Open-access Analgesia em pacientes com traumatismo atendidos por unidades de suporte vital avançado de enfermagem: estudo observacional retrospectivo pré-pós-intervenção

Objetivo:  avaliar se a administração de diferentes grupos de analgésicos intravenosos a pacientes com traumatismo agudo e dor moderada ou intensa, em unidades de suporte vital avançado de enfermagem, reduziu significativamente a dor percebida.

Método:  estudo observacional retrospectivo e analítico, do tipo pré-pós-intervenção. Os dados foram coletados do sistema de informação e dos prontuários clínicos. Foram analisados, por meio de estatística descritiva e testes não paramétricos, o nível de dor no início e ao final da assistência, sua associação com os fármacos administrados e os tempos assistenciais.

Resultados:  foram avaliados os dados de 164 pacientes. A idade média foi de 54±21,49 anos e 48,78% eram mulheres. A pontuação inicial na Escala Numérica Verbal foi de = 8,48±1,04 pontos, enquanto ao final da assistência foi de = 4,09±2,32 pontos; a redução foi de = 4,39±2,39 pontos, com diferença estatisticamente significativa entre ambos os momentos (p < 0,001). Os tratamentos com opioides mostraram maior eficácia analgésica do que os analgésicos não opioides (p=0,014).

Conclusão:  a administração de analgesia pela enfermagem em unidades de suporte vital avançado no âmbito extra-hospitalar alcança uma redução da dor percebida em traumatismos agudos. Os opioides, isolados ou combinados com analgésicos não opioides, associam-se a uma maior redução da dor.

Descritores:
Enfermagem; Serviços Médicos de Emergência; Ambulâncias; Medição da Dor; Analgesia; Ferimentos e Lesões


(1) A analgesia intravenosa reduz significativamente a dor em pacientes com traumatismo. (2) Os opioides, isolados ou combinados com analgésicos não opioides, produzem maior alívio da dor. (3) A unidade de suporte vital avançado de enfermagem é segura e eficaz na administração de analgesia. (4) A administração de analgesia intravenosa não se associou a eventos adversos em curto prazo. (5) O prolongamento do tempo assistencial se correlaciona com maior redução da dor traumática.

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