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As mulheres cuidadoras-leigas acompanhantes de crianças com câncer no contexto hospitalar

A possibilidade de ter um acompanhante na internação hospitalar é um direito constitucional garantido para crianças, idosos e parturientes. Independente da etapa do ciclo vital, ter um acompanhante é uma situação socialmente e culturalmente determinada no Brasil. Trata-se de uma pesquisa qualitativa descritiva-exploratória e intervencionista que descreveu e discutiu as percepções das cuidadoras de crianças com câncer, enquanto acompanhantes no hospital. Os dados foram coletados mediante grupo focal com nove mulheres entre março e maio de 2007 em um hospital-escola na cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. A análise temática das informações mostrou a conduta passiva e dócil das acompanhantes frente as adversidades cotidianas, reflexo das próprias condições de poder e autoridade dos objetivos institucionais, tão comuns nos cenários que desenvolvem ações de saúde na realidade brasileira. A emancipação poderia ser alcançada por meio de estratégias educativas caracterizadas pela informação e divulgação dos direitos do usuário e posturas críticas e reivindicatórias quando confrontados.

Cuidadores; Acompanhantes de pacientes; Criança hospitalizada; Neoplasias; Educação em saúde


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