Open-access Asociación entre prácticas integrativas y complementarias en salud y uso de servicios odontológicos en adultos mayores en Brasil: estudio transversal, 2019

Epidemiol Serv Saude ress Epidemiologia e Serviços de Saúde Epidemiol. Serv. Saúde 1679-4974 2237-9622 Secretaria de Vigilância em Saúde - Ministério da Saúde do Brasil Resumen Objetivo: Analizar la asociación entre la participación en prácticas integradoras y el uso regular de servicios odontológicos en adultos ancianos brasileños. Métodos: Estudio transversal con datos secundarios de la Encuesta Nacional de Salud 2019. Se incluyeron todos aquellos con 60 años o más. El resultado fue el uso regular de servicios odontológicos. Se utilizó la regresión de Poisson para estimar razones de prevalencia (RPs) crudas y ajustadas y sus respectivos intervalos de confianza del 95% (IC95%). Resultados: Se analizaron 22.728 ancianos. La mayoría era del sexo femenino (55,5%), blancas (51,3%), con primaria incompleta (47,0%); 7,0% (IC95% 6,8;7,5) utilizaban alguna práctica integradora y 34,3% (IC95% 33,2;35,4) usaban el servicio dental regularmente. Aquellos que utilizaron prácticas integradoras tuvieron una mayor prevalencia en el uso de servicios dentales incluso después de ajustar el modelo (RP = 1,15; IC95% 1,07;1,23). Conclusión: El uso de prácticas integradoras se asoció con el uso regular de servicios odontológicos en ancianos brasileños. Contribuições do estudo Principais resultados Idosos que utilizaram alguma das práticas integrativas e complementares apresentaram maior frequência de uso regular de serviços odontológicos do que seus pares. Implicações para os serviços Estas práticas, garantidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), podem ser uma estratégia para estimular melhores comportamentos relacionados à saúde, como visitas regulares ao dentista, e reforçam o princípio da integralidade do cuidado. Perspectivas Aliar práticas integrativas à odontogeriatria pode beneficiar tanto usuários como profissionais responsáveis pelo cuidado, proporcionando relação clínica mais afetuosa, empática, participativa, e condutas singulares no diagnóstico e na terapêutica. Introdução Apesar da reconhecida importância da saúde bucal na saúde geral e no bem-estar das pessoas, uma grande parte dos brasileiros não utiliza serviços odontológicos.1 O uso dos serviços de saúde é resultado de uma série de causas complexas, que dizem respeito tanto a questões sociodemográficas e econômicas como aos perfis de morbidade e à disponibilidade de serviços de saúde.2 Fatores predisponentes ao uso, como crenças, práticas de saúde pessoal, dieta, exercícios e autocuidado, podem ter efeito na percepção da necessidade de cuidado e, consequentemente, influenciar o padrão de uso dos serviços.3 Segundo resultados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019, menos de 30% dos idosos haviam consultado o dentista no ano anterior à entrevista.1 A saúde bucal é essencial para a qualidade de vida, seja pela função mastigatória e de deglutição, seja pela autoestima e problemas psicológicos.4 As práticas integrativas e complementares de saúde representam um conjunto de serviços e técnicas não contemplados pela medicina tradicional.5 Tais práticas privilegiam o cuidado centrado na saúde e não na doença, a busca da harmonia do indivíduo com seu meio ambiente natural e social, estimando a subjetividade a prevenir e a promover saúde, visando ao cuidado integral dos indivíduos.5 Na Atenção Primária à Saúde (APS), sua relevância encontra-se no pluralismo terapêutico necessário ao manejo - complexo - da abordagem familiar e comunitária, o que pressupõe a longitudinalidade do cuidado e a integralidade da atenção.6 Tais premissas são especialmente importantes no cuidado prestado à população idosa. Diante de um modelo assistencial predominantemente biomédico, curativo e fragmentado, cujas limitações de efetividade são verificadas no padrão epidemiológico das doenças,7 assiste-se a um crescimento - lento e gradativo - das práticas integrativas como estratégia de mudança de paradigmas na saúde.8 Observar padrões diferenciados de cuidados e compreender os determinantes da longevidade, com qualidade de vida, podem contribuir positivamente para o processo de envelhecimento.9 As práticas integrativas são formas de cuidado à saúde que trabalham os diferentes sentidos, envolvendo o ser humano, estimulando o autoconhecimento, instigando e recuperando a noção de qualidade de vida, assim como a corresponsabilização no processo saúde-doença-cuidado.10 Por isso, é plausível supor que essas práticas também influenciem a procura por serviços de saúde e o cuidado em saúde bucal. O estudo propôs-se a analisar a associação entre o uso de práticas integrativas e o uso regular de serviços odontológicos entre idosos brasileiros. Métodos Delineamento Este foi um estudo transversal retrospectivo, que utilizou dados secundários provenientes da PNS de 2019, data da segunda edição da PNS, realizada entre agosto de 2019 e março de 2020, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em convênio com o Ministério da Saúde, abrangendo todas as Unidades da Federação. Os dados utilizados no presente estudo foram obtidos da página eletrônica do IBGE (https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/saude.html), mediante acesso em 26 de maio de 2021. Contexto A PNS, um inquérito de base populacional, apresenta representatividade da população brasileira residente em domicílios particulares permanentes.11 A primeira edição da pesquisa ocorreu em 2013, com o objetivo de coletar informações sobre os determinantes, condicionantes e necessidades de saúde da população brasileira. Em 2019, o Brasil contava com cerca de 211 milhões de habitantes, e o número de idosos no país era de 32,9 milhões, mantendo-se a tendência de envelhecimento da população. Ainda assim, o uso de serviços odontológicos nessa faixa etária permanecia abaixo de 30%.1 Participantes A amostragem foi realizada por conglomerado, em três etapas de seleção: (i) os setores censitários foram as unidades primárias de amostragem; (ii) os domicílios, as unidades de segundo estágio; e por fim, dentro de cada domicílio da amostra, (iii) os participantes foram selecionados com equiprobabilidade.11 A população-alvo do inquérito compreendeu indivíduos com 15 anos de idade ou mais. Em cada domicílio selecionado, um morador foi escolhido de forma aleatória, com base na lista de moradores elegíveis obtida no momento da entrevista.11 Neste trabalho, cujo objetivo foi estudar apenas a população idosa, foram analisados os dados de todos os participantes da pesquisa com 60 anos de idade ou mais, não sendo aplicado nenhum critério de exclusão. Variáveis Desfecho: uso regular de serviços odontológicos (última consulta: até 1 ano atrás; há mais de 1 ano); Exposição principal: uso de práticas integrativas e complementares (sim; não). Previamente à análise dos dados e com base em estudos anteriores sobre os determinantes sociais da saúde12 e do uso de serviços,3 foi especificado o modelo conceitual (Figura 1) que orientou a escolha das variáveis confundidoras, as quais incluíram: sexo (masculino; feminino); grupos de idade (coletados em anos, de forma quantitativa, posteriormente categorizada: 60-69; 70-79; ≥ 80); raça/cor da pele (indígena; parda; amarela; preta; branca); renda domiciliar per capita (coletada em reais, de forma quantitativa, categorizada em cinco quintis de renda: 1º; 2º; 3º; 4º; 5º); e escolaridade (sem instrução; ensino fundamental incompleto; ensino fundamental completo; ensino médio incompleto; ensino médio completo; ensino superior incompleto; ensino superior completo). Figura 1 Modelo teórico da relação entre uso de práticas integrativas e uso regular de serviços odontológicos, Brasil, 2019 Fonte de dados e mensuração O IBGE foi responsável pela organização e coordenação do trabalho de campo do estudo primário. A coleta dos dados foi realizada mediante entrevistas nos domicílios dos participantes, onde aqueles selecionados responderam a um questionário estruturado individual. As entrevistas foram realizadas utilizando-se dispositivos móveis de coleta, programados com o questionário da pesquisa.11 Todas as variáveis incluídas neste estudo foram coletadas de maneira autorreferida. Controle de viés Todos os agentes de coleta do estudo primário foram treinados e calibrados para compreender, detalhadamente, toda a pesquisa. Preparou-se material instrutivo para servir à equipe de campo, buscando minimizar o viés de aferição.11 Tamanho do estudo No sentido de se definir o tamanho amostral com nível de precisão suficiente para os parâmetros de interesse, foram considerados alguns indicadores da primeira edição da PNS, de 2013: dados de doenças crônicas não transmissíveis, violências, uso de serviços de saúde, posse de plano de saúde, comportamentos relacionados à saúde, entre outros.11 O cálculo considerou os seguintes critérios: estimação de frequências com nível de precisão desejado, em intervalos de 95% de confiança; efeito do plano de amostragem; número de domicílios selecionados por unidade primária de amostragem; e frequência de domicílios com pessoas na faixa etária de interesse.11 Métodos estatísticos A análise de dados foi realizada com a uso do software Stata, versão 14.0 (College Station, TX), considerando-se o peso amostral devido ao plano amostral complexo (módulo survey). Inicialmente, foram descritas as características da amostra, as frequências e os respectivos intervalos de confiança de 95% (IC95%) do uso regular de serviço odontológico, de acordo com as variáveis independentes. Também foi descrita a frequência do uso de práticas integrativas de acordo com a modalidade. As associações com o uso regular de serviço odontológico foram estimadas mediante aplicação de modelos de regressão de Poisson, observando-se as razões de prevalências (RPs) brutas e ajustadas e seus respectivos IC95%; e nível de significância de 5%, verificado pelo teste qui-quadrado de Pearson. A análise múltipla foi ajustada por fatores demográficos e socioeconômicos. Todas as variáveis entraram no modelo simultaneamente. Aspectos éticos Foram utilizados dados secundários, de domínio público, irrestritos, sem identificação dos indivíduos, preservando-se a confidencialidade dos dados. Embora o estudo não tenha sido encaminhado para apreciação de Comitê de Ética em Pesquisa institucional interna, foram assegurados todos os esforços éticos para garantir a confidencialidade e cumprimento da resolução do Conselho Nacional de Saúde, CNS nº 466, de 12 de dezembro de 2012. A realização da PNS 2019, da qual são oriundos os dados da presente pesquisa, foi aprovada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa/Conselho Nacional de Saúde (Conep/CNS) sob o Parecer nº 3.529.376, emitido em 23 de agosto de 2019, mediante Certificado de Apresentação para Apreciação Ética (CAAE) nº 11713319.7.0000.0008. Todos os participantes assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, previamente à entrevista. Os arquivos de dados e documentos podem ser obtidos na página eletrônica do IBGE (https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/saude.html). Resultados Foram analisados dados de 22.728 idosos. A maior parte dos entrevistados era do sexo feminino (55,5%), autodeclarados brancos (51,3%) e com ensino fundamental incompleto (47,0%). Em relação à renda familiar per capita, a maior frequência foi de indivíduos no terceiro quintil de renda (29,0%). Apenas 7,0% (IC95% 6,8;7,5) dos idosos fizeram uso de alguma prática integrativa ou complementar, e destes, 46,8% (IC95% 43,0;50,7) utilizaram o serviço odontológico de forma regular. Ao todo, 34,3% (IC95% 33,2;35,4) dos idosos avaliados utilizaram o serviço odontológico de forma regular (Tabela 1). Tabela 1 Descrição das características da amostra (n = 22.728), frequência e respectivo intervalo de confiança de 95% do uso regular de serviço odontológico, de acordo com as variáveis independentes, Brasil, 2019 Variáveis n (%) Uso regular de serviço odontológico % (IC95%a) Sexo Masculino 10.193 (44,5) 33,6 (32,0;35,2) Feminino 12.535 (55,5) 34,9 (33,5;36,2) Idade (em anos) 60-69 12.555 (54,8) 40,4 (39,0;41,9) 70-79 7.157 (31,1) 28,9 (27,2;30,6) ≥ 80 3.016 (14,1) 22,1 (19,9;24,5) Raça/cor da peleb Indígena 165 (0,5) 19,9 (12,9;29,5) Parda 10.001 (36,7) 26,8 (25,4;28,3) Amarela 204 (1,3) 46,2 (36,1;56,7) Preta 2.455 (10,2) 26,1 (23,5;28,9) Branca 9.901 (51,3) 41,1 (39,5;42,8) Renda domiciliar per capita (quintis)b 1º 1.325 (4,9) 24,7 (21,2;28,6) 2º 3.372 (12,8) 21,0 (18,9;23,2) 3º 7.041 (29,0) 21,7 (20,3;23,2) 4º 5.651 (27,3) 33,1 (31,3;35,1) 5º 5.336 (26,0) 57,7 (55,5;59,9) Escolaridade Sem instrução 4.717 (16,6) 14,1 (12,7;15,6) Ensino fundamental incompleto 10.270 (47,0) 25,9 (24,6;27,3) Ensino fundamental completo 1.427 (6,8) 39,5 (35,3;43,8) Ensino médio incompleto 584 (2,6) 35,7 (30,2;41,6) Ensino médio completo 3.029 (13,9) 50,7 (47,9;53,4) Ensino superior incompleto 293 (1,5) 63,1 (54,3;71,1) Ensino superior completo 2.400 (11,6) 70,5 (67,6;73,3) Uso de práticas integrativas no último ano Não 21.090 (93,0) 33,4 (32,3;34,5) Sim 1.638 (7,0) 46,8 (43,0;50,7) a) IC95%: Intervalo de confiança de 95%; b) Dados faltantes devido a não resposta dos participantes. Entre as práticas integrativas incluídas no inquérito, a fitoterapia foi a modalidade mais utilizada (61,2%; IC95% 58,1;64,2), seguida da acupuntura (30,5%; IC95% 27,3;33,9) e da homeopatia (15,9%; IC95% 13,3;18,9) (Tabela 2). Tabela 2 Frequência e respectivo intervalo de confiança de 95% do uso das práticas integrativas, por modalidade (n = 1.638), Brasil, 2019 Modalidade % (IC95%a) Fitoterapia 61,2 (58,1;64,2) Acupuntura 30,5 (27,3;33,9) Homeopatia 15,9 (13,3;18,9) Meditação 8,5 (6,6;10,8) Auriculoterapia 6,8 (4,8;9,5) Yoga 5,7 (4,4;7,5) Tai chi chuan 1,2 (0,6;2,4) Terapia comunitária integrativa 0,9 (0,5;1,5) Outra 3,1 (2,1;4,6) a) IC95%: Intervalo de confiança de 95%. Nota: os participantes poderiam responder "Sim" a mais de uma prática da qual tivessem feito uso no último ano, por isso a soma dos valores pode extrapolar 100%. Indivíduos que fizeram uso de práticas integrativas no último ano apresentaram maior frequência de uso do serviço odontológico regular, tanto na análise bruta (RP = 1,40; IC95% 1,28;1,52) como após o ajuste por variáveis demográficas e socioeconômicas (RP = 1,15; IC95% 1,07;1,23) (Tabela 3). Tabela 3 Razões de prevalências brutas e ajustadas, e seus respectivos intervalos de confiança de 95%, da associação entre o uso regular de serviços odontológicos e a utilização de práticas integrativas (n = 22.728), Brasil, 2019 Variável RPa bruta (IC95% b) p-valorc RPa ajustadad (IC95%b) p-valorc Uso de práticas integrativas no último ano Não 1,00 < 0,001 1,00 < 0,001 Sim 1,40 (1,28;1,52) 1,15 (1,07;1,23) a) RP: Razão de prevalências; b) IC95%: Intervalo de confiança de 95%; c) Teste qui-quadrado de Pearson; d) Ajustada por fatores demográficos e socioeconômicos. Discussão Aqueles que utilizaram alguma prática integrativa apresentaram maior frequência de uso do serviço odontológico de forma regular, frente a seus pares. Segundo os achados do estudo, é possível apontar que indivíduos mais propensos a cuidar de seu bem-estar geral, e por esse motivo utilizarem práticas integrativas, sejam também mais proativos com relação a sua saúde geral e bucal e, assim, busquem os serviços odontológicos regularmente. Este estudo apresenta algumas limitações, entre as quais se inclui o delineamento transversal, que limita inferências causais. Como todas as variáveis foram coletadas de maneira autorreferida, um possível viés de memória pode ter ocorrido. Com relação às categorias de raça/cor da pele amarela e indígena, não obstante sua pequena frequência, elas foram mantidas na análise para se evitar um possível viés de seleção. Apesar de o uso das práticas integrativas ser também considerado um indicativo de autocuidado, salienta-se que não foram incluídas variáveis objetivas referentes ao autocuidado em saúde por limitação das variáveis disponíveis no banco de dados. Como potencialidades do estudo, destaca-se que a PNS 2019 é formada por uma amostra com representatividade nacional, o que proporciona robustez aos resultados verificados. Pelo conhecimento destes autores, trata-se do primeiro estudo avaliativo da relação entre a utilização de práticas integrativas e a utilização de serviço odontológico por idosos brasileiros. Apesar do crescente envelhecimento da população brasileira, os idosos ainda apresentam baixo índice de utilização do serviço odontológico.1 Essa população demanda uma escuta qualificada, e geralmente, já apresenta sequelas do acúmulo de doenças bucais ao longo da vida.13 Soma-se a isso a preferência por profissionais acolhedores, que levam em conta aspectos psicológicos e sociais dos indivíduos e buscam compreender o sofrimento e a doença pela perspectiva do indivíduo.14 As práticas integrativas são técnicas terapêuticas que atuam de forma complementar à racionalidade biomédica,15 e podem ser uma estratégia de reforço da autonomia pessoal.16 Podem, portanto, servir de estímulo à procura por atendimento odontológico regularmente. Visitas rotineiras ao dentista possibilitam a prevenção de agravos e minimizam a complexidade dos procedimentos, ao contrário de visitas emergenciais somente diante de problemas bucais.17 O acesso a serviços odontológicos de forma regular é fundamental para a população idosa, no sentido de minimizar os impactos decorrentes de demandas acumuladas ao longo da vida.18 As práticas mais utilizadas pelos idosos entrevistados foram fitoterapia, acupuntura e homeopatia. Frente aos efeitos dessas práticas sobre a ansiedade e estresse,19 é possível que elas também apresentem potencial benéfico para aqueles que sofrem com ansiedade dirigida aos procedimentos odontológicos, podendo complementar o cuidado desses indivíduos ao proporcionar um atendimento mais humanizado e tranquilo.20 A utilização dessas terapias pode ter como objetivo incluir ativamente os indivíduos nas decisões de tratamento, melhorar seu enfrentamento e senso de bem-estar.21 O uso de práticas integrativas pode ser um componente importante do autocuidado em saúde bucal,22 e motivar a procura por cuidados odontológicos rotineiramente, como evidenciado neste estudo. O uso dessas práticas tem sido explorado como adjuvante em tratamentos de condições crônicas,23 as quais, geralmente, são mais prevalentes na população idosa. Ao serem avaliados os efeitos de diferentes práticas integrativas em pacientes oncológicos com dor e ansiedade,23 e com sintomas de estresse,24 respostas psicológicas como relaxamento e diminuição da dor e ansiedade,23 diminuição dos níveis de estresse,24 assim como a melhoria no bem-estar emocional e espiritual,23 foram evidenciadas. O uso de algumas práticas integrativas também sugere efeitos benéficos na redução do uso abusivo de antibióticos.25 No que concerne ao atendimento aos idosos, as práticas integrativas podem induzir uma maior interação social, reforço na autoestima e estímulo para a realização de atividades diárias,26 atitudes e comportamentos que muitas vezes se veem prejudicados na vida desses sujeitos.27 O uso de práticas integrativas parece ter impactos positivos na saúde, considerando-se as dimensões psicológica, física e emocional dos usuários.19 Essa influência pode decorrer de essas práticas envolverem abordagens que buscam estimular a prevenção de doenças e a recuperação da saúde por meio de tecnologias leves, incluindo sistemas e recursos que enfatizam a escuta acolhedora, a criação de vínculo e a integração do indivíduo no contexto em que vive.16 Desta forma, o processo saúde-doença é encarado de maneira ampla, visando à promoção global do cuidado e, em especial, do encorajamento ao autocuidado, o que parece repercutir também nos cuidados com a saúde bucal, refletindo-se na utilização regular do serviço. Os profissionais de saúde bucal, ao aplicarem a abordagem sistêmica proposta pelas práticas integrativas, propõem-se a diagnosticar e tratar mediante uma abordagem que extrapola os sintomas apresentados no corpo físico, relacionando-os com os aspectos biopsicossociais do contexto do indivíduo.28 Sua utilização, aliada à prática da odontogeriatria, independentemente da causa que se busque tratar, pode elevar a relação profissional-paciente a patamares de humanização que contribuem para a excelência de resultados. Sabe-se que os idosos de hoje frequentaram consultórios nos quais não se dispunha de tecnologias que propiciassem um atendimento sem estresse, o que muitas vezes resulta em ansiedade diante do tratamento odontológico.29 Nesse sentido, as práticas integrativas podem ser aliadas em potencial, no manejo da ansiedade frente a esses procedimentos, dada sua associação com a diminuição de sintomas de estresse e ansiedade.24 Por envolverem abordagens que utilizam tecnologias leves, as práticas integrativas podem evitar a medicalização excessiva e intervenções desnecessárias, facilitando a superação de um modelo meramente biomédico.30 Verificou-se uma associação entre a utilização das práticas integrativas e o uso regular de serviços odontológicos por idosos brasileiros. Tais práticas, já garantidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), podem ser uma estratégia de estímulo à adoção de melhores comportamentos relacionados à saúde, como o uso regular de serviços odontológicos. Referências 1 1. 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Financiamento O presente trabalho contou com o apoio financeiro da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior/Ministério da Educação (Capes/MEC) - Código de Financiamento 001, mediante concessão de bolsa de doutorado aos autores Maria Laura Braccini Fagundes e Orlando Luiz do Amaral Júnior. Original article Association between integrative and complementary health practices and use of dental services among older adults in Brazil: a cross-sectional study, 2019 0000-0001-6615-0368 Lucas Aneiza Simoní 1 0000-0001-5548-7408 Fagundes Maria Laura Braccini 1 0000-0002-6611-3871 Amaral Orlando Luiz do Júnior 1 0000-0002-4181-0267 Menegazzo Gabriele Rissotto 1 0000-0002-2315-3902 Giordani Jessye Melgarejo do Amaral 1 1 Universidade Federal de Santa Maria, Departamento de Estomatologia, Santa Maria, RS, Brazil Correspondence Maria Laura Braccini Fagundes. mlaubf@gmail.com Associate editor Taís Freire Galvão Author contributions Fagundes MLB, Do Amaral Júnior OL and Menegazzo GR designed the study, analyzed and interpreted the data, drafted and reviewed the first version of the manuscript. Lucas AS interpreted the data, drafted and reviewed the first version of the manuscript. Giordani JMA designed the study, analyzed the data and critically reviewed the manuscript. All the authors have approved the final version and are responsible for all aspects thereof, including the guarantee of its accuracy and integrity. Conflicts of Interest The authors declared that they have no conflicts of interest. Abstract Objective: To analyze association between participation in integrative practices and regular use of dental services in Brazilian older adults. Methods: This was a cross-sectional study based on secondary data from the 2019 National Health Survey. All older adults aged 60 years and over were included. The study outcome was regular dental service use. Poisson regression models were used to estimate crude and adjusted prevalence ratios (PRs) and their respective at confidence intervals 95% (95%CI). Results: A total of 22,728 older adults were analyzed. Most were female (55.5%), reported that they were White (51.3%), had incomplete primary education (47.0%); 7.0% (95%CI 6.8;7.5) had used some form of integrative practice and 34.3% (95%CI 33.2;35.4) had used their dental service regularly. Individuals who used integrative practices had higher prevalence of dental service use even after adjusting the model (PR = 1.15; 95%CI 1.07;1.23). Conclusion: Among Brazilian older adults use of integrative practices was associated with regular use of dental services. Keywords: Primary Health Care Oral Health Complementary Therapies Cross-Sectional Studies Study contributions Main results Frequency of regular use of dental services among elderly people who used integrative and complementary practices was higher than among their peers. Implications for services These practices, guaranteed by the Brazilian National Health System (SUS), can be a strategy for stimulating better health-related behaviors, such as regular visits to the dentist, as well as reinforcing the principle of comprehensive care. Perspectives Bringing together integrative practices and geriatric dentistry can benefit both service users and professionals responsible for care, providing a more affectionate, empathetic and participatory clinical relationship, as well as individual diagnosis and therapy procedures. Introduction Despite the recognized importance of oral health as part of people’s overall health and well-being, a large part of Brazilians do not use dental services.1 Use of health services is the result of a series of complex causes, which relate to socio-demographic and economic issues as well as to morbidity profiles and the availability of health services.2 Predisposing factors regarding health service use, such as beliefs, personal health practices, diet, exercise and self-care, can have an effect on the perceived need for care and consequently influence the pattern of service use.3 According to results from the 2019 National Health Survey (Pesquisa Nacional de Saúde - PNS), less than 30% of elderly people had seen a dentist in the year prior to the survey interview.1 Oral health is essential for quality of life, whether for chewing and swallowing food, or for self-esteem and psychological well-being.4 Integrative and complementary health practices comprise a set of services and techniques not covered by traditional medicine.5 Such practices favor care focused on health and not disease, the quest for harmony between an individual and their natural and social environment, stimulating subjectivity to prevent disease and promote health, aiming at individual comprehensive care.5 In Primary Health Care (PHC), their relevance lies in the therapeutic pluralism necessary for the complex management of the family approach and the community approach to health, which assumes both longitudinal and comprehensive care.6 Such premises are especially important in care provided to the elderly population. In the face of a predominantly biomedical, curative and fragmented care model, the limitations of the effectiveness of which manifest themselves in the epidemiological pattern of diseases,7 we are witnessing slow but gradual growth of integrative practices as a strategy for changing health paradigms.8 Observing differentiated patterns of care and understanding the determinants of longevity with quality of life, can contribute positively to the aging process.9 Integrative practices are forms of health care that work on the different senses involving the human being, stimulating self-knowledge, instigating and recovering the notion of quality of life, as well as co-responsibility in the health-disease-care process.10 Therefore, it is plausible to assume that these practices have also influenced the demand for health services and oral health care. The objective of this study was to analyze association between participation in integrative practices and regular use of dental services in Brazilian older adults. Methods Design This was a retrospective cross-sectional study, which used secondary data from Brazil’s second National Health Survey (PNS 2019), conducted between August 2019 and March 2020 by the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE) in partnership with the Ministry of Health, covering all of Brazil’s Federative Units. The data used in the present study were obtained from the IBGE website (https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/saude.html), accessed on May 26, 2021. Background The PNS is a population-based survey and is representative of the Brazilian population that lives in permanent private residences.11 The first edition of the survey took place in 2013, aiming to collect information on the health determinants, conditioning factors and health needs of the Brazilian population. In 2019 Brazil had approximately 211 million inhabitants and the number of elderly people in the country had reached 32.9 million, maintaining the trend of population aging. Even so, the use of dental services in this age group remained below 30%.1 Participants Sampling was carried according to conglomerates, in three selection stages: (i) census tracts were used as primary sampling units; (ii) households were the units in the second stage; and finally, within each sampled household, (iii) the participants were selected using equiprobable sampling.11 The survey target population was comprised of individuals aged 15 years or older. One resident was randomly selected in each selected household, based on the list of eligible residents obtained at the time of the interview.11 In this study, the objective of which was to study only the elderly population, data from all research participants aged 60 years or older were analyzed, and no exclusion criteria were applied. Variables Outcome: regular use of dental services (last visit: up to 1 year ago; more than 1 year ago); Main exposure: use of integrative and complementary practices (yes; no). The conceptual model (Figure 1) that guided the choice of confounding variables was specified prior to data analysis and was based on previous studies on the social determinants of health12 and service use.3 The confounding variables included: sex (male; female); age groups (collected quantitatively according to years of age and then categorized into: 60-69; 70-79; ≥ 80); race/skin color (Indigenous; mixed race; Asian; Black; White); per capita household income (collected quantitatively in BRL and then categorized into five income quintiles: 1st; 2nd; 3rd; 4th; 5th); and schooling (no schooling; incomplete elementary education; complete elementary education; incomplete high school education; complete high school education; incomplete higher education; complete higher education). Figure 1 Theoretical model of the relationship between use of integrative practices and regular use of dental services, Brazil, 2019 Data source and measurement IBGE organized and coordinated the fieldwork for the primary study. Data collection was conducted through interviews in the participants’ homes, where those selected answered an individual structured questionnaire. The interviews were conducted using mobile collection devices programmed with the survey questionnaire.11 All variables included in this study were self-reported by the participants. Bias control All data collectors in the primary study were trained and calibrated to understand, in detail, the entire survey. Instructional material was prepared to guide the field team, seeking to minimize measurement bias.11 Study size In order to define the sample size with a sufficient level of precision for the parameters of interest, we used some of the indicators from the first edition of the PNS, carried out in 2013: data on chronic non-communicable diseases, violence, use of health services, having a health insurance plan, health-related behaviors, among others.11 The calculation considered the following criteria: estimation of frequencies with the desired level of precision, using 95% confidence intervals; effect of the sampling plan; number of selected households per primary sampling unit; and frequency of households with people in the age group of interest.11 Statistical methods Data analysis was performed using Stata software, version 14.0 (College Station, TX), considering the sample weight due to the complex sampling plan (survey module). Initially we described the sample characteristics, frequencies and respective 95% confidence intervals (95%CI) of the regular use of dental services according to the independent variables. Frequency of use of integrative practices according to the type of practice was also described. Associations with regular use of dental services were estimated by applying Poisson regression models, observing the crude and adjusted prevalence ratios (PRs) and their respective 95%CIs; and 5% significance levels, as per Pearson’s chi-square test. Multiple analysis was adjusted for demographic and socioeconomic factors. All variables were input to the model simultaneously. Ethical aspects This study used secondary unrestricted public domain data, with no identification of participants, so that the confidentiality of the data was preserved. Although the study was not submitted to an internal institutional Research Ethics Committee, all ethical efforts were made to ensure confidentiality and compliance with National Health Council Resolution No. 466, dated December 12, 2012. Notwithstanding, the 2019 PNS, from which the data used in the research were derived, was approved by the National Research Ethics Committee/National Health Council under Opinion No. 3,529,376, issued on August 23, 2019, as per Certificate of Submission for Ethical Appraisal No. 11713319.7.0000.0008. All those who participated in the 2019 PNS signed an Informed Consent Form prior to being interviewed. The data and document files can be obtained from the IBGE website (https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/saude.html). Results We analyzed data on 22,728 elderly individuals. Most respondents were female (55.5%), reported that they were White (51.3%) and had incomplete elementary education (47.0%). The highest frequency was of per capita family income was found in the third income quintile (29.0%). Only 7.0% (95%CI 6.8;7.5) of the elderly used integrative or complementary practices and of these, 46.8% (95%CI 43.0;50.7) used dental services on a regular basis. Overall, 34.3% (95%CI 33.2;35.4) of the elderly we assessed used dental services on a regular basis (Table 1). Table 1 Description of the characteristics of the sample (n=22,728), frequencies and respective 95% confidence intervals of regular use of dental services, according to independent variables, Brazil, 2019 Variables n (%) Regular use of dental services % (95%CIa) Sex Male 10,193 (44.5) 33.6 (32.0;35.2) Female 12,535 (55.5) 34.9 (33.5;36.2) Age (in yers) 60-69 12,555 (54.8) 40.4 (39.0;41.9) 70-79 7,157 (31.1) 28.9 (27.2;30.6) ≥ 80 3,016 (14.1) 22.1 (19.9;24.5) Race/skin colorb Indigenous 165 (0.5) 19.9 (12.9;29.5) Mixed race 10,001 (36.7) 26.8 (25.4;28.3) Asian 204 (1.3) 46.2 (36.1;56.7) Black 2,455 (10.2) 26.1 (23.5;28.9) White 9,901 (51.3) 41.1 (39.5;42.8) Per capita household income (quintiles)b 1st 1,325 (4.9) 24.7 (21.2;28.6) 2nd 3,372 (12.8) 21.0 (18.9;23.2) 3rd 7,041 (29.0) 21.7 (20.3;23.2) 4th 5,651 (27.3) 33.1 (31.3;35.1) 5th 5,336 (26.0) 57.7 (55.5;59.9) Schooling No schooling 4,717 (16.6) 14.1 (12.7;15.6) Incomplete elementary education 10,270 (47.0) 25.9 (24.6;27.3) Complete elementary education 1,427 (6.8) 39.5 (35.3;43.8) Incomplete high school education 584 (2.6) 35.7 (30.2;41.6) Complete high school education 3,029 (13.9) 50.7 (47.9;53.4) Incomplete higher education 293 (1.5) 63.1 (54.3;71.1) Complete higher education 2,400 (11.6) 70.5 (67.6;73.3) Use of integrative practices in the last year No 21,090 (93.0) 33.4 (32.3;34.5) Yes 1,638 (7.0) 46.8 (43.0;50.7) a) 95%CI: 95% confidence interval; b) Missing data due to participants not answering. Phytotherapy was the most used type of integrative practice among those included in the survey (61.2%; 95%CI 58.1;64.2), followed by acupuncture (30.5%; 95%CI 27.3;33.9) and homeopathy (15.9%; 95%CI 13.3;18.9) (Table 2). Table 2 Integrative practice frequency and respective 95% confidence interval, per type of practice (n = 1,638), Brazil, 2019 Integrative practice % (95%CIa)b Phytotherapy 61.2 (58.1;64.2) Acupuncture 30.5 (27.3;33.9) Homeopathy 15.9 (13.3;18.9) Meditation 8.5 (6.6;10.8) Auriculotherapy 6.8 (4.8;9.5) Yoga 5.7 (4.4;7.5) Tai chi chuan 1.2 (0.6;2.4) Integrative community therapy 0.9 (0.5;1.5) Other 3.1 (2.1;4.6) a) 95%CI: 95% confidence interval. Note: The participants could answer "Yes" for more than one practice they had used in the last year. That is why the sum of the values exceeds 100%. Frequency of regular dental service use was higher in individuals who made use of integrative practices in the last year, both in the crude analysis (PR = 1.40; 95%CI 1.28;1.52) and after adjustment for demographic and socioeconomic variables (PR = 1.15; 95%CI 1.07;1.23) (Table 3). Table 3 Crude and adjusted prevalence ratios and respective 95% confidence intervals of the association between regular use of dental services and use of integrative practices (n = 22,728), Brazil, 2019 Variable Crude PRa (95%CIb) p-valuec Adjustedd PRa (95%CIb) p-valuec Use of integrative practices in the last year No 1.00 < 0.001 1.00 < 0.001 Yes 1.40 (1.28;1.52) 1.15 (1.07;1.23) a) PR: Prevalence ratio; b) 95%CI: 95% confidence interval; c) Pearson’s chi-square test; d) Adjusted for demographic and socioeconomic factors. Discussion Frequency of regular dental service use was higher among those who used integrative practices than among their peers. The findings of the present study make it possible to indicate that individuals who are more inclined to take care of their overall well-being, and for this reason use integrative practices, are also more proactive regarding their general and oral health, and thus seek dental services regularly. This study has limitations, including its cross-sectional design, which limits causal inferences. It is possible that recall bias may have occurred since all the variables collected were self-reported. Despite their low frequency, the Asian and Indigenous race/skin color categories were kept in the analysis to avoid possible selection bias. Although the use of integrative practices is also considered to be an indicator of self-care, it should be noted that objective variables referring to self-care in health were not included due to limitations in the variables available in the database. On the other hand, standing out among this study’s potentialities is that the PNS 2019 is comprised of a nationally representative sample, which provides robustness to the results. As far as the study’s authors are aware, this is the first evaluative study of the relationship between the use of integrative practices and the use of dental services by elderly Brazilians. Despite the fact that the Brazilian population is aging increasingly, use of dental services by the elderly continues to be low.1 This population requires qualified listening and generally has sequelae arising from the accumulation of oral diseases throughout their lives.13 It is also preferable that health workers act in a welcoming manner, taking into account psychological and social aspects of service users, seeking to understand suffering and illness from the perspective of service users.14 Integrative practices are therapeutic techniques that act in a complementary manner to biomedical rationality,15 and can be a strategy for strengthening personal autonomy.16 They can, therefore, serve as a stimulus for seeking dental care on a regular basis. Routine visits to the dentist enable disease prevention and minimize the complexity of procedures, unlike making emergency visits when oral health problems arise.17 Access to and use of dental services on a regular basis are essential for the elderly population, in order to minimize the impacts resulting from demands accumulated throughout their lives.18 The integrative practices most used by the elderly people interviewed were phytotherapy, acupuncture and homeopathy. Given the effects of these practices on anxiety and stress,19 it is possible that they also have beneficial potential for those who suffer from anxiety related to dental procedures, and may complement the care of these individuals by providing care that is more humanized and relaxed.20 The objective of using these therapies can be to actively include individuals in treatment decisions, improve their coping and sense of well-being.21 The use of integrative practices can be an important component of oral health self-care,22 and can motivate people to seek routine dental care, as shown by this study. The use of these practices has been explored as a means of supporting treatment of chronic conditions,23 which are generally more prevalent in the elderly population. Assessment of the effects of different integrative practices on people with cancer with pain and anxiety,23 and stress symptoms,24 found psychological responses such as relaxation and decreased pain and anxiety,23 decreased stress levels,24 as well as improved emotional and spiritual well-being.23 Use of certain integrative practices also points to beneficial effects in reducing abusive use of antibiotics.25 Regarding care of the elderly, integrative practices can induce greater social interaction, boost self-esteem and stimulate the performance of daily activities,26 these being attitudes and behaviors that are often impaired in the lives of these subjects.27 Use of integrative practices appears to have positive impacts on health, considering the psychological, physical and emotional dimensions of service users.19 This influence may be due to the fact that these practices involve approaches that seek to stimulate disease prevention and health recovery through soft technologies, including systems and resources that emphasize friendly listening, the creation of bonds and the integration of individuals in the context in which they live.16 The health-disease process is therefore viewed in a comprehensive way, aimed at all-round promotion of care and, especially, encouragement of self-care. This also appears to have repercussions on oral health care, which is reflected in the regular use of this service. When oral health professionals apply the systemic approach proposed by integrative practices, their intention is to diagnose and treat using an approach that goes beyond physical symptoms, and also relate them to the biopsychosocial aspects of the individual’s context.28 Their use, alongside the practice of geriatric dentistry, regardless of the cause to be treated, can raise the health worker-service user relationship to levels of humanization that contribute to the excellence of results. It is known that in the past people who are elderly today were attended to in consulting rooms where there were no technologies capable of providing stress-free care, which often results in anxiety prior to dental treatment.29 In this sense, integrative practices can be potential allies in management of anxiety caused by these procedures, given their association with reduction of stress and anxiety symptoms.24 As they involve approaches that use soft technologies, integrative practices can avoid excessive medicalization and unnecessary interventions, helping to overcome a merely biomedical model.30 We found association between use of integrative practices and regular use of dental services by elderly Brazilians. These practices, already guaranteed by the Brazilian National Health System (SUS), can be a strategy for encouraging the adoption of better health-related behaviors, such as regular use of dental services. Associated academic work This article was derived from the final year project monograph entitled Association between use of integrative and complementary practices and use of dental services among elderly people in Brazil, defended by Aneiza Simoní Lucas at the Universidade Federal de Santa Maria Dentistry Degree Course in 2021. Funding This work received financial support from the Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior/Ministério da Educação (Capes/MEC) - Funding Code 001, in the form of a Ph.D. scholarship granted to the authors Maria Laura Braccini Fagundes and Orlando Luiz do Amaral Júnior.
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