantes e ações de prevenção e promoção da saúde. Em razão da própria data de criação do SIGTAP, não foi possível a obtenção desses dados relativos ao período de 2000 a 2007. Observou-se que o número de internações por quedas e seus custos foram mais elevados na região Sudeste, seguida pelas regiões Sul e Nordeste. Este resultado pode ser explicado pelo perfil demográfico da população brasileira. Segundo dados do IBGE, a região Sudeste concentra cerca de 50% da população idosa, enquanto as regiões Nordeste e Sul, respectivamente 24,7% e 16,4% dessa população.24 Outros estudos corroboram esses achados e apontam para Sudeste, Sul e Nordeste como as regiões que apresentaram os maiores custos com hospitalizações por quedas de idosos no país. A elevada frequência de comorbidades na população dessas regiões, possivelmente, ainda contribui para sua maior repercussão nos gastos com os serviços prestados pela saúde pública.19,25 Esses dados permitem definir políticas públicas, ações prioritárias e investimentos, particularmente a elaboração de estratégias de prevenção focadas não somente nos grupos vulneráveis, mas também nas regiões com proporção considerável de suscetíveis.10 A variação na qualidade de registro dos sistemas de informações, nas diferentes regiões do país, pode influenciar os resultados observados, tendo por base evidências de que os dados de internações por causas externas, como as quedas, são de maior qualidade no Sul e Sudeste.21 Além dos custos diretos, devem-se considerar, igualmente, os custos indiretos decorrentes do evento, que representam custos econômicos e sociais devidos às mortes precoces, incapacidade laboral, perda ou redução de produtividade por limitações físicas e/ou afastamentos temporários ou definitivos do trabalho, entre indivíduos que sofreram a queda.6,26 Além do impacto social, as quedas em idosos trazem consequências econômicas às famílias, podendo afetar a renda familiar, dada a necessidade de a família arcar com despesas extraordinárias, na atenção e tratamento de possíveis sequelas da queda. Além disso, há o aumento natural da dependência do idoso por problemas decorrentes de queda, o que,27 diante de uma possível sobrecarga da família, pode repercutir na qualidade de vida de todos. Este estudo tem como limitação a utilização de dados secundários, relativos às AIHs, que podem não representar a totalidade das internações por quedas no SUS, haja vista a possibilidade de registro desses eventos com outros códigos da CID-10, como aqueles que refletem os desfechos e não a queda em si. Além disso, os custos de internação extrapolam os custos da AIH, podendo haver gastos com profissionais não previstos e, portanto, não cobertos pela AIH, procedimentos de tabela especial de alta complexidade e outros itens de custo não incluídos. Adicionalmente, o preenchimento da AIH no SUS é sensível ao conhecimento clínico, desenho dos processos de trabalho e categorização de dados. Outra limitação do estudo encontra-se no fato de novas internações ou transferências do mesmo indivíduo para outros hospitais não serem identificadas pelo SIH/SUS, o que pode resultar em contagens cumulativas. A despeito dessa limitação, no âmbito do SUS, o Datasus é amplamente utilizado no país em estudos que avaliam custos para os serviços de saúde,11 e os bancos de dados governamentais constituem uma fonte confiável, legitimável, possibilitando intervenções e subsidiando a tomada de decisões.12,25 Outrossim, os valores referenciados no Datasus dizem respeito ao repasse realizado às instituições de saúde, que pode não condizer com os valores investidos de fato para o tratamento das quedas. Ainda que o aporte financeiro evidenciado diga respeito aos atendimentos de pessoas que sofreram quedas externas às instituições de saúde, a queda em idosos predispõe a novas quedas, consistindo em outra limitação deste estudo, uma vez que não foi possível identificar se as novas quedas aconteceram dentro das instituições de saúde e referem-se a indivíduos que sofreram quedas anteriores em ambientes externos. Apesar de o estudo ter como foco a análise dos custos econômicos das internações atribuídas a quedas, vale lembrar que, nos ambientes da Saúde, existe o custo humano para o profissional responsável por um idoso. Uma queda do indivíduo quando internado, a depender da gravidade do fato, não só tem repercussão para ele e sua família; uma ocorrência mais grave pode implicar a perda da reputação do profissional encarregado de seus cuidados, levá-lo a ser visto de exemplo para estigmas sociais e causar impacto à sua vida enquanto trabalhador e como pessoa. Além disso, as instituições de saúde podem pagar mais um custo, com sua imagem pública, ante a fragilidade dos processos de trabalho envolvidos na atenção a idosos. Conclui-se que as hospitalizações por quedas em idosos no SUS aumentaram em todas as regiões no país, no período estudado, gerando custos elevados para o sistema público de saúde do Brasil, à exceção do ano de 2020, quando ocorreu redução dos custos por internações, possivelmente devido às medidas de isolamento durante a pandemia da COVID-19. Considera-se que as quedas são, na maioria das vezes, acontecimentos evitáveis, cabendo aos gestores públicos, profissionais de saúde e sociedade em geral estabelecerem estratégias e medidas efetivas voltadas a sua prevenção, com olhar atento à população idosa, naturalmente mais vulnerável, dado o processo de envelhecimento. São necessários mais investimentos em ações de prevenção e de promoção da saúde, particularmente para o objeto deste estudo - por exemplo, em programas de prevenção de quedas, dirigidos à população idosa. Tais medidas contribuirão para um envelhecimento mais seguro, reduzindo os riscos de quedas e propiciando melhor qualidade de vida, e, como consequência, redução das hospitalizações e fortalecimento dos serviços de base comunitária por meio da atenção primária à saúde. O montante econômico aportado para o tratamento das quedas em idosos justifica o investimento em estratégias de saúde pública, seja na promoção de práticas inclusivas e ações intersetoriais, focadas no envelhecimento com saúde, seja na incorporação de equipamentos e mobiliários mais seguros para uso dos idosos na vida diária. REFERÊNCIAS 1 1. Luzia MF, Prates CG, Bombardelli CF, Adorna JB, Moura GMSS. Características das quedas com dano em pacientes hospitalizados. Rev Gaucha. Enferm. 2019;40(Esp): e20180307. 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Ministério da Saúde Portaria nº 529, de 1 de abril de 2013. Institui o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) Diário Oficial da União 01 04 2013 2021 maio 1 1 43 43 Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2013/prt0529_01_04_2013.html 18 18. Brasil. Ministério da Saúde. Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012. Aprova as diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos e dispõe sobre as atribuições da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa - Conep e dos Comitês de Ética em Pesquisa - CEP. Diário Oficial da União, Brasília (DF), 13 jun 2013 [citado 2021 ago 31]. Seção 1: Disponível em: Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/cns/2013/res0466_12_12_2012.html Brasil. Ministério da Saúde Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012. Aprova as diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos e dispõe sobre as atribuições da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa - Conep e dos Comitês de Ética em Pesquisa - CEP Diário Oficial da União Brasília (DF) 13 06 2013 2021 ago 31 1 Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/cns/2013/res0466_12_12_2012.html 19 19. Barros IFO, Pereira MB, Weiller TH, Anversa ETR. Internações hospitalares por quedas em idosos brasileiros e os custos correspondentes no âmbito do Sistema Único de Saúde. Revista Kairós Gerontologia. 2015;18(4):63-80. DOI: 10.23925/2176-901X.2015v18i4p63-80 Barros IFO Pereira MB Weiller TH Anversa ETR Internações hospitalares por quedas em idosos brasileiros e os custos correspondentes no âmbito do Sistema Único de Saúde Revista Kairós Gerontologia 2015 18 4 63 80 10.23925/2176-901X.2015v18i4p63-80 20 20. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 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DOI: 10.1590/0034-7167-2017-0069 Luzardo AR Paula NF Júnior Medeiros M Wolkers PCB Santos SMA Repercussions of hospitalization due to fall of the elderly: health care and prevention Rev Bras Enferm 2018 71 Suppl 2 763 769 10.1590/0034-7167-2017-0069 ORIGINAL ARTICLE Costs of hospital admission authorizations due to falls among older people in the Brazilian National Health System, Brazil, 2000-2020: a descriptive study 0000-0001-5361-8814 Lima Juliana da Silva 1 0000-0001-6442-2649 Quadros Deise Vacario de 1 0000-0001-6791-9036 Silva Sabrina Letícia Couto da 2 0000-0003-4121-645X Tavares Juliana Petri 3 0000-0002-6761-0415 Pai Daiane Dal 3 1 Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Porto Alegre, RS, Brazil 2 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, Brazil 3 Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Porto Alegre, RS, Brazil Correspondence: Juliana da Silva Lima E-mail: jslima@hcpa.edu.br AUTHORS’ CONTRIBUTION Lima JS collaborated with the study conception and design, analysis and interpretation of the results, drafting and critical reviewing of the manuscript content. Quadros Dv, Silva SLC, Tavares JP and Dal Pai D collaborated with the analysis and interpretation of the results, drafting and critical reviewing of the manuscript content. All authors have approved the final version of the manuscript and declared themselves to be responsible for all aspects of the work, including ensuring its accuracy and integrity. CONFLICTS OF INTEREST The authors declared that they have no conflicts of interest. Associate editor: Isis Polianna Silva Ferreira de Carvalho -https://orcid.org/0000-0002-0734-0783 Abstract Objective: To describe the costs of hospital admission authorizations (AIHs) due to falls among older people within the Brazilian National Health System (SUS). Methods: This was a descriptive cost analysis study, based on data from the SUS’s Hospital Information System, related to AIH due to falls among older people (60 years and older), between 2000 to 2020. A descriptive analysis was performed and cost measurement was based on a macro-costing method. Results: 1,746,097 AIHs due to falls among older people were recorded, and the total cost was found to be BRL 2,315,395,702.75. The proportion of hospitalization costs was higher among those aged 80 years and older (36.9%), female (60.4%) and the Southeast region of the country (57.3%). The average length of stay in hospital ranged from 5.2 to 7.5 days. Conclusion: The high costs identified showed the need for investments in more effective measures in order to prevent and mitigate the damage caused by falls among older people. Keywords: Accidents due to Falls Hospital Costs Hospitalization Older people Descriptive Epidemiology Costs and Cost Analysis. Study contributions Main results 1,746,097 hospital admission authorizations due to falls among older people were recorded. The average length of stay in hospital ranged from 5.2 to 7.5 days. The total cost of hospitalizations was R$ 2,315,395,702.75, and it was higher among those ≥80 years old, female and the Southeast region. Implications for services The findings make it possible to measure the financial impact of falls on older people, promoting public policies and priority actions aimed at this population. Perspectives Investment in community-based services is the main focus of the implementation of prevention strategies, as well as the quality of the records as a way to elucidate indirect costs and identify other social investment actions. INTRODUCTION Aging is a natural process in which there is a general decline in physical capacities of an individual.1 The presence of chronic degenerative diseases, cognitive decline, visual alterations and change in physical mobility, in addition to polypharmacy, make older people more fragile and vulnerable to events such as falls.2 Strategies to prevent these falls could substantially reduce health costs.3 Falls are the most frequent domestic accident among older people. It is estimated that among this population, about 60% to 70% of falls occur inside the homes or their surroundings, and 30% of people aged 65 years and older, and 50% of those aged 80 years and older experience at least one fall within a year. In Brazil, falls accounted for 22.5% of deaths among older people in the period between 1996 and 2005.2,4,5 Older people consider their homes a safe place, given their familiarity and knowledge about the place, and perhaps for this reason, it becomes a hazardous environment due to self-confidence when moving around and performing daily activities, and inadequacies of the environment and furniture, such as the presence of unfixed carpets, physical obstacles and absence of grab bars in bathrooms. In addition to these factors, it is worth mentioning the physiological changes resulting from the aging process.4,6 Falls can cause serious injury, skin lesions, dislocations and fractures, impair physical mobility, worsen prior clinical conditions, progressively reduce the functional capacity, cause dependence and generate psychological consequences, such as anxiety, insecurity, loss of confidence due to fear of falling again, social isolation, loss of autonomy and independence to perform basic activities of daily living.1,2,4 The economic costs of fall-related injuries are substantial. In Australia, the average cost of health care for older people aged 65 and older is $ 1,049 per hospital-treated fall injuries, while in Finland, it is $ 3,611.3 These costs are related to the diagnosis, treatment, recovery from the disease and rehabilitation after it. A study conducted in the United States sought to estimate the average direct costs of fatal and non-fatal injuries in hospitals, emergency rooms and outpatient settings among older people, and identified the occurrence of 24,190 fatal injuries and 3.2 million medically treated non-fatal fall related injuries among older adults from that country, in 2012. The direct medical costs related to this treatment totaled $ 616.5 million for fatal and $ 30.3 billion for non-fatal injuries,7 evidencing the need for multimodal strategies that can promote health practices that enable the mitigation of damages, both in the community and long-term hospitals. Falls are a global public health problem and an adverse event that affects 4% to 16% of hospitalized individuals in developed countries. In Brazil, falls are the third most commonly reported adverse event to the Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), representing high risk for hospitalized older adults and prevalence of 28% to 32% outside healthcare institutions.8-10 As such, studies are needed to contribute to a reflection about the impact of falls on older people and also health care economy, in addition to the implementation of measures to prevent this occurrence. The objective of this study was to describe the costs of hospitalizations due to falls among older people within the Brazilian National Health System (SUS). METHODS Study design This was a descriptive cost analysis study of hospital admission authorizations (AIHs) due to falls among older people, within the SUS. The costs were observed in the period between 2000 and 2020. ‘Methodological Guidelines: Economic Evaluation Guideline’ were adopted in order to conduct the study.11 Data from the Hospital Information System (SIH/SUS) were used, made available by the Brazilian National Health System Information Technology Department (DATASUS), for public consultation. All AIHs funded by the SUS are recorded on the SIH/SUS for reimbursement purposes.12 The measurement of hospitalization costs was performed based on a macro-costing method,12 from data provided by DATASUS. National guidelines were used in order to deal with the methodological uncertainties of the study, such as the choice of the cost-based valuation method.13 Context The growth of the population aged 60 years and older in Brazil has accelerated in recent decades. According to data from the Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),14 in Brazil, the number of older adults increased from 15.5 million, 8.6% of the country’s population, in 2000 to 29.9 million in 2020, representing 14% of Brazilians. The accelerated growth of older population has increased the concern about falls, the most frequent event among this population, including at home. Falls can cause serious physical injuries and result in hospitalizations, presenting a significant burden to health care systems in order to treat them.6 Each hospitalization generates an AIH, which is an instrument used by all SUS managers and service providers to enable hospitalizations and generation of payment amounts. Data from hospital institutions, identification of individuals, primary and secondary diagnosis, according to the International Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems 10th revision (ICD-10), the procedures performed and the amount paid are recorded in the AIH. The payment is made based on predetermined values for medical procedures, which include the materials to be used, procedures performed, health professionals involved and hospital hotel service. Therefore, the costs paid for hospitalizations depend on the proper completion of AIH.15 Participants Among the hospitalizations recorded by hospital institutions providing care via the SUS,14 we included hospitalizations of older people aged 60 years and older, due to external causes, classified using ICD-10 W00-W19 codes, related to falls. Variables The following variables were analyzed: sex (female; male); age group (in years: 60 to 69; 70 to 79; 80 and older); region of the country (North; Northeast; Midwest; Southeast; South); average length of stay in hospital (in days); cn-hospital case fatality ratio (ratio of total deaths due to falls and total hospitalization due to falls, multiplied by 100); total amount paid for hospital admissions [In Brazilian Reais (BRL) million]. The in-hospital case fatality ratio due fall were calculated, considering that fall is a preventable event and its occurrence can cause serious injuries or even lead to death. Moreover, the calculation of rates offers an overall panorama of the severity of accidents due to falls among these individuals profiles, and their costs to the public health system. Data source and measurement DATASUS provides information, both from the period between ‘1998 to 2007’ and from’ 2008’ onwards. The path taken on the website in order to obtain data was: Access to information > Health Information (TABNET) > Epidemiological and Morbidity > Hospital Morbidity in the SUS > External causes, by place of hospitalization from 1998 to 2007, or External causes, by place of hospitalization from 2008 onwards > Geographic scope: Brazil by region and federative unit > Content: Hospitalizations, Total Value, Average Length of Stay in Hospital and Mortality Rate > Available Periods: Jan./2000 to Dec./2007; and Jan./2008 to Dec./2020 > Group of Causes: W00-W19 Falls > Age Group 1: 60 to 69 years, 70 to 79 years and 80 years and older.12 The data were retrieved in May 2021. Data analysis Statistical analysis was performed using Microsoft Excel 365 and SPSS (Statistical Package for Social Sciences), version 18.0 for Windows. Frequency tables (simple and cross tabulation) and line charts were elaborated. The total number of hospitalizations, the average length of stay in hospital, the in-hospital case fatality ratio and the total amount spent by the SUS in the periods from 1998-2007 and 2008-2020 were calculated. Cost calculation was performed by dividing the aggregate cost of hospitalizations (in BRL), for the period, by the number of AIHs.16 Descriptive statistics were generated (frequency tables, line charts, calculation of the mean and standard deviation). The mean number of hospitalizations and the average total cost, per region of Brazil, were calculated by dividing the sum of the values obtained from the SIH/SUS by the number of years of the study period (21 years: 2000 to 2020). In addition, the total cost was presented, adjusted according to the National Consumer Price Index - Extended (IPCA) for the study period. The time frame of the study enabled us to verify the evolution of occurrence of falls among this specific population, recorded on SIH/SUS; and include the year 2013, when the National Patient Safety Program (PNSP) was established, in order to prevent and reduce the incidence of adverse events related to health care, and encourage health institutions to develop and implement protocols that ensure safer healthcare for health users.17 Ethical aspects The study project met the determinations described in the National Health Council (CNS), Resolution No. 466 of December 12, 2012.18 The project was not submitted to a Research Ethics Committee, because it used data available in the public domain, which does not allow the identification of the subjects. RESULTS 1,746,097 AIHs due to falls among older people in Brazil were recorded on the Hospital Information System (SHI/SUS), between 2000 and 2020, which corresponded to a cost of BRL 2,315,395,702.75 for the health care system, as shown in Table 1. Table 1 - Absolute (N) and relative (%) frequencies, average length of stay in hospital, mortality and cost rates, according to age group and sex, of the hospital admission authorizations due to falls among the older population, Brazil, 2000-2007 and 2008-2020 Characteristics Period 2000-2007 2008-2020 Age group (years) Sex N (%) Average length of stay in a hospital (days) In-hospital case fatality ratio (%) Cost (BRL) (%) Cost-a (BRL)a N (%) Average length of stay in a hospital (days) In-hospital case fatality ratio (%) Cost (BRL) (%) Cost-a (BRL)a N total (%) Total cost (BRL) (%) Cost-a (BRL)a 60-69 Male 88,775 (13.5) 6.2 3.9 71,210,621.44 (10.1) 181,606,293.06 238,306 (36.2) 6.1 3.7 310,603,500.11 (44.2) 407,228,826.39 327,081 (49.7) 381,814,121.55 (54.3) 588,835,119.45 Female 88,693 (13.5) 5.2 1.6 65,665,838.23 (9.4) 167,795,454.52 242,484 (36.8) 5.2 1.4 254,747,242.75 (36.3) 334,294,757.11 331,177 (50.3) 320,413,080.9 (45.7) 502,090,211.63 Total 177,468 (27.0) - - 136,876,459.67 (19.5) 349,401,747.58 480,790 (73.0) - - 565,350,742.86 (80.5) 741,523,583.50 658,258 (37.7) 702,227,208.53 (30.3) 1,090,925,331.08 70-79 Male 59,219 (10.6) 7.0 6.0 57,751,976.69 (7.6) 141,841,581.90 150,666 (26.8) 7.5 11.4 243,040,470.22 (32.1) 320,571,075.71 209,885 (37.4) 300,792,446.91 (39.7) 462,412,657.61 Female 97,916 (17.4) 6.4 2.8 95,064,156.09 (12.5) 233,955,428.37 254,139 (45.2) 7.4 7.2 362,382,945.39 (47.8) 478,453,069.54 352,055 (62.6) 457,447,101.48 (60.3) 712,408,497.91 Total 157,135 (28.0) - - 152,816,132.78 (20.1) 375,797,010.27 404,805 (72.0) - - 605,423,415.61 (79.9) 799,024,145.25 561,940 (32.2) 758,239,548.39 (32.8) 1,174,821,155.52 80-89 Male 39,442 (7.5) 7.3 9.1 44,789,748.16 (5.2) 109,631,518.89 114,915 (21.9) 7.5 11.4 213,932,613.33 (25.0) 279,822,337.95 154,357 (29.4) 258,722,361.49 (30.2) 389,453,856.84 Female 92,798 (17.6) 7.3 5.6 107,464,653.41 (12.6) 263,326,248.13 278,744 (53.0) 7.4 7.2 488,741,930.93 (57.2) 639,717,858.52 371,542 (70.6) 596,206,584.34 (69.8) 923,044,106.65 Total 132,240 (25.1) - - 152,254,401.57 (17.8) 372,957,767.02 393,659 (74.9) - - 702,674,544.26 (82.2) 919,540,196.47 525,899 (30.1) 854,928,945.83 (36.9) 1,292,497,963.49 Total 466,843 (26.7) - - 441,946,994.02 (19.1) 1,098,156,524.85 1,279,254 (73.3) - - 1,873,448,702.73 (80.9) 2,460,087,925.23 1,746,097 (100.0) 2,315,395,702.75 (100.0) 3,558,244,450.08 a) Cost adjusted (cost-a) for inflation, according to National Consumer Price Index-Extended (IPCA). In the age group 60 to 69 years, it could be seen the highest proportional participatory hospitalizations due to falls among older people (37.7%), which corresponded to 30.3% of the total cost of these hospitalizations; a 5.5% lower value (32.2%) was observed in the number of hospitalizations among those aged 70 to 79 years, although the costs corresponding to this age group were higher, 32.8% of the total value of these hospitalizations; and finally, the cost of these hospitalizations among those aged 80 years and older represented 36.9% of the total cost of hospitalizations of older people due to falls (Table 1). There was a higher proportion of hospitalizations due to falls among older female: 60.4% of all hospitalizations, 50.3% in the age group 60 to 69 years, 62.6% for those aged 70 to 79 years, and 70.6% among those aged 80 years or older (Table 1). The cost of hospitalizations due to falls among the population aged 60 to 69 years was BRL 702,227,208.53, and 54.3% of which was allocated to male hospitalizations. For the same age group, the average length of stay in hospital was 6.2 days for male and 5.2 days for female; in addition, the in-hospital case fatality ratio among male in this age group was more than double that of female: 3.9% versus 1.6% between 2000 and 2007; and 3.7% versus 1.4% between 2008 and 2020 (Table 1). In the age groups 70 to 79 and 80 years and older, in-hospital case fatality ratio among male was also higher. Among older adults aged 70 to 79 years, in the periods 2000-2007 and 2008-2020, the in-hospital case fatality ratio among male was 6.0% and 11.4%, respectively, versus 2.8% and 7.2% among female. In the age group 80 years and older, for the same periods, the in-hospital case fatality ratio was 9.1% and 11.4% for male versus 5.6% and 7.2% for female. However, the majority of hospitalizations due to falls among the general older population, during both periods, occurred among female sex (Table 1). In the period 2000 to 2019, there was an increase of 162.2% in the number of hospitalizations due to falls among older adults, followed by a decrease of 12.6% between 2019 and 2020, according to data and trend lines showed in Figure 1. Figure 1 - Number of hospital admission authorizations due to falls among the older population, by regions, Brazil, 2000-2020 Regarding the total amount paid for hospitalizations, Figure 2 shows a trend of rising costs between 2000 and 2019, and therefore a reduction in the total cost of hospitalizations in 2020, compared to the previous year. Figure 2 - Total cost [in Brazilian real (BRL) million] of hospital admission authorizations due to falls among the older population, by regions, Brazil, 2000-2020 The region with the highest proportion of hospitalizations due to falls was the Southeast, accounting for 54.4% of the country’s total hospitalizations, followed by the South (18.6%) and Northeast (17.8%) regions. With regard to the costs recorded, the Southeast region showed the highest proportion of the total cost of hospitalizations due to falls among older people in the country (57.3%), also followed by the South (19.2%) and Northeast (16.1%) regions, as shown in Table 2. Table 2 - Absolute (N) and relative (%) frequencies of hospital admission authorizations due to falls among the older population, and total cost [in Brazilian real (BRL) million], by regions, Brazil, 2000-2020 Region Hospitalizations Hospitalization costs N % Average Standard deviation Total cost (BRL) Total cost (%) Averagea Standard deviation Total costb North 46,266 2.7 2,203.1 682.1 37,905,660.13 1.8 1.8 0.9 59,325,076.40 Northeast 306,734 17.8 14,606.4 6,273.5 370,425,099.31 16.1 17.6 10.8 550,379,755.43 Midwest 112,967 6.5 5,379.4 2,106.8 126,915,524.12 5.6 6.0 3.3 194,815,054.77 Southeast 950,227 54.4 45,248.9 11,746.1 1,322,905,588.79 57.3 63.0 29.4 2,063,901,180.94 South 325,065 18.6 15,479.3 5,190.3 441,674,214.73 19.2 21.8 12.1 689,823,382.54 Total 1,746,097 100.0 16,583.4 16,561.6 2,315,395,729.75 100.0 110.3 26.4 3,558,244,450.08 a) Amounts are expressed in BRL millions. b) Total cost adjusted for inflation, according to National Consumer Price Index-Extended (IPCA). DISCUSSION The total cost of hospital admissions due to falls among the older population was directly proportional to age, that is, progressively higher with increasing age. In addition, the largest number of hospitalizations was observed among female and in the Southeast region of the country. Although older adults aged 80 years and older have had the lowest number of hospitalizations, when compared to the other age groups, their higher cost for the health care system is related to the longer average length of stay in hospital. In spite of the fact that comorbidities, polypharmacy and associated complications have not been the focus of this study and, according to the literature, they may contribute to increased costs and the average length of stay in hospital among this population.19 Another study, which analyzed hospitalizations due to falls among older people and their costs within the SUS between 2005 and 2010,19 showed that the average of stay in hospital increased with increasing age, and that older people aged 80 years and older presented the highest average length of stay in hospital, attributed to a higher frequency of comorbidities when compared to other age groups. However, the same study observed that the number of hospitalizations decreased with increasing age. The identification of a higher frequency of hospitalizations among older female, compared to older male, observed in this study, corroborates the results of a similar research based on data from DATASUS, regarding Brazil, considering the period 2005 to 2010,19 when 59.7% of hospitalizations due to falls among older female were identified. Factors such as the highest incidence of osteoporosis, changes related to menopause, which may interfere with hormonal balance, as well as muscle mass reduction and a higher life expectancy for female, when compared to male, are possible causes for a higher prevalence of falls among this population group.1,20 Although the number of hospitalizations was higher among female, the length of stay in-hospital and mortality rate were higher among male. These findings corroborate the results of a study that analyzed the trends in morbidity and in-hospital case fatality case due to falls among older people in Brazil, in the period 1996 to 2012, whose authors, Abreu et al., attributed to the fact that male engage more often in risky behaviors, which would cause more severe falls.21 There was an increase in the number of hospitalizations and their total cost in the period 2000 to 2019, followed by a reduction in 2020. It is possible that the reduction in hospitalizations observed in the last year of the study period is related to the recommendation of social isolation as a control measure during the COVID-19 pandemic, when the older people stayed at home, thus reducing the risk of accidents.22 However, home isolation made it difficult to practice physical exercise among this population, which usually lead to a reduction in muscle mass and strength, enhancing the risk of falls6 and, consequently, the need - and opportunity - to implement prevention and health promotion measures, such as encouraging the practice of physical activities at home.23 The values of the table of SUS procedures were unified in 2008, when the Management System of the Table of Procedures Medicines and OPM of SUS (SIGTAP) was created, which allows to issue reports on the diagnostic, clinical and surgical procedures performed, medicines, orthotics, prosthetics and special materials used, as well as transplantations and prevention and health promotion measures. It was not possible to obtain these data over the period 2000 to 2007, due to the date of creation of the SIGTAP. It could be seen that the number of hospitalizations due to falls and their costs were higher in the Southeast region, followed by the South and Northeast regions. This result can be explained by Brazil demographics profile. According to data from IBGE, the Southeast region concentrates about 50% of the older population, while the Northeast and South regions, 24.7% and 16.4% of this population, repectively.24 Other studies corroborate these findings and point to the Southeast, South and Northeast as the regions with the highest costs of hospitalizations due to falls among older adults in the country. The high frequency of comorbidities in the population of these regions possibly contributes to the greatest impact on expenditure on the services provided by public health.19,25 These data enable the implementation of public policies, priority actions and investments, especially the development of prevention strategies focused not only on vulnerable groups, but also on regions with a considerable proportion of susceptible ones.10 The variation in quality of information system records in different regions in the country may influence the results observed, as some evidence has shown that data on hospitalizations due to external causes, such as falls, are of higher quality in the South and Southeast regions.21 In addition to direct costs, it should also be taken into consideration the indirect costs resulting from the event, which represent economic and social costs due to premature deaths, incapacity for work, loss or reduction of productivity due to physical limitations and/or temporary or permanent absences from work, among individuals who experienced falls.6,26 In addition to social impact, falls among older people bring economic consequences to families, which may affect family income, given the need to bear extraordinary expenditures on the care and treatment of possible sequelae of the falls. Moreover, there is a natural increase in dependence among older people due to problems resulting from falls, which,27 in the face of a possible family burden, may affect the quality of life of all family members. This study has as a limitation the use of secondary data, related to AIHs, which may not represent all hospitalizations due to falls in the SUS, given the possibility that some events have been recorded using other ICD-10 codes, such as those related to outcomes rather than the fall itself. In addition, hospitalization costs go beyond the AIH costs, and there may be expenditures on unplanned professionals and therefore not covered by the AIH, special table procedures of high complexity and other items, whose costs were not included. Moreover, the completion of the AIH in the SUS is sensitive to clinical knowledge, work processes design and data categorization. Another limitation of the study is the fact that new hospitalizations or the transfer of the same individual to another hospital is not identified by SIH/SUS, which may result in cumulative counts. Despite this limitation, within the scope of the SUS, DATASUS has been widely used in the country, in studies that assess health care costs.11 Government databases constitute a reliable, legitimate source, enabling interventions and supporting decision-making.12,25 Furthermore, the values provided by DATASUS were related to the amount paid to health institutions, which may not correspond to the amount invested in the treatment of falls. Although the financial support, showed in this study, was related to the health care for people who experienced falls outside health institutions, falls among older adults may lead to new falls, characterizing another limitation of this study, given that it was not possible to identify whether the new falls occurred inside health institutions and that they were related to individuals who experienced previous falls in outdoor environments. Notwithstanding the study focuses on the analysis of economic costs of hospitalizations due to falls, it is worth mentioning that in health care settings, there is a human cost for professionals who are responsible for older people. When an individual who is hospitalized falls, this fact not only affects him or her and his family but also the reputation of the professional who is taking care of him or her, and depending on the severity of the event, it may result in reputational damage, leading this professional to face social stigmas, and cause impact on his professional and personal life. In addition, this cost can be high to health institutions regarding their public image, in view of the fragility of the work processes involved in the care of older people. It can be concluded that the rates of hospitalizations due to falls among older people in the SUS increased in all regions of the country, during the period studied, generating high costs for the public health system in Brazil, except for the year 2020, when there was a reduction in hospitalization costs, possibly due to isolation measures during the COVID-19 pandemic. Falls are considered, in most cases, preventable events. Therefore, public managers, health professionals and general society should establish effective strategies and measures aimed at their prevention, especially with regard to the older population, naturally more vulnerable given the aging process. Greater investments in the prevention and health promotion measures, and particularly in the object of this study, are needed. Investments in falls prevention programs aimed at the older population. Such measures will contribute to a safer aging, reducing the risk of falls and providing better quality of life, resulting in reduction of hospitalizations and strengthening of community-based services by means of primary health care. The amount spent on the treatment of falls among older people justifies the investment in public health strategies, either in the promotion of inclusive practices and intersectoral actions, focused on healthy aging, or the acquisition of adequate appliances and furniture for the use of older people in their daily living.
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